Vacina contra HPV: por que os homens têm, sim, de tomar

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Tabagismo, consumo não moderado de álcool e dieta pobre em frutas e verduras são os principais fatores de risco para câncer de cabeça e pescoço. Com esse conhecimento, baseado em estudos epidemiológicos, foram elaboradas estratégias de prevenção e de diagnóstico precoce no fim do século passado. Combateu-se sem tréguas o consumo de tabaco e ele caiu drasticamente na população brasileira. Em vários programas educativos foram demonstradas as vantagens do diagnóstico precoce por meio de autoexame bucal e do, até então questionável, rastreamento de pessoas de alto risco. Sim, as pessoas podiam ser reconhecidas pelo risco.
Esse conhecimento tinha até algum efeito no diagnóstico. Pensava-se em câncer quando um homem com mais de 50 anos, etilista e tabagista, apresentava uma lesão na boca ou na garganta. Estávamos seguros de que continuar com educação em saúde e outras estratégias poderia reduzir o número de casos, e melhor que isso, reduzir a mortalidade por câncer, como já vinha acontecendo nos Estados Unidos.
Primeiro nos Estados Unidos, depois na Europa, e por último entre nós, foram observados muitos casos de câncer de boca e de garganta que fugiam do padrão até então estabelecido. Recebíamos cada vez mais indivíduos jovens, bem alimentados, não tabagistas e não etilistas. O diagnóstico era feito em fases avançadas da doença porque ela causava poucos sintomas e os médicos não especialistas que realizavam a primeira avaliação não pensavam na possibilidade de câncer em pacientes fora do padrão.
Havia um novo perfil de pacientes e muitas foram as hipóteses para explicar esse fenômeno, nenhuma confirmada de início. Até se suspeitou que a resposta estivesse em uma infecção causada pelo papilomavírus humano, o HPV, pois um agente biológico ser causador de câncer não seria uma novidade. Ainda mais que já se correlacionava o HPV com tumores genitais, assim como a bactéria Helicobacter pylori com câncer de estômago e o vírus da hepatite como um dos fatores causais de câncer de fígado. Mas estudos iniciais na década de 90 foram pouco animadores quanto ao papel do HPV em cabeça e pescoço.
Hoje, os dados epidemiológicos evidenciam que o HPV é, de fato, a causa desses novos cânceres de cabeça e pescoço que podem ocorrer em qualquer faixa etária. São tumores que causam poucos sintomas locais e metástases muito frequentemente, mas que felizmente, apesar da agressividade, respondem melhor ao tratamento do que em pacientes com tumores induzidos por tabaco. Estima-se que em poucos anos o número de casos de tumores associados ao HPV vá superar o daqueles relacionados ao tabaco. Tudo muda. Não existem pessoas de risco para programas de diagnóstico precoce. Somente combater tabagismo e consumo exagerado de bebidas alcoólicas já não são medidas eficazes.
O enorme progresso na pesquisa do papel carcinogênico do HPV em câncer de colo uterino levou ao desenvolvimento de vacinas que são capazes de proteger contra os principais vírus causadores de câncer e de doenças benignas bastante frequentes como as verrugas genitais. Testadas e aprovadas, foram rapidamente adotadas e meninas passaram a ser vacinadas em quase todos os países do mundo.
Trata-se de um novo modo de prevenção. Uma vacina contra cânceres graves. Benefício já demonstrado com redução da mortalidade por câncer de fígado em regiões geográficas com alta incidência de câncer de fígado. Agora as mulheres estão protegidas.
E os homens, por que não vaciná-los? Pensava-se que a epidemia de câncer de cabeça e pescoço não era tão grave. Pensava-se que, estando as mulheres protegidas, os homens também estariam. Mas homens podem ter atividade sexual com mulheres não protegidas, assim como pode haver relação homossexual e também contaminação pelo HPV sem relação sexual. Assim, por quase uma década, metade da população foi relegada à própria sorte porque não fazia parte da prioridade em saúde pública. A economia de custos não poupa recursos e sofrimento relacionados ao tratamento de casos de câncer não prevenidos. Relutar e não usar uma vacina que pode prevenir uma doença grave, potencialmente fatal, usando-se argumentos fracos, não parece nem um pouco lógico.
Gradativamente as opiniões foram mudando, primeiro com a aprovação do uso da vacina anti HPV em meninos, e agora, finalmente, com sua disponibilização dentro do sistema público de saúde. Uma medida a ser aplaudida. O investimento em vacinação trará seus efeitos em alguns anos. Investimento seguro, que poupará vidas, sofrimento e gastos com a saúde. Agora é hora de divulgar e incentivar a vacinação, que deve ser acompanhada de todas as outras medidas. A prevenção muda, fica mais forte, mais eficiente, mas não se pode dar trégua no emprego das outras medidas que adotamos atualmente.

