Paraná tem 60 casos confirmados de gripe H1N1

H1N1

Sessenta casos de gripe H1N1 foram confirmados no Paraná desde janeiro. O número diz respeito aos pacientes que passaram por uma das 50 unidades de sentinela no estado, onde se faz a verificação dos tipos de vírus que estão circulando no Paraná. Os casos de gripe não são de notificação obrigatória, diferentemente de casos graves da doença, com complicações respiratórias, os quais devem ser notificados obrigatoriamente pelas Regionais de Saúde.

Em todo o estado foram 26 casos graves de gripe, nos quais os pacientes precisam de internamento, 22 foram diagnosticados com H1N1. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (06) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

De acordo com a chefe do Centro Estadual de Epidemiologia da Sesa, Julia Cordelini, o aumento do número de casos – que passou de 22 para 60 em uma semana – preocupam e devem ser motivo de atenção no estado, principalmente pela antecipação do surgimento de casos. “Normalmente, os casos de gripe começam a aumentar no final do mês de abril, mas o grande número de casos em São Paulo pode ser sido um dos motivos da antecipação”, explicou. Para Julia, isso significa que não só a secretaria como a população devem redobrar a vigilância, principalmente em relação aos casos graves da doença. “A H1N1 não é brincadeira e tem um grande potencial de levar a óbito”, disse.

Vacinação

A vacinação contra o vírus da gripe H1N1 deve começar no dia 25 de abril. A Secretaria da Saúde afirmou que recebeu a confirmação do Ministério da Saúde de que as primeiras doses da vacina devem chegar ao estado no fim desta semana.

Cuidados

Os cuidados para evitar o contágio pelo vírus da gripe H1N1 incluem uma lavagem completa das mãos, ambientes ventilados, boa higiene nasal e manter a hidratação do corpo. O início da dos sintomas da gripe H1N1 é semelhante à gripe convencional, mas sua evolução é rápida. Se os sintomas evoluírem para fortes dores de cabeça, dor no corpo, febre e principalmente, dificuldade para respirar, o paciente deve procurar uma unidade de saúde imediatamente. Isso porque a medicação administrada ao paciente nestes casos – o Tamiflu – deve ser iniciada entre 48h e 72h após o início dos sintomas. “O paciente não pode ficar em casa esperando melhorar”, afirmou Julia.

Gripe A

 

 

Fonte: gazetadopovo.com.br

Laboratório terá vacina tetravalente contra a gripe

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) determinou uma nova vacina contra a gripe, mais segura e eficaz. Com uma composição diferente do ano passado, a vacina ganhou mais um tipo B do vírus da gripe e agora é tetravalente. No entanto, essa versão é encontrada apenas na rede privada. De acordo com Jaime Rocha, infectologista do Laboratório Frischmann Aisengart, essa mudança é muito positiva. “Estima-se que 25% das gripes sejam causadas pelo vírus B e, por isso, essa ampliação é tão importante”.

Existem inúmeros tipos de vírus influenza A e B e, a cada ano, a OMS recomenda o tipo de vírus que deverá ser contemplado na vacina. A vacina trivalente protege contra a gripe A/H1N1, A/H3N3 e B. Já a tetravalente ganhou mais um tipo (cepa) B. “No último ano foi observada a circulação de uma cepa que não estava contemplada na vacina e, por isso, foi feito esse ajuste”, Rocha. O médico reforça que o mais importante é tomar a vacina e que ambas, tanto a trivalente quanto a tetravalente, são seguras.

A vacina pode ser aplicada em qualquer época do ano. “O ideal é que a vacina seja aplicada o quanto antes, o que confere proteção precoce”, fala Rocha. A vacinação apresenta até 90% de eficácia, tem efeitos protetores com duração de 8 a 12 meses, os quais não iniciam imediatamente após a vacinação, mas depois de 2 a 4 semanas. O infectologista alerta que “quem tomou a vacina no ano passado deve se vacinar novamente neste ano”.

