Atualize a carteira de vacinação antes de viajar

Atualize-a-carteira-de-vacinacao-antes-de-viajarChegando a época das viagens de férias, atualizar a carteira de vacinação deve fazer parte do planejamento das viagens, independente do roteiro escolhido. Sobre o assunto, o Revista Brasil conversou com a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Tânia Petraglia.

 

Ela diz que geralmente as crianças têm a carteirinha de vacinação atualizada, mas os adolescentes e adultos negligenciam isso. Tânia Petraglia lembra que é preciso se precaver porque pode ocorrer alguma adversidade como um corte, acidentes, exposições com alimentos, com vírus da hepatite A, a hepatite B, que é um vírus também transmitido sexualmente.

 

A vice- presidente explica que as vacinas fundamentais são: a de hepatite B, a tríplice viral, o de sarampo, a anti-tetânica. Tânia Petraglia esclarece que mesmo para os adultos, com exceção da vacina contra a hepatite A, todas demais estão disponíveis nos postos de saúde gratuitamente.

 

Fonte: radios.ebc.com.br

Vacina contra o HPV é essencial para a saúde das meninas

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O Ministério da Saúde está convocando todas as pré-adolescentes que já tomaram a primeira dose vacina contra HPV para receberem a segunda dose. A campanha visa proteger esse público que vai de 9 a 13 anos contra o HPV (Papiloma Vírus Humano) que engloba 150 tipos diferenciados e que provoca o câncer do colo do útero.

 

Segundo o ginecologista do Hospital Vila Nova Cachoeirinha, Maurício Sobral, a prevenção se dá ainda na pré-adolescência, de preferência antes da primeira relação sexual, porque o contato com o vírus tende a diminuir a efetividade da imunização. Entretanto, o medicamento também é indicado para proteger meninas que já perderam a virgindade e até os meninos, pois minimiza a transmissão do vírus para mulheres.

 

O vírus é transmitido pelo contato direto com a pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual e de mãe para filho durante o parto. De acordo com a Organização Mundial de Saúde 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença, sendo 32% infectadas pelos tipos 16 e 18. Em relação ao câncer do colo do útero, estudos apontam que 270 mil mulheres, no mundo, morrem devido à doença.

 

Para garantir a eficácia da vacina contra o HPV é muito importante que as doses sejam aplicadas com a pausa correta. “O método da vacinação é sempre de 3 doses, com intervalo de 1 a 2 meses entre a primeira e a segunda dose (dependendo do fabricante), e de 6 meses entre a primeira e a terceira dose. A aplicação que é intramuscular é segura e pode raramente gerar reações como dor, inchaço e vermelhidão no local da aplicação”, explica o ginecologista.

As diferenças entre as vacinas da rede pública e privada

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Apesar de ambas terem ótima qualidade e garantirem a proteção do seu bebê, algumas vacinas oferecidas na rede pública são diferentes daquelas existentes na rede privada. Saiba quais são essas diferenças e entenda como isso afeta a saúde do seu filho.


Tríplice bacteriana DTPa e tríplice bacteriana DTPW


As vacinas tríplices bacterianas protegem o bebê contra difteria, coqueluche e tétano. Na rede pública está disponível a DTPw que é feita a partir de células inteiras da bactéria. Já na rede privada existe a versão DTPa que é acelular, ou seja, não é feita com as células inteiras, mas sim com proteínas. “Ela é uma vacina mais purificada, só contém o que realmente é necessário para proteger o ser humano e por isso as chances de ocorrerem eventos adversos são menos frequentes e intensas”, explica a pediatra Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). É importante ressaltar que na vacina DTPw, fornecida na rede pública, as chances de ocorrerem eventos adversos já são muito baixas.


Caso seu bebê tenha tomada uma dose da DTPw, que é oferecida na rede pública, e tenha apresentado febre alta por um tempo prolongado e outras reações adversas é recomendado passar a oferecer a DTPa. “Quem começou com uma pode completar o esquema com a mesma ou com a outra (são cinco doses em 2, 4, 6, 15 meses e 4 a 6 anos). Mas a proteção oferecida pelas duas vacinas é adequada contra a difteria, tétano e coqueluche, desde que seguindo os esquemas vacinais propostos”, explica o pediatra Yechiel Moisés Chencinski, membro do departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo.


