Vacina contra HPV: por que os homens têm, sim, de tomar

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Tabagismo, consumo não moderado de álcool e dieta pobre em frutas e verduras são os principais fatores de risco para câncer de cabeça e pescoço. Com esse conhecimento, baseado em estudos epidemiológicos, foram elaboradas estratégias de prevenção e de diagnóstico precoce no fim do século passado. Combateu-se sem tréguas o consumo de tabaco e ele caiu drasticamente na população brasileira. Em vários programas educativos foram demonstradas as vantagens do diagnóstico precoce por meio de autoexame bucal e do, até então questionável, rastreamento de pessoas de alto risco. Sim, as pessoas podiam ser reconhecidas pelo risco.
Esse conhecimento tinha até algum efeito no diagnóstico. Pensava-se em câncer quando um homem com mais de 50 anos, etilista e tabagista, apresentava uma lesão na boca ou na garganta. Estávamos seguros de que continuar com educação em saúde e outras estratégias poderia reduzir o número de casos, e melhor que isso, reduzir a mortalidade por câncer, como já vinha acontecendo nos Estados Unidos.
Primeiro nos Estados Unidos, depois na Europa, e por último entre nós, foram observados muitos casos de câncer de boca e de garganta que fugiam do padrão até então estabelecido. Recebíamos cada vez mais indivíduos jovens, bem alimentados, não tabagistas e não etilistas. O diagnóstico era feito em fases avançadas da doença porque ela causava poucos sintomas e os médicos não especialistas que realizavam a primeira avaliação não pensavam na possibilidade de câncer em pacientes fora do padrão.
Havia um novo perfil de pacientes e muitas foram as hipóteses para explicar esse fenômeno, nenhuma confirmada de início. Até se suspeitou que a resposta estivesse em uma infecção causada pelo papilomavírus humano, o HPV, pois um agente biológico ser causador de câncer não seria uma novidade. Ainda mais que já se correlacionava o HPV com tumores genitais, assim como a bactéria Helicobacter pylori com câncer de estômago e o vírus da hepatite como um dos fatores causais de câncer de fígado. Mas estudos iniciais na década de 90 foram pouco animadores quanto ao papel do HPV em cabeça e pescoço.
Hoje, os dados epidemiológicos evidenciam que o HPV é, de fato, a causa desses novos cânceres de cabeça e pescoço que podem ocorrer em qualquer faixa etária. São tumores que causam poucos sintomas locais e metástases muito frequentemente, mas que felizmente, apesar da agressividade, respondem melhor ao tratamento do que em pacientes com tumores induzidos por tabaco. Estima-se que em poucos anos o número de casos de tumores associados ao HPV vá superar o daqueles relacionados ao tabaco. Tudo muda. Não existem pessoas de risco para programas de diagnóstico precoce. Somente combater tabagismo e consumo exagerado de bebidas alcoólicas já não são medidas eficazes.
O enorme progresso na pesquisa do papel carcinogênico do HPV em câncer de colo uterino levou ao desenvolvimento de vacinas que são capazes de proteger contra os principais vírus causadores de câncer e de doenças benignas bastante frequentes como as verrugas genitais. Testadas e aprovadas, foram rapidamente adotadas e meninas passaram a ser vacinadas em quase todos os países do mundo.
Trata-se de um novo modo de prevenção. Uma vacina contra cânceres graves. Benefício já demonstrado com redução da mortalidade por câncer de fígado em regiões geográficas com alta incidência de câncer de fígado. Agora as mulheres estão protegidas.
E os homens, por que não vaciná-los? Pensava-se que a epidemia de câncer de cabeça e pescoço não era tão grave. Pensava-se que, estando as mulheres protegidas, os homens também estariam. Mas homens podem ter atividade sexual com mulheres não protegidas, assim como pode haver relação homossexual e também contaminação pelo HPV sem relação sexual. Assim, por quase uma década, metade da população foi relegada à própria sorte porque não fazia parte da prioridade em saúde pública. A economia de custos não poupa recursos e sofrimento relacionados ao tratamento de casos de câncer não prevenidos. Relutar e não usar uma vacina que pode prevenir uma doença grave, potencialmente fatal, usando-se argumentos fracos, não parece nem um pouco lógico.
Gradativamente as opiniões foram mudando, primeiro com a aprovação do uso da vacina anti HPV em meninos, e agora, finalmente, com sua disponibilização dentro do sistema público de saúde. Uma medida a ser aplaudida. O investimento em vacinação trará seus efeitos em alguns anos. Investimento seguro, que poupará vidas, sofrimento e gastos com a saúde. Agora é hora de divulgar e incentivar a vacinação, que deve ser acompanhada de todas as outras medidas. A prevenção muda, fica mais forte, mais eficiente, mas não se pode dar trégua no emprego das outras medidas que adotamos atualmente.

