Grupo liderado pelo Canadá promete vacina contra o zika para novembro

Uma vacina para o zika pode estar pronta para uso emergencial antes do final de 2016 — muito antes do período estimado por autoridades de saúde — afirma um dos institutos que a desenvolve.

 

O novo imunizante está sendo criado pelo Laboratório Nacional de Microbiologia do Canadá e pela Universidade da Pensilvânia (EUA), em parceria com as empresas farmacêutica Inovio, americana, e GeneOne, sul-coreana.

 

Segundo Gary Kobinger, cientista canadense na gestão do projeto, é possível que imunizante comece a ser testado já em agosto. Após passar por avaliação de segurança, a vacina estaria pronta para ser usada ainda em caráter emergencial — antes de comprovação definitiva de eficácia em novembro.

 

“Essa vacina é fácil de produzir. Ela seria fabricada em escala realmente grande em um período curto”, afirmou Kobinger, que trabalhou também na criação de uma vacina eficaz contra o Ebola na Guiné. “A primeira coisa é estarmos prontos para o pior.”

 

A promessa canadense é mais ousada que a de autoridades sanitárias americanas, que estimam uma escala de vários anos para desenvolver um imunizante eficaz.

 

Joseph Kim, CEO da Inovio, afirma que a agenda adotada para desenvolver a vacina é ousada, mas possível.

 

“Acredito que essa será a primeira vacina a entrar em testes humanos”, disse. “Acreditamos estar à frente do pelotão principal na corrida por uma vacina para o zika.”

 

O Instituto Butantan, de São Paulo, promete desenvolver uma vacina “em tempo recorde”, que na avaliação da direção da entidade significa algo entre três e cinco anos.

 

Fonte: g1.globo.com

Vacina contra zika está a anos de distância, diz pesquisador dos EUA

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A busca por uma vacina para prevenir o zika vírus pode levar anos, afirmou nesta quinta-feira uma autoridade sanitária dos Estados Unidos em meio a um surto preocupante da doença transmitida por um mosquito e responsabilizada por problemas congênitos.

 

Não há vacina ou tratamento para o zika, que a Organização Mundial de Saúde (OMS) disse estar se “espalhando de maneira explosiva” pelo continente americano e pode levar a mais de quatro milhões de casos na região.

 

O zika pode causar microcefalia – cabeças e cérebros anormalmente pequenos – em bebês nascidos de mulheres infectadas.

 

Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), disse que o governo dos Estados Unidos está trabalhando em duas abordagens em direção a uma vacina contra o zika, com base em pesquisas já feitas sobre vírus transmitidos por mosquitos.

 

A primeira é uma “vacina baseada em DNA usando uma estratégia muito semelhante à que foi empregada para outro flavivírus, o vírus do Nilo Ocidental”, explicou Fauci. Os flavivírus são geralmente transmitidos por mosquitos ou carrapatos.

 

“Em segundo lugar, uma vacina viva atenuada, com base em abordagens semelhantes e altamente imunogênicas utilizadas para o vírus da dengue”, acrescentou.

 

As esperanças são altas de que o chamado ensaio clínico de Fase I possa começar no final deste ano para testar a segurança e a eficácia de uma vacina contra o zika em pessoas – mas Fauci alertou que o produto final vai demorar muito mais tempo para ficar pronto.

 

“Embora essas abordagens sejam promissoras, é importante compreender que não teremos uma vacina contra o zika amplamente disponível, segura e eficaz este ano e, provavelmente, nem mesmo nos próximos anos”, disse.

 

Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos alertaram as mulheres que estão grávidas ou querem engravidar para evitar viajar para áreas da América Latina e do Caribe que estão enfrentando focos do vírus.

 

Embora o zika vírus tenha sido documentado pela primeira vez em 1947, causou apenas pequenos surtos esporádicos e de doença até recentemente. Pouco se sabe sobre ele.

 

“Por favor, levem isso a sério”, alertou Anne Schuchat, vice-diretora dos CDC.

 

“É muito importante entender que nós ainda não sabemos o quanto queríamos saber sobre isso, e enquanto nós estamos aprendendo, é prudente considerar o adiamento de viagens”.