Fonte: http://veja.abril.com.br/

Vacinação contra dengue pode evitar epidemia no próximo verão

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Os paranaenses que vivem nos 30 municípios onde o governo do Estado está fazendo a primeira fase da campanha de vacinação contra a dengue e que estão nos grupos prioritários devem receber a vacina com urgência até este sábado (3), quando termina esta etapa. Os 30 municípios selecionados registraram as piores epidemias da doença nos últimos cinco anos.

“Se a população não for vacinada, corremos o risco de enfrentarmos uma séria epidemia a partir de dezembro e durante todo o verão, ainda pior do que a epidemia de 2015/2016. Quanto mais pessoas vacinadas, menor será a circulação viral da doença”, alerta o diretor geral da Secretaria da Saúde, Sezifredo Paz.

De agosto de 2015 a julho de 2016, aproximadamente 56 mil casos e 61 mortes por dengue foram registradas no Paraná. Os 30 municípios da campanha, juntos, concentraram 80% das ocorrências, além de 93% dos casos graves e 82% das mortes. “As estatísticas demonstram que era preciso fazer algo a mais para o controle da dengue no estado. Mas a população precisa aderir à campanha”, destaca Sezifredo.

Além das unidades de saúde, a campanha está sendo levada às escolas, universidades, igrejas, espaços comunitários, empresas, tiro de guerra, entre outros locais que concentram principalmente os jovens entre 15 e 27 anos, população alvo da campanha em 28 cidades paranaenses. Em alguns municípios. equipes volantes estão vacinando também em supermercados e locais de grande circulação de pessoas, como em Paranaguá, que deve atingir a população entre 9 e 44 anos.

O diretor ressalta que, apesar de todos os esforços do governo, grande parte da população que tem direito à vacina gratuita ainda não aderiu à campanha. “A vacina é uma estratégia a mais para evitar novas epidemias de dengue nesses municípios que concentram os casos da doença no Paraná, mas é necessário que a população seja imunizada antes do início da curva epidêmica”, afirma.

20 ANOS DE ESTUDO – A vacina que está sendo aplicada na população é a única aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no Brasil, até o momento. É produzida pela farmacêutica Sanofi Pasteur. Ao todo, a vacina tem três doses, que devem ser aplicadas com intervalo de seis meses cada. Após a primeira dose, já há proteção, mas é essencial que a população complete o esquema vacinal para assegurar o equilíbrio e a durabilidade da proteção.

De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide Oliveira, a vacina é segura e protege contra os quatro tipos de vírus circulantes da dengue no País. “A vacina tem eficácia global de 66% e com a vacinação de uma parcela da população conseguimos reduzir a circulação viral e diminuir o impacto da doença em nosso estado. Hoje podemos finalmente dizer que a dengue entra no rol de doenças preveníveis”, afirmou.

Estudos epidemiológicos apontam que, em cinco anos, a vacinação em massa pode reduzir em até 74% o número de casos de dengue nas cidades contempladas. Estima-se ainda que a medida diminua em 80% o número de hospitalizações e em 93% o número de casos graves da doença.

Só na aquisição desta primeira dose, o Estado investiu cerca de R$ 50 milhões. Esta é a primeira campanha pública de vacinação contra a dengue das Américas. O primeiro local a fazer campanha de vacinação contra a dengue na rede pública foi as Filipinas, em fevereiro deste ano, com a imunização de crianças.

Fonte: http://maringa.odiario.com/

Microagulhas prometem acabar com a dor na hora de tomar vacina

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Desde que as agulhas hipodérmicas foram desenvolvidas, no século 19, a tecnologia de injeção de substâncias no corpo pouco mudou. Elas ficaram mais finas e curtas, mas continuam assustadoras para muita gente, principalmente crianças. Dependendo de como se aplica, de fato podem ser dolorosas e provocar hematomas, pois atingem o tecido subcutâneo, onde estão nervos e vasos sanguíneos. Mas, no futuro próximo, a frase “é só uma picadinha de mosquito” poderá se tornar realidade. Com materiais nanométricos, cientistas estão desenvolvendo microagulhas para aplicação de medicamentos e vacinas. Como um adesivo, são colocadas na pele e retiradas rapidamente, sem provocar nenhum desconforto.

