Estudo mostra eficácia de vacina contra tipo resistente de bactéria da pneumonia

Vacina conseguiu evitar 75% de casos de pneumonia invasiva, um quadro grave da doença, quando o pneumococo passa a circular na corrente sanguínea

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Vacinação: idosos são população-chave

Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (19) no periódico New England Journal of Medicine mostrou bons resultados para uma vacina contra pneumonias pneumocócicas.

Das 85 mil pessoas que participaram do estudo, a vacina contra 13 sorotipos de pneumococos mostrou 45% de eficácia ao prevenir a pneumonia não invasiva – quando o pneumococo atinge só os pulmões e não cai na corrente sanguínea. Além disso, a vacina foi capaz de evitar 75% de casos de pneumonia invasiva, um quadro ainda mais grave, quando as bactérias passam a circular no sangue.

Aprovada em 2013 pela Anvisa e ainda disponível apenas na rede privada, a vacina contra 13 sorotipos de pneumococos é indicada para adultos acima de 50 anos e crianças de seis meses até seis anos. A Pfizer, empresa fabricante, já solicitou ao órgão regulador a liberação para crianças e adolescentes entre seis e 17 anos.

Os idosos são considerados uma população-chave para a vacinação por causa do envelhecimento do organismo. Quanto mais idade, mais dificuldade o sistema imunológico tem para se defender de agentes invasores causadores de doenças. É o que se chama de imunossenescência. Quando a deficiência na imunidade se junta com as estações secas do ano, há um cenário ainda mais preocupante, dizem os médicos.

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A infectologista Lessandra Michelim, professora de infectologia da Universidade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, explica que o inverno é um ambiente propício para a propagação de doenças respiratórias.

“As pessoas ficam mais juntas em ambientes fechados, o ar fica mais seco e a cavidade nasal resseca, favorecendo a entrada de vírus e bactérias”, explica.

“Além de o idoso ter um sistema imunológico mais deficiente, muitas vezes há outras doenças no conjunto, como hipertensão, diabetes e problemas no coração, o que pode agravar o quadro”, alerta.

Segundo Lessandra, a nova vacina protege contra um tipo comum e cada vez mais resistente de pneumococo, que resiste ao tratamento com antibióticos comuns. A vacina contra os 13 tipos defende o organismo dos sorotipos 1, 3, 4, 5, 6A, 6B, 7F, 9V, 14 18C, 19ª, 19F e 23F.

Dentre esses sorotipos, o que mais preocupa os infectologistas atualmente é o 19A. O uso exagerado e sem necessidade de antibióticos favoreceu mutações genéticas do pneumococo, como o caso dessa cepa específica, que é muito resistente a medicações. E o pior: depois de 20 anos de estabilização, a ocorrência dela na América Latina aumentou.

A vacina hoje distribuída gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é eficaz contra 10 sorotipos de pneumococos, mas ainda não inclui a cepa 19A. A imunização contra os 13 sorotipos está disponível apenas na rede privada e custa em média R$ 250.

Pessoas com doenças crônicas estão mais sujeitas à pneumonia

Pessoas com doenças crônicas estão mais propensas a desenvolver infecções provocadas pelo pneumococo – incluindo a pneumonia. Adultos acima de 50 anos estão ainda mais expostos. Em pacientes com doença cardiovascular crônica e diabetes, por exemplo, esse risco chega a ser de três a seis vezes maior*, já que ao longo dos anos essas enfermidades comprometem o funcionamento do organismo e o sistema imunológico.
 
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Especialistas alertam para a importância da conscientização sobre esses fatores de risco, muitas vezes negligenciados, que colocam os pacientes em maior risco de contágio com a pneumonia. A vacinação contra o influenza e o pneumococo está entre as principais medidas de prevenção da pneumonia.
 