A vacina é recomendada anualmente para todas as pessoas com idade superior a seis meses de idade, que não apresentem alergia comprovada.

Em 2013 o Frischmann Aisengart aplicou 33 mil doses da vacina e, em 2014, esse número diminuiu para 22 mil doses. “Enquanto em 2013 o Brasil chegou a enfrentar o desabastecimento de vacina contra a gripe, no ano passado a vacinação foi abaixo do que era esperada”, descreve Zymberg.

Para Jaime Rocha, infectologista do Laboratório, os casos registrados de gripe em 2013 deixaram a população em estado de alerta. “Atenção esta que nunca deveria ter deixado de existir”, afirma.

Rocha reforça que quem tomou a vacina no ano passado deve se vacinar novamente neste ano. “A população deve tomar a vacina para prevenir um surto de gripe, como aconteceu em anos anteriores”, afirma. O especialista lembra que em 2009, após a epidemia da Gripe A (H1N1), o Brasil investiu na campanha de vacinação e conseguiu conter o vírus. “Seis anos depois, a vacina continua sendo o melhor método de precaução”, conclui o infectologista.

Resfriado ou gripe? Variações do vírus exigem proteção através de vacina

Resfriado ou gripe? Para muitos, não há diferença. Contudo, os sintomas causados por variações do vírus Influenza – como o H3N2 e o H1N1 – podem ser bastante graves se não tratadas, sobretudo em pessoas que fazem parte do grupo de risco.

Resfriado ou Gripe?

Resfriado ou Gripe?

“É fundamental que as pessoas se vacinem. Existe muita negligência em relação a isso, mas é o meio mais eficaz para a prevenção”, aponta o infectologista José Ivan Albuquerque. Segundo ele, estar imunizado não significa que não se terá mais gripe, mas os sintomas não serão tão fortes em quem foi protegido. “A vacina protege contra subtipos específicos do vírus, mas o Influenza é bastante mutável”, aponta.
 
Para Albuquerque, a confusão entre resfriado, alergias e gripe, que é feita por muita gente, dificulta a compreensão dos riscos que esta última oferece.  “Quando há complicações, pode haver problemas sérios”, comenta. Dois problemas provocados por gripes que podem agravar o quadro do paciente são a pneumonia e a insuficiência respiratória. “O paciente pode desenvolver um desses quadros se tiver algum tipo de problema de imunidade e não receber tratamento adequado”, explica. Diferentemente da gripe, os resfriados apresentam sintomas leves como coriza e congestão nasal, mas não há febre, dores no corpo e na cabeça, etc. “No caso das variações do Influenza, o mal-estar é mais forte, e o paciente precisa ser medicado para reduzir o ciclo viral”, argumenta. Segundo Albuquerque, o tratamento é feito com antivirais.
 
O especialista lembra que é preciso ter atenção para saber se a gripe não traz acometimento pulmonar, o que pode causar complicações ao evoluir para uma pneumonia bacteriana.
 
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Vacina contra gripe H1N1: 30 casos suspeitos em Vilhena

Procura por vacina da gripe contra H1N1 em Vilhena cresce após casos suspeitos. Farmacêutica diz que teve que um pedido cinco vezes maior que o normal. Mais de 30 casos suspeitos no município foram registrados; 3 morreram.

Assustados com o aumentos do número de casos suspeitos de pessoas contaminadas pela influenza H1N1, os moradores de Vilhena (RO), procuraram os postos de saúde do município, distante cerca de 700 quilômetros de Porto Velho, para serem imunizados. A procura foi tão grande, que as doses restantes da campanha de vacinação foram insuficientes. Por conta disso, a única farmácia que vende a vacina.
 

Vacina contra Gripe em Maringá

Vacina contra Gripe em Maringá

A farmacêutica Adriana Cláudia Baldin trabalha farmácia e conta que, há três semanas, a procura pela vacina contra a gripe teve um aumento significativo. “Eu fazia um pedido de cerca de 200 doses, mas já tive que fazer mais uns cinco pedidos da mesma quantidade”, conta.
 