Há duas décadas pesquisando as microagulhas, um dos maiores especialistas no assunto, o engenheiro biomolecular Mark Prausnitz, do Instituto de Tecnologia dA Geórgia, nos Estados Unidos, acredita que passou da hora de abolir o método de aplicação tradicional. “Para uma substância ser dissolvida no organismo e chegar à corrente sanguínea, ela tem de atravessar a barreira superficial da pele, que é muito fina; a espessura corresponde a mais ou menos um décimo de um fio de cabelo humano. Então, a agulha hipodérmica realmente é um exagero. Nós podemos usar algo muito menor”, defende.

Prausnitz lembra que, há tempos, os engenheiros eletrônicos sabem como reduzir aparelhos diversos em níveis nanométricos. “Já tínhamos o conhecimento tecnológico para fazer coisas bem pequenas. Então, pegamos isso e adaptamos para construir microagulhas”, diz. Em seu laboratório, ele desenvolveu, recentemente, um adesivo para imunizar contra sarampo. Trata-se de um pequeno curativo contendo 100 microagulhas com 0,5mm de tamanho. Visto sob uma lupa, a superfície assemelha-se a um tapete pontilhado.

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Cada ponto é uma agulhinha feita de vacina seca (o líquido é desidratado e fica como um pó), açúcar, polímeros e alguns outros ingredientes. As moléculas de polímero, explica Prausnitz, são cadeias longas de grupos atômicos repetidos. Graças a isso, as microagulhas não se curvam nem se quebram antes de entrar na pele. Já os outros componentes ajudam a manter a imunização estável. Assim que o adesivo é colocado no corpo, as agulhas entram na pele e dissolvem o material nos fluidos da própria epiderme. Isso faz com que a substância seja alcançada pelas células do sistema imunológico, desencadeando o processo de proteção. Já o polímero é totalmente descartado pela urina. O adesivo deve ficar na pele por 15 minutos.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/

OMS recomenda vacinação pública contra a dengue em países com alto número de casos da doenças

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou parecer favorável à inserção da vacina contra a dengue nos programas de imunização de países onde há alta incidência da doença. A expectativa é a de que, em 30 anos, a vacinação sistemática de crianças a partir de 9 anos reduza os casos sintomáticos e a hospitalização decorrente da enfermidade entre 10% a 30%.

De acordo com o position paper, os estudos realizados até o momento sugerem que os melhores resultados em termos de saúde pública são obtidos quando a soroprevalência no público-alvo é superior a 70%. Caso o índice esteja entre 50% e 70%, haverá impacto positivo, porém mais discreto. Abaixo disso, a imunização não é recomendada. O motivo é a menor eficácia do imunobiológico em pessoas que não tiveram contato prévio com o vírus.

O documento ressalta, ainda, que a vacinação contra deve ser parte de um complexo plano de combate à dengue, que inclua um sistema de vigilância epidemiológica bem estruturado, ações para evitar a proliferação do mosquito, bem como profissionais e estruturas hospitalares capazes de atender às necessidades dos doentes.

A Dengvaxia®, fabricada pelo laboratório francês Sanofi-Pasteur, é a primeira vacina contra a dengue a chegar ao mercado. Licenciada para uso em pessoas de 9 a 45 anos, ela demonstrou nos testes clínicos eficácia de 65.6% contra os quatro sorotipos do vírus e mostrou-se capaz de reduzir em até 80% o total de episódios graves da doença.

O esquema vacinal é de três doses, com intervalo de seis meses entre cada uma. Por se tratar de uma vacina atenuada, é contraindicada a gestantes e pessoas com algum comprometimento do sistema imunológico.

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Apesar de não licenciada para maiores de 45 anos, a OMS afirma que a vacinação do grupo pode ser considerada por autoridades de regiões onde a incidência de dengue no faixa-etária é elevada. A orientação não vale para os menores de 9 anos.

Fonte: http://sbim.org.br/

Vacina contra dengue já pode ser comercializada no Brasil

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Após sete meses registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a vacina contra a dengue já pode ser comercializada no Brasil. O Comitê Técnico Executivo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) determinou que o preço da Dengvaxia, como é chamada a vacina da Sanofi Pasteur, vai variar entre R$ 132,76 e R$ 138,53, dependendo do ICMS adotado em cada estado.

O valor estipulado é o que será pago ao fabricante por clínicas, hospitais e distribuidores e deve ser bem diferente do que será cobrado do consumidor final. “Os valores para um mercado privado não refletem o que vai ser praticado. As clínicas tem taxa de aplicação, tem tributação da clínica, tem que pagar sua estrutura. Esse preço é muito longe do que o mercado vai trabalhar para o consumidor final. Esse é o preço de fábrica que a Sanofi vai colocar no comércio”, explicou Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações.

