Vacinação contra dengue pode evitar epidemia no próximo verão

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Os paranaenses que vivem nos 30 municípios onde o governo do Estado está fazendo a primeira fase da campanha de vacinação contra a dengue e que estão nos grupos prioritários devem receber a vacina com urgência até este sábado (3), quando termina esta etapa. Os 30 municípios selecionados registraram as piores epidemias da doença nos últimos cinco anos.

“Se a população não for vacinada, corremos o risco de enfrentarmos uma séria epidemia a partir de dezembro e durante todo o verão, ainda pior do que a epidemia de 2015/2016. Quanto mais pessoas vacinadas, menor será a circulação viral da doença”, alerta o diretor geral da Secretaria da Saúde, Sezifredo Paz.

De agosto de 2015 a julho de 2016, aproximadamente 56 mil casos e 61 mortes por dengue foram registradas no Paraná. Os 30 municípios da campanha, juntos, concentraram 80% das ocorrências, além de 93% dos casos graves e 82% das mortes. “As estatísticas demonstram que era preciso fazer algo a mais para o controle da dengue no estado. Mas a população precisa aderir à campanha”, destaca Sezifredo.

Além das unidades de saúde, a campanha está sendo levada às escolas, universidades, igrejas, espaços comunitários, empresas, tiro de guerra, entre outros locais que concentram principalmente os jovens entre 15 e 27 anos, população alvo da campanha em 28 cidades paranaenses. Em alguns municípios. equipes volantes estão vacinando também em supermercados e locais de grande circulação de pessoas, como em Paranaguá, que deve atingir a população entre 9 e 44 anos.

O diretor ressalta que, apesar de todos os esforços do governo, grande parte da população que tem direito à vacina gratuita ainda não aderiu à campanha. “A vacina é uma estratégia a mais para evitar novas epidemias de dengue nesses municípios que concentram os casos da doença no Paraná, mas é necessário que a população seja imunizada antes do início da curva epidêmica”, afirma.

20 ANOS DE ESTUDO – A vacina que está sendo aplicada na população é a única aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no Brasil, até o momento. É produzida pela farmacêutica Sanofi Pasteur. Ao todo, a vacina tem três doses, que devem ser aplicadas com intervalo de seis meses cada. Após a primeira dose, já há proteção, mas é essencial que a população complete o esquema vacinal para assegurar o equilíbrio e a durabilidade da proteção.

De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide Oliveira, a vacina é segura e protege contra os quatro tipos de vírus circulantes da dengue no País. “A vacina tem eficácia global de 66% e com a vacinação de uma parcela da população conseguimos reduzir a circulação viral e diminuir o impacto da doença em nosso estado. Hoje podemos finalmente dizer que a dengue entra no rol de doenças preveníveis”, afirmou.

Estudos epidemiológicos apontam que, em cinco anos, a vacinação em massa pode reduzir em até 74% o número de casos de dengue nas cidades contempladas. Estima-se ainda que a medida diminua em 80% o número de hospitalizações e em 93% o número de casos graves da doença.

Só na aquisição desta primeira dose, o Estado investiu cerca de R$ 50 milhões. Esta é a primeira campanha pública de vacinação contra a dengue das Américas. O primeiro local a fazer campanha de vacinação contra a dengue na rede pública foi as Filipinas, em fevereiro deste ano, com a imunização de crianças.

Fonte: http://maringa.odiario.com/

Vacina contra dengue já pode ser comercializada no Brasil

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Após sete meses registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a vacina contra a dengue já pode ser comercializada no Brasil. O Comitê Técnico Executivo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) determinou que o preço da Dengvaxia, como é chamada a vacina da Sanofi Pasteur, vai variar entre R$ 132,76 e R$ 138,53, dependendo do ICMS adotado em cada estado.

