Cólica em bebê? Por que? Existe uma solução?

O que falar sobre a cólica em bebê?

Provavelmente, você já viu cólica em bebê! Ou, com certeza, você sabe o que é cólica e, talvez, também tem alguma técnica para tratá-la.

Isto quer dizer que este problema é simples e fácil de ser resolvido. Então, como explicar o fato deste problema permanecer sem solução após gerações de bebês.

Por que o sofrimento persiste? Como a medicina, no auge de sua modernidade, ainda não tem uma resposta consistente para a cólica? Isto parece não ter lógica para você?

Portanto, é razoável dizer que há algo mais sutil, mais delicado, mais difícil de perceber se olhamos apenas para a superfície da cólica, como se fosse somente um problema de dor intestinal. Aceitando que o problema é mais complexo, precisamos então definir as bases dessa complexidade. Vamos lá:

Em um bebê, nada está maduro, nenhuma função é plena. É claro que, devemos reconhecer que os órgãos e sistemas não tem um grau elevado de exigência. Mas, o aparelho da digestão é diferente, ele tem a missão de fazer frente as necessidades nutricionais do bebê, e isto em alta taxa metabólica. Ou seja, mesmo em um bebê, o aparelho digestivo é altamente exigido. Mas, mesmo exigido, isto não lhe confere amadurecimento por si só. Equivale dizer que é quase certo que ele não vai funcionar da forma mais eficiente e tranquila. Então, haverá algum grau de desconforto obrigatoriamente ocorrendo na digestão do bebê.

O desconforto da digestão é natural, leve ou moderado.
Mas, e se o bebe reage de forma tao intensa? Como se fosse muito grave?


Para entendermos esta questão, precisamos acrescentar um novo dado: o aparelho psíquico do bebê encontra-se igualmente imaturo e não vai interpretar com naturalidade o desconforto digestivo gerando assim um comportamento desproporcional.

Existe ainda, mais um fator, que não é do bebê. É dos cuidadores, na maior parte dos casos, a mãe. Trata-se do transtorno adaptativo nos primeiros tempos da mãe com seu bebê. Devemos lembrar que o recém chegado é um ilustre desconhecido. Se espera da mãe que ela “aprenda-o” instantaneamente. O que evidentemente não ocorre. Isto traz para o momento da cólica, uma frustração misturada com ansiedade que em nada ajudam o bebê a recobrar a tranquilidade diante do desconforto intestinal.

Resumindo, os componentes da cólica são:
1. Imaturidade do sistema neurovegetativo que controla mal a digestão;
2. Um psiquismo igualmente imaturo que faz o bebê reagir desproporcionalmente;
3. A ansiedade da mãe é mais uma contribuição involuntária, mas real.

Diante deste quadro, não haverá nenhum remédio que dê conta da tantas variáveis. É preciso abordar a situação com o máximo de calma, entender que o processo da cólica é complexo e angustiante, mas que não é grave. Medicamentos analgésicos pouco ajudam.

Neste momento, surge a oportunidade de mencionarmos duas técnicas de tratamento que tem oferecido algum alivio. São elas: a homeopatia e a acupuntura.


Estas técnicas tem como finalidade o estimulo das funções fisiológicas do organismo. A homeopatia o faz por meio de medicamentos, e a acupuntura usa agulhas, embora no caso de bebes as agulhas possam ser substituídas por laser ou colocação de sementes na orelha.
Este tipo de estimulo pode, de maneira suave e natural, favorecer o melhor funcionamento da função digestiva, reduzindo em parte o desconforto do bebê.

A resposta ao tratamento varia para cada bebê, uma vez que uma condição determinada por tantas variáveis, não pode ser controlada de maneira simplista. Melhor seria considerar a cólica, não como uma doença, mas sim como um transtorno adaptativo, quase fisiológico.
Um abraço e até a próxima.

Dr. Luiz Renato Hapner
Médico especialista em acupuntura e homeopatia
CRM: 9502 – PR