 

Algumas companhias aéreas estão oferecendo reembolso para as gestantes com passagens para qualquer um dos 22 países e territórios com surtos da doença.

 

O Brasil experimentou seu primeiro foco de Zika no ano passado e tem visto o número de casos de microcefalia subir, de 163 por ano, em média, a mais de 3.718 casos suspeitos, de acordo com o ministério da Saúde.

 

Um total de 31 casos de zika foram documentados nos Estados Unidos desde o ano passado – todas as pessoas infectadas enquanto estavam fora do país disse Schuchat.

 

No futuro, “é possível, até provável, que vejamos focos limitados do zika nos Estados Unidos”, disse Schuchat, em particular nas regiões do sul da Flórida e Texas.

 

 

Fauci disse que os Estados Unidos normalmente gastam 97 milhões de dólares por ano em vírus que são transmitidos por mosquitos e carrapatos, e vão investir uma parte dessa verba para financiar novas pesquisas sobre o zika em uma série de áreas, incluindo testes de diagnóstico, vacinas, pesquisa básica e controle de vetores.

 

Fonte: istoedinheiro.com.br

Vacina americana contra zika pode levar dez anos, dizem pesquisadores

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Cientistas americanos que estudam o zika vírus advertiram que pode levar uma década até que sua vacina à doença esteja disponível ao público.

 

O vírus, que já se espalhou por ao menos 21 países do continente, foi ligado a microcefalia em bebês, e 3,4 mil casos suspeitos no Brasil estão sendo investigados pelo Ministério da Saúde. Há, segundo o órgão, 270 casos confirmados da má-formação.

 

Nos EUA, a busca pela vacina está sendo liderada por cientistas da Universidade do Texas, que visitaram o Brasil para pesquisar e coletar amostras, agora sob análise em laboratório.

 

Mas os cientistas afirmam que, ainda que possam desenvolver uma vacina para testes em até dois anos, podem precisar de dez anos para que ela seja aprovada por órgãos reguladores.

 

“O que demoraria mais seria o processo de aprová-la no FDA (órgão americano que regula alimentos e medicamentos) e outras agências reguladoras para liberá-la ao uso público. E isso pode levar até dez ou 12 anos”, disse à BBC Nikos Vasilakis, professor-assistente do Departamento de Patologia da universidade.

 

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo desta quarta-feira, porém, um compromisso selado entre autoridades brasileiras e americanas buscaria “acelerar” esse prazo para três anos.

 

O Brasil também está desenvolvendo pesquisas próprias por vacinas. Uma, do Instituto Butantan, poderia ser acelerada por causa da urgência da situação e sair em cinco anos.

 

Laboratório

A BBC visitou o laboratório da Universidade do Texas, cujo acesso é controlado com rigidez pela polícia e pelo FBI.

 

O insetário dos pesquisadores tem mais de 20 tipos diferentes de mosquitos e “amostras” de Aedes aegypti – transmissor do zika, da dengue e do chikungunya – de 12 países diferentes.

 

Um dos pesquisadores, Scott Weaver, diretor do Instituto de Infecções Humanas e Imunidade da universidade, disse à BBC que as pessoas estão certas em temer o vírus, sobretudo com relação a gestações.

 

“O risco é de fato significativo. E se ocorrer a infecção do feto (pelo vírus) e a microcefalia se desenvolver, não temos como alterar os desdobramentos de uma doença grave, que às vezes é fatal ou deixa crianças com deficiências mentais pelo restante de suas vidas.”

 

Pesquisadores estudam também se o zika pode ser transmitido por relações sexuais ou pela saliva, ainda que isso pareça ser mais incomum.

 

“Achamos que a transmissão sexual pode ocorrer, mas não sabemos com qual frequência ou qual o risco de um indivíduo ser infectado”, afirma Weaver.

 

Fonte: bbc.com

Dinamarca confirma caso do zika; Obama pede rapidez em vacina

As autoridades de saúde da Dinamarca confirmaram nesta quarta-feira (27) um caso do zika no país. Um morador que viajou para fora do país testou positivo para o vírus, segundo informou a emissora nacional DR. Segundo o órgão de saúde da cidade de Aarhus, a 2ª maior do país, o paciente viajou para América do Sul e Central recentemente, onde teria contraído a doença.