O valor estipulado é o que será pago ao fabricante por clínicas, hospitais e distribuidores e deve ser bem diferente do que será cobrado do consumidor final. “Os valores para um mercado privado não refletem o que vai ser praticado. As clínicas tem taxa de aplicação, tem tributação da clínica, tem que pagar sua estrutura. Esse preço é muito longe do que o mercado vai trabalhar para o consumidor final. Esse é o preço de fábrica que a Sanofi vai colocar no comércio”, explicou Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações.

De acordo com o infectologista, o produto é um avanço, considerando que o Brasil vivencia há muitos anos um grande problema de saúde pública devido ao vírus da dengue. Em 2016, até 11 de junho, mais de 1,3 milhão de pessoas tiveram dengue em todo o país e 318 pessoas morreram em decorrência da infecção pelo vírus.

Fabricada pela empresa francesa Sanofi Pasteur e registrada no Brasil desde dezembro de 2015, a Dengvaxia é a primeira vacina desenvolvida contra a dengue no mundo e só precisava da determinação do valor de fábrica para poder ser vendida. Segundo a Anvisa, a demora ocorreu devido ao ineditismo do produto, já que normalmente a estipulação de preços leva em conta outros produtos semelhantes no mercado.

O imunizante é indicado para pessoas entre 9 e 45 anos, deve ser aplicado em três doses com intervalo de seis meses entre elas. O fabricante garante proteção contra os quatro tipos do vírus da dengue. Segundo os estudos, a proteção é de 93% contra casos graves da doença, redução de 80% das internações e eficácia global de pouco mais de 60% contra todos os tipos do vírus. A capacidade de produção do laboratório é de 100 milhões de doses por ano.

Para Kfouri, a eficácia da vacina é satisfatória e segue o padrão de vacina como a contra varicela e contra o rotavírus, que evitam completamente cerca de 60% dos casos das doenças, mas tem um impacto maior na redução de casos graves, que poderiam levar a hospitalizações e à morte.

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Apesar de poder ser comercializada em todo o Brasil, ainda não há determinação sobre se a Dengvaxia será utilizada na rede pública. Para isso, o Ministério da Saúde deve fazer estudos sobre o custo/benefício da compra e distribuição do produto e de qual seria a estratégia de aplicação para ter impacto em termos de saúde pública.

Para Renato Kfouri, a decisão do Ministério da Saúde de não adotar imediatamente a vacina é adequada, já que um programa nacional de imunização requer uma visão ampla de como a doença se comporta e de quais seriam as estratégias de aplicação.

“A vacina tem eficácia de cerca de 60% contra os quatro tipos de dengue, mas em termos de saúde pública, para conseguir atingir esses números, quantas pessoas teríamos que vacinar? Todas de nove a quarenta e cinco? Crianças entre nove e dez anos? Adultos? Quem devo vacinar? Que quantidade de vacinas tenho a oferecer? Quantas seriam necessárias para um bom impacto? Com quantos indivíduos vacinados terei impacto?”, questionou o especialista.

Ele ressalta ainda que as estratégias de vacinação em adultos costumam ser bem menos eficazes do que as que têm como público alvo as crianças, já que a adesão é frequentemetne menor.

Desta forma, como uma ação individual, de quem pode pagar, a vacina é uma boa estratégia de prevenção, porém, para a introdução em um programa de imunizações são necessários estudos mais aprofundados. “Em nível de saúde individual, em clínica privada, é um ganho enorme, revoluciona, mas a posição do Ministério da Saúde foi cautelosa e adequada”, pontuou Kfouri.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/

Testes com vacina da dengue começam em fevereiro, diz Alckmin

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou nesta sexta-feira, 29, que os testes com a vacina da dengue, que está sendo elaborada pelo Instituto Butantã, vão começar no próximo mês. A vacina teve a última fase para testes em humanos liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro do ano passado e será testada em 13 cidades, entre elas São Paulo, Manaus, Belo Horizonte e Recife.

 

Alckmin informou ainda que 250 municípios receberão um mutirão e que um mapa interativo será implantando no site da Secretaria Estadual de Saúde para receber denúncias sobre focos do Aedes aegypti.

