Vacina contra a dengue deve ser desenvolvida até setembro de 2014

Ao que tudo indica, até o final do ano, o mundo vai contar com uma vacina capaz de combater os quatro sorotipos de dengue. A novidade está em fase de avaliação

 
A partir de setembro deste ano, o mundo poderá dispor de uma vacina capaz de imunizar a população contra os quatro sorotipos de vírus que causam a dengue, inclusive na sua manifestação mais grave: a hemorrágica.
 
Tudo dependerá do resultado da avaliação que a comissão de experts no assunto, escolhida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), fizer do produto imunizante desenvolvido pelo laboratório Sanofi Pasteur e que é o único a se encontrar na fase clínica.
 
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Entre os cientistas que participam da avaliação da OMS está a pesquisadora baiana e membro do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia, a médica infectologista Glória Teixeira. Segundo ela, são grandes as expectativas para o resultado, porque a doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti não é um problema que afeta apenas os países subdesenvolvidos, mas é uma ameaça em todo o mundo, inclusive nos países ricos.
 

 “Atualmente, além dessa vacina, estão em desenvolvimento outros imunizantes, como o desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK), o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH) e o Instituto Butantan, o problema é que essas substâncias ainda se encontram na fase 1 ou 2 dos testes”, esclarece Glória Teixeira.

 

Os encontros para avaliação do produto serão realizados em junho, em Lion(França) e em setembro, em Genebra (Suíça). De acordo com diretora de saúde pública da Sanofi, a médica Lucia Bricks, os estudos clínicos mostram que a vacina tetravalente contra a dengue é bem tolerada, com perfil de segurança semelhante após cada uma das doses. “Os resultados preliminares de eficácia demonstram, pela primeira vez, que uma vacina candidata contra a dengue é capaz de proteger contra a doença. Em 2014, estão previstos os resultados dos estudos de fase III, em mais de 31 mil indivíduos, que vão avaliar a eficácia da vacina em uma população mais ampla e em diferentes ambientes epidemiológicos”, comenta.

 

Em 2011, essa mesma comissão participou da avaliação de uma versão anterior apresentada pelo mesmo laboratório, no entanto, na época, o produto apresentado não  mostrou efetividade na imunização contra o sorotipo DEN2. “Na época, a comunidade científica ficou bastante desanimada, pois era e ainda é o estudo mais avançado que dispúnhamos”, completa Glória Teixeira.
 
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Pesquisas
A pesquisadora baiana diz que a notícia de uma nova versão da vacina contra a dengue chega em excelente momento, pois as últimas análises realizadas apontam que houve aumento da incidência e da gravidade da dengue na última década. A revisão publicada na edição mais recente do periódico científico PLOS Neglected Tropical Diseases traz dados epidemiológicos registrados em 51 estudos e revela tendências que merecem atenção.

 

A análise dos dados demonstra o aumento do registro de casos graves com o consequente crescimento das hospitalizações e mortes, sobretudo devido à circulação conjunta dos quatro sorotipos do vírus no país e à alta incidência da doença. De 2000 a 2010, mais de 8,44 milhões de pessoas contraíram dengue no Brasil – o maior volume em todo o continente americano no período – sendo 221 mil casos graves, com mais de 3 mil mortes. Em 2010, foram registradas 80 mil hospitalizações relacionadas à doença.

 

Outra tendência apontada pela revisão de literatura, apesar da intensificação das medidas de combate ao mosquito, é o constante aumento do número de casos notificados ano a ano. Somente em 2010, mais de um milhão de brasileiros foram infectados. Em 2000, o total de casos registrados não ultrapassou 200 mil.

 
Também foi observada uma distribuição da doença em todas as faixas etárias. Desde 2007,  a dengue, antes mais comum em adultos jovens, também passou a acometer crianças e idosos.

 

Segundo Glória Teixeira, que é uma das autoras da pesquisa, o controle do vetor não dá certo. “Os estudos mostram que o mosquito está se adaptando à vida moderna e conseguindo vencer todas as barreiras de controle colocadas”, explica a cientista. Ela lembra que, entre as muitas adaptações, o mosquito não está agindo apenas nos trópicos, ele já atua 35° ao Norte da Linha do Equador e 35° ao Sul, ampliando a contaminação em países como os Estados Unidos.
 