Fonte: http://veja.abril.com.br/

Vacinação contra dengue pode evitar epidemia no próximo verão

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Os paranaenses que vivem nos 30 municípios onde o governo do Estado está fazendo a primeira fase da campanha de vacinação contra a dengue e que estão nos grupos prioritários devem receber a vacina com urgência até este sábado (3), quando termina esta etapa. Os 30 municípios selecionados registraram as piores epidemias da doença nos últimos cinco anos.

“Se a população não for vacinada, corremos o risco de enfrentarmos uma séria epidemia a partir de dezembro e durante todo o verão, ainda pior do que a epidemia de 2015/2016. Quanto mais pessoas vacinadas, menor será a circulação viral da doença”, alerta o diretor geral da Secretaria da Saúde, Sezifredo Paz.

De agosto de 2015 a julho de 2016, aproximadamente 56 mil casos e 61 mortes por dengue foram registradas no Paraná. Os 30 municípios da campanha, juntos, concentraram 80% das ocorrências, além de 93% dos casos graves e 82% das mortes. “As estatísticas demonstram que era preciso fazer algo a mais para o controle da dengue no estado. Mas a população precisa aderir à campanha”, destaca Sezifredo.

Além das unidades de saúde, a campanha está sendo levada às escolas, universidades, igrejas, espaços comunitários, empresas, tiro de guerra, entre outros locais que concentram principalmente os jovens entre 15 e 27 anos, população alvo da campanha em 28 cidades paranaenses. Em alguns municípios. equipes volantes estão vacinando também em supermercados e locais de grande circulação de pessoas, como em Paranaguá, que deve atingir a população entre 9 e 44 anos.

O diretor ressalta que, apesar de todos os esforços do governo, grande parte da população que tem direito à vacina gratuita ainda não aderiu à campanha. “A vacina é uma estratégia a mais para evitar novas epidemias de dengue nesses municípios que concentram os casos da doença no Paraná, mas é necessário que a população seja imunizada antes do início da curva epidêmica”, afirma.

20 ANOS DE ESTUDO – A vacina que está sendo aplicada na população é a única aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no Brasil, até o momento. É produzida pela farmacêutica Sanofi Pasteur. Ao todo, a vacina tem três doses, que devem ser aplicadas com intervalo de seis meses cada. Após a primeira dose, já há proteção, mas é essencial que a população complete o esquema vacinal para assegurar o equilíbrio e a durabilidade da proteção.

De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide Oliveira, a vacina é segura e protege contra os quatro tipos de vírus circulantes da dengue no País. “A vacina tem eficácia global de 66% e com a vacinação de uma parcela da população conseguimos reduzir a circulação viral e diminuir o impacto da doença em nosso estado. Hoje podemos finalmente dizer que a dengue entra no rol de doenças preveníveis”, afirmou.

Estudos epidemiológicos apontam que, em cinco anos, a vacinação em massa pode reduzir em até 74% o número de casos de dengue nas cidades contempladas. Estima-se ainda que a medida diminua em 80% o número de hospitalizações e em 93% o número de casos graves da doença.

Só na aquisição desta primeira dose, o Estado investiu cerca de R$ 50 milhões. Esta é a primeira campanha pública de vacinação contra a dengue das Américas. O primeiro local a fazer campanha de vacinação contra a dengue na rede pública foi as Filipinas, em fevereiro deste ano, com a imunização de crianças.