 

E nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama pediu rapidez no desenvolvimento de testes, vacinas e tratamentos para combater o vírus zika. O alerta foi feito por meio de um comunicado da Casa Branca nesta terça-feira (26).

 

A preocupação veio dias depois de a Organização Mundial da Saúde alertar que uma epidemia da doença deve se espalhar pelo continente americano. Nos Estados Unidos, duas pessoas foram confirmadas nesta terça-feira (26) com o vírus, uma no estado do Arkansas e outra na Virgínia. Os pacientes viajaram para fora do país recentemente.

 

Na semana passada, outras três pessoas em Nova York também foram diagnosticadas com a doença.

 

Expansão pelo mundo

Além do Brasil, onde a situação é mais grave, o zika vírus já tem transmissão local em 23 países ou territórios na América, África e Oceania. Um número alto de infecções já chegou também à Colômbia, El Salvador e Cabo Verde. Veja mapa onde há registros do vírus

 

O aumento rápido do número de casos tem levado as autoridades das regiões atingidas a tomar medidas extremas como recomendar que as mulheres não engravidem. Na Colômbia, onde foram notificados 13.524 casos, entre confirmados e suspeitos, o governo recomendou que os casais evitem a gravidez pelo menos até julho.

 

Os vírus da dengue, chikungunya e zika são transmitidos pelo mesmo vetor, o Aedes aegypti, e levam a sintomas parecidos, como febre e dores musculares. Zika e dengue são do gênero Flavivirus, já o chikunguna é do gênero Alphavirus.

 

As doenças têm gravidades diferentes. A dengue, que pode ser provocada por quatro sorotipos diferentes do vírus, é caracterizada por febre repentina, dores musculares, falta de ar e moleza. A forma mais grave da doença é caracterizada por hemorragias e pode levar à morte.

 

O chikungunya caracteriza-se principalmente pelas intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre 10 e 15 dias, mas as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. Complicações sérias e morte são muito raras.

 

Já a febre por zika vírus leva a sintomas que se limitam a no máximo 7 dias. Apesar de os sintomas serem mais leves do que os de dengue e chikungunya, a relação do vírus com a microcefalia e a possível ligação com a síndrome de Guillain-Barré tem trazido preocupação.

 

Fonte: g1.globo.com

Obama pede agilidade em pesquisas de vacina e tratamentos para o zika

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta terça-feira (26) o rápido desenvolvimento de testes, vacinas e tratamentos para combater o vírus zika, que tem sido associado a casos de microcefalia em recém-nascidos e poderia se espalhar pelos Estados Unidos nos meses de calor.

 

Obama foi informado sobre o vírus em reunião com o diretor dos CDC (Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA), Thomas Frieden; o diretor do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas e Alergias, Anthony Fauci; e a Secretária de Saúde e Serviços Sociais dos EUA, Sylvia Mathews Burwell.

 

“O presidente enfatizou a necessidade de acelerar os esforços de pesquisa para tornar disponível teste de diagnóstico melhores, para desenvolver vacinas e terapias e para assegurar que todos os americanos tenham informação sobre o vírus Zika”, disse a Casa Branca em um comunicado.

 

As autoridades de saúde dos EUA estão intensificando os esforços para estudar a ligação entre infecções pelo vírus zika e casos de má formação de bebês, em meio a temores levantados por um estudo recente estimando que o vírus pode atingir regiões onde moram 60% da população po país.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o vírus, que foi ligado a casos de danos aos cérebros de bebês no Brasil, vai se espalhar para a maior parte dos países americanos, incluindo os Estados Unidos.

 

Fonte: g1.globo.com

Glaxo avalia possibilidade de uso de vacina contra zika

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A GlaxoSmithKline está concluindo estudos de viabilidade que avaliam se sua tecnologia de vacina é apropriada para o Zika vírus, que possui ligações com problemas no cérebro em milhares de bebês no Brasil, disse uma porta-voz à Reuters.

 

O Zika provavelmente irá se espalhar para todos os países das Américas, exceto Canadá e Chile, informou a Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta segunda-feira.