A zeladora Cristiane de Souza, de 31 anos, procurou pela vacina em todos os postos antes de comprar a dose. A zeladora diz que, com o aumento dos casos, tem medo que a situação piore. “O que nos falam é que não se trata de uma epidemia, mas tenho medo. É melhor prevenir”, diz.
 
A estudante Ana Cláudia Bernardes, de 23 anos, também diz estar com medo. A jovem afirma que sabia que não havia mais vacinas disponíveis e por isso foi direto na farmácia. “Os casos suspeitos só aumentam, os funcionários do hospital trabalhando com máscaras e já teve algumas mortes. Dá medo, melhor já se prevenir contra a doença”, diz.
 
Segundo a farmacêutica, a procura não foi só por pessoas da cidade de Vilhena, mas também de Cacoal (RO) e até Comodoro (MT) de onde vieram os primeiros casos da doença. Cláudia afirma que a maioria das pessoas que procuram pela vacina não é do grupo prioritário.
 
Casos registradados
Já foram registrados 34 casos de pessoas com a suspeita de contaminação pelo vírus influenza H1N1, no período de janeiro a junho deste ano, em Vilhena. O Laboratório Central de Saúde de Rondônia (Lacen) enviou 65 amostras para laboratório de São Paulo, destes 9 casos foram confirmados no estado. Quatro casos já foram confirmados, sendo três mortes na cidade. A coordenadora estadual da influenza, Josefa Lourdes Ramos, descarta uma epidemia da gripe.

Grávidas têm medo de tomar a vacina contra a gripe?

Balanço da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que a adesão das gestantes à vacinação contra gripe é a menor até o momento entre os públicos-alvo da campanha. Desde 22 de abril foram imunizadas 229,9 mil grávidas, o que representa cobertura proporcional de 50,25% do grupo no Estado. Por conta disso, o Estado de SP vai prorrogar a campanha até o dia 30 de maio.
 

Vacina da Gripe em Grávidas

Vacina da Gripe em Grávidas


 

A meta é imunizar 9,2 milhões de paulistas, o que representa 80% do público-alvo da campanha de vacinação contra a gripe. Até o momento, o Estado de São Paulo vacinou 6,9 milhões de pessoas, com índice de 58,8% de cobertura. Por isso, a pasta indica, aos municípios paulistas, a prorrogação da campanha até o dia 30 de maio.
 
Na sequência da baixa adesão estão os profissionais da saúde, com 571,8 mil doses aplicadas e 53,67% da cobertura, as crianças entre seis meses e cinco anos de idade (1,6 milhões de doses aplicadas e cobertura de 63,82%) e os idosos (3,2 milhões de doses aplicadas e cobertura de 67,58%).
 
Os grupos formados pelas puérperas (até 45 dias após o parto) e pelos indígenas atingiram a taxa de 80% de cobertura vacinal. Os pacientes crônicos não participam desse índice de cobertura.
 
Devem receber a vacina os idosos com 60 anos ou mais, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), crianças entre seis meses e menos de cinco anos de idade, indígenas, pacientes diagnosticados com doenças crônicas e profissionais de saúde do Estado.
 
Além de imunizar a população contra a gripe A H1N1, tipo que se disseminou pelo mundo na pandemia de 2009, a campanha também irá proteger a população contra outros dois tipos do vírus influenza: influenza A H3N2 e B.
 
A novidade para a campanha em 2014 é o aumento da faixa etária abrangida entre a população infantil. Até o ano passado, a vacinação incluía crianças entre seis meses e menos de dois anos. Nesse ano, a faixa etária aumentou para crianças entre seis meses e menos de cinco anos.
 
A campanha mobiliza 37,3 mil profissionais da saúde, estaduais e municipais. A estrutura da vacinação ainda inclui 3.000 veículos, 21 ônibus e quatro barcos.
 