 

“Já estamos há anos, no Instituto Butantã, trabalhando para ter a vacina contra a dengue. Já teve a fase um, a fase dois e a última fase, que é a três, nós esperamos agora, no mês de fevereiro, fazer as primeiras vacinações de voluntários no Hospital das Clínicas contra os quatro tipos de vírus com apenas uma dose.”

 

Ao todo, 17 mil pessoas de todo o País devem participar do estudo em 14 centros de pesquisa. A estimativa é de que a vacina seja distribuída na rede pública em 2017.

 

O mutirão de combate ao Aedes aegypti será realizado neste fim de semana em 250 municípios do Estado de São Paulo. A ação terá como foco criadouros em imóveis públicos e particulares, além de orientações à população.

 

“No sábado passado, iniciamos pelos 20 municípios de maior incidência e, amanhã, teremos um mutirão em 250 municípios do Estado de São Paulo. No caso dos profissionais (que vão participar), passaremos a pagar diária aos sábados para ganhar tempo e aumentar ao máximo o número de visitas”, diz Alckmin.

 

A mobilização será realizada por agentes municipais, profissionais da Defesa Civil, oficiais do Exército, mas também aceita a participação de voluntários, que não vão precisar fazer um cadastro prévio.

 

Neste domingo, 12 parques estaduais também receberão ações de combate ao mosquito. Na capital, haverá panfletagem e eliminação de criadouros nos parques Villa-Lobos, Jequitibá, Juventude, Água Branca, Belém, Pomar Urbano, Alberto Löfgren, Candido Portinari e Guarapiranga.

 

A partir de segunda-feira, 1°, a população poderá fazer denúncias de pontos de proliferação do mosquito da dengue a partir de uma ferramenta no site da Secretaria Estadual de Saúde. Será um mapa interativo para indicação dos criadouros, que será acessado por gestores dos 645 municípios. Com os dados em mãos, eles vão direcionar ações para os locais indicados pelos moradores.

 

“Criamos no site da Secretaria de Saúde um aplicativo que as pessoas podem acessar pedindo visitas, denunciando e podendo participar”, explica o governador.

 

Casos

Em todo o País, são investigados 3.448 casos suspeitos de microcefalia e 270 já foram confirmados. Segundo o último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, havia 18 casos em investigação em São Paulo até 23 de janeiro.

 

De acordo com o secretário estadual de Saúde, David Uip, o número mais atualizado é de 21. “Temos dois bancos de dados. Um federal, onde são registrados todos os casos de microcefalia e o Estado de São Paulo notificou 126 casos. Um segundo banco tenta refinar o dado, tentando vincular a microcefalia o mais proximamente possível ao zika vírus. E nós temos 21 casos.”

 

Uip diz que a pasta está trabalhando para fazer as notificações de forma ágil e que, se o Ministério da Saúde passar novas orientações para aprimoramento das notificações, elas serão seguidas pelo Estado.

 

Fonte: noticias.uol.com.br

Vacina contra a dengue: grávidas e crianças podem tomar?

O estado de São Paulo está prestes a concluir o desenvolvimento da primeira vacina brasileira contra a dengue. O mérito é do Instituto Butantan, que já conduz a última fase dos testes em humanos, realizados com 17 mil voluntários, em 13 cidades do país. A expectativa é que o produto esteja disponível até 2017.

 

Enquanto isso, acaba de ser liberada para comercialização, no México, a vacina tetravalente contra a dengue, resultado de 20 anos de pesquisa, com cerca de 20 estudos, envolvendo 40 mil participantes em 15 países. Fabricada pelo laboratório Sanofi Pasteur, promete proteger contra os quatro sorotipos do vírus. Em entrevista à CRESCER, a diretora médica da instituição, Sheila Homsani, esclareceu as principais dúvidas sobre a imunização de grávidas e crianças. Veja, a seguir.

 

CRESCER: A vacina é indicada para a faixa etária entre 9 e 45 anos. Há previsão de lançamento de um imunizante para crianças menores?