Vacina Haemophilus influenzae tipo b e seus reforços


Haemophiluis influenzae tipo B é uma bactéria que pode causar uma série de doenças infecciosas com complicações graves, como: pneumonia, dor de ouvido, inflamação na epiglote, meningite, inflamação nas articulações, entre outros.


A vacina contra esta bactéria está disponível tanto na rede pública quanto na privada, com a diferença de que na rede privada há uma dose a mais. “O esquema padrão inicial dessa vacina é de 4 doses, que seriam 3 mais o reforço. Contudo, quando o Ministério da Saúde adotou essa vacina, a imunização em massa permitiu reduzir a circulação da bactéria e quando ela é praticamente eliminada, três doses são o suficiente. Dar a quarta dose é mais um cuidado extremo do que uma necessidade”, diz Isabella Ballalai.


Vacina rotavírus monovalente e vacina rotavírus pentavalente


A vacina de rotavírus é uma vacina de vírus vivo, oral. Ela pode ser monovalente, que protege apenas contra um sorotipo de rotavírus, mas oferece proteção cruzada contra outro sorotipo e é dada em duas doses. A vacina rotavírus monovalente é oferecida na rede pública.


A outra opção é a vacina pentavalente, que está presente na rede privada. Ela oferece imunidade contra 5 sorotipos diferente de rotavírus e é feita na clínica em três doses. Bebês que iniciam a vacinação com uma determinada vacina devem idealmente terminar o esquema vacinal com o mesmo produto. “Mas, na falta do mesmo produto, a vacinação não deve ser interrompida e a vacina que estiver disponível deverá ser administrada. Caso uma das doses tenha sido da vacina pentavalente, o total de três doses deverá ser realizado. E é importante ter atenção aos intervalos e datas limite para a aplicação dessas vacinas”, diz Yechiel Moisés Chencinski. Assim, a vacina pentavalente oferece uma proteção mais ampla.


Vacina pneumocócica conjugada 10 e vacina pneumocócica conjugada 13


As vacinas pneumocócicas conjugadas protegem as crianças das doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, como pneumonia, meningite e otite média aguda. A vacina pneumocócica conjugada (VPC 10), que está presente na rede pública, protege contra 10 subtipos de pneumococos. Já a vacina pneumocócica conjugada (VPC 13) irá proteger contra 13 subtipos de pneumococos. “Os principais pneumococos estão presentes na VPC10, mas a VPC13 irá proteger contra mais três subtipos, fazendo com que ela seja uma opção interessante”, constata Isabella Ballalai.


A VPC 13conta com 3 doses dadas aos 2, 4 e 6 meses e um reforço de 12 a 15 meses. “Se começar o esquema no posto de saúde, pode-se aplicar inicialmente a VPC10 (2 doses) e completar a 3ª dose e o reforço com a VPC13. Crianças com esquema completo de VPC10 podem se beneficiar com uma dose adicional de VPC13 com o objetivo de ampliar a proteção em crianças de até 5 anos, respeitando o intervalo mínimo de dois meses da última dose”, explica Yechiel Moisés Chencinski.


Vacina influenza


Na rede pública a vacina influenza, que protege contra a gripe, só é oferecida até os 5 anos de idade. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomenda que todos sejam vacinados anualmente contra a influenza, independente da idade.  “No Brasil não conseguimos doses para toda a população, por isso é preciso ter prioridades, como as crianças até 5 anos de idade”, explica Isabella Ballalai. Contudo, na rede privada é possível tomar esta vacina, sem pertencer aos grupos de risco.


Meningocócica conjugada C e Meningocócica conjugada ACWY


A vacina meningocócica conjugada C está presente na rede pública, enquanto a versão ACWY só pode ser encontrada na rede privada. Ambas previnem meningites. “Com a diferença que meningocócica conjugada C protege apenas contra o tipo C e a versão ACWY protege contra esses quatro tipos. O C é o responsável por 70% das meningocócicas do país, contudo o tipo W vem aumentando bastante sua participação, e já é a causa de 20% dos casos de meningocócicas no sul do Brasil”, alerta Isabella Ballalai. Por isso, a meningocócica conjugada ACWY é uma boa alternativa.


Vacina contra o HPV


A rede pública já oferece a vacina contra o HPV para meninas de 9 a 13 anos. “O problema é que o benefício não se estende aos meninos e a Sociedade Brasileira de Imunizações recomenda que eles também tomem esta vacina, seguindo o mesmo esquema de doses e idade”, explica Isabella Ballalai. Na rede privada os meninos podem tomar a vacina contra o HPV.