Salvador está entre as cidades com maior número de casos
Este ano, até o último dia 12, foram notificados 2.504 casos de dengue na Bahia, correspondendo a uma redução de 91,89% em relação ao mesmo período de 2013, quando foram notificados 30.884 casos. De acordo com o levantamento da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), do total de municípios baianos, 199 (47,7%) notificaram a doença, com destaque para Salvador (729), Feira de Santana (296), Itabuna (192), Pintadas (131), Teixeira de Freitas (75), Jequié (66), Porto Seguro (52), Ituaçu (48), Mirante (44) e Barreiras (42), que concentram 66,9% dos casos do estado da Bahia.
 
A mais nova orientação do Ministério da Saúde para os casos de dengue ocorridos em 2014 prevê que esses deverão seguir a nova classificação de casos: dengue, dengue com sinais de alarme e dengue grave. Até o momento, foram confirmados 11 casos de dengue com sinais de alarme e 3 casos de dengue grave no estado, entre esses, um óbito no município de Coaraci.
 
Em Salvador, houve um aumento de 63% de notificações de casos de dengue. Desse total,613 casos foram identificados como suspeitos, 100 (16%) foram confirmados como dengue clássica. Entre os distritos sanitários com maior número de casos destacam-se Cabula/Beiru, Boca do Rio e Barra/Rio Vermelho.
 
Além da vacina, o Brasil também desenvolve a cultura de uma bactéria chamada Wulbachia que destrói o vírus, impedindo a disseminação da dengue. O estudo é feito pelo Instituto Oswaldo Cruz, Fundação Getulio Vargas, a Universidade Federal de Minas Gerais e FioCruz.

Vacina contra Alzheimer começa a ser testada em humanos

Principal projeto desta companhia é “acabar com o Alzheimer” através da vacina, afirma cientista

A vacina contra o Alzheimer, desenvolvida pela empresa Araclon Biotech, entrou na fase clínica de teste em humanos na Espanha, com 24 pessoas, para avaliar sua tolerância e segurança. A notícia foi anunciada durante a inauguração da nova sede da empresa em Zaragoza.

11_13_39_629_fileNa primeira fase, prevista para ser concluída em 2015, será analisada a tolerância do medicamento, ou seja, sua toxicidade e não tanto sua efetividade, afirmou o diretor cientista, Manuel Sarasa.

Na fase seguinte, serão testadas doses diferentes, verificando se estimulam ou não o sistema imunitário dos voluntários com a droga. A partir daí, vários protocolos serão elaborados.

Esta fase, que normalmente dura dois anos, será seguida de outra, com cerca de três anos. Sarasa destacou que o principal projeto desta companhia é “acabar com o Alzheimer”, o que requerer a contribuição de cientistas, médicos, empresas farmacêuticas, associações e políticos

Vacina anti-HIV da USP passa em teste inicial com macacos

O projeto piloto do teste em macacos de uma vacina contra o HIV desenvolvida pela USP obteve resultados preliminares surpreendentemente positivos, afirmam os cientistas que o conduziram. “Testamos a resposta imune dos animais e os resultados foram excelentes”, conta Edecio Cunha Neto, pesquisador que liderou os trabalhos de desenvolvimento da vacina. “Os sinais foram bem mais intensos do que os que encontramos em camundongos”, diz Susan Ribeiro, cientista associada ao projeto.
 
O aumento da resposta imune, comparado ao estudo com camundongos, foi de 5 a 10 vezes, dependendo do macaco testado. A surpresa dos pesquisadores, que ministraram três doses separadas por 15 dias em quatro macacos-resos do Instituto Butantan, se deu pelo fato de que normalmente a reação a essa modalidade de vacinação é menor em primatas do que em roedores.
 
Trata-se de uma vacina de DNA. Os cientistas “escrevem” nessa molécula trechos de genes que codificam pedaços de proteínas do vírus causador da Aids. Com a inserção do DNA no organismo, a ideia é que ele seja usado dentro das células para fabricar só essas miniproteínas (chamadas peptídeos), sem o vírus original. Esses pequenos pedaços proteicos foram escolhidos com base em pacientes que têm resposta imune incomumente alta ao HIV. Estudos conduzidos desde 2001 chegaram a 18 peptídeos que são candidatos a produzir reação forte do sistema de defesa.
 
Testes feitos em camundongos modificados para ter imunologia similar à humana mostraram que é possível ensinar células responsáveis pela identificação de patógenos invasores a identificar esses peptídeos e atacá-los.
 
A premissa é que, se o sistema imunológico aprender a reconhecer esse material rapidamente e reagir para destruí-lo, é isso que ele fará ao encontrar o HIV de verdade.Contorna-se, portanto, um dos maiores desafios de combate ao vírus: o fato de que ele costuma passar ileso pelo sistema imunológico, que não o reconhece como um invasor perigoso até que seja tarde demais. Como o HIV infecta justamente as células de defesa, ele desativa mecanismos do nosso organismo que nos defendem de infecções.

 

Vacina anti-HIV

Vacina anti-HI


 

Os dados obtidos pelo projeto-piloto são animadores, mas ainda não consistem em prova definitiva de sucesso. Um dos problemas é o número reduzido de animais. A ideia agora é expandir o teste para 28 macacos e desenvolver um protocolo diferente, que envolve outra forma de administrar a vacina. Em vez de injetar o DNA diretamente no organismo, a proposta envolve incluir o DNA que codifica esses peptídeos do HIV no genoma de vírus “atenuados” -incapazes de causar infecção mas indutores de potentes respostas imunes. Uma opção seria usar o vírus da vacina da febre amarela em combinação com outros vetores virais, aparentados da vacina da varíola e do causador do resfriado nos chimpanzés. O procedimento torna esses vírus uma espécie de dublê do patógeno mortal.
 
Espera-se que a resposta imune seja ainda mais poderosa com o uso desse recurso. Caso os testes sejam todos bem-sucedidos, estará pavimentado o caminho para os ensaios clínicos com humanos. O grupo da USP busca parceiros na iniciativa privada para conduzir essa etapa final, que envolve custos da ordem de R$ 250 milhões. Até o momento, a pesquisa consumiu cerca de R$ 1 milhão.

Vai viajar? Atenção à vacina contra o Sarampo

Se você for a Pernambuco e Ceará deve tomar antes a vacina contra o sarampo. Os dois estados nordestinos vêm registrando casos da doença neste ano.

Este é o alerta à população que pretende viajar para os estados de Pernambuco e Ceará, no Nordeste, para que tomem a vacina contra o sarampo. O ideal é que a imunização ocorra 10 dias antes da viagem. Os dois estados vêm registrando casos da doença neste ano.

A vacina tríplice viral é a medida de prevenção mais segura e eficaz contra o sarampo, protegendo também contra a rubéola e a caxumba.

A vacina tríplice viral é a medida de prevenção mais segura e eficaz contra o sarampo.

A vacina tríplice viral é a medida de prevenção mais segura e eficaz contra o sarampo.

Em 2013, a doença esteve presente em diferentes regiões do mundo, resultando em óbitos no Paquistão e Nigéria, e milhares de casos na China, Turquia, Rússia, Georgia, Gabão, e no Reino Unido. Os Estados Unidos registraram surtos em três estados, relacionados à importação do vírus da Índia e Reino Unido.

No Estado de São Paulo foram registrados cinco casos de sarampo em 2013, todos vinculados à importação de outros países.

Segundo Marcos Boulos, coordenador de Controle de Doenças da Secretaria do Estado de São Paulo, os casos de sarampo são mais comuns durante a infância, mas na idade adulta e em crianças menores de um ano de vida os riscos de complicações pelo vírus costumam ser maiores.

“A vacina ainda é a forma mais segura de prevenção”, assegura Boulos.

A primeira dose da vacina deve ser aplicada aos 12 meses de idade e a segunda, entre quatro e seis anos. Para os adultos não imunizados, a vacina também está disponível e é indicada para os nascidos a partir de 1960.

O sarampo é uma doença de natureza viral altamente contagiosa. Sua transmissão ocorre através do contato com uma pessoa infectada ao falar, tossir ou espirrar. Também têm sido observados alguns casos de contagio por dispersão de gotículas em ambientes fechados, como por exemplo, escolas, clínicas médicas e creches. As pessoas que viajaram ao exterior nos últimos 30 dias ou tiveram contato no mesmo período com alguém que viajou devem ficar atentas quanto aos sintomas da doença.