Sheila Homsani: A vacina contra dengue é indicada para indivíduos acima dos 9 anos, porque essa foi a faixa etária em que a vacina surtiu os melhores resultados. Os estudos de eficácia e segurança, conduzidos na América Latina e na Ásia, e publicados no periódico científico New England Journal of Medicine, mostraram que, para esse público específico, o produto confere 66% de proteção, especialmente contra duas manifestações clínicas relevantes da doença– ela promove redução de 93% dos casos graves e de 80% nos índices de internação, que representam o maior impacto social e econômico da enfermidade em países endêmicos.

 

Além disso, o imunizante protegeu os participantes do estudo com idade a partir de 9 anos, que foram anteriormente expostos à dengue (82%), assim como aqueles que ainda não haviam contraído a doença (52,5%). Esses resultados representam um grande avanço para o controle do problema e estão de acordo com a meta da Organização Mundial de Saúde (OMS) de diminuir a mortalidade por dengue em, pelo menos, 50% e a morbidade em, pelo menos, 25%, até 2020. Os estudos continuam e estamos analisando os resultados da vacina em menores de 9 anos.

 

C: As gestantes podem tomar a vacina?

S.H: O produto tem como esqueleto o vírus da febre amarela, vivo e atenuado, combinado com os quatro tipos do vírus da dengue, que estimulam o sistema imunológico, mas sem ter capacidade de provocar a doença. Assim como todo imunizante de vírus atenuado– a exemplo do que protege contra a rubéola, sarampo ou caxumba — a vacina contra dengue não é indicada para gestantes.

 

C: Quais as reações possíveis?

S.H: Analisamos mais de 40.000 participantes do programa de desenvolvimento clínico da vacina e concluímos que ela tem um perfil de segurança aceitável, comparável ao placebo.

 

C: Quantas doses da vacina deverão ser aplicadas e em que intervalo?

S.H: A aplicação deverá ser feita em três doses para garantir a redução de 93% dos casos de dengue grave, de 80% dos índices de internações – que representam o maior impacto social e econômico da doença em países endêmicos – e de 66% de eficácia global. Vale lembrar que, a partir da primeira dose, a proteção já se inicia.

 

C: O que falta para o imunizante ser liberado no Brasil?

S.H: Ele está pronto e precisa apenas da aprovação dos órgãos regulatórios para ser comercializada. No Brasil, submetemos o dossiê regulatório da vacina contra dengue à Anvisa, para obtenção do registro, em março deste ano. Com isso, a previsão da chegada da vacina é 2016.

 

Fonte: revistacrescer.globo.com

Vacina contra a dengue está na última fase de testes

Vacina-contra-a-dengue-esta-na-ultima-fase-de-testesSó no primeiro trimestre de 2015 foram registrados 460,5 mil casos de dengue no Brasil. Em relação ao mesmo período do ano passado, esse número representa um aumento de 240%. Entre as iniciativas que buscam criar uma vacina para a doença, está a do laboratório francês Sanofi Pasteur, criador da Dengvaxia, que age contra os quatro tipos da doença. Atualmente, a Dengvaxia é a que está mais próxima de ser liberada no Brasil, mas existem outras pesquisas sendo realizadas. O Instituto Butantan, por exemplo, está começando a terceira fase dos testes clínicos, que é a última necessária para o registro do produto final. Essa etapa, que já foi concluída pela Sanofi, é a mais complicada, porque nela a eficácia da vacina tem que ser comprovada. A Fundação Oswaldo Cruz também procura uma solução para o problema da dengue, com o apoio do Ministério da Saúde.

 

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) já aprovou a vacina, que agora passa por avaliação da Anvisa. O órgão não estipulou um prazo para resposta. Falando sobre todas as vacinas em desenvolvimento, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou que é provavel que pelo menos uma delas comece a ser comercializada em 2018, “se tudo der certo na pesquisa”.

 

Sobre a vacina da Sanofi, a bioquímica Maria Sueli Felipe, relatora do processo na CTNBio, diz: “A vacina traz um vírus atenuado, para não provocar a doença e sim uma resposta imunizante, e, para isso nós demos o ok, ela é segura”. O imunizante usa o vírus da febre amarela, que é modificado geneticamente. Assim, ele é atenuado, provocando a produção de anticorpos para a dengue, e não a doença em si.

 

O laboratório francês promete eficácia de 60,8%, contra todos os tipos da doença. Os casos graves supostamente diminuem em 95,5% e a hospitalização em 80,3%. A vacina age melhor em pessoas com mais de nove anos de idade, mas em tese também pode ser tomada por crianças. A técnica de atenuação do vírus também é utilizada na vacina que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan. Seus criadores afirmam que ela só precisa de uma aplicação para ser eficaz. A da Sanofi requer três doses, com seis meses entre cada.

 

Fonte: super.abril.com.br

Anvisa libera fase 3 de vacina contra dengue do Butantã

Anvisa-libera-fase-3-de-vacina-contra-dengue-do-ButantaA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu liberar a fase três de pesquisa da vacina contra dengue desenvolvida pelo Instituto Butantã. O anúncio será feito nesta sexta-feira, 11, para o instituto. Apresentado em abril na agência, o pedido foi analisado em regime de prioridade, por se tratar de um tema de relevância para saúde pública. Na última etapa do estudo é avaliada a eficácia da vacina na proteção contra a doença e novos dados sobre a segurança são agregados.

 

“Se a vacina se revelar eficiente, será uma grande notícia. Embora ela não traga impacto sobre a grande preocupação em saúde pública neste momento, que é o aumento de casos de microcefalia provavelmente relacionada com a infecção por zika, um imunizante contra dengue eficaz significará um alívio. Uma arma a mais para combater problemas trazidos pelo Aedes aegypti”, disse o presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa.

 

A previsão inicial do Instituto Butantã era de iniciar esta nova etapa de estudos entre o fim deste ano e o início de 2016. A vacina, desenvolvida em parceria com os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH na sigla em inglês), tem o objetivo de proteger contra os quatro subtipos de vírus da dengue. A proposta é que a última etapa de estudos envolva 17 mil voluntários, divididos em três faixas etárias: 2 a 6 anos; 7 a 17 anos e 18 a 59 anos.

 

A duração da fase 3 vai depender de alguns fatores, como a velocidade no recrutamento dos voluntários e a circulação dos quatro subtipos de vírus no País. A ideia inicial do instituto é que, simultaneamente à condução da pesquisa, seja iniciada a construção de uma fábrica para produção do imunizante. “Vamos acompanhar todos os passos, para que eventuais ajustes sejam feitos rapidamente. Isso traz maior rapidez a todo o processo”, afirmou Barbosa.

 

O presidente da Anvisa observou que a liberação da fase 3 da pesquisa somente não foi mais rápida porque a agência aguardava do Butantã o envio de informações consideradas essenciais para a análise da segurança do processo. “Estamos falando de um produto que é totalmente novo e seria usado num número muito significativo de voluntários. Não houve burocracia: demos a prioridade necessária, mas sem esquecer cuidados importantes de segurança”, completou.

 

A solicitação da liberação da fase três da pesquisa da vacina foi feita pelo Butantã para a Anvisa antes mesmo da conclusão da fase 2 dos estudos, que ocorreu em junho. De lá para cá, a agência aguardava o envio de informações consideradas indispensáveis: alguns dados do estudo sobre a segurança e informações que comprovassem a estabilidade do produto. Essas solicitações foram atendidas nesta terça. “Estamos trabalhando de forma integrada. É natural que, durante o processo, dúvidas apareçam, ajustes tenham de ser feitos”, disse Barbosa.

 

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A Anvisa avalia pedido de registro de outra vacina contra dengue, da Sanofi Pasteur. Mas a eficácia do imunizante não é considerada alta por parte dos especialistas: 66% para os quatro sorotipos.