De acordo com o infectologista, o produto é um avanço, considerando que o Brasil vivencia há muitos anos um grande problema de saúde pública devido ao vírus da dengue. Em 2016, até 11 de junho, mais de 1,3 milhão de pessoas tiveram dengue em todo o país e 318 pessoas morreram em decorrência da infecção pelo vírus.

Fabricada pela empresa francesa Sanofi Pasteur e registrada no Brasil desde dezembro de 2015, a Dengvaxia é a primeira vacina desenvolvida contra a dengue no mundo e só precisava da determinação do valor de fábrica para poder ser vendida. Segundo a Anvisa, a demora ocorreu devido ao ineditismo do produto, já que normalmente a estipulação de preços leva em conta outros produtos semelhantes no mercado.

O imunizante é indicado para pessoas entre 9 e 45 anos, deve ser aplicado em três doses com intervalo de seis meses entre elas. O fabricante garante proteção contra os quatro tipos do vírus da dengue. Segundo os estudos, a proteção é de 93% contra casos graves da doença, redução de 80% das internações e eficácia global de pouco mais de 60% contra todos os tipos do vírus. A capacidade de produção do laboratório é de 100 milhões de doses por ano.

Para Kfouri, a eficácia da vacina é satisfatória e segue o padrão de vacina como a contra varicela e contra o rotavírus, que evitam completamente cerca de 60% dos casos das doenças, mas tem um impacto maior na redução de casos graves, que poderiam levar a hospitalizações e à morte.

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Apesar de poder ser comercializada em todo o Brasil, ainda não há determinação sobre se a Dengvaxia será utilizada na rede pública. Para isso, o Ministério da Saúde deve fazer estudos sobre o custo/benefício da compra e distribuição do produto e de qual seria a estratégia de aplicação para ter impacto em termos de saúde pública.

Para Renato Kfouri, a decisão do Ministério da Saúde de não adotar imediatamente a vacina é adequada, já que um programa nacional de imunização requer uma visão ampla de como a doença se comporta e de quais seriam as estratégias de aplicação.

“A vacina tem eficácia de cerca de 60% contra os quatro tipos de dengue, mas em termos de saúde pública, para conseguir atingir esses números, quantas pessoas teríamos que vacinar? Todas de nove a quarenta e cinco? Crianças entre nove e dez anos? Adultos? Quem devo vacinar? Que quantidade de vacinas tenho a oferecer? Quantas seriam necessárias para um bom impacto? Com quantos indivíduos vacinados terei impacto?”, questionou o especialista.

Ele ressalta ainda que as estratégias de vacinação em adultos costumam ser bem menos eficazes do que as que têm como público alvo as crianças, já que a adesão é frequentemetne menor.

Desta forma, como uma ação individual, de quem pode pagar, a vacina é uma boa estratégia de prevenção, porém, para a introdução em um programa de imunizações são necessários estudos mais aprofundados. “Em nível de saúde individual, em clínica privada, é um ganho enorme, revoluciona, mas a posição do Ministério da Saúde foi cautelosa e adequada”, pontuou Kfouri.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/

Canadá vai fazer primeiro teste em humanos de vacina contra zika

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Uma universidade canadense anunciou na terça-feira que vai realizar o primeiro teste do mundo em seres humanos de uma vacina contra o zika, enquanto as autoridades de saúde lutam para combater esse vírus que se espalha rapidamente.

A vacina contra o zika que está sendo desenvolvida será administrada em humanos “nos próximos dias”, disse em um comunicado a Universidade Laval, sediada na cidade de Quebec.

“Estamos muito orgulhosos de fazer parte da primeira equipe internacional do mundo a completar todas as etapas do processo de regulamentação”, disse Gary Kobinger, doutor em microbiologia e professor de medicina na universidade, que está supervisionando o estudo.

Kobinger observou que o desenvolvimento da vacina contra o zika foi autorizado pela Food and Drug Administration (FDA), agência americana que regula medicamentos, e pelo Health Canada, departamento do governo canadense responsável pela saúde pública. Até agora, as vacinas foram testadas em ratos.

O zika vírus é transmitido principalmente por mosquitos, e não existe nenhum tratamento ou vacina para combatê-lo. O vírus, que é capaz de causar malformações graves em fetos de mulheres grávidas infectadas, se espalhou rapidamente pela América Latina.

Kobinger, uma autoridade mundial em vacinas, é pesquisador no CHU, um centro hospitalar vinculado à Universidade Laval. