Obama pede agilidade em pesquisas de vacina e tratamentos para o zika

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta terça-feira (26) o rápido desenvolvimento de testes, vacinas e tratamentos para combater o vírus zika, que tem sido associado a casos de microcefalia em recém-nascidos e poderia se espalhar pelos Estados Unidos nos meses de calor.

 

Obama foi informado sobre o vírus em reunião com o diretor dos CDC (Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA), Thomas Frieden; o diretor do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas e Alergias, Anthony Fauci; e a Secretária de Saúde e Serviços Sociais dos EUA, Sylvia Mathews Burwell.

 

“O presidente enfatizou a necessidade de acelerar os esforços de pesquisa para tornar disponível teste de diagnóstico melhores, para desenvolver vacinas e terapias e para assegurar que todos os americanos tenham informação sobre o vírus Zika”, disse a Casa Branca em um comunicado.

 

As autoridades de saúde dos EUA estão intensificando os esforços para estudar a ligação entre infecções pelo vírus zika e casos de má formação de bebês, em meio a temores levantados por um estudo recente estimando que o vírus pode atingir regiões onde moram 60% da população po país.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o vírus, que foi ligado a casos de danos aos cérebros de bebês no Brasil, vai se espalhar para a maior parte dos países americanos, incluindo os Estados Unidos.

 

Fonte: g1.globo.com

Glaxo avalia possibilidade de uso de vacina contra zika

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A GlaxoSmithKline está concluindo estudos de viabilidade que avaliam se sua tecnologia de vacina é apropriada para o Zika vírus, que possui ligações com problemas no cérebro em milhares de bebês no Brasil, disse uma porta-voz à Reuters.

 

O Zika provavelmente irá se espalhar para todos os países das Américas, exceto Canadá e Chile, informou a Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta segunda-feira.

 

O vírus ainda não foi relatado na costa dos Estados Unidos, embora uma mulher que se sentiu mal com o vírus no Brasil deu luz a um bebê com problemas cerebrais no Havaí.

 

O Zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, que também transmite dengue, febre amarela e chikungunya.

 

Não há vacina ou tratamento para o Zika, que normalmente causa febres leves e irritações cutâneas, embora cerca de 80 por cento dos infectados não apresentem sintomas.

 

“Estamos concluindo nossos estudos de viabilidade, à medida que podemos ver que nossas plataformas de tecnologia de vacina podem ser apropriadas para trabalhar com o Zika”, disse a porta-voz da Glaxo, Anna Padula, por e-mail.

 

Ela se negou a divulgar detalhes, mas acrescentou que o desenvolvimento de uma vacina normalmente demora entre 10 e 15 anos.

 

A francesa Sanofi, que recebeu aprovação no ano passado para a primeira vacina contra a dengue, informou que está revisando a possibilidade de aplicar sua tecnologia para o Zika.

 

Fonte: exame.abril.com.br

SMS destaca a importância da vacinação em adultos

Quando se fala em vacinas todo mundo pensa na vacinação das crianças, por meio da qual se busca obter imunidade contra agentes e doenças que o organismo não estaria preparado para combater. Porém, não é só na infância que as vacinas são necessárias. Jovens, adultos e especialmente idosos precisam estar em dia com sua programação de vacinação.179295_ext_arquivo

Entre os motivos para os adultos serem vacinados está o fato de que algumas vacinas não existiam quando os eles ainda eram crianças. Como alguns não foram imunizados, com a idade avançada, se tornam mais vulneráveis a certas doenças. Atenta a isso, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI), disponibiliza em toda a rede pública municipal, vacinas para esse público em seu calendário básico de imunização.

De acordo com Eunice Raquel Amorim, coordenadora do PNI da SMS, os usuários adultos contam com vacinas contra Difteria, Tétano, Hepatite B, Tríplice Viral e Febre Amarela (para viajantes em regiões endêmicas). “Contra o HPV, que também é uma vacina para adultos, a rede pública disponibiliza apenas para meninas de 9 a 11 anos, público alvo da campanha do Ministério da Saúde. Já os adultos que desejam tomar, devem buscar na rede privada”, esclareceu. A coordenadora explica ainda que para mulheres de até 26 anos de idade portadoras do vírus do HIV, a vacina contra HPV é disponibilizada de forma gratuita na rede pública.