 

O vírus ainda não foi relatado na costa dos Estados Unidos, embora uma mulher que se sentiu mal com o vírus no Brasil deu luz a um bebê com problemas cerebrais no Havaí.

 

O Zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, que também transmite dengue, febre amarela e chikungunya.

 

Não há vacina ou tratamento para o Zika, que normalmente causa febres leves e irritações cutâneas, embora cerca de 80 por cento dos infectados não apresentem sintomas.

 

“Estamos concluindo nossos estudos de viabilidade, à medida que podemos ver que nossas plataformas de tecnologia de vacina podem ser apropriadas para trabalhar com o Zika”, disse a porta-voz da Glaxo, Anna Padula, por e-mail.

 

Ela se negou a divulgar detalhes, mas acrescentou que o desenvolvimento de uma vacina normalmente demora entre 10 e 15 anos.

 

A francesa Sanofi, que recebeu aprovação no ano passado para a primeira vacina contra a dengue, informou que está revisando a possibilidade de aplicar sua tecnologia para o Zika.

 

Fonte: exame.abril.com.br

Vacina contra a dengue: grávidas e crianças podem tomar?

O estado de São Paulo está prestes a concluir o desenvolvimento da primeira vacina brasileira contra a dengue. O mérito é do Instituto Butantan, que já conduz a última fase dos testes em humanos, realizados com 17 mil voluntários, em 13 cidades do país. A expectativa é que o produto esteja disponível até 2017.

 

Enquanto isso, acaba de ser liberada para comercialização, no México, a vacina tetravalente contra a dengue, resultado de 20 anos de pesquisa, com cerca de 20 estudos, envolvendo 40 mil participantes em 15 países. Fabricada pelo laboratório Sanofi Pasteur, promete proteger contra os quatro sorotipos do vírus. Em entrevista à CRESCER, a diretora médica da instituição, Sheila Homsani, esclareceu as principais dúvidas sobre a imunização de grávidas e crianças. Veja, a seguir.

 

CRESCER: A vacina é indicada para a faixa etária entre 9 e 45 anos. Há previsão de lançamento de um imunizante para crianças menores?

Sheila Homsani: A vacina contra dengue é indicada para indivíduos acima dos 9 anos, porque essa foi a faixa etária em que a vacina surtiu os melhores resultados. Os estudos de eficácia e segurança, conduzidos na América Latina e na Ásia, e publicados no periódico científico New England Journal of Medicine, mostraram que, para esse público específico, o produto confere 66% de proteção, especialmente contra duas manifestações clínicas relevantes da doença– ela promove redução de 93% dos casos graves e de 80% nos índices de internação, que representam o maior impacto social e econômico da enfermidade em países endêmicos.

 

Além disso, o imunizante protegeu os participantes do estudo com idade a partir de 9 anos, que foram anteriormente expostos à dengue (82%), assim como aqueles que ainda não haviam contraído a doença (52,5%). Esses resultados representam um grande avanço para o controle do problema e estão de acordo com a meta da Organização Mundial de Saúde (OMS) de diminuir a mortalidade por dengue em, pelo menos, 50% e a morbidade em, pelo menos, 25%, até 2020. Os estudos continuam e estamos analisando os resultados da vacina em menores de 9 anos.

 

C: As gestantes podem tomar a vacina?

S.H: O produto tem como esqueleto o vírus da febre amarela, vivo e atenuado, combinado com os quatro tipos do vírus da dengue, que estimulam o sistema imunológico, mas sem ter capacidade de provocar a doença. Assim como todo imunizante de vírus atenuado– a exemplo do que protege contra a rubéola, sarampo ou caxumba — a vacina contra dengue não é indicada para gestantes.

 

C: Quais as reações possíveis?

S.H: Analisamos mais de 40.000 participantes do programa de desenvolvimento clínico da vacina e concluímos que ela tem um perfil de segurança aceitável, comparável ao placebo.

 

C: Quantas doses da vacina deverão ser aplicadas e em que intervalo?

S.H: A aplicação deverá ser feita em três doses para garantir a redução de 93% dos casos de dengue grave, de 80% dos índices de internações – que representam o maior impacto social e econômico da doença em países endêmicos – e de 66% de eficácia global. Vale lembrar que, a partir da primeira dose, a proteção já se inicia.