Vacina contra a hepatite A


A rede pública vacina as crianças contra a hepatite A com um ano de idade. “Contudo a rede privada segue a recomendação da SBIm e seis meses após esta primeira dose, aplica uma segunda”, observa Isabella Ballalai. Uma única dose desta vacina garante proteção até os 10 anos, mas não há certeza quanto a vida adulta. A segunda dose irá garantir a imunidade contra a hepatite A também na vida adulta.


Vacina varicela


A vacina varicela irá proteger as crianças contra a catapora. Contudo, a rede pública oferece apenas uma dose dela. “Isto não é o suficiente para prevenir a doença, apenas para evitar que a pessoa contraia versões mais graves dela. Na rede privada são oferecidas duas doses, sendo que a segunda irá de fato proteger contra a doença”, explica Isabella Ballalai.

Ministro da Saúde afirma que medo é responsável por baixa procura da vacina contra HPV

A busca pela vacina contra o HPV teve queda significativa em 2015. No ano passado, quando começou a imunização contra o vírus, a adesão à primeira dose foi total. Neste ano, somente 51% do púbico alvo foi alcançado. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, creditou a baixa procura pela primeira dose da vacinação contra o HPV ao medo, nesta quinta-feira (10). No final de 2014, algumas meninas ficaram com as pernas paralisadas, em Bertioga, São Paulo.

6hed5cn1le_vm756jwql_fileSegundo o ministro, uma equipe de médicos de diferentes especializadas acompanhou o caso e ficou comprovado que as meninas tiveram estresse pós-vacinação, conhecido como tensão coletiva. Chioro ainda disse que a vacina é comprovadamente segura e é licenciada desde 2006. Segundo ele, mais de 200 milhões de doses já foram aplicadas no mundo inteiro.

— É muito importante trabalhar a informação correta. Reações adversas como desmaios são normais. Não podemos fazer alarde com essas situações. Em qualquer tipo de vacina é normal que o estresse cause alguma reação adversa.

Outro fator que Chioro citou como provável causa da queda na cobertura foi a não mobilização de escolas na campanha de 2015.

— Uma criança entre 9 e 13 anos dificilmente vai ao posto de saúde sozinha. A estratégia recomenda o envolvimento das secretarias municipais e estaduais, para que as escolas voltem a participar da campanha, e assim, possamos atingir um número maior de meninas. Recomendamos aos municípios que façam parcerias com escolas públicas e privadas para realizar a vacinação no ambiente escolar.

— Essa tendência de que a vacina liberaria para a pratica sexual não tem sentido. A vacinação não é incentivo para começar a atividade sexual. A escolha do inicio da sexualidade é uma coisa mais pessoal, da família. Essa faixa etária é importante porque a menina ainda não entrou em contato com o vírus.

A vacina contra HPV está disponível nas 36 mil salas de vacinação espalhadas pelo país durante o ano inteiro. As vacinas tanto da primeira como a segunda dose estão disponíveis nos postos de saúde do País para durante todo o ano para meninas entre 9 e 13 anos. O esquema padrão é de três doses. A segunda deve ser tomada seis meses após a primeira e a terceira depois de 60 meses. Além delas, podem receber gratuitamente todas as mulheres que tenham HIV entre 9 e 26 anos.

Veja o que causa o HPV

O vírus do HPV é transmitido por meio do contato sexual e responsável pela quase totalidade dos casos de câncer de colo do útero. Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), esse é o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama, e a terceira causa de morte de mulheres por câncer no Brasil, atrás do câncer de mama e pulmão. No País, 15 mil novos casos do câncer de colo de útero até o fim de 2015.

A vacina disponível no SUS (Sistema Único de Saúde) é quadrivalente, ou seja, ela protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18. Os tipos 16 e 18 são responsáveis por 70% dos cânceres de colo de útero e 90% das verrugas genitais, explica Gabriel Oselka, professor da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo).

— O ideal é que as meninas sejam vacinadas o mais precocemente possível, antes da atividade sexual. Quanto mais novo, melhor a resposta imune.

Teste final da vacina da dengue acontecerá em outubro

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O diretor do Instituto Butantã, Jorge Kalil, disse que a última fase de pesquisa clínica da vacina contra a dengue pode começar dentro de dois meses, caso não esbarre em entraves burocráticos que, segundo ele, têm atrasado os estudos que envolvem testes em voluntários.


