MENINGITE MENINGOCÓCICA B

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Doença

Doença invasiva – Meningite meningocócica pelo sorotipo B

Veja os sintomas

Nome da vacina

Meningocócica B (recombinante)

Fabricantes: GSK

Composição da vacina

Proteína de fusão NHBA recombinante de Neisseria meningitidis grupo B 1, 2,3 50 microgramas Proteína NadA recombinante de Neisseria meningitidis grupo B 1, 2,3 50 microgramas Proteína de fusão fHbp recombinante de Neisseria meningitidis grupo B 1, 2,3 50 microgramas Vesículas de membrana externa (OMV) de Neisseria meningitidis grupo B cepa NZ98/254 medida como quantidade de proteína total contendo PorA P1.42 25 microgramas 1Produzida em células de E. coli através da tecnologia de DNA recombinante. 2Adsorvida em hidróxido de alumínio (0,5 mg Al3+). 3 NBHA (Antígeno de Ligação de Neisseria com Heparina), NadA (Adesina A de Neisseria), fHbp (Proteína de Ligação com o fator H).

Presença de conservante?
Não contém conservante

Existe mais de uma versão desta mesma vacina?

Não

 

Faixa etária

A partir dos 2 meses de idade

Até 50 anos, dependendo de risco epidemiológico

Número de doses

Crianças 2 a 5 meses: três doses com (intervalo de 2 meses entre as doses), com reforço entre 12 e 15 meses.
Crianças entre 6 e 11 meses: duas doses com ( intervalo de 2 meses), e reforço entre 12 e 15 meses de idade, com intervalo mínimo de 2 meses da ultima dose.
Criança entre 12 meses e 10 anos de idade: duas doses com intervalo de dois meses.
Crianças a partir de 11 anos, adolescentes e adultos: duas doses com intervalo de um mês.

Reforço

Sim

Associação com outras vacinas

Não

Substituição de outras vacinas

Não

 

Reações e cuidados

Mais comum: Febre (≥ 38°C); – perda de apetite; – sensibilidade ou desconforto no local da injeção (incluindo sensibilidade severa no local da injeção, resultando em choro quando o membro que recebeu a injeção é manipulado); – erupção cutânea (em crianças de 12 a 23 meses de idade) (incomum após a dose de reforço); – sonolência; – irritabilidade; – choro incomum; – vômito; – diarreia.

 

MENINGITE MENINGOCÓCICA B

No Brasil, o meningococo B está em segundo lugar entre as doenças meningocócicas invasivas, sendo responsável por 20% dos casos em todas as faixas etárias e com ênfase maior em crianças menores de cinco anos.

A meningite é um processo inflamatório das meninges, que são membranas que envolvem o cérebro. É uma doença infecciosa aguda que pode ser causada por vírus, bactérias, e fungos. Qualquer pessoa pode ser atingida pela meningite, desde bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos.

As maiorias das meningites BACTERIANAS se destacam por seu potencial de gravidade, e também por serem passível de prevenção por meio de vacina. O Hemofilo e Pneumococo figuravam entre as bactérias causadoras de meningite, como as mais patogênicas. Após a introdução de vacinas contra estas bactérias houve uma redução significativa da incidência deste tipo de meningite. Isto fez com que outra bactéria, o MENINGOCOCO, menos frequente, mas igualmente grave, viesse a ocupar o foco das discussões sobre prevenção deste tipo de doença.

Por sua vez o meningococo C com a introdução da vacina na rede privada e posteriormente na rede publica, também teve sua prevalência diminuída.

 

TRANSMISSÃO

A meningite meningocócica é transmitida pelo contato direto, de pessoa para pessoa por meio de secreções respiratórias (tosse espirro de alguém infectado). Algumas pessoas podem apresentar o meningococo na nasofaringe. Estas pessoas são chamadas de portadores sãos. Como os portadores não estão doentes, eles convivem na comunidade normalmente. Isto explica porque em casos de surtos de doença meningocócica, mesmo com o pronto isolamento dos doentes e tratamento dos contactantes, ainda assim os casos se multiplicam. São os portadores sãos que garantem a transmissão da doença para pessoas suscetíveis.
A transmissão ocorre com maior facilidade em ambientes fechados e com aglomeração de pessoas.
 