 

C: O que falta para o imunizante ser liberado no Brasil?

S.H: Ele está pronto e precisa apenas da aprovação dos órgãos regulatórios para ser comercializada. No Brasil, submetemos o dossiê regulatório da vacina contra dengue à Anvisa, para obtenção do registro, em março deste ano. Com isso, a previsão da chegada da vacina é 2016.

 

Fonte: revistacrescer.globo.com

Vacina contra rubéola não causa microcefalia, informa Ministério da Saúde

 

Circula pelas redes sociais e conversas de aplicativos a informação de que o surto de microcefalia registrado na região Nordeste estaria relacionado à vacinação contra a rubéola e não ao contágio pelo zika vírus. Em sua página social, o Ministério da Saúde desmistificou:

 

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A Sociedade de Pediatria de São Paulo também publicou um texto com as principais dúvidas e mitos a respeito da doença. Sobre a relação com a vacina, o Dr. Yechiel Moises Chencinski, do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da instituição, esclarece:

 

“A Síndrome da rubéola congênita, quando afeta a gestante, pode trazer malformações, entre elas a microcefalia (retardo no crescimento intrauterino – 43%, anormalidades viscerais – 50 a 75%, microcefalia – 39%, manifestações cutâneas -20 a 50% e microftalmia – 20%). No dia 2 de dezembro, o Brasil recebeu um certificado da Organização Mundial de Saúde, considerando a rubéola e a síndrome da rubéola congênita, oficialmente, eliminadas no país (últimos casos de transmissão no país em 2008 e 2009,).

 

O calendário nacional de vacinação prevê que a vacina da rubéola deve ser aplicada aos 12 e 15 meses, (dentro da tríplice viral – sarampo, caxumba e rubéola). Ela é uma vacina produzida com vírus vivos e atenuados, que não são capazes de provocar as três doenças. É possível tomar essa vacina em outros momentos da vida, mas nunca durante a gestação.

 

A vacina contra a rubéola é especialmente indicada para mulheres em idade fértil – entre 15 e 29 anos – para evitar pegar a doença durante a gravidez. As mulheres grávidas que não foram vacinadas antes da gestação devem receber a vacina somente após o parto.”

 

Fonte: www.ebc.com.br

Vacina contra a dengue está na última fase de testes

Vacina-contra-a-dengue-esta-na-ultima-fase-de-testesSó no primeiro trimestre de 2015 foram registrados 460,5 mil casos de dengue no Brasil. Em relação ao mesmo período do ano passado, esse número representa um aumento de 240%. Entre as iniciativas que buscam criar uma vacina para a doença, está a do laboratório francês Sanofi Pasteur, criador da Dengvaxia, que age contra os quatro tipos da doença. Atualmente, a Dengvaxia é a que está mais próxima de ser liberada no Brasil, mas existem outras pesquisas sendo realizadas. O Instituto Butantan, por exemplo, está começando a terceira fase dos testes clínicos, que é a última necessária para o registro do produto final. Essa etapa, que já foi concluída pela Sanofi, é a mais complicada, porque nela a eficácia da vacina tem que ser comprovada. A Fundação Oswaldo Cruz também procura uma solução para o problema da dengue, com o apoio do Ministério da Saúde.

 

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) já aprovou a vacina, que agora passa por avaliação da Anvisa. O órgão não estipulou um prazo para resposta. Falando sobre todas as vacinas em desenvolvimento, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou que é provavel que pelo menos uma delas comece a ser comercializada em 2018, “se tudo der certo na pesquisa”.

 

Sobre a vacina da Sanofi, a bioquímica Maria Sueli Felipe, relatora do processo na CTNBio, diz: “A vacina traz um vírus atenuado, para não provocar a doença e sim uma resposta imunizante, e, para isso nós demos o ok, ela é segura”. O imunizante usa o vírus da febre amarela, que é modificado geneticamente. Assim, ele é atenuado, provocando a produção de anticorpos para a dengue, e não a doença em si.