“Creio que já em outubro poderemos iniciar a fase 3 de estudos clínicos para a vacina contra a dengue. Se isso acontecer, poderemos ter a vacina disponível para a população em 2016”, disse. A última fase da pesquisa envolverá a vacinação de 17 mil voluntários durante um ano.


Em 6 de agosto, o início da fase 3 de estudos clínicos da vacina nacional foi aprovado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).


Agora, o Butantã aguarda aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).


Segundo Kalil, é possível que a demanda da sociedade por uma vacina exerça pressão sobre os órgãos, acelerando a aprovação. “Já temos mais de 1.300 pessoas que se cadastraram para participar dos testes.”

Como preparar emocionalmente a criança para a vacina?

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O Ministério da Saúde está fazendo sua campanha anual para vacinar as crianças de 6 meses a 5 anos incompletos. E, só em falar sobre “vacina”, muitos pais se arrepiam.


Acredite, essa é mais uma das várias coisas que doem mais em você do que nele. Até porque não tem escolha: vacinar é preciso e pronto. Conversamos com a psicoterapeuta familiar Quézia Bombonatto, mãe de Rodrigo, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, para saber como agir para que o filho (e você) fique bem tranquilo na hora da gotinha.


Não exagere na antecedência: Não comece a preparar a criança muito antes. Não faz sentido. “Chegue para a criança no dia da vacinação e fale: ‘a mamãe vai te levar para tomar a gotinha, é importante, ela vai cuidar de você, da sua saúde’”, aconselha Quézia. “É importante que você explique o que vai ser feito, sem drama. Diga que é uma gotinha e explique que a vacina ajuda a evitar que ele fique doente. Seja firme, mas muito carinhoso, sempre. “A criança precisa se sentir protegida”.


E se as outras crianças chorarem? Os pequenos se ficam assustados ao chegar ao local da vacinação e deparar com outras crianças chorando ou gritando. Caso isso aconteça (e é provável que vá acontecer), explique ao seu filho que as outras crianças estão chorando pois, talvez, suas mães não tenham contado que é rápido. Mostre tranqüilidade.


Controlando a birra: Se seu filho costuma fazer birra, muna-se de espírito de renúncia: é provável que ele vá fazer neste momento também. Mais uma vez demonstre carinho, mas tenha pulso firme. Segundo a especialista, é muito importante que o adulto acolha a criança e que fale olhos nos olhos. Nunca ameace. “Os pais podem pegar a criança e, com muita calma, explicar o que vai acontecer. Olhe para ela e diga: ‘é importante pra você não ficar doente e, por isso, você vai fazer. Vamos respeitar as pessoas que estão na fila esperando. Não vamos demorar’”. É preciso também acalmar a criança com carinho: “A mamãe vai segurar seu bracinho e você vai ver que passa rápido”.


Não sofra: A vacina é o melhor para o seu filho. O grande problema é quando a mãe sofre pelos filhos. “Elas pensam: ‘Ah, mas ele é tão pequenininho’, e a criança vai sentir isso – e ficar tensa, claro”, diz Quézia. Segure sua onda. É essencial ficar firme e não passar esse sentimento de medo. Se a mãe está tranquila, passa tranquilidade, e a criança não vai fazer ‘show’.


Presentinho depois, sim ou não? Quanto a dar alguma recompensa depois, isso vai depender dos pais e da filosofia da família. “Não acho necessário, mas, se você prometeu um agrado – um lanche, um passeio, faça”, afirma Quézia. E não adianta só o presentinho se não vier acompanhado de um abraço, um beijo. Não tem agrado melhor. A criança vai se sentir protegida e amada.


É preciso conversar sempre? A resposta é sim. No dia da vacinação, conte à criança que ela está indo tomar vacina e novamente, retome a conversa. Diga que será igualzinho da outra vez. O mais importante é que a criança não sofra por antecipação. “Você pode sentar com a criança e perguntar se ela se lembra da importância daquele momento para a saúde e de como tudo é rápido e simples”, finaliza Quézia Bombonatto.