Fonte: http://maringa.odiario.com/

Microagulhas prometem acabar com a dor na hora de tomar vacina

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Desde que as agulhas hipodérmicas foram desenvolvidas, no século 19, a tecnologia de injeção de substâncias no corpo pouco mudou. Elas ficaram mais finas e curtas, mas continuam assustadoras para muita gente, principalmente crianças. Dependendo de como se aplica, de fato podem ser dolorosas e provocar hematomas, pois atingem o tecido subcutâneo, onde estão nervos e vasos sanguíneos. Mas, no futuro próximo, a frase “é só uma picadinha de mosquito” poderá se tornar realidade. Com materiais nanométricos, cientistas estão desenvolvendo microagulhas para aplicação de medicamentos e vacinas. Como um adesivo, são colocadas na pele e retiradas rapidamente, sem provocar nenhum desconforto.

Há duas décadas pesquisando as microagulhas, um dos maiores especialistas no assunto, o engenheiro biomolecular Mark Prausnitz, do Instituto de Tecnologia dA Geórgia, nos Estados Unidos, acredita que passou da hora de abolir o método de aplicação tradicional. “Para uma substância ser dissolvida no organismo e chegar à corrente sanguínea, ela tem de atravessar a barreira superficial da pele, que é muito fina; a espessura corresponde a mais ou menos um décimo de um fio de cabelo humano. Então, a agulha hipodérmica realmente é um exagero. Nós podemos usar algo muito menor”, defende.

Prausnitz lembra que, há tempos, os engenheiros eletrônicos sabem como reduzir aparelhos diversos em níveis nanométricos. “Já tínhamos o conhecimento tecnológico para fazer coisas bem pequenas. Então, pegamos isso e adaptamos para construir microagulhas”, diz. Em seu laboratório, ele desenvolveu, recentemente, um adesivo para imunizar contra sarampo. Trata-se de um pequeno curativo contendo 100 microagulhas com 0,5mm de tamanho. Visto sob uma lupa, a superfície assemelha-se a um tapete pontilhado.

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Cada ponto é uma agulhinha feita de vacina seca (o líquido é desidratado e fica como um pó), açúcar, polímeros e alguns outros ingredientes. As moléculas de polímero, explica Prausnitz, são cadeias longas de grupos atômicos repetidos. Graças a isso, as microagulhas não se curvam nem se quebram antes de entrar na pele. Já os outros componentes ajudam a manter a imunização estável. Assim que o adesivo é colocado no corpo, as agulhas entram na pele e dissolvem o material nos fluidos da própria epiderme. Isso faz com que a substância seja alcançada pelas células do sistema imunológico, desencadeando o processo de proteção. Já o polímero é totalmente descartado pela urina. O adesivo deve ficar na pele por 15 minutos.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/

Vacina contra dengue já pode ser comercializada no Brasil

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Após sete meses registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a vacina contra a dengue já pode ser comercializada no Brasil. O Comitê Técnico Executivo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) determinou que o preço da Dengvaxia, como é chamada a vacina da Sanofi Pasteur, vai variar entre R$ 132,76 e R$ 138,53, dependendo do ICMS adotado em cada estado.

O valor estipulado é o que será pago ao fabricante por clínicas, hospitais e distribuidores e deve ser bem diferente do que será cobrado do consumidor final. “Os valores para um mercado privado não refletem o que vai ser praticado. As clínicas tem taxa de aplicação, tem tributação da clínica, tem que pagar sua estrutura. Esse preço é muito longe do que o mercado vai trabalhar para o consumidor final. Esse é o preço de fábrica que a Sanofi vai colocar no comércio”, explicou Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações.

De acordo com o infectologista, o produto é um avanço, considerando que o Brasil vivencia há muitos anos um grande problema de saúde pública devido ao vírus da dengue. Em 2016, até 11 de junho, mais de 1,3 milhão de pessoas tiveram dengue em todo o país e 318 pessoas morreram em decorrência da infecção pelo vírus.

Fabricada pela empresa francesa Sanofi Pasteur e registrada no Brasil desde dezembro de 2015, a Dengvaxia é a primeira vacina desenvolvida contra a dengue no mundo e só precisava da determinação do valor de fábrica para poder ser vendida. Segundo a Anvisa, a demora ocorreu devido ao ineditismo do produto, já que normalmente a estipulação de preços leva em conta outros produtos semelhantes no mercado.