 

O laboratório francês promete eficácia de 60,8%, contra todos os tipos da doença. Os casos graves supostamente diminuem em 95,5% e a hospitalização em 80,3%. A vacina age melhor em pessoas com mais de nove anos de idade, mas em tese também pode ser tomada por crianças. A técnica de atenuação do vírus também é utilizada na vacina que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan. Seus criadores afirmam que ela só precisa de uma aplicação para ser eficaz. A da Sanofi requer três doses, com seis meses entre cada.

 

Fonte: super.abril.com.br

Vivemos um ressurgimento da epidemia, diz pesquisador sobre a Aids no Brasil

Vivemos-um-ressurgimento-da-epidemia-diz-pesquisador-sobre-a-Aids-no-BrasilAinda distante de uma vacina ou do remédio que promoverá a cura, o Brasil vive a maior epidemia de Aids de todos os tempos, desde a descoberta do vírus, em 1981. Só em 2013, por exemplo, foram identificados 39.501 novos casos da doença no País. O panorama fica ainda mais nebuloso quando se comparam os indivíduos nascidos nas décadas de 60, 70 e 80 com a geração atual, de pessoas nascidas a partir de 1990 — os grupos de jovens de hoje em dia têm três vezes mais soropositivos do que os de seus antecessores.

 

O alerta é do pesquisador do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP Alexandre Grangeiro, que avisa que ainda teremos que conviver com o surto de HIV por mais, no mínimo, dez anos.

 

De acordo com ele, nunca tantos casos foram registrados como acontece hoje em dia. Na opinião dele, trata-se de uma situação “bastante grave”, já que, do surgimento, aumento e estabilização já ocorridos no curso do vírus no Brasil, hoje passamos para um ressurgimento de uma epidemia.

 

— Há uma mudança de comportamento sexual na população, e as novas gerações estão mostrando comportamentos menos seguros que as anteriores. Menor uso de preservativo, menor frequência de testagem, menor consciência em relação à gravidade da epidemia. No entanto, mesmo que a vacina não surja, podemos dar conta de conviver com esta epidemia ainda hoje. Com os conhecimentos adquiridos pela medicina, hoje em dia já é possível não se infectar. E, se a pessoa se infectar, é possível usar os medicamentos tanto para não transmitir quanto para não morrer por causa disso.

 

A imunologista holandesa, Irene Adams, que trabalha com Aids há quase 30 anos, concorda com Grangeiro e ressalta que o Brasil é um dos poucos países no mundo que continua com aumento da população jovem infectada pelo vírus HIV.

 

— O jovem pensa que não vai acontecer com ele e não utiliza os métodos de prevenção. Eles não viveram na época em que as pessoas infectadas sofreram muito e ficaram na mídia, como Cazuza, por exemplo. Essa geração não sabe o mal que a doença pode fazer.

 

Em contraposição ao aumento dos casos entre os jovens, nos últimos dez anos, a mortalidade por Aids caiu 13% no Brasil, passando de 6,1 mortes a cada 100 mil habitantes em 2004, para 5,7 casos em 2013.

 

A infectologista Rosana Richtmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e membro do CTAI (Comitê Técnico Assessor de Imunizações) do Ministério da Saúde, também considera que as condições para controlar a doença evoluíram.

 

— HIV hoje é uma doença plenamente controlável. O paciente que leva a doença a sério felizmente não está mais morrendo, porque ela se torna crônica e controlável.

 

Essa realidade, aliada à consciência de que tanto a sobrevida quanto a qualidade desta sobrevida aumentaram consideravelmente nas últimas décadas, pode ter colaborado para o aumento do comportamento promíscuo da nova geração, de acordo com Grangeiro.

 

— Junte-se a isso a forma como os jovens veem a sexualidade, como buscam seus parceiros. E isso não é percebido apenas com a Aids, mas também com as taxas de sífilis e gonorreia, por exemplo, que têm aumentado expressivamente. Sem dúvida, viver com HIV hoje é muito mais fácil do que era até o início dos anos 2000. Há, sim, um peso grande do ponto de vista social, com o preconceito, e também a reorganização exigida por causa do tratamento. As pessoas podem até ter uma expectativa de vida muito próxima da população em geral, mas isso não significa que vão ser as mesmas condições de viver.

 

Transmissão

 

O HIV pode ser transmitido pelo sangue, esperma e secreção vaginal, pelo leite materno, ou transfusão de sangue contaminado. De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre os maiores de 13 anos de idade ainda prevalece a transmissão por via sexual.