Consultoria: Quézia Bombonatto, mãe do Rodrigo, Presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia e Psicoterapeuta familiar

Campanha contra pólio e atualização das vacinas começam sexta-feira em Maringá

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A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite (paralisia infantil) e a Multivacinação para a Atualização da Carteira de Vacinação começam nesta sexta-feira (14), a partir das 9 horas no CMEI Benedito de Souza, da Vila Operária, em Maringá.


A campanha seguirá com atendimento em todas as 32 Unidades Básicas de Saúde e na Sala de Vacina da Secretaria de Saúde até o dia 31 de agosto.


No sábado (15), haverá mobilização nacional e todos os locais que vão disponibilizar a vacina estarão de plantão das 8h às 17h.


O grupo alvo da campanha contra a poliomielite são crianças de 6 meses a 5 anos incompletos. Em Maringá devem receber a vacina 19.860 crianças nesta faixa etária, independentemente de terem sido vacinadas em outra situação. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é vacinar 95% do público-alvo.


O grupo alvo para a Campanha de Multivacinação para Atualização da Carteira de Vacinação são as crianças menores de 5 anos de idade. Neste caso serão ofertadas as vacinas do calendário básico de vacinação da criança visando diminuir o risco de transmissão de enfermidades imunopreveníveis, assim como reduzir as taxas de abandono do esquema vacinal.


A criança que receber a vacina da poliomielite terá a carteira avaliada pelos profissionais de saúde e, caso necessário, já encaminhada para a atualização de acordo com os esquemas preconizados pelo Programa Nacional de Imunizações. Para a campanha de multivacinação não haverá meta de crianças que precisam ser vacinadas e, em decorrência dessa segunda campanha em conjunto com a da poliomielite, não haverá pontos externos para vacinação.


Erradicação
Esta é a 36ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e neste ano comemora-se o 25º ano sem a doença no País, que está livre do poliovírus desde 1990. Até que aconteça a certificação mundial de erradicação da polio, as ações devem ser mantidas a fim de elevar a cobertura vacinal em todos os municípios e evitar a reintrodução do vírus no Brasil.


O objetivo da campanha é manter o Brasil na condição de País certificado internacionalmente para a erradicação da poliomielite, estabelecendo proteção coletiva por meio da disseminação do vírus vacinal no meio ambiente. O slogan da campanha é “Vacinação Contra a Paralisia Infantil: Você é o protetor do seu filho”.

Mais de 60 mil crianças não tomaram a segunda dose da vacina contra gripe

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No Paraná, pelo menos 61 mil crianças entre 6 meses e 2 anos devem retornar às unidades de saúde para receber a segunda dose da vacina contra a gripe. Até esta sexta-feira (31), apenas metade das crianças imunizadas na primeira etapa já haviam recebido o reforço, necessário para que a vacina conceda a proteção esperada contra a doença.
Durante a campanha de vacinação, encerrada dia 5 de junho, o Paraná conseguiu imunizar 85% do público-alvo de crianças menores de cinco anos, o que representa 560 mil paranaenses. Agora, o apelo é para os pais ficarem atentos às carteirinhas de vacinação para não perder a data da aplicação da segunda dose.

Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde, Eliane Chomatas, o ideal é que o reforço seja feito 30 dias após a primeira aplicação. “Só com o esquema vacinal completo, de duas doses, é que meninos e meninas estarão realmente protegidos”, ressaltou.

Apesar do final da campanha, a vacina continua disponível de forma gratuita para os grupos prioritários na rede pública. É preciso, no entanto, entrar em contato com a secretaria municipal de saúde para verificar em quais unidades as doses ainda estão sendo ofertadas.

De acordo com um levantamento da Secretaria estadual da Saúde, em nove regiões a cobertura vacinal da segunda dose infantil está abaixo da média estadual. “Queremos aproveitar as próximas semanas para melhorar estes índices chamando a atenção para a importância do complemento do esquema vacinal das crianças”, disse o coordenador estadual de Imunização, João Luis Crivellaro.

BALANÇO – Somente neste ano, 2,7 milhões de doses da vacina contra a gripe já foram aplicadas no Paraná. Isso fez com que o Estado tivesse um dos melhores desempenhos do país na campanha de vacinação, atingindo a meta de imunizar mais de 90% do público-alvo.

Entre os grupos prioritários beneficiados inicialmente estavam gestantes, pessoas com 60 anos ou mais, mulheres até 45 dias após o parto, crianças de seis meses e menores de cinco anos, profissionais de saúde, doentes crônicos e indígenas.