O imunizante é indicado para pessoas entre 9 e 45 anos, deve ser aplicado em três doses com intervalo de seis meses entre elas. O fabricante garante proteção contra os quatro tipos do vírus da dengue. Segundo os estudos, a proteção é de 93% contra casos graves da doença, redução de 80% das internações e eficácia global de pouco mais de 60% contra todos os tipos do vírus. A capacidade de produção do laboratório é de 100 milhões de doses por ano.

Para Kfouri, a eficácia da vacina é satisfatória e segue o padrão de vacina como a contra varicela e contra o rotavírus, que evitam completamente cerca de 60% dos casos das doenças, mas tem um impacto maior na redução de casos graves, que poderiam levar a hospitalizações e à morte.

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Apesar de poder ser comercializada em todo o Brasil, ainda não há determinação sobre se a Dengvaxia será utilizada na rede pública. Para isso, o Ministério da Saúde deve fazer estudos sobre o custo/benefício da compra e distribuição do produto e de qual seria a estratégia de aplicação para ter impacto em termos de saúde pública.

Para Renato Kfouri, a decisão do Ministério da Saúde de não adotar imediatamente a vacina é adequada, já que um programa nacional de imunização requer uma visão ampla de como a doença se comporta e de quais seriam as estratégias de aplicação.

“A vacina tem eficácia de cerca de 60% contra os quatro tipos de dengue, mas em termos de saúde pública, para conseguir atingir esses números, quantas pessoas teríamos que vacinar? Todas de nove a quarenta e cinco? Crianças entre nove e dez anos? Adultos? Quem devo vacinar? Que quantidade de vacinas tenho a oferecer? Quantas seriam necessárias para um bom impacto? Com quantos indivíduos vacinados terei impacto?”, questionou o especialista.

Ele ressalta ainda que as estratégias de vacinação em adultos costumam ser bem menos eficazes do que as que têm como público alvo as crianças, já que a adesão é frequentemetne menor.

Desta forma, como uma ação individual, de quem pode pagar, a vacina é uma boa estratégia de prevenção, porém, para a introdução em um programa de imunizações são necessários estudos mais aprofundados. “Em nível de saúde individual, em clínica privada, é um ganho enorme, revoluciona, mas a posição do Ministério da Saúde foi cautelosa e adequada”, pontuou Kfouri.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/

Butantã inicia teste de vacina da dengue com 1,2 mil voluntários

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O Instituto Butantã iniciou na última quinta-feira os testes da vacina contra dengue. Os primeiros voluntários são de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. As 1 200 pessoas selecionadas devem receber a vacina na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Toninho. Elas serão acompanhadas durante cinco anos. Na próxima semana, os testes serão iniciados em centros de pesquisas de Manaus (AM) e Boa Vista (RR). A cidade escolhida para os testes com a vacina no Estado de São Paulo tem altos índices de casos da doença. Rio Preto registrou 22 mil ocorrências de dengue em 2015 e, de janeiro a maio deste ano, outros 11.395, além de 4.284 em investigação. Doze pessoas morreram. Os efeitos da vacina nos pacientes serão avaliados por pesquisadores da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), com a colaboração da Secretaria Municipal de Saúde.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) esteve na cidade para acompanhar a iniciativa. Na solenidade, referiu-se ao início dos testes como um dia histórico. “Não temos no mundo uma vacina com grau de proteção elevado contra os quatro tipos de vírus. O Instituto Butantã já fez o teste pré-clínico e das fases um e dois e agora estamos na última fase”, disse.

Os testes em humanos são a última fase da pesquisa antes da aprovação da vacina para produção em larga escala visando a atender campanhas de imunização em massa na rede pública de saúde. Ao todo, serão mobilizados 17 mil voluntários em 14 centros de pesquisas de 13 municípios brasileiros. Os ensaios clínicos desta fase foram iniciados em fevereiro deste ano pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo.

Os voluntários, que nunca tiveram a doença, estão divididos em três faixas etárias: 2 a 6 anos, 7 a 17 e 18 a 59. Os participantes serão acompanhados pela equipe médica por um período de cinco anos para verificar a duração da proteção. Os testes também serão realizados em Porto Velho (RO), Aracaju (SE), Recife (PE), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS).

Vacina – A vacina do Butantã foi desenvolvida em parceria com o National Institutes of Health (EUA) e tem potencial para proteger contra os quatro vírus da dengue com uma única dose, produzida com vírus vivos, geneticamente atenuados. Nesta etapa da pesquisa, os estudos visam a comprovar a eficácia da vacina. Do total de voluntários, um terço receberá placebo, uma substância com as mesmas características, mas sem o vírus. Nem a equipe médica, nem os voluntários saberão quem recebeu o placebo. O objetivo é a garantir a total isenção dos testes.

Nas etapas anteriores, a vacina foi testada em 900 pessoas, nos Estados Unidos e em São Paulo. O Butantã tem uma fábrica com capacidade para produzir 500 000 doses por ano, mas que pode ser ampliada para produção de até 12 milhões de doses por ano com algumas adaptações. O Instituto tem projeto para construir uma fábrica de larga escala, com capacidade de 60 milhões de doses ao ano.

Custo – O Brasil já tem uma vacina contra a dengue registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas seu uso ainda depende da definição do preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), órgão interministerial do governo federal. A vacina da Sanofi Pasteur protege contra os quatro sorotipos da doença, mas exige três aplicações. A empresa francesa anunciou que o Ministério de Saúde da Costa Rica aprovou a vacina, também registrada no México, El Salvador e Filipinas.

Fonte: http://veja.abril.com.br/

Segurança das vacinas

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O desenvolvimento de uma vacina segue altos padrões de exigência e qualidade em todas as suas fases, o que inclui a pesquisa inicial, os testes em animais e humanos sob rigoroso protocolo de procedimentos éticos, até o processo de avaliação de resultados pelas agências reguladoras governamentais.

No Brasil, o órgão responsável pela avaliação dos resultados de segurança e eficácia de uma vacina e seu registro é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Anvisa, por meio da Resolução (RDC) n. 55, de 16 de dezembro de 2010, estabelece os requisitos mínimos para o registro de produtos biológicos, entre eles as vacinas. As fases de desenvolvimento exigidas por essa RDC são semelhantes às exigidas pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC). São elas:

Fase exploratória ou laboratorial: Fase inicial ainda restrita aos laboratórios. Momento em que são avaliadas dezenas e até centenas de moléculas para se definir a melhor composição da vacina.
Fase pré-clínica ou não clínica: Após a definição dos melhores componentes para a vacina, são realizados testes em animais para comprovação dos dados obtidos em experimentações in vitro.
Fase clínica: Segundo a Agência de Medicina Europeia (EMA), um estudo ou ensaio clínico é “Qualquer investigação em seres humanos, objetivando descobrir ou verificar os efeitos farmacodinâmicos, farmacológicos, clínicos e/ou outros efeitos de produto(s) e/ou identificar reações adversas ao(s) produto(s) em investigação, com o objetivo de averiguar sua segurança e/ou eficácia”. Esta etapa é dividida em outras três:
Fase 1: É a primeira avaliação do produto e tem como objetivo principal analisar a segurança e se induz alguma resposta imunológica. O grupo de voluntários costuma ser pequeno, de 20 a 80 pessoas — em geral, adultos saudáveis.
Fase 2: Nesse momento, o objetivo é avaliar a eficácia e obter informações mais detalhadas sobre a segurança. O número de pacientes que participa é de algumas centenas.
Fase 3: Aqui, o objetivo é avaliar a eficácia e a segurança no público-alvo, aquele ao qual se destina a vacina, ou seja, se ela realmente protege da doença. O número de voluntários aumenta, chegando a milhares
Fase 4: Após a aprovação pela Anvisa, o laboratório obtém o registro que o autoriza a produzir e distribuir a vacina em todo o território nacional. Como os estudos clínicos são realizados com um número de pessoas inferior ao que receberá a vacina, o laboratório continua acompanhando os resultados, a exemplo do que ocorre com outros medicamentos. O objetivo é monitorar a ocorrência dos eventos adversos.
Essas fases são conduzidas pelo laboratório fabricante e os resultados, quando demonstradas a eficácia e segurança da vacina, passam a integrar um dossiê que é encaminhado para a apreciação da Anvisa.

Esse acompanhamento também é realizado pelo Ministério da Saúde, por meio do Sistema de Vigilância de Eventos Adversos Pós-vacinação (EAPV) do Programa Nacional de Imunizações (PNI). O objetivo é quantificar e qualificar os eventos adversos para não haver dúvidas de que os riscos de complicações graves causadas pelas vacinas são nulos ou muito menores que os oferecidos pelas doenças contra as quais elas oferecem proteção.

Como existem sistemas de vigilância em diversos países, surgiu a necessidade de se estabelecer protocolos e definições uniformizadas, que permitam a comparação dos eventos adversos e outras informações a eles relacionadas. Para suprir esta necessidade, especialistas em segurança de vacinas organizaram o grupo Brighton Collaboration, que atualmente conta com a participação de mais de 3.100 pessoas de 124 países e já concluiu o processo de uniformização da definição de casos de 23 EAPV.

Todo esse cuidado é para garantir que o melhor produto seja disponibilizado à população, possibilitando, assim, a prevenção, o controle e até mesmo a erradicação de doenças, caso das vacinas contra varíola e poliomielite.

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Fonte: familia.sbim.org.br/

Paraná tem 60 casos confirmados de gripe H1N1

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Sessenta casos de gripe H1N1 foram confirmados no Paraná desde janeiro. O número diz respeito aos pacientes que passaram por uma das 50 unidades de sentinela no estado, onde se faz a verificação dos tipos de vírus que estão circulando no Paraná. Os casos de gripe não são de notificação obrigatória, diferentemente de casos graves da doença, com complicações respiratórias, os quais devem ser notificados obrigatoriamente pelas Regionais de Saúde.

Em todo o estado foram 26 casos graves de gripe, nos quais os pacientes precisam de internamento, 22 foram diagnosticados com H1N1. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (06) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

De acordo com a chefe do Centro Estadual de Epidemiologia da Sesa, Julia Cordelini, o aumento do número de casos – que passou de 22 para 60 em uma semana – preocupam e devem ser motivo de atenção no estado, principalmente pela antecipação do surgimento de casos. “Normalmente, os casos de gripe começam a aumentar no final do mês de abril, mas o grande número de casos em São Paulo pode ser sido um dos motivos da antecipação”, explicou. Para Julia, isso significa que não só a secretaria como a população devem redobrar a vigilância, principalmente em relação aos casos graves da doença. “A H1N1 não é brincadeira e tem um grande potencial de levar a óbito”, disse.

Vacinação

A vacinação contra o vírus da gripe H1N1 deve começar no dia 25 de abril. A Secretaria da Saúde afirmou que recebeu a confirmação do Ministério da Saúde de que as primeiras doses da vacina devem chegar ao estado no fim desta semana.

Cuidados

Os cuidados para evitar o contágio pelo vírus da gripe H1N1 incluem uma lavagem completa das mãos, ambientes ventilados, boa higiene nasal e manter a hidratação do corpo. O início da dos sintomas da gripe H1N1 é semelhante à gripe convencional, mas sua evolução é rápida. Se os sintomas evoluírem para fortes dores de cabeça, dor no corpo, febre e principalmente, dificuldade para respirar, o paciente deve procurar uma unidade de saúde imediatamente. Isso porque a medicação administrada ao paciente nestes casos – o Tamiflu – deve ser iniciada entre 48h e 72h após o início dos sintomas. “O paciente não pode ficar em casa esperando melhorar”, afirmou Julia.

Gripe A

 

 

Fonte: gazetadopovo.com.br

Por telefone, Dilma e Obama discutem vacina contra zika

A presidente Dilma Rousseff telefonou nesta sexta-feira para seu colega americano, Barack Obama, para discutir maneiras de aprofundar a colaboração no combate ao zika vírus e no desenvolvimento de uma vacina.

 

Segundo a Casa Branca, ambos discutiram suas preocupações sobre o avanço da doença no continente.

 

“Os líderes concordaram com a importância de esforços de colaboração para aprofundar nosso conhecimento, avançar em pesquisa e acelerar o trabalho para desenvolver melhores vacinas e outras tecnologias para controlar o vírus”, diz nota do governo americano.

 

O vírus, que já se espalhou por ao menos 24 países do continente, foi ligado a microcefalia em bebês. No Brasil, há 3.448 mil casos suspeitos sob investigação pelo Ministério da Saúde – segundo o órgão, já são 270 ocorrências confirmadas da má-formação.

