Medida anunciada pela Anvisa amplia prevenção da pneumonia

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou recentemente a aplicação da vacina pneumocócica conjugada 13 valente em adultos acima de 50 anos para prevenir a pneumonia. A doença é responsável por mais de 900 mil internações por ano e é a quarta causa de morte no Brasil, especialmente entre pessoas com mais de 65 anos.
 

Vacina contra Pneumonia

Vacina contra Pneumonia


 

De acordo com a médica pneumologista Irma de Godoy, a vacinação para a pneumonia já existe e é recomendada para os adultos acima de 65 anos, bem como para as pessoas com doenças que as tornam mais suscetíveis à pneumonia. “Esta é uma nova vacina, seguramente diferente da outra já conhecida, por conta da sua formulação, mas ela não exclui a aplicação da anterior. Ou seja, esta vacina nova vem adicionar mais medidas de prevenção da pneumonia, agora também na população adulta. Esta vacina aprovada já é aplicada em crianças e nesta faixa etária ela demonstrou eficácia muito boa na prevenção da pneumonia. Esta é uma medida muito positiva da Anvisa, porque amplia a possibilidade de prevenção dessa doença”, explica.
 
A especialista alerta que a população deve estar muito atenta aos sinais que indicam o desenvolvimento dessa doença. “O primeiro alerta que devemos fazer à população é o de que a pneumonia é uma doença grave e que tem maior prevalência nos extremos de faixa etária, ou seja, na infância e na terceira idade.
 
É por conta disso que a vacina é muito recomendada nessas duas fases. A pneumonia se inicia, geralmente, com um quadro bastante simples e comum, que é o de tosse e catarro”, destaca.
 
A pneumologista ressalta ainda que a doença tem um comportamento muito mais agressivo do que uma gripe ou resfriado, com os quais é muito confundido na fase inicial. “Geralmente, ela é caracterizada por febre alta e comprometimento muito importante do estado geral, em que a tosse continua, especialmente com catarro amarelado. Nesses casos, a recomendação é de que realmente o indivíduo procure o atendimento médico o mais rápido possível para o diagnóstico e o tratamento corretos”, alerta.
 
Também são sintomas da pneumonia dor no tórax, alterações da pressão arterial, confusão mental, mal-estar generalizado, falta de ar e fraqueza. O tratamento da pneumonia requer o uso de antibióticos e a melhora costuma ocorrer em três ou quatro dias. Vale lembrar que são fatores de risco para a doença o tabagismo, que provoca reação inflamatória e facilita a penetração de agentes infecciosos; o consumo de álcool, que interfere no sistema imunológico e na capacidade de defesa do aparelho respiratório; o ar-condicionado, que deixa o ar muito seco, facilitando a infecção por vírus e bactérias; os resfriados mal cuidados e mudanças bruscas de temperatura.

Medida anunciada pela Anvisa amplia prevenção com vacina da pneumonia

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou recentemente a aplicação da vacina pneumocócica conjugada 13 valente em adultos acima de 50 anos para prevenir a pneumonia. A doença é responsável por mais de 900 mil internações por ano e é a quarta causa de morte no Brasil, especialmente entre pessoas com mais de 65 anos.

Vacina contra pneumonia

Vacina contra pneumonia

De acordo com a médica pneumologista Irma de Godoy, a vacinação para a pneumonia já existe e é recomendada para os adultos acima de 65 anos, bem como para as pessoas com doenças que as tornam mais suscetíveis à pneumonia. “Esta é uma nova vacina, seguramente diferente da outra já conhecida, por conta da sua formulação, mas ela não exclui a aplicação da anterior. Ou seja, esta vacina nova vem adicionar mais medidas de prevenção da pneumonia, agora também na população adulta. Esta vacina aprovada já é aplicada em crianças e nesta faixa etária ela demonstrou eficácia muito boa na prevenção da pneumonia. Esta é uma medida muito positiva da Anvisa, porque amplia a possibilidade de prevenção dessa doença”, explica.
 
A especialista alerta que a população deve estar muito atenta aos sinais que indicam o desenvolvimento dessa doença. “O primeiro alerta que devemos fazer à população é o de que a pneumonia é uma doença grave e que tem maior prevalência nos extremos de faixa etária, ou seja, na infância e na terceira idade.
 
É por conta disso que a vacina é muito recomendada nessas duas fases. A pneumonia se inicia, geralmente, com um quadro bastante simples e comum, que é o de tosse e catarro”, destaca.
 
A pneumologista ressalta ainda que a doença tem um comportamento muito mais agressivo do que uma gripe ou resfriado, com os quais é muito confundido na fase inicial. “Geralmente, ela é caracterizada por febre alta e comprometimento muito importante do estado geral, em que a tosse continua, especialmente com catarro amarelado. Nesses casos, a recomendação é de que realmente o indivíduo procure o atendimento médico o mais rápido possível para o diagnóstico e o tratamento corretos”, alerta.
 