A doença geralmente se manifesta de forma mais acentuada nos primeiros dias após o contágio e os principais indícios do vírus são febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e aparecimento inflamações avermelhadas na pele. Ao perceber os sintomas, o indivíduo deve procurar imediatamente atendimento médico.

Vacinação de adultos

Calendário de vacinação para adultos deve ser adaptado e individualizado de acordo com as necessidades de cada paciente

 

19 a 49 anos

Vacinação de adulto

Vacinação de adulto

Difteria e tétano (dt) uma dose a cada dez anos. Fornecida pelo SUS. Existe a opção da vacina dpta, que protege também contra a coqueluche e causa menos efeitos colaterais do que versões anteriores (não disponível no SUS).

HPV três doses da vacina até os 26 anos de idade. É importante lembrar que ela deve ser tomada por homens e mulheres. É contraindicada para gestantes. Existem dois tipos da vacina disponíveis no Brasil. Em uma delas, há imunização contra os tipos 6, 11, 16 e 18 de HPV — a segunda dose é dada dois meses após a primeira, a terceira, seis meses após a segunda (0-2-6 meses). Na segunda versão da vacina, há proteção contra os tipo 16 e 18 de HPV — a segunda dose deve ser tomada um mês depois da primeira, a terceira, seis meses após a segunda (0-1-6 meses).

Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) uma dose, mesmo quem já tenha tomado na infância. É contraindicada para gestantes e para pessoas com imunodeficiência.

Varicela duas doses, com intervalo de três meses entre elas, para quem nunca tomou. Costuma ser indicada para adultos por ser uma vacina recente — muitas pessoas não a tomaram na infância. É contraindicada para gestantes e pessoas com imunodeficiência.

Hepatite A duas doses, com intervalo de seis meses entre elas, para quem não tomou durante a infância ou nunca teve a doença.

Hepatite B três doses, para quem não tomou durante a infância ou nunca teve a doença. A segunda dose deve ser tomada um mês após a primeira, a terceira, seis meses após a segunda (0-1-6 meses).

Meningocócica uma dose.

Influenza doses anuais. Oferecida pelo SUS para gestantes e outras pessoas consideradas de maior risco.

50 a 64 anos

 

Vacinação de adulto

Vacinação de adulto

Difteria e tétano (dt) — uma dose a cada dez anos. Fornecida pelo SUS. Existe a opção da dpta, que protege também contra a coqueluche e causa menos efeitos colaterais (não disponível no SUS).

Hepatite A — duas doses, com intervalo de seis meses entre elas, para quem não tomou ou nunca teve a doença.

Hepatite B — três doses, para quem não tomou ou nunca teve a doença. A segunda dose é dada um mês após a primeira, a terceira, seis meses após a segunda (0-1-6 meses).

Influenza — doses anuais. Fornecida pelo SUS  para maiores de 60 anos, gestantes e outras pessoas consideradas de maior risco.

Pneumocócica — uma dose, a partir dos 60 anos.

A partir de 65 anos

 

Vacinação de adulto

Vacinação de adulto

Difteria e tétano (dt) — uma dose a cada dez anos. Fornecida pelo SUS. Existe a opção da dpta, que protege também contra a coqueluche e causa menos efeitos colaterais (não disponível no SUS).

Hepatite A — duas doses, com intervalo de seis meses entre elas, para quem não tomou ou nunca teve a doença.

Hepatite B — três doses, para quem não tomou ou nunca teve a doença.  A segunda dose deve ser tomada um mês após a primeira, a terceira, seis meses após a segunda (0-1-6 meses).

Influenza — doses anuais.

Pneumocócica uma dose para quem tomou a primeira aos 60 anos, ou duas doses com intervalo mínimo de cinco anos entre elas.

Fontes: Calendários de Vacinação do Ministério da Saúde, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e do Hospital Albert Einstein, Luis Fernando Aranha Camargo, infectologista do Hospital Albert Einstein, Antonio Condino Neto, professor do Departamento de Imunologia da USP, Paulo Olzon, clínico geral e infectologista da Unifesp e Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunização (SBIM)

 

Vacina para acabar com a dependência de nicotina é desenvolvida

A IDEIA DESSE MODELO DE TRATAMENTO COM VACINA É IMPEDIR A MOLÉCULA VICIANTE DE CHEGAR AO CÉREBRO

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 6 milhões de indivíduos morrem todo ano exclusivamente devido ao vício do cigarro. Trata-se de uma doença crônica, que apresenta altas taxas de recaída.