 

De acordo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência brasileira, Dilma e Obama se comprometeram em criar um Grupo de Alto Nível entre Brasil e Estados Unidos para desenvolver vacinas e produtos terapêuticos, que terá como base a cooperação já existente entre o Instituto Butantan e o Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês) para pesquisa e produção de vacina contra a dengue.

 

Estão previstos novos contatos entre o Departamento de Saúde americano e o ministro da Saúde brasileiro para aprofundar a cooperação, segundo a Secretaria de Comunicação Social.

 

O avanço do zika vírus em vários países latino-americanos e o surgimento de casos nos Estados Unidos vêm preocupando o governo americano, que já emitiu um alerta orientando mulheres grávidas a evitar viajar para locais afetados.

 

Na quinta-feira, a OMS (Organização Mundial da Saúde) disse que o avanço do zika é explosivo e convocou um comitê de emergência para enfrentar o surto.

 

Ainda de acordo com o comunicado da Casa Branca, Dilma confirmou sua presença na reunião de cúpula sobre segurança nuclear que será realizada em Washington em 31 de março e 1º de abril.

 

Desenvolvimento de vacina

Nesta semana, cientistas americanos afirmaram à BBC que pode levar uma década até que a vacina desenvolvida por eles esteja disponível ao público.

 

Nos EUA, a busca pela vacina está sendo liderada por pesquisadores da Universidade do Texas, que visitaram o Brasil para pesquisar e coletar amostras.

 

Segundo eles, ainda que possam desenvolver uma vacina para testes em até dois anos, podem ser necessários dez anos para que ela seja aprovada por órgãos reguladores.

 

Fonte: bbc.com

Zika vírus se alastra e cientistas aceleram busca por vacina

 

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Empresas e cientistas correm na busca pela vacina contra o Zika, enquanto crescem as preocupações com o vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti que tem sido ligado a má formações de nascimento e se espalhado rapidamente nas Américas.

 

O vírus está agora presente em 23 países e territórios das Américas. O Brasil é o país mais afetado e já registrou cerca de 3.700 casos de microcefalia, grave doença em bebês recém-nascidos que, segundo forte suspeita, tem relação com o Zika.

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS), com base em Genebra, criticada por ter reagido muito devagar na epidemia de Ebola no oeste da África, está organizando uma reunião de emergência para a segunda-feira para ajudar a determinar a sua resposta ao alastramento do vírus.

 

O Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos ativou uma unidade de operações de emergência, contando com funcionários durante as 24 horas, para lidar com o Zika, disseram representantes da agência à Reuters.

 

Na quinta-feira, a OMS previu que até quatro milhões de pessoas nas Américas poderiam ser infectadas com o Zika, tornando ainda mais urgente os esforços de pesquisa já em andamento. Os desenvolvedores de vacinas deixaram claro que um medicamento para uso público ainda vai demorar meses, talvez anos.

 

A melhor perspectiva talvez seja a de um consórcio que inclui a Inovio Pharmaceuticals, que poderia ter uma vacina pronta para uso emergencial antes do fim do ano, de acordo com um dos seus desenvolvedores. As ações da Inovio subiram até 13 por cento nesta sexta.

 

O cientista canadense Gary Kobinger disse à Reuters na quinta-feira que o primeiro estágio de testes em humanos poderia começar já em agosto. Se tiver sucesso, a vacina poderia ser usada durante uma emergência de saúde pública até outubro ou novembro, afirmou ele, que ajudou a desenvolver uma vacina teste para o Ebola.

 

A desenvolvedora privada Hawaii Biotech declarou ter iniciado um programa formal para testar uma vacina contra o Zika no ano passado, quando o vírus começou a ganhar força no Brasil, mas não tem ainda um cronograma para testes clínicos.

 

“Neste momento, estamos no estágio pré-clínico, como todo mundo está, eu acho”, afirmou à Reuters Elliot Parks, chefe-executivo.

 

Um outro desenvolvedor privado, a Replikins, de Boston, nos EUA, disse que se preparava para começar os estudos em animais de uma vacina nos próximos dez dias. Informações sobre testes em ratos e coelhos podem estar disponíveis nos próximos meses, declarou o presidente da empresa, Samuel Bogoch, à Reuters.

 

“Ninguém tem 500 milhões de dólares na mão para levar (uma vacina) por todo o caminho até testes com humanos. Em algum momento, esperamos ter grandes financiadores conosco”, declarou ele.