Para Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria, “é importante reforçar que a vacina é distribuída gratuitamente em qualquer posto de vacinação”.
 
— Vale esclarecer também que a vacina não provoca, de maneira nenhuma, gripe em quem tomar a dose, pois é feita de pequenos fragmentos do vírus que são incapazes de causar qualquer infecção.
 
Fonte: R7

SP teve 90% das mortes por gripe H1N1 no país em 2013, diz ministério

Em todo o país, foram 61 óbitos pela gripe A, 55 só no estado de SP.
Ministério da Saúde manifestou ‘preocupação’ e enviou equipe ao estado.

 
O estado de São Paulo concentrou 90% das mortes pela gripe A (H1N1) entre o começo deste ano e o dia 12 de maio, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (21). Dos 61 óbitos em todo o país em razão da doença, 55 foram em São Paulo.
 
Os dados fazem parte do balanço de vacinação de gripe apresentado pelo governo federal. As informações apontam que foi superada a meta de vacinar 80% do público-alvo (crianças de até 2 anos, trabalhadores de saúde, gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, indígenas e idosos). De modo geral, 83,7% do público-alvo foram vacinados durante a campanha deste ano.
 
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, manifestou “preocupação” com o que acontece no estado de São Paulo e disse que enviou uma equipe ao estado.
 
“Há preocupação especial para aquilo que ocorre no estado de São Paulo. Hoje, de todos os casos de óbitos, 90% ocorreram no estado. Identificamos antecipação de casos de H1N1 no estado. Então, tem uma preocupação especial para o que acontece no estado de São Paulo”, disse Padilha durante apresentação dos dados.
 
Padilha havia dito inicialmente que havia suspeita de que o uso do medicamento antiviral tamiflu (oseltamivir) não estava sendo aplicado nas primeiras 24 horas após suspeita da doença, sem necessidade de confirmação por exame laboratorial.
 
No entanto, mais tarde, a assessoria do Ministério da Saúde corrigiu a informação dada pelo ministro. Segundo a assessoria, Padilha “se enganou” e o correto é que o medicamento seja usado nas primeiras 48 horas.
 
Conforme o ministro, haverá uma investigação detalhada sobre os casos de óbito e uma força-tarefa do ministério foi enviada para o estado Além disso, disse ele, serão feitas conferências periódicas com autoridades paulistas para tentar conter o crescimento de óbitos.
 
Em São Paulo, foram verificados 328 casos da gripe A (H1N1), sendo que 55 levaram o paciente a óbito. Em todo o país, foram 388 casos e 61 deles com morte. Em todo o ano passado, os 2614 casos levaram a 351 mortes.
 
O ministério também informou que o estado de São Paulo registrou alta de 66% nas mortes por H1N1 de janeiro a 11 de maio deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 55 mortes em 2013 contra 33 mortes em 2012.
 
Números
Foram aplicadas 32,4 milhões de doses de vacina para proteção contra a gripe A (H1N1), A (H3N2) e B em todo o país. Entre os grupos prioritários, o que obteve menor percentual de cobertura da vacinação foi o das gestantes, com 73,6%. O grupo com maior cobertura foi o de mulheres com até 45 dias após o parto, que atingiu 100%.
 
O ministério informou que sete estados não haviam atingido a meta até 12 de maio: Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso, Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte. O ministro destacou que, mesmo em estados nos quais a meta foi atingida, é preciso atenção de municípios que não cumpriram o percentual ou de grupos específicos dentro de cada localidade.
 
“O fato de termos superado a meta nacional não significa a superação da meta estadual ou dos municípios. É necessário que façam ações, prorroguem campanha de vacinação e realizem busca ativa dos grupos de risco. Há proporção maior de gestantes que não se vacinam”, disse, ao ressaltar que é preciso superar o mito de que a vacina pode causar efeitos colaterais.
 