É por isso que a farmacêutica com base nos Estados Unidos desenvolve uma vacina terapêutica para acabar com a dependência de nicotina – uma das mais de 4.700 substâncias presentes no cigarro e a responsável pelo prazer ao inalar e soltar fumaça.

Vacina contra Nicotina (Cigarro)

Vacina contra Nicotina (Cigarro)

A ideia desse modelo de tratamento é impedir a molécula viciante de chegar ao cérebro, onde ela estimula a liberação de dopamina, o neurotransmissor por trás daquela sensação de bem-estar.

A medicação da Pfizer está em uma fase de pesquisa em que os cientistas investigam a sua segurança em seres humanos. Assim, ainda deve levar um tempo até que esteja disponível para os que desejam dar adeus à vontade de abrir um maço. Por enquanto, o que se pode afirmar é que a vacina é inovadora e muito promissora.

Acontece que, se na teoria tudo funciona bem, os experimentos em laboratório têm demonstrado que há desafios pela frente. Isso porque outras vacinas com mecanismos parecidos já foram testadas e não obtiveram bons índices de sucesso. As duas grandes dificuldades são criar um anticorpo específico que se una à nicotina sem afetar outras moléculas e fazer com que o sistema imune reconheça e aprenda a produzir sozinho esse novo tipo de defesa.

Em meio às dúvidas, já há uma previsão mais certeira: mesmo que as vacinas demonstrem eficácia em seres humanos, não vencerão sozinhas a dependência. O motivo é que a compulsão por tragar um cigarro não está ligada apenas a aspectos biológicos, mas também emocionais e comportamentais.

Parar de fumar exige, em primeiro lugar, que o indivíduo esteja motivado. Depois, é preciso que ele seja orientado, por meio de terapia, a rever e mudar o seu comportamento. E, por último, vem o tratamento farmacológico, no qual entraria a vacina.

Pneumonia: é possível prevenir?

Você conhece os risco da doença e a importância da vacinação? A pneumonia é um problema que, apesar de grave, pode ser evitado através da vacina.

A pneumonia é a maior causa de morte em crianças em todo o mundo.
 
No entanto, a doença não está limitada a bebês e crianças, afeta também adultos, principalmente com mais de 50 anos e portadores de asma, doença cardíaca ou outra grave condição de saúde.
 

Pneumonia: é possível prevenir?

Ao mesmo tempo em que a pneumonia é um importante problema de saúde pública, alguns tipos – incluindo a pneumonia pneumocócica – são evitáveis. E a vacinação é um passo fundamental para ajudar na prevenção, em conjunto com hábitos de vida saudáveis.
 
Entre as opções de vacinas disponíveis para prevenção da pneumonia e das demais doenças pneumocócicas está a Prevenar 13 (VPC-13) – também conhecida como vacina pneumocócica conjugada 13 valente, aprovada este ano pela Anvisa para uso em adultos acima de 50 anos. A vacina já era indicada para crianças até seis anos incompletos.
 
Você pode receber sua vacina contra pneumonia na IC Vacinas, em Maringá. Agende um horário através do telefone (44) 3225-3738 ou faça-nos uma visita Rua Luiz Gama, 308, Centro, Maringá.

Catapora em adultos – Vacina para Catapora ou Varicela

Catapora em adultos? Pode acontecer? Fique de olho nos sintomas da doença e tome a vacina varicela ou catapora.

Catapora em Adultos

Catapora em Adultos


 

A doença, causada pelo vírus Varicela-zoster e, por isso, também chamada varicela, é mais rara em adultos. Cerca de 90% das pessoas têm a catapora ainda na infância, entre 2 e 8 anos, conta a pediatra Mônica Levi, do setor de vacinação da Clínica Especializada em Doenças Infecciosas e Parasitárias e em Imunizações, a Cedipi, em São Paulo. Aliás, segundo a especialista, como a doença às vezes é assintomática, muitos adultos nem desconfiam que tiveram o problema quando pequenos. As feridinhas poderiam ser confundidas com picadas de inseto e a febre, considerada apenas ocasional.
 