Tendo em vista o envio de um lote extra de 200 mil vacinas para o Paraná, na semana passada a Secretaria Estadual da Saúde ampliou a faixa etária de vacinação para pessoas com mais de 55 anos.

PROTEÇÃO – Como nos anos anteriores, a vacina disponível no SUS protege contra os três tipos de vírus da gripe mais circulantes: Influenza A H1N1, Influenza A H3N2 e Influenza B. Seu uso somente é contraindicado para pessoas que já apresentaram reações adversas em campanhas anteriores ou que tenham alergia a ovo.

Veja a cobertura vacinal da segunda dose infantil em cada região:

Paraná: 50%

1ª Regional de Saúde – Paranaguá: 33%

2ª Regional de Saúde – Metropolitana de Curitiba: 45%

3ª Regional de Saúde – Ponta Grossa: 50%

4ª Regional de Saúde – Irati: 65%

5ª Regional de Saúde – Guarapuava: 44%

6ª Regional de Saúde – União da Vitória: 65%

7ª Regional de Saúde – Pato Branco: 60%

8ª Regional de Saúde – Francisco Beltrão: 61%

9ª Regional de Saúde – Foz do Iguaçu: 54%

10ª Regional de Saúde – Cascavel: 62%

11ª Regional de Saúde – Umuarama: 67%

12ª Regional de Saúde – Campo Mourão: 49%

13ª Regional de Saúde – Cianorte: 50%

14ª Regional de Saúde – Paranavaí: 62%

15ª Regional de Saúde – Maringá: 41%

16ª Regional de Saúde – Apucarana: 39%

17ª Regional de Saúde – Londrina: 52%

18ª Regional de Saúde – Cornélio Procópio: 59%

19ª Regional de Saúde – Jacarezinho: 42%

20ª Regional de Saúde – Toledo: 50%

21ª Regional de Saúde – Telêmaco Borba: 50%

22ª Regional de Saúde – Ivaiporã: 64%

OMS anuncia vacina 100% eficaz contra ebola

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Uma das vacinas que estavam sendo testadas contra o ebola na África apresentou resultados 100% eficazes, informou nesta sexta-feira (31/07) a Organização Mundial da Saúde (OMS), em uma coletiva de imprensa em Genebra.

“O mundo está prestes a ter uma vacina contra o ebola”, disse Marie-Paule Kieny, assistente do diretor-geral da entidade. De acordo com Kieny, os testes foram conduzidos com a vacina VSV-Ebov, descoberta pelo National Institute of Health canadense e desenvolvida pela multinacional Merck Sharp and Dohme.

Os resultados preliminares, publicados na revista médica “The Lancet”, mostram uma proteção completa para todas as quatro mil pessoas vacinadas que entraram em contato próximo com um caso de ebola confirmado.

O vírus do ebola infectou mais de 27 mil pessoas e matou outras 11 mil desde o ano passado na África Ocidental. A epidemia teve início na Guiné, em dezembro de 2013. Foi a maior crise da doença desde a descoberta do vírus, em 1976. Quase todas as vítimas da epidemia atual estavam na Guiné, Serra Leoa ou Libéria.

Prefeitura decreta emergência devido a surto de meningite em Cachoeirinha

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A Prefeitura de Cachoeirinha decretou nesta quarta-feira (8) situação de emergência na cidade da Região Metropolitana de Porto Alegre devido ao surto de meningite no bairro Jardim Betânia, onde o contágio da doença já deixou duas vítimas. Segundo a administração municipal, o objetivo da medida é garantir recursos para viabilizar a vacinação de moradores.

A verba servirá para pagar horas extras a servidores da saúde, já que as 6 mil vacinas enviadas pelo governo estadual devem chegar no final de semana. A prefeitura avalia uma possível suspensão das aulas no município até o dia 17, sexta-feira da próxima semana, porque outras crianças apresentam sintomas da doença.

As vítimas da doença foram uma menina de 12 anos, que morreu no dia 2 de julho, e um menino de 8, vitimado nesta terça-feira (7). Outros três casos foram confirmados pela prefeitura, que na manhã desta quarta-feira (8) confirmou a ocorrência de um surto comunitário de meningite bacteriana no bairro Jardim Betânia. O pai da segunda vítima afirmou que levou o filho ao Hospital de Cachoeirinha duas vezes, e os médicos afirmaram que ele tinha apenas uma gripe.