Segundo ele, os profissionais também foram orientados para receitar tamiflu assim que surgirem suspeitas de gripe H1N1 e que outras pessoas do convívio pessoal também devem tomar o medicamento. “O Tamiflu tem que estar mais perto, retiramos regra mais restritiva para receitar, dupla receita. O remédio não tem que ficar trancado dentro do posto de enfermagem.”
 
De acordo com Padilha, “não se confirmou a dúvida de que o uso disseminado [do Tamiflu] poderia causar resistência ao vírus”.
 
O ministro Alexandre Padilha fez um apelo para que aqueles que ainda não se vacinaram compareçam aos postos de saúde em razão da proximidade do inverno mais rigoroso.
 
“Para que a vacina tem grau maior de proteção, é preciso ser tomada de 10 a 15 dias antes da chegada do inverno mais rigoroso. Sua duração mais eficaz é de dois meses a dois meses e meio”, disse, ressaltando que é preciso já ter se vacinado quando o frio intenso começar.
 
Sintomas
Veja abaixo uma tabela que ajuda a diferenciar os sintomas de gripe (comum e H1N1), resfriado e dengue:

Grupo prioritário Porcentagem de vacinados
Puérperas (até 45 dias após parir) 100
Trabalhadores de saúde 93
Crianças de até dois anos 88,4
Idosos 82,3
Indígenas 74,7
Gestantes 73,6

Números
Foram aplicadas 32,4 milhões de doses de vacina para proteção contra a gripe A (H1N1), A (H3N2) e B em todo o país. Entre os grupos prioritários, o que obteve menor percentual de cobertura da vacinação foi o das gestantes, com 73,6%. O grupo com maior cobertura foi o de mulheres com até 45 dias após o parto, que atingiu 100%.
 
O ministério informou que sete estados não haviam atingido a meta até 12 de maio: Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso, Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte. O ministro destacou que, mesmo em estados nos quais a meta foi atingida, é preciso atenção de municípios que não cumpriram o percentual ou de grupos específicos dentro de cada localidade.
 
“O fato de termos superado a meta nacional não significa a superação da meta estadual ou dos municípios. É necessário que façam ações, prorroguem campanha de vacinação e realizem busca ativa dos grupos de risco. Há proporção maior de gestantes que não se vacinam”, disse, ao ressaltar que é preciso superar o mito de que a vacina pode causar efeitos colaterais.
 
Segundo ele, os profissionais também foram orientados para receitar tamiflu assim que surgirem suspeitas de gripe H1N1 e que outras pessoas do convívio pessoal também devem tomar o medicamento. “O Tamiflu tem que estar mais perto, retiramos regra mais restritiva para receitar, dupla receita. O remédio não tem que ficar trancado dentro do posto de enfermagem.”
 
De acordo com Padilha, “não se confirmou a dúvida de que o uso disseminado [do Tamiflu] poderia causar resistência ao vírus”.
 
O ministro Alexandre Padilha fez um apelo para que aqueles que ainda não se vacinaram compareçam aos postos de saúde em razão da proximidade do inverno mais rigoroso.
 
“Para que a vacina tem grau maior de proteção, é preciso ser tomada de 10 a 15 dias antes da chegada do inverno mais rigoroso. Sua duração mais eficaz é de dois meses a dois meses e meio”, disse, ressaltando que é preciso já ter se vacinado quando o frio intenso começar.
 
Sintomas
Veja abaixo uma tabela que ajuda a diferenciar os sintomas de gripe (comum e H1N1), resfriado e dengue:

