Amamentação: O Risco da Desinformação

Hoje a importância da amamentação na saúde do indivíduo é incontestável. Digo indivíduo e não criança, pois estes resultados irão repercutir durante toda a vida e não somente enquanto a criança for amamentada. Os benefícios permanecerão e teremos um individuo com menor chance de se tornar portador de doenças crônicas como diabetes e hipertensão e até a obesidade. Estas doenças hoje no Brasil representa 70% da mortalidade.
 

Nos últimos anos, vem sendo desenvolvido por organismos nacionais e internacionais como a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde (MS), o trabalho em mudar a cultura do uso da mamadeira e leite artificial pela amamentação. Estas instituições, através de resultados baseados em estudos científicos, orientam os profissionais que atuam nesta área (enfermeiros, médicos, fonoaudiólogos, etc.), a tomarem novas condutas em seus atendimentos. Uma das principais orientações é o tempo da amamentação, que é de 6 meses exclusivos, isto é, só recebe leite materno e nada mais. A partir do sexto mês inicia a introdução de alimentos, mais continua com leite materno até dois anos ou mais.
 
Os resultados de anos de luta na capacitação profissional e conscientização da população sobre a importância do leite materno, ainda são modestos. Em Maringá o Comitê de Aleitamento Materno de Maringá (Coamar), divulgou resultados de uma pesquisa, realizada neste ano, em parceria com o Instituto de Saúde de São Paulo, revelando que no Brasil, somente 41% das nossas crianças recebem leite materno exclusivo até o sexto mês e em Maringá, estamos um pouco acima da média nacional com 50.27%. Acreditamos que estes índices ainda são baixos pela grande desinformação da população e profissionais que atuam junto a família. Além da força de industrias de leite artificial e de apetrechos como mamadeiras e chupetas, com seu poderoso marketing.
 
Por exemplo, você viu o que está acontecendo no programa da Ana Maria Braga, o Mais Você da Rede Globo? Um reality show, com mães e bebes! Isso mesmo.
 
Neste programa apresentou grandes erros e demonstração de pouco estudo dos profissionais envolvidos, no que refere a amamentação e desmame de uma criança. Estas desinformações gerou intervenção do ministério publico, veja aqui.
 
Aproveitamos nossa rede para divulgar e repudiar essas ações que visam somente o lucro, deixando de lado a verdadeira informação. E também, para parabenizar profissionais e entidades que em defesa da saúde pública não deixam de questionar e atuar exigindo medidas reparadoras destes que não tiveram nenhum cuidado com as consequências deste tipo de programa e a mercantilização da relação mãe-bebê e o momento do desmame.
 
E, você? O que acha disso? Deixe seu comentário abaixo!

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