Mas os médicos constatam que, ao se manifestar no indivíduo adulto, o vírus consegue causar mais complicações. Ao comparar com a catapora na criança, observamos que nos adultos aparecem mais lesões, diz Mônica. Além das feridinhas espalhadas pelo corpo, outros sintomas que acometem os pequenos, como febre alta, fadiga, falta de apetite e dor de garganta, também dão as caras nos mais velhos. Num quadro de varicela, o organismo também se torna alvo fácil de outros microorganismos, sobretudo das bactérias. Elas podem ser responsáveis por infecções de pele, além de otites e sinusites.
 
As complicações mais sérias, no entanto, ocorrem quando o Varicela-zoster migra para órgãos estratégicos como os pulmões ou o cérebro. Pneumonias aparecem como decorrência da catapora por duas razões: ou o vírus venceu a resistência e invadiu o pulmão ou, como o corpo está mais suscetível, bactérias conseguem desencadear a infecção. A ameaça ao cérebro é gravíssima. Embora seja mais difícil de acontecer, o vírus pode atacar o encéfalo causando dores de cabeça, febres, vômitos e convulsões sintomas parecidos com os da meningite.
 
E esse perigoso ataque ao cérebro é capaz de deixar seqüelas, já que as lesões causam paralisias e distúrbios motores. A lista de encrencas derivadas da doença é grande. Entre as complicações mais raras, dá para destacar hepatites, pancreatites e até infecções na retina. Nos imunodeficientes, como portadores de HIV ou pessoas com câncer, a varicela deve acionar todos os alertas.
 
Doença na mira
 
Se não pode ser destruído de uma vez por todas, ao menos é possível manter o Varicela-zoster inativo, calado no seu canto no caso, os gânglios nervosos. Para combater a catapora nos adultos, os médicos se valem de remédios que dão um basta nos sintomas. Receitam antialérgicos para acabar com as coceiras nas lesões de pele e antitérmicos para abaixar possíveis febres. Os antivirais só entram em ação nos pacientes imunodeficientes.
 
Mas e a vacina? Embora se destine à criançada, o imunizante pode ser aplicado nos adultos saudáveis. São duas doses complementares que devem ser tomadas num intervalo de um a dois meses. De acordo com Mônica Levi, as chances de um adulto vacinado ter a doença e suas complicações caem bastante a proteção é de 90%. E, se mesmo com a vacina o vírus se manifestar, os sintomas da catapora aparecerão de forma atenuada. Prevenindo a catapora, indiretamente se previne o herpes-zóster, a reativação do vírus, diz o infectologista Roberto Florim, do Instituto Emílio Ribas, em São Paulo

Aumento no número de casos de sarampo em PE antecipa as vacinas

Desde março, foram 334 notificações e 112 casos confirmados. Este fator antecipou as vacinas. Em 2012, apenas um caso da doença havia sido registrado no estado.

O aumento no número de casos de sarampo em Pernambuco tem preocupado a Secretaria Estadual de Saúde e fez com que o calendário de vacinação fosse adiantado. Somente de março a novembro deste ano, foram notificados 334 casos suspeitos da doença, sendo 112 confirmados, com a morte de um bebê de sete meses em Moreno, na Região Metropolitana do Recife.
 
A principal forma de prevenção é a vacina. Pelo calendário vacinal, a criança recebe a primeira dose com um ano. Só que, pra conter o surto, essa vacinação foi antecipada: crianças a partir de seis meses já devem tomar a dose. O estado fez uma convocação extra em julho e vacinou 140 mil crianças em 25 cidades. Agora, mais uma chamada para o próximo dia 30 de novembro, com 350 mil doses disponibilizadas para crianças de seis meses a menos de cinco anos.
 
A diretora de Controle de Doenças do estado, Rosilene Hans, explicou que a vacina da campanha será a tríplice viral, ou seja, contra sarampo, rubéola e caxumba. Os municípios prioritários são os que tiveram, nos últimos três meses, casos confirmados ou em investigação, como Recife,Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Ipojuca, Moreno,Vitória de Santo Antão, Escada, Serinhaém, Caruaru, São Joaquim do Monte, Garanhuns,Petrolina, Condado e Goiana.
 
O último surto da doença em Pernambuco foi em 1999, sendo que desde 2000 o estado estava livre do sarampo. Em 2012, apenas um caso de sarampo havia sido registrado – de uma pessoa que contraiu o vírus fora do Brasill. O estado está trabalhando junto aos municípios para reforçar a questão da vacinação, tanto casa a casa, quanto dos profissionais de saúde.
 