Características Resfriado Gripe
(comum e H1N1)
Dengue
Febre (Foto: Arte/G1)
Não chega a 38º C Costuma ser alta, acima de 38º C Alta, de início súbito
Dor de cabeça (Foto: Arte/G1)
Fraca Intensidade média Forte
Dor muscular (Foto: Arte/G1)
Fraca Intensidade média Forte. Também causa dor nos ossos e nas articulações, razão pela qual também é conhecida como “doença quebra-ossos”
Dor de garganta (Foto: Arte/G1)
Pode haver Pode haver Não
Tosse (Foto: Arte/G1)
Fraca Geralmente forte Não
Espirros (Foto: Arte/G1)
Sim Sim Não
Mal-estar (Foto: Arte/G1)
Sim Sim Sim, com tontura e moleza
Cansaço (Foto: Arte/G1)
Fraco Médio Intenso
Secreção nasal (Foto: Arte/G1)
Intensa Intensa Não
Muco (catarro) (Foto: Arte/G1)
Intenso Intenso Não
Diarreia (Foto: Arte/G1)
Não Pode haver Pode haver
Dor nos olhos (Foto: Arte/G1)
Apenas quando há conjuntivite associada Apenas quando há conjuntivite associada Sim, e piora com o movimento dos olhos
Manchas vermelhas (Foto: Arte/G1)
Não Não Sim, principalmente no tórax e nos braços. É mais comnum na dengue hemorrágica ou na fase final do tipo clássico
Calafrios (Foto: Arte/G1)
Não Sim, associados à febre Sim, associados à febre
Perda de apetite (Foto: Arte/G1)

 

Comum e associado à perda do paladar e do olfato Comum e associado à perda do paladar e do olfato Comum e associado à perda do paladar
Complicações (Foto: Arte/G1)
Geralmente não há, mas pode evoluir para uma sinusite Pneumonia, broncopneumonia, otite, bronquite, sinusite e insuficiência respiratória Ocorrem nos casos mais graves, como o tipo hemorrágico. Pode haver sangramento, insuficiência circulatória e choque, entre outros problemas, sendo capaz de levar à morte
Duração (Foto: Arte/G1)
De dois a quatro dias. Em fumantes, pode chegar a uma semana Uma semana De 10 a 12 dias
Fontes: Infectologista Caio Rosenthal, do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e do Instituto de Infectologia Emílio Ribas; clínico geral e infectologista Paulo Olzon, da Escola Paulista de Medicina/Unifesp, e Ministério da Saúde

 

São Paulo têm 46 mortes pela gripe A – H1N1 – em 2013

Complicações por gripe A (H1N1), também conhecida como gripe suína, mataram 46 pessoas neste ano em São Paulo de acordo com a Secretaria de Saúde de São Paulo. Até terça-feira, 14, a secretaria registrava 1.667 casos de Síndrome Respiratória Aguda (SRAG), caracterizada como o estágio grave da gripe. Segundo a pasta, somente os casos graves são monitorados porque a Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o vírus influenza A (H1N1) como gripe comum.
 
Segundo a secretaria, se comparado com períodos de pandemia da doença, o número de óbitos em 2013 é relativamente baixo. Em 2009, quando houve surto de gripe suína no Brasil, 600 mortes e aproximadamente 12 mil casos graves foram registrados só no Estado de São Paulo. A pasta ressaltou que 67% das pessoas mortas em decorrência da gripe neste ano apresentavam alguma doença crônica – o que aumenta o risco de gravidade da doença.
 
Segundo a secretaria, um detento da Cadeia Pública de Pilar do Sul, na região de Sorocaba, morreu na última segunda, 13, após apresentar sintomas da gripe A. Alexandre Eduardo Eusébio, de 35 anos, chegou a ser internado na Santa Casa da cidade, mas não resistiu. Ele estava preso há pouco mais de dois meses. Os outros 60 detentos estão sob observação e recebem nesta quarta-feira, 15, a vacina contra a gripe.
 
Doentes crônicos e presos fazem parte das 7 milhões de pessoas dentro dos grupos de riscos que o Governo de São Paulo pretende imunizar até o final da campanha de vacinação contra gripe. Prevista para acabar na semana passada, a campanha foi prorrogada até esta sexta-feira, 17. A vacina deste ano protege contra os três subtipos do vírus que mais circularam no último inverno, entre eles o influenza A (H1N1).
 
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