DISTRIBUIÇÃO GLOBAL DOS SOROGRUPOS DE MENINGOCOCO

MENINGITE MENINGOCÓCICA B

1. Dang V, et al. BMC Infect Dis. 2012;12:202; 2. Centers for Disease Control and Prevention. Active Bacterial Core Surveillance Report, Emerging Infections Program Network, Neisseria meningitidis, 2010. http://www.cdc.gov/abcs/reports-findings/survreports/mening10.pdf; 3. Ibarz-Pavón AB, et al. PLOS One. 2012;7:e44102; 4. Organización Panamericana de la Salud. Washington, DC: Organización Panamericana de la Salud, 2011; 5. INEI-ANLIS CG Malbrán 2009; 6. European Centre for Disease Prevention and Control. Surveillance of invasive bacterial diseases in Europe 2008/2009. Stockholm: ECDC; 2011; 7. Ceyhan M, et al. Presented at: 6th World Congress of the World Society for Pediatric Infectious Diseases; November 18-22, 2009; Buenos Aires, Argentina; 8. Al-Mazrou YY, et al. Saudi Med J. 2004;25:1410-1413; 9. Intercountry Support Team – West Africa Week 44-47, 2011. World Health Organization (WHO) website. Meningitis Weekly Bulletin. http://www.meningvax.org/files/BulletinMeningite2011_S44_47.pdf; 10. von Gottberg A. Comm Dis Surveill Bull. 2012;10:60-63. http://www.nicd.ac.za/assets/files/Communicable%20Diseases %20Surveillance%20Bulletin%20August%202012.pdf; 11. Gniel D, et al. Impf Dialog. 2008;8:13-22; 12. Takahashi H, et al. J Med Microbiol. 2004;53:657-662; 13. Chiou CS, et al. BMC Infect Dis. 2006;6:25; 14. Australian Meningococcal Surveillance Programme. Commun Dis Intell. 2011;35:217-228; 15. Lopez L, et al. The Epidemiology of Meningococcal Disease in New Zealand in 2010. Wellington, New Zealand: Institute of Environmental Science and Research Ltd (ESR); 2011. MEN-BEX-M-M-814-2

A predominância dos tipos pode variar por faixa etária. No Brasil, graças a vacinação de rotina de todas as crianças com até 2 anos com a vacinação meningocócica C, esse tipo quase desapareceu nesta faixa etária e o tipo B, antes em segundo lugar, passou a ser o principal.
 

SINTOMAS

O que torna esta doença alarmante é a rapidez com que o quadro pode se agravar. A evolução pode ser fatal em 24-48 horas. É fundamental a rapidez na percepção dos sintomas por parte do doente e/ou família, e precisão no diagnóstico pela equipe de assistência. Veja o quadro a seguir:
 
Primeiros sintomas – 4 a 8 horas:

  • Coriza
  • Febre
  • Irritabilidade
  • Perda de apetite
  • Náusea
  • Dor de garganta

 
Sintomas característicos – 12 a 15 horas:

  • Erupção cutânea hemorrágica
  • Meningismo (rigidez de nuca)
  • Fotofobia

 
Sintomas tardios – 15 a aprox. 24 horas:

  • Crises convulsivas
  • Perda de consciência
  • Possível óbito

 

TRATAMENTO

Uma vez adquirida à doença o tratamento recomendado é baseado no uso de antibióticos. Geralmente o tratamento com antibióticos é eficaz, mas com o fenômeno da resistência bacteriana aos antibióticos comuns, agrava-se o problema, levando a internação e prolongamento do tratamento. Há que se considerar a necessidade de um diagnostico rápido e preciso, para que o tratamento iniciado precocemente tenha mais chance de ser eficaz, evitando-se assim as complicações.

 

PREVENÇÃO

Medidas gerais – comuns a todas as doenças causadas por germes:

  • Lavar as mãos freqüentemente com água e sabão ou usar produtos de limpeza nas mãos a base de álcool pode ajudar a disseminação de muitos vírus e bactérias.
  • Não compartilhar alimentos, bebidas, pratos, copos e talheres são estratégias que também ajudam a interromper a transmissão dos germes.

 
Medida específica para prevenir infecções pelo MENINGOCOCO B:

  • Vacinação.

Indicada para imunização ativa a partir dos 2 meses de idade até 50 anos dependendo de risco epidemiológico.
 

Calendário de Vacinas SBIM

Prematuro
Criança – 0 a 10 anos
Adolescente – 11 a 19 anos
Gestantes
Adulto – 20 a 59 anos
Idoso – mais de 60 anos
Ocupacional
Pacientes Especiais
Atleta

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