 

Nas mulheres, 86,8% dos casos registrados em 2012 decorreram de relações heterossexuais com pessoas infectadas pelo HIV. Entre os homens, 43,5% dos casos se deram por relações heterossexuais, 24,5% por relações homossexuais e 7,7% por bissexuais. O restante ocorreu por transmissão sanguínea e vertical.

 

Irene também chama a atenção para o aumento no número de casos entre idosos. Segundo ela, no mundo inteiro, inclusive no Brasil, muitas pessoas de mais de 50 anos estão descobrindo que são portadoras do vírus.

 

— O número de novos casos nos idosos é assustador. Com o Viagra [medicamento usado para manter a ereção], o homem consegue uma vida sexual depois de certa idade. Além disso, não só no público masculino, mas os idosos são muito mais ativos, não ficam só em casa. Se um idoso perde o parceiro ou a parceira, ele sai e encontra outras pessoas, mas, como se casou muito cedo, não tem costume de usar preservativos, e não sabe se prevenir de doenças transmissíveis, pode acabar se contaminando.

 

Testes rápidos de HIV

 

Atualmente, a rede pública de saúde conta com 518 centros de testagem espalhados pelo País. Além disso, como uma tentativa de facilitar o acesso ao diagnóstico, medidas como a ampliação dos métodos de detecção vêm sendo implantadas.

 

No último dia 20, por exemplo, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou as regras para o registro de autotestes por meio da saliva, a serem futuramente vendidos em farmácias. Com a aprovação, o Brasil passa a ser o quarto país no mundo com regras que permitem a venda de kits de diagnóstico para HIV.

 

Embora a aprovação tenha gerado discussões como, por exemplo, o risco que um paciente correria ao receber sozinho um diagnóstico positivo, ou a conscientização a respeito da janela imunológica (intervalo de tempo entre a infecção pelo vírus e a produção de anticorpos anti-HIV detectáveis no sangue), Grangeiro vê diversas vantagens na liberação.

 

— Esta iniciativa permite que um número maior de pessoas realize o teste. Há muitas que não podem ou não querem ir ao serviço de saúde, e o teste vai poder, de forma mais importante, participar do cotidiano preventivo das pessoas, oferecendo autonomia e possibilidade de decisão sobre a prevenção. Já a reação negativa ou a janela, isso existe mesmo nos testes convencionais, de modo que não vejo isso como algo que possa impedir autoteste.

 

Rosana também considera o autoteste um instrumento útil, que contribui para um melhor controle da doença. Para ela, quanto mais cedo houver o diagnóstico, melhor.

 

— Quanto mais a gente souber da condição do paciente, se ele tem o vírus ou não, obviamente conseguiremos agir mais cedo. Vejo isso com bons olhos.

 

Estamos vencendo a luta contra o HIV?

 

Na opinião de Irene, a disponibilização dos testes rápidos não é tão vantajosa. A imunologista ressalta “que quem recebe o diagnóstico positivo pode não estar psicologicamente preparado para isso”.

 

— Onde trabalho, fazemos uma pré-consulta para trabalhar o emocional da pessoa. Receber o diagnóstico de portador do vírus HIV é muito difícil. Além disso, os testes rápidos não são 100% eficazes, e uma pessoa que é portadora pode ter um resultado negativo e manter os hábitos errados, sem prevenção, e pode transmitir o vírus sem saber, infelizmente a psicologia do humano é assim.

 

Políticas públicas

 

Apesar do aumento no número de casos em jovens e idosos, Irene ressalta que o País continua trabalhando na prevenção da Aids e na transmissão do vírus HIV com propriedade. Segundo ela, antigamente só era feita campanha de conscientização em datas como o Carnaval.

 

— Hoje tem propaganda na televisão, até com a mãe do Cazuza. É uma propaganda forte e impactante, essencial para as pessoas perceberem a gravidade da doença. Além disso, antes só havia a obrigatoriedade da notificação de Aids, mas agora é obrigatório notificar portadores de vírus, para se ter um panorama maior do risco no País.

 

Fonte: noticias.r7.com