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Fonte: noticias.uol.com.br

México é primeiro país a autorizar vacina contra dengue

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O México se transformou no primeiro país do mundo a autorizar a vacina contra a dengue desenvolvida pelo laboratório europeu Sanofi Pasteur, que pode ser uma das mais vendidas na divisão de vacinas do laboratório.

 

“Na história da saúde pública é um momento muito importante” e “no âmbito das vacinas é a inovação da década”, avaliou Olivier Charmeil, presidente-executivo da Sanofi Pasteur, em entrevista à AFP.

 

“Esta vacina tem potencialmente um estatuto de sucesso de vendas”, podendo gerar a longo prazo mais de 1 bilhão de dólares anuais, agregou Charmeil.

 

O lançamento da vacina, chamada Dengvaxia, custou 1,5 bilhões de euros (1,6 bilhões de dólares).

 

Até agora a dengue era um desafio para a pesquisa farmacêutica, já que é causada por quatro vírus diferentes – uma vacina eficaz precisa criar uma resposta imunitária que protege contra quatro serotipos simultaneamente.

 

A Sanofi Pasteur pediu autorizações em 20 países da Ásia e América Latina e também fará o mesmo na União Europeia (2016) e Estados Unidos (2017).

 

Esta vacina, a primeira contra a dengue, uma doença com 400 milhões de novas infecções por ano, incluindo os países desenvolvidos, poderá gerar mais de um bilhão de dólares por ano, segundo o laboratório.

 

A doença pode provocar febre paralisante assim como dor nos ossos e nas articulações. Em sua forma mais severa, (dengue hemorrágica), mata anualmente 22.000 pessoas, segundo a OMS.

 

Em 50 anos, a dengue se tornou endêmica em mais de cem países em regiões tropicais e subtropicais, favorecida pelo desenvolvimento urbano, mobilidade da população e o aquecimento global. Cerca de 4 bilhões de pessoas são potencialmente expostas a dengue na América Latina, África e região da Ásia-Pacífico.

 

Os testes clínicos realizados com mais de 40.000 pessoas em 15 países demonstram que a vacina é eficaz em 66% dos indivíduos a partir dos nove anos de idade. No caso de dengue hemorrágica, a percentagem aumenta para 93%.

 

Fonte: istoedinheiro.com.br

Venda de vacina contra dengue pode começar no final de 2015

Sanofi espera submeter aplicações regulatórias para a primeira vacina do mundo contra a dengue no primeiro trimestre de 2015

Dengue: estudo em larga escala mostrou neste mês que a vacina da Sanofi fornece uma proteção moderada

Dengue: estudo em larga escala mostrou neste mês que a vacina da Sanofi fornece uma proteção moderada


 

A Sanofi espera submeter aplicações regulatórias para a primeira vacina do mundo contra a dengue no primeiro trimestre de 2015, e a fabricante francesa de medicamentos pode começar a vender os primeiros lotes ao final do mesmo ano, disse o presidente-executivo Chris Viehbacher nesta quinta-feira.
 
“Esperamos que os primeiros países de lançamento estejam na América Latina — México, Brasil, Colômbia — (e) possivelmente olhando a Ásia, Cingapura e a Malásia (seriam) os países prioritários”, disse Viehbacher para analistas em uma teleconferência detalhando os resultados do primeiro semestre do grupo. “Acredito que provavelmente começaremos a ver as vendas iniciais a partir do quarto trimestre de 2015”, ele acrescentou.
 
Um estudo clínico de estágio final em larga escala mostrou neste mês que a vacina da Sanofi fornece uma proteção moderada contra a dengue, mas dúvidas ainda permanecem sobre como será seu desempenho em ajudar a combater a doença tropical que cresce mais rapidamente no mundo.
 
A Sanofi investiu mais de 1,3 bilhão de euros (1,74 bilhão de dólares) nos últimos 20 anos para desenvolver a vacina, que está vários anos à frente de potenciais concorrentes, e a firma construiu uma fábrica dedicada no sul da França com capacidade para produzir 100 milhões de doses ao ano.
 