 

O vírus Zika era encarado como causador de uma doença relativamente leve até as autoridades de saúde brasileiras o identificarem como um motivo de preocupação para gestantes. Ao mesmo tempo que uma relação de causa direta ainda não foi estabelecida, cientistas têm fortes suspeitas de uma ligação entre a doença e milhares de crianças nascidas no Brasil com cabeças menores do que o normal, danos cerebrais e visão prejudicada.

 

Não há tratamento para a infecção. Cerca de 80 por cento dos que contraem o vírus não apresentam sintomas, tornando difícil para as gestantes saberem se têm a doença ou não.

 

Fonte: exame.abril.com.br

Testes com vacina da dengue começam em fevereiro, diz Alckmin

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou nesta sexta-feira, 29, que os testes com a vacina da dengue, que está sendo elaborada pelo Instituto Butantã, vão começar no próximo mês. A vacina teve a última fase para testes em humanos liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro do ano passado e será testada em 13 cidades, entre elas São Paulo, Manaus, Belo Horizonte e Recife.

 

Alckmin informou ainda que 250 municípios receberão um mutirão e que um mapa interativo será implantando no site da Secretaria Estadual de Saúde para receber denúncias sobre focos do Aedes aegypti.

 

“Já estamos há anos, no Instituto Butantã, trabalhando para ter a vacina contra a dengue. Já teve a fase um, a fase dois e a última fase, que é a três, nós esperamos agora, no mês de fevereiro, fazer as primeiras vacinações de voluntários no Hospital das Clínicas contra os quatro tipos de vírus com apenas uma dose.”

 

Ao todo, 17 mil pessoas de todo o País devem participar do estudo em 14 centros de pesquisa. A estimativa é de que a vacina seja distribuída na rede pública em 2017.

 

O mutirão de combate ao Aedes aegypti será realizado neste fim de semana em 250 municípios do Estado de São Paulo. A ação terá como foco criadouros em imóveis públicos e particulares, além de orientações à população.

 

“No sábado passado, iniciamos pelos 20 municípios de maior incidência e, amanhã, teremos um mutirão em 250 municípios do Estado de São Paulo. No caso dos profissionais (que vão participar), passaremos a pagar diária aos sábados para ganhar tempo e aumentar ao máximo o número de visitas”, diz Alckmin.

 

A mobilização será realizada por agentes municipais, profissionais da Defesa Civil, oficiais do Exército, mas também aceita a participação de voluntários, que não vão precisar fazer um cadastro prévio.

 

Neste domingo, 12 parques estaduais também receberão ações de combate ao mosquito. Na capital, haverá panfletagem e eliminação de criadouros nos parques Villa-Lobos, Jequitibá, Juventude, Água Branca, Belém, Pomar Urbano, Alberto Löfgren, Candido Portinari e Guarapiranga.

 

A partir de segunda-feira, 1°, a população poderá fazer denúncias de pontos de proliferação do mosquito da dengue a partir de uma ferramenta no site da Secretaria Estadual de Saúde. Será um mapa interativo para indicação dos criadouros, que será acessado por gestores dos 645 municípios. Com os dados em mãos, eles vão direcionar ações para os locais indicados pelos moradores.

 

“Criamos no site da Secretaria de Saúde um aplicativo que as pessoas podem acessar pedindo visitas, denunciando e podendo participar”, explica o governador.

 

Casos

Em todo o País, são investigados 3.448 casos suspeitos de microcefalia e 270 já foram confirmados. Segundo o último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, havia 18 casos em investigação em São Paulo até 23 de janeiro.

 

De acordo com o secretário estadual de Saúde, David Uip, o número mais atualizado é de 21. “Temos dois bancos de dados. Um federal, onde são registrados todos os casos de microcefalia e o Estado de São Paulo notificou 126 casos. Um segundo banco tenta refinar o dado, tentando vincular a microcefalia o mais proximamente possível ao zika vírus. E nós temos 21 casos.”

 

Uip diz que a pasta está trabalhando para fazer as notificações de forma ágil e que, se o Ministério da Saúde passar novas orientações para aprimoramento das notificações, elas serão seguidas pelo Estado.

 

Fonte: noticias.uol.com.br