Também são sintomas da pneumonia dor no tórax, alterações da pressão arterial, confusão mental, mal-estar generalizado, falta de ar e fraqueza. O tratamento da pneumonia requer o uso de antibióticos e a melhora costuma ocorrer em três ou quatro dias. Vale lembrar que são fatores de risco para a doença o tabagismo, que provoca reação inflamatória e facilita a penetração de agentes infecciosos; o consumo de álcool, que interfere no sistema imunológico e na capacidade de defesa do aparelho respiratório; o ar-condicionado, que deixa o ar muito seco, facilitando a infecção por vírus e bactérias; os resfriados mal cuidados e mudanças bruscas de temperatura.
  

Aprovada vacina pneumocócica para quem tem mais de 50 anos

Já indicada para a prevenção de pneumonia e outras doenças pneumocócicas (DPs) para crianças até 6 anos incompletos, a vacina pneumocócica Prevenar 13 agora também está disponível para adultos com mais de 50 anos.
 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou em abril o uso da vacina pneumocócica nessa faixa etária, que é considerada de risco para infecções causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável pelas doenças pneumocócicas.
A pneumonia está entre as três principais causas de morte em todas as idades no mundo, atrás apenas das doenças cardíacas e das doenças cerebrovasculares, respectivamente.
 
Somente no mês de janeiro deste ano, a doença foi responsável por 18.671 internações de pessoas até 49 anos via Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil e por 16.462 internações de pessoas com mais de 50 anos.
 
No entanto, a infecção provocou quase sete vezes mais mortes entre as pessoas maiores de 50 anos (2.969 óbitos) em relação à população mais jovem (443 óbitos) no mesmo período.
 

Regina Duarte, madrinha da campanha 'Previna-se: encare a pneumonia de peito aberto'


 

A vacina pneumocócica no Brasil, que por enquanto só está disponível na rede privada de saúde. Não há previsão para disponibilização pelo SUS.
 
Proteção – “Com o avançar da idade, o sistema imunológico passa por um processo de envelhecimento e declínio da função chamado imunossenescência. Este processo deixa o organismo mais suscetível a uma série de doenças, entre elas a pneumonia e as demais doenças pneumocócicas”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri. Atualmente, a vacina está aprovada em 80 países para adultos maiores de 50 anos.
 
Prevenar 13 protege contra os sorotipos 1, 3, 4, 5, 6A, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19A, 19F e 23F, que estão entre os mais prevalentes em todo o mundo, incluindo o Brasil. Os sorotipos 3, 14 e 23F são os mais comuns na faixa etária acima de 50 anos, enquanto que nas crianças aparecem mais os sorotipos 6B, 14 e 18C.
 
Vale lembrar que o esquema vacinal de crianças e adultos é diferente. Enquanto as crianças recebem quatro doses da vacina (aos dois, quatro e seis meses, com uma dose de reforço entre 12 e 15 meses de idade), os adultos precisam de apenas uma dose.
“Isso acontece por conta da maturidade do sistema imunológico, ou seja, a criança precisa de mais doses para atingir um certo de nível de proteção, já alcançado pelo adulto com apenas uma dose”, explica o médico Renato Kfouri.
 
| Lista de vacinas para adultos e idosos |

| De 20 a 59 anos |
Hepatite B – 3 doses em não vacinados de 0, 30 e 180 dias. Os adultos que não tiverem comprovação de vacinação contra a Hepatite B devem receber o esquema completo, com 3 doses. A segunda e a terceira doses devem ser aplicadas, respectivamente, 30 e 180 dias após a primeira. Para os que tiverem esquema incompleto (1 ou 2 doses), completar até a terceira dose.
 
DT (difteria e tétano, tipo adulto) – 3 doses em não vacinados de 0, 30 e 180 dias (e reforço a cada 10 anos). Todas as pessoas a partir de 20 anos (incluindo idosos) que não tiverem comprovação de vacinação contra tétano e difteria devem receber o esquema completo, com 3 doses da DT.
Febre amarela – 1 dose em não vacinados (e reforço a cada 10 anos);
 
| Acima de 60 anos |
Hepatite B – 3 doses em não vacinados de 0, 30 e 180 dias.
DT (difteria e tétano, tipo adulto) – 3 doses em não vacinados de 0, 30 e 180 dias (e reforço a cada 10 anos)
Febre amarela – 1 dose em não vacinados (e reforço a cada 10 anos)
SRC (tríplice viral, MMR) – Dose única em não vacinados
Gripe (influenza) – 1 dose anual
Antipneumocócica 23 valente polissacarídica – Dose única
 
Fonte: Ministério da Saúde