Fonte: Reuters

Vacina contra a dengue deve ser desenvolvida até setembro de 2014

Ao que tudo indica, até o final do ano, o mundo vai contar com uma vacina capaz de combater os quatro sorotipos de dengue. A novidade está em fase de avaliação

 
A partir de setembro deste ano, o mundo poderá dispor de uma vacina capaz de imunizar a população contra os quatro sorotipos de vírus que causam a dengue, inclusive na sua manifestação mais grave: a hemorrágica.
 
Tudo dependerá do resultado da avaliação que a comissão de experts no assunto, escolhida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), fizer do produto imunizante desenvolvido pelo laboratório Sanofi Pasteur e que é o único a se encontrar na fase clínica.
 
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Entre os cientistas que participam da avaliação da OMS está a pesquisadora baiana e membro do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia, a médica infectologista Glória Teixeira. Segundo ela, são grandes as expectativas para o resultado, porque a doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti não é um problema que afeta apenas os países subdesenvolvidos, mas é uma ameaça em todo o mundo, inclusive nos países ricos.
 

 “Atualmente, além dessa vacina, estão em desenvolvimento outros imunizantes, como o desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK), o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH) e o Instituto Butantan, o problema é que essas substâncias ainda se encontram na fase 1 ou 2 dos testes”, esclarece Glória Teixeira.

 

Os encontros para avaliação do produto serão realizados em junho, em Lion(França) e em setembro, em Genebra (Suíça). De acordo com diretora de saúde pública da Sanofi, a médica Lucia Bricks, os estudos clínicos mostram que a vacina tetravalente contra a dengue é bem tolerada, com perfil de segurança semelhante após cada uma das doses. “Os resultados preliminares de eficácia demonstram, pela primeira vez, que uma vacina candidata contra a dengue é capaz de proteger contra a doença. Em 2014, estão previstos os resultados dos estudos de fase III, em mais de 31 mil indivíduos, que vão avaliar a eficácia da vacina em uma população mais ampla e em diferentes ambientes epidemiológicos”, comenta.

 

Em 2011, essa mesma comissão participou da avaliação de uma versão anterior apresentada pelo mesmo laboratório, no entanto, na época, o produto apresentado não  mostrou efetividade na imunização contra o sorotipo DEN2. “Na época, a comunidade científica ficou bastante desanimada, pois era e ainda é o estudo mais avançado que dispúnhamos”, completa Glória Teixeira.
 
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Pesquisas
A pesquisadora baiana diz que a notícia de uma nova versão da vacina contra a dengue chega em excelente momento, pois as últimas análises realizadas apontam que houve aumento da incidência e da gravidade da dengue na última década. A revisão publicada na edição mais recente do periódico científico PLOS Neglected Tropical Diseases traz dados epidemiológicos registrados em 51 estudos e revela tendências que merecem atenção.

 

A análise dos dados demonstra o aumento do registro de casos graves com o consequente crescimento das hospitalizações e mortes, sobretudo devido à circulação conjunta dos quatro sorotipos do vírus no país e à alta incidência da doença. De 2000 a 2010, mais de 8,44 milhões de pessoas contraíram dengue no Brasil – o maior volume em todo o continente americano no período – sendo 221 mil casos graves, com mais de 3 mil mortes. Em 2010, foram registradas 80 mil hospitalizações relacionadas à doença.

 

Outra tendência apontada pela revisão de literatura, apesar da intensificação das medidas de combate ao mosquito, é o constante aumento do número de casos notificados ano a ano. Somente em 2010, mais de um milhão de brasileiros foram infectados. Em 2000, o total de casos registrados não ultrapassou 200 mil.

 
Também foi observada uma distribuição da doença em todas as faixas etárias. Desde 2007,  a dengue, antes mais comum em adultos jovens, também passou a acometer crianças e idosos.