Já o tétano, por exemplo, pode acometer indivíduos em qualquer faixa etária e deve ser repetida a cada dez anos, tempo que dura seu efeito protetor. Eunice Raquel Amorim, coordenadora do PNI, afirma, porém, que alguns grupos de risco devem estar atentos à essa imunização. “Trabalhadores da construção civil, motoqueiros, caminhoneiros e industriários estão no grupo de risco do tétano, porém as outras pessoas fora desse grupo não devem se descuidar, pois a bactéria pode estar em qualquer lugar e não mais apenas em objetos enferrujados, como se costumava pensar”, explicou.

Existem também outros trabalhadores incluídos em grupos de risco e que, portanto, devem estar com sua vacinação em dia, como manicures e profissionais de saúde para a Hepatite B e profissionais da rede hoteleira e de saúde para a Tríplice Viral. Para as gestantes, o município disponibiliza a dTpa (tríplice bacteriana acelular), que protege contra difteria, tétano e coqueluche e evita que a mãe possa contaminar a criança. Já a vacina contra a Influenza é indicada para crianças de seis meses a menores de cinco anos e para adultos que tenham doenças crônicas, gestantes, puérperas, idosos e profissionais de saúde.

Os adultos que têm carteira de vacinação da época que eram crianças e agora decidiram se vacinar, não precisa recomeçar todo o esquema vacinal, a orientação é continuá-lo, avaliando as necessidades de reforços. Contudo, se o adulto não tem mais esse cartão, a indicação é que ele tome as vacinas novamente, indicadas para sua faixa etária, já que algumas são apenas para crianças.

A vacinação é muito mais do que um ato de proteção individual

Nesta interessantíssima palestra ao programa TED – Ideas Worth Spreading, Romina Libster explica que a vacinação é muito mais do que um ato de proteção individual. A imunização coletiva é responsabilidade de todos e salva vidas. Quando alguém é infectado por uma doença se a maioria da população está vacinada, o perigo da doença se disseminar é muito menor.
Sendo assim, quando nos vacinamos, não estamos apenas nos protegendo, mas também protegendo a todos.
Assista ao vídeo e entenda melhor sobre o assunto.

Paraná e Santa Catarina querem vacina contra gripe mais cedo

Nas próximas semanas, um documento conjunto das Autoridades de saúde do Paraná e Santa Catarina deve ser enviado ao Ministério da Saúde sugerindo algumas mudanças no processo de distribuição das vacinas. O principal pedido é que as doses cheguem aos Estados com mais antecedência, permitindo que os municípios se organizem melhor para iniciar a campanha nas unidades de saúde.

“Por conta do clima frio, a região sul tem suas particularidades em relação ao enfrentamento da gripe. O que queremos é que isso seja levado em conta pelo Ministério da Saúde, sobretudo na organização da logística de distribuição das doses”, informou a superintendente de Vigilância em Saúde, Eliane Chomatas.

A decisão de produzir o documento foi feita durante a Reunião da Região Sul-Infectologia, em Curitiba, na sexta-feira passada, para discutir novas ações para ampliar o alcance da campanha de vacinação contra a gripe. A intenção foi alinhar as estratégias adotadas pelos Estados e elaborar propostas conjuntas ao Ministério da Saúde para garantir maior cobertura vacinal na edição deste ano.

Dados da Secretaria da Saúde do Paraná apontam que o número de casos começa a aumentar mesmo antes do inverno. Com a queda nas temperaturas, o risco de transmissão da gripe cresce já a partir de abril e as medidas de prevenção devem ser intensificadas.

Além disso, a vacina contra a gripe só concede proteção 15 dias após a sua aplicação. Por isso, é essencial que as pessoas que fazem parte dos grupos prioritários da campanha procurem as unidades de saúde já no início da vacinação.

Em 2014, mais de três milhões de paranaenses foram vacinados contra a gripe na rede pública de saúde. Entre os grupos prioritários imunizados estavam idosos (+60 anos), crianças menores de 4 anos, gestantes, puérperas (mulheres com pós-parto de até 45 dias), doentes crônicos, profissionais de saúde, indígenas e trabalhadores e detentos do sistema prisional.

No ano passado, os lotes de vacina chegaram poucos dias antes do início da campanha: Paraná quer prioridade (foto: Venilton Kuchler/Sesa)

Adultos também precisam tomar diversas vacinas

Algumas vacinas perdem a validade, outros são novidades

Tomar vacina não é compromisso apenas das crianças. Existe até um calendário de vacinação para adultos, com quase dez imunizantes — alguns disponíveis na rede pública de saúde — que previnem uma série de males, que vão de gripe a tétano. Especialistas alertam que, para os mais velhos, o gesto é tão importante quanto para os pequenos.
 
“Doenças infecciosas não acontecem só na infância. Adultos podem pegar e também passar para as crianças. Há vacinas que são recentes e muitos não tomaram”, explica Isabella Ballalai, presidente da Comissão Técnica de Revisão de Calendários e Consensos da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
 

Vacinas para Adultos em Maringá

Vacinas para Adultos em Maringá


 

Ter uma caderneta antiga completa não livra ninguém de voltar a clínicas particulares e postos de saúde. Vacinas contra difteria, tétano e coqueluche, além da que protege da febre amarela perdem a validade e devem ser repetidas a cada dez anos. Já a imunização contra a influenza (gripe) deve acontecer, anualmente, pelo resto da vida.
 
“Muitas pessoas esquecem a vacina contra tétano. Ainda temos bastante casos no Brasil e não sabemos quando vamos nos expor a essa doença”, alerta o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde, Alexandre Chieppe.
 
A vacina contra varicela (catapora) serve para adultos que não tiveram a doença anteriormente. Já a meningocócica é indicada apenas em casos de risco, para pessoas que foram imunizadas há mais de cinco anos. As hepatites A e B são exceções: quem já recebeu a imunização ou já teve a doença não precisa de novas doses.
 
Mesmo que o adulto tenha tido doenças como difteria, tétano, coqueluche, influenza e meningite meningocócica, a vacinação é necessária, explica Ballalai. Ela lembra que quem já teve sarampo, cachumba, rubéola ou febre amarela não precisa se vacinar. “Vacinando o adulto também protegemos as crianças”
 
A imunização do adulto será tema da 16ª Jornada Nacional de Imunizações da SBIm, que acontece de 10 a 13 de setembro, no Hotel Royal Tulip, em São Conrado.
 
Gripe suína: imunização todos os anos
 
Em 2009, um novo vírus — o H1N1, da gripe suína — assustou o mundo. Hoje, garante Chieppe, não há mais motivo para medo: é possível afirmar que trata-se de uma gripe “como qualquer outra”. E a proteção a esse vírus específico está incluída na vacina contra gripe, oferecida todo ano nas clínicas particulares e rede pública. Pelo SUS, as doses ão apenas para grupos de maior risco de complicações (crianças de 6 meses a menores de 5 anos; idosos e gestantes).
 
“A evolução da gripe está mais relacionada às características dos pacientes do que ao vírus”, diz Chieppe. A jornalista, Ana Paula Costa, 45 anos, foi vítima da H1N1, em julho. Quando apareceram os sintomas — febre alta, câimbra, dificuldade para respirar e tosse — ela foi mal diagnosticada, apenas com alergia e sinusite, e medicada com nebulização e antibióticos. Ana Paula ficou oito dias internada em CTI e, até hoje, faz fisioterapia respiratória. “Soube que era a gripe H1N1 após fazer um teste no hospital”, conta.

1ª vacina neonatal do mundo pode proteger recém-nascidos de meningite, pneumonia e infecções

Vacina desenvolvida pela Universidade do Porto, em Portugal age contra a bactéria estreptococo do grupo B, transmitida ao bebê principalmente no parto.

A primeira vacina neonatal do mundo está sendo desenvolvida pela Universidade do Porto, em Portugal. Destinada às mulheres, ela previne que a bactéria estreptococo do grupo B seja transmitida para os bebês no parto. Esse micro-organismo pode causar pneumonia, meningite e sépsis (infecção generalizada) no recém-nascido.
 
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Se você ainda não ouviu falar nessa bactéria, saiba que ela está presente na flora intestinal de aproximadamente 20% da população, sem causar nenhum dano. Em alguns casos, há contaminação da parte genital e urinária da mulher.  Caso ela esteja grávida, o bebê pode ser infectado principalmente no momento do parto, durante a passagem pelo canal vaginal. Atenção: isso não significa que a cesárea irá poupar seu filho do risco. “Se a bolsa romper, não há mais uma barreira de proteção entre o útero e a vagina. Com isso, a bactéria pode ascender e contaminar o feto”, explica José Carlos Sadalla, ginecologista do Hospital Sírio Libanês (SP).
 
Mas fique tranquila: tomando os devidos cuidados, é possível preservar o bebê. O primeiro passo é fazer, entre a 34ª e a 35ª semanas de gestação, um teste ginecológico que detecte a presença do estreptococo do grupo B. É colhida uma secreção das regiões perianal e vaginal e feita uma cultura. Caso o exame acuse a presença da bactéria, avise seu obstetra e memorize essa informação. O tratamento só é feito cerca de 4 horas antes do parto – será ministrada uma dose de antibiótico (geralmente, penicilina) endovenoso.  “O medicamento não pode ser dado durante a gestação, porque a bactéria tende a retornar, talvez até mais resistente”, esclarece o ginecologista. Seguindo os cuidados de prevenção corretos, não há risco algum em se fazer parto normal.
 
É claro que nem sempre há tempo suficiente para dar o antibiótico com a antecedência recomendada. “Nos casos em que há rompimento de bolsa, nascimento prematuro ou histórico de contaminação, o antibiótico é dado o mais rápido possível. O mesmo vale para as mulheres que não fizeram o exame até o momento de dar à luz”, esclarece Jurandir Passo, ginecologista especialista em medicina fetal do laboratório Delboni Auriemo (SP). Nessas situações de emergência, o bebê é monitorado por 72 horas – os especialistas analisam os exames de sangue e os sinais clínicos (febre, taquicardia) para detectar uma possível infecção.
 
Caso não sejam tomados os cuidados e haja a contaminação, as consequências para o recém-nascido são graves, principalmente para o prematuro. O sistema imunológico de qualquer bebê ainda não está maduro – a bactéria pode entrar na corrente sanguínea e tomar alguns órgãos, causando meningite, pneumonia ou, no caso mais extremo, sépsis, que é uma infecção generalizada.
 
Exatamente por se tratar de doenças tão perigosas, não deixe de fazer o exame durante a gestação. Mesmo que seja detectada a bactéria, o tratamento é muito eficaz e seu filho ficará protegido. A Universidade do Porto já cedeu os direitos de comercialização da vacina contra o estreptococo do grupo B para uma empresa de biotecnologia portuguesa. Os cientistas recomendam que a dose seja tomada por meninas adolescentes, mesmo que ainda não tenham a pretensão de engravidar, para que os anticorpos já sejam produzidos. “Ela ajudará a diminuir o risco de mortalidade, além de trazer menos custos do que o tratamento das doenças causadas pela bactéria”, afirma Passos. O ginecologista Sadalla também vê boas perspectivas no desenvolvimento de imunização. “É como a vacina contra HPV: há meios de se evitar a doença, mas existir mais uma forma de prevenção é excelente”, compara.
 
Fonte: Por Luiza Tenente em http://revistacrescer.globo.com/

Resfriado ou gripe? Variações do vírus exigem proteção através de vacina

Resfriado ou gripe? Para muitos, não há diferença. Contudo, os sintomas causados por variações do vírus Influenza – como o H3N2 e o H1N1 – podem ser bastante graves se não tratadas, sobretudo em pessoas que fazem parte do grupo de risco.

Resfriado ou Gripe?

Resfriado ou Gripe?

“É fundamental que as pessoas se vacinem. Existe muita negligência em relação a isso, mas é o meio mais eficaz para a prevenção”, aponta o infectologista José Ivan Albuquerque. Segundo ele, estar imunizado não significa que não se terá mais gripe, mas os sintomas não serão tão fortes em quem foi protegido. “A vacina protege contra subtipos específicos do vírus, mas o Influenza é bastante mutável”, aponta.
 
Para Albuquerque, a confusão entre resfriado, alergias e gripe, que é feita por muita gente, dificulta a compreensão dos riscos que esta última oferece.  “Quando há complicações, pode haver problemas sérios”, comenta. Dois problemas provocados por gripes que podem agravar o quadro do paciente são a pneumonia e a insuficiência respiratória. “O paciente pode desenvolver um desses quadros se tiver algum tipo de problema de imunidade e não receber tratamento adequado”, explica. Diferentemente da gripe, os resfriados apresentam sintomas leves como coriza e congestão nasal, mas não há febre, dores no corpo e na cabeça, etc. “No caso das variações do Influenza, o mal-estar é mais forte, e o paciente precisa ser medicado para reduzir o ciclo viral”, argumenta. Segundo Albuquerque, o tratamento é feito com antivirais.
 
O especialista lembra que é preciso ter atenção para saber se a gripe não traz acometimento pulmonar, o que pode causar complicações ao evoluir para uma pneumonia bacteriana.
 
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Sem vacinas, há risco de epidemias no Brasil

Crescente nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, a resistência de muitos pais à vacinação tem impacto direto no Brasil. O vai e vem de turistas coloca a população brasileira em contato com agentes transmissores de males como sarampo – já foram registrados surtos no Nordeste e Sudeste do país – e coqueluche, doenças erradicadas no Brasil há algumas décadas.

Vacina contra a Gripe

Dois em cada três americanos adultos recusam vacinas contra a gripe e a mesma proporção se abstêm de vacinar as adolescentes contra o vírus do papiloma humano (HPV), causador do câncer de colo de útero, segundo os Centros Federais de Controle e Prevenção de doenças. Além do temor de efeitos colaterais, há entre os norte-americanos a crença de que algumas vacinas provocam autismo.

“Há casos de brasileiros que viajam e, no retorno, geram epidemias”, observa o médico Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim).

Kfouri lembra que um dos maiores estragos foi provocado em 2007, quando os dois filhos de um casal de pediatras antroposóficos (abordagem complementar à medicina que integra as teorias e práticas da medicina moderna a tratamentos homeopáticos) foram diagnosticados com sarampo nos Estados Unidos. Durante o voo de volta a São Paulo outras crianças foram infectadas e a Vigilância Sanitária teve que monitorar demais passageiros.

“Foi uma decisão individual que demandou toda a sociedade e ainda gerou custo para o poder público”, avalia Kfouri.

O presidente da Sbim explica que a vacinação no Brasil é obrigatória, mas que não há qualquer punição prevista para quem não cumpre a determinação. Também não há uma política de barreira para garantir a entrada apenas de turistas devidamente imunizados no país.

“Mas a Justiça brasileira já entendeu, em alguns casos, que não vacinar os filhos caracteriza maus-tratos por parte dos pais”, pondera Renato Kfouri.

“Os médicos não sabem tudo”, diz a norte-americana Kathleen Wiederman, de 42 anos. Ela acredita que a natureza é suficiente para combater as doenças e prefere recorrer a tratamentos alternativos. Kathleen escolheu dar à luz em casa e resiste na hora de vacinar a filha de cinco anos. Só a insistência do marido a levou a aceitar que imunizassem a pequena contra a varíola e o sarampo, mas ela recusou a vacina contra poliomielite.

“Nos preocupamos com a população hesitante. Em geral, são pessoas com formação universitária e que pertencem à classe média alta”, revela Barry Blomm, professor de medicina na Universidade de Harvard. E o número “aumenta em todo lugar”, assegura.

Quase todos os Estados americanos admitem exceções à vacinação, por motivos religiosos ou pessoais. “Hoje em dia você pode deixar de se vacinar por razões filosóficas. É uma estupidez”, denuncia Anne Gershon, diretora do Departamento de Doenças Contagiosas Infantis da Universidade de Columbia. “É nocivo para muita gente”.

Campanha de proteção contra a gripe

A campanha de vacinação contra a gripe tem como meta imunizar 80% desse grupo. Mesmo quem se vacinou no ano passado deve repetir a dose.

“Qualquer indivíduo pode tomar a vacina, mas na rede pública a preferência é o chamado grupo de risco, como profissionais de saúde, crianças até cinco anos, idosos e portadores de doenças crônicas, como asma”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Imunização (Sbim), Renato Kfouri.

A vacina contra a gripe está disponível em todas as unidades básicas de saúde do estado. É gratuita e somente contraindicada para pessoas com histórico de reação anafilática prévia ou alergia severa relacionada a ovo de galinha e seus derivados, ou a qualquer componente da vacina. E também para pessoas que apresentaram reações anafiláticas graves a doses anteriores.

A vacinação pode reduzir em até 45% o número de hospitalização por pneumonia e em até 75% a mortalidade global. Na população idosa, o risco da evolução de uma gripe para pneumonia cai em cerca de 60%, e o risco global de hospitalização e morte pode ser reduzido em 50% e 68%, respectivamente, a partir da imunização regular.

Uma curiosidade: a maioria dos adultos saudáveis pode transmitir o vírus da gripe um dia antes de desenvolver os sintomas e até sete dias depois de ficar doente.