As pessoas contaminadas no estado apresentaram um vírus de sarampo que está circulando em países da Europa, na China e no Canadá. “A gente teve casos a partir do mês de março. Esses casos entraram em contato com estrangeiros. As pessoas que contraíram é porque ainda não estavam vacinadas“, ressalta Rosilene Hans.

Brasil vai produzir vacinas de sarampo e rubéola para países pobres

Saúde faz parceria de R$ 1,6 bilhão com Fiocruz e Bill & Melinda Gates.
Atualmente, país exporta doses de vacinas para 75 nações em todo o mundo.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta segunda-feira (28), no Rio de Janeiro, uma parceria com o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e a Fundação Bill & Melinda Gates para formular a primeira vacina brasileira – contra sarampo e rubéola – para ser destinada a países em desenvolvimento da África, Ásia e América Latina. Atualmente, essa dose é fabricada apenas por um laboratório indiano.

A expectativa é que 30 milhões de doses estejam disponíveis no mercado até 2017. Segundo Padilha, cada uma delas será comercializada por US$ 0,54 (R$ 1,17), o menor preço do mercado mundial. O ministro disse que a parceria é a consolidação da terceira fase do Programa Nacional de Imunizações, que completa 40 anos.

“O acordo que a gente assinou propicia mais investimentos e garantia de compra, o que possibilita ocupar o mercado externo pelo menor preço. O ministério está investindo R$ 1,6 bilhão e, com os investimentos no desenvolvimento de vacina dupla e o investimento da fundação, estaremos capazes de entregar a produção de 30 milhões de doses em 2017″, explicou.

Investimentos

O secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, disse que este é o primeiro passo concreto de uma ação que vem sendo realizada desde 2011.

“Depois que o Brasil foi muito bem-sucedido no mercado nacional de imunização, vai atender à demanda global. Vamos avançar para a (dose) pentavalente e a vacina da dengue também. Isso estimula a produção no Brasil. O investimento será de R$ 13,3 bilhões em saúde, o que abrange vacinas, medicamentos e equipamentos médicos”, disse.

Segundo o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, a instituição tem capacidade de ampliar a produção para o mercado internacional. A parceria possibilitou um processo de desenvolvimento e finalização para produzir doses com preços mais baixos.

“Com esse preço, chegamos a uma situação vantajosa. Os investimentos na Fiocruz estão em torno de US$ 500 mil (R$ 1,09 milhão). Isso pode quadruplicar nossa capacidade de produção”, afirmou o presidente da Fiocruz.

De acordo com o ministro Padilha, todos os investimentos vão gerar emprego e renda. Além disso, a tecnologia desenvolvida vai beneficiar o mercado interno. Atualmente, o Brasil exporta vacina para 75 países em todo o mundo.

Nacionalmente, o sarampo foi erradicado em 2000 e a rubéola, em 2009. Mas de 150 mil pessoas no planeta ainda morrem em decorrência do sarampo.

Escala de produção

As vacinas produzidas em Bio-Manguinhos serão fornecidas a países atendidos pela Aliança Global para Vacinas e Imunização e por entidades da Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com o diretor de Bio-Manguinhos, Artur Couto, essa parceria vai fortalecer o papel do instituto. O valor investido será destinado à construção de um laboratório em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio, que permitirá a produção de outras vacinas.

O presidente da Fundação Bill & Mellinda Gates, Trevor Mundel, reforçou a importância da parceria. Segundo ele, por questões de segurança, é importante ter uma diversidade de fornecedores de vacinas, a preços baixos. A fundação vai investir R$ 1,5 milhão para o desenvolvimento e pesquisa clínica no continente africano.

“A meta geral é que todas as crianças do mundo tenham acesso universal a vacinas que  protegem vidas”, disse.

Programa Mais Médicos

Segundo o ministro da Saúde, os médicos brasileiros e estrangeiros que aderiram ao programa Mais Médicos já começaram a trabalhar no Rio. Padilha afirmou ainda que mais 120 médicos formados em outros países estão chegando à cidade desde sábado (26).

“A partir de 4 de novembro, eles vão começar a atender nos postos de saúde”, afirmou.

O ministro disse, ainda, que até março de 2014 as demandas de todos os 13 mil médicos solicitados pelos municípios serão atendidas.