 

Segundo Glória Teixeira, que é uma das autoras da pesquisa, o controle do vetor não dá certo. “Os estudos mostram que o mosquito está se adaptando à vida moderna e conseguindo vencer todas as barreiras de controle colocadas”, explica a cientista. Ela lembra que, entre as muitas adaptações, o mosquito não está agindo apenas nos trópicos, ele já atua 35° ao Norte da Linha do Equador e 35° ao Sul, ampliando a contaminação em países como os Estados Unidos.
 
Salvador está entre as cidades com maior número de casos
Este ano, até o último dia 12, foram notificados 2.504 casos de dengue na Bahia, correspondendo a uma redução de 91,89% em relação ao mesmo período de 2013, quando foram notificados 30.884 casos. De acordo com o levantamento da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), do total de municípios baianos, 199 (47,7%) notificaram a doença, com destaque para Salvador (729), Feira de Santana (296), Itabuna (192), Pintadas (131), Teixeira de Freitas (75), Jequié (66), Porto Seguro (52), Ituaçu (48), Mirante (44) e Barreiras (42), que concentram 66,9% dos casos do estado da Bahia.
 
A mais nova orientação do Ministério da Saúde para os casos de dengue ocorridos em 2014 prevê que esses deverão seguir a nova classificação de casos: dengue, dengue com sinais de alarme e dengue grave. Até o momento, foram confirmados 11 casos de dengue com sinais de alarme e 3 casos de dengue grave no estado, entre esses, um óbito no município de Coaraci.
 
Em Salvador, houve um aumento de 63% de notificações de casos de dengue. Desse total,613 casos foram identificados como suspeitos, 100 (16%) foram confirmados como dengue clássica. Entre os distritos sanitários com maior número de casos destacam-se Cabula/Beiru, Boca do Rio e Barra/Rio Vermelho.
 
Além da vacina, o Brasil também desenvolve a cultura de uma bactéria chamada Wulbachia que destrói o vírus, impedindo a disseminação da dengue. O estudo é feito pelo Instituto Oswaldo Cruz, Fundação Getulio Vargas, a Universidade Federal de Minas Gerais e FioCruz.

Laboratório espera disponibilizar vacina da dengue em 2015

A francesa Sanofi já começou a produzir doses experimentais da vacina da dengue, mas espera a conclusão de duas pesquisas para dar detalhes sobre o produto.

 
O laboratório francês Sanofi Pasteur começou a produzir doses experimentais de uma vacina contra a dengue. O objetivo é disponibilizar o produto em 2015. Segundo a farmacêutica, a empresa será capaz de fabricar 100 milhões de doses ao ano.
 
Esse não é o único projeto no mundo que busca produzir uma vacina contra a doença — há, inclusive, estudos feitos no Brasil, como no Instituto Butantan. A vacina da Sanofi, que vem sendo desenvolvida ao longo de 20 anos de pesquisa, é a que se mostra mais perto de ser usada na prática clínica.
 
Vacina da DengueEmbora ainda não tenha obtido autorização dos órgãos oficiais de saúde para que comece a produção da vacina, a empresa decidiu iniciar o processo para garantir que ela seja a primeira farmacêutica a lançar uma vacina contra a doença. “O tempo de produção é muito longo”, disse à agência Reuters Anthony Quin, chefe da fábrica onde a Sanofi produzirá a vacina.
 
A Sanofi informou que vai esperar os resultados da fase final de duas pesquisas para dar mais detalhes sobre a vacina. Segundo o laboratório, cerca de 45.000 pessoas da Ásia e América Latina estão participando desses testes. Suas conclusões devem ser divulgadas entre o final deste ano e o início de 2014.
 
Em janeiro deste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a dengue como a doença tropical que se espalha mais rapidamente no mundo hoje, com potencial para se tornar uma epidemia mundial. Segundo a entidade, todos os anos são registrados mais de 50 milhões de infecções e 20.000 mortes em decorrência da dengue em todo o mundo.