Cerca de 1,6 milhão de mortes – a maioria em idosos e crianças menores de cinco anos – são causadas no mundo a cada ano por uma única bactéria, o pneumococo (Streptococcus pneumoniae), segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Ao mesmo tempo em que a pneumonia é um importante problema de saúde pública, alguns tipos – incluindo a pneumonia pneumocócica – são evitáveis. E a vacinação é um passo fundamental para ajudar na prevenção, em conjunto com hábitos de vida saudáveis.
 
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Entre as opções de vacinas disponíveis para prevenção da pneumonia e das demais doenças pneumocócicas está a Prevenar 13, indicada para crianças até seis anos incompletos e adultos acima de 50 anos.
 
*Fonte: Kyaw MH, et al. The influence of chronic illnesses on the incidence of invasive pneumococcal disease in adults. J Infect Dis. 2005 Aug 1;192(3):377-86.

Medida anunciada pela Anvisa amplia prevenção da pneumonia

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou recentemente a aplicação da vacina pneumocócica conjugada 13 valente em adultos acima de 50 anos para prevenir a pneumonia. A doença é responsável por mais de 900 mil internações por ano e é a quarta causa de morte no Brasil, especialmente entre pessoas com mais de 65 anos.
 

Vacina contra Pneumonia

Vacina contra Pneumonia


 

De acordo com a médica pneumologista Irma de Godoy, a vacinação para a pneumonia já existe e é recomendada para os adultos acima de 65 anos, bem como para as pessoas com doenças que as tornam mais suscetíveis à pneumonia. “Esta é uma nova vacina, seguramente diferente da outra já conhecida, por conta da sua formulação, mas ela não exclui a aplicação da anterior. Ou seja, esta vacina nova vem adicionar mais medidas de prevenção da pneumonia, agora também na população adulta. Esta vacina aprovada já é aplicada em crianças e nesta faixa etária ela demonstrou eficácia muito boa na prevenção da pneumonia. Esta é uma medida muito positiva da Anvisa, porque amplia a possibilidade de prevenção dessa doença”, explica.
 
A especialista alerta que a população deve estar muito atenta aos sinais que indicam o desenvolvimento dessa doença. “O primeiro alerta que devemos fazer à população é o de que a pneumonia é uma doença grave e que tem maior prevalência nos extremos de faixa etária, ou seja, na infância e na terceira idade.
 
É por conta disso que a vacina é muito recomendada nessas duas fases. A pneumonia se inicia, geralmente, com um quadro bastante simples e comum, que é o de tosse e catarro”, destaca.
 
A pneumologista ressalta ainda que a doença tem um comportamento muito mais agressivo do que uma gripe ou resfriado, com os quais é muito confundido na fase inicial. “Geralmente, ela é caracterizada por febre alta e comprometimento muito importante do estado geral, em que a tosse continua, especialmente com catarro amarelado. Nesses casos, a recomendação é de que realmente o indivíduo procure o atendimento médico o mais rápido possível para o diagnóstico e o tratamento corretos”, alerta.
 
Também são sintomas da pneumonia dor no tórax, alterações da pressão arterial, confusão mental, mal-estar generalizado, falta de ar e fraqueza. O tratamento da pneumonia requer o uso de antibióticos e a melhora costuma ocorrer em três ou quatro dias. Vale lembrar que são fatores de risco para a doença o tabagismo, que provoca reação inflamatória e facilita a penetração de agentes infecciosos; o consumo de álcool, que interfere no sistema imunológico e na capacidade de defesa do aparelho respiratório; o ar-condicionado, que deixa o ar muito seco, facilitando a infecção por vírus e bactérias; os resfriados mal cuidados e mudanças bruscas de temperatura.

Medida anunciada pela Anvisa amplia prevenção com vacina da pneumonia

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou recentemente a aplicação da vacina pneumocócica conjugada 13 valente em adultos acima de 50 anos para prevenir a pneumonia. A doença é responsável por mais de 900 mil internações por ano e é a quarta causa de morte no Brasil, especialmente entre pessoas com mais de 65 anos.

Vacina contra pneumonia

Vacina contra pneumonia

De acordo com a médica pneumologista Irma de Godoy, a vacinação para a pneumonia já existe e é recomendada para os adultos acima de 65 anos, bem como para as pessoas com doenças que as tornam mais suscetíveis à pneumonia. “Esta é uma nova vacina, seguramente diferente da outra já conhecida, por conta da sua formulação, mas ela não exclui a aplicação da anterior. Ou seja, esta vacina nova vem adicionar mais medidas de prevenção da pneumonia, agora também na população adulta. Esta vacina aprovada já é aplicada em crianças e nesta faixa etária ela demonstrou eficácia muito boa na prevenção da pneumonia. Esta é uma medida muito positiva da Anvisa, porque amplia a possibilidade de prevenção dessa doença”, explica.
 
A especialista alerta que a população deve estar muito atenta aos sinais que indicam o desenvolvimento dessa doença. “O primeiro alerta que devemos fazer à população é o de que a pneumonia é uma doença grave e que tem maior prevalência nos extremos de faixa etária, ou seja, na infância e na terceira idade.
 
É por conta disso que a vacina é muito recomendada nessas duas fases. A pneumonia se inicia, geralmente, com um quadro bastante simples e comum, que é o de tosse e catarro”, destaca.
 
A pneumologista ressalta ainda que a doença tem um comportamento muito mais agressivo do que uma gripe ou resfriado, com os quais é muito confundido na fase inicial. “Geralmente, ela é caracterizada por febre alta e comprometimento muito importante do estado geral, em que a tosse continua, especialmente com catarro amarelado. Nesses casos, a recomendação é de que realmente o indivíduo procure o atendimento médico o mais rápido possível para o diagnóstico e o tratamento corretos”, alerta.
 
Também são sintomas da pneumonia dor no tórax, alterações da pressão arterial, confusão mental, mal-estar generalizado, falta de ar e fraqueza. O tratamento da pneumonia requer o uso de antibióticos e a melhora costuma ocorrer em três ou quatro dias. Vale lembrar que são fatores de risco para a doença o tabagismo, que provoca reação inflamatória e facilita a penetração de agentes infecciosos; o consumo de álcool, que interfere no sistema imunológico e na capacidade de defesa do aparelho respiratório; o ar-condicionado, que deixa o ar muito seco, facilitando a infecção por vírus e bactérias; os resfriados mal cuidados e mudanças bruscas de temperatura.
  

Pneumonia: é possível prevenir?

Você conhece os risco da doença e a importância da vacinação? A pneumonia é um problema que, apesar de grave, pode ser evitado através da vacina.

A pneumonia é a maior causa de morte em crianças em todo o mundo.
 
No entanto, a doença não está limitada a bebês e crianças, afeta também adultos, principalmente com mais de 50 anos e portadores de asma, doença cardíaca ou outra grave condição de saúde.
 

Pneumonia: é possível prevenir?

Ao mesmo tempo em que a pneumonia é um importante problema de saúde pública, alguns tipos – incluindo a pneumonia pneumocócica – são evitáveis. E a vacinação é um passo fundamental para ajudar na prevenção, em conjunto com hábitos de vida saudáveis.
 
Entre as opções de vacinas disponíveis para prevenção da pneumonia e das demais doenças pneumocócicas está a Prevenar 13 (VPC-13) – também conhecida como vacina pneumocócica conjugada 13 valente, aprovada este ano pela Anvisa para uso em adultos acima de 50 anos. A vacina já era indicada para crianças até seis anos incompletos.
 
Você pode receber sua vacina contra pneumonia na IC Vacinas, em Maringá. Agende um horário através do telefone (44) 3225-3738 ou faça-nos uma visita Rua Luiz Gama, 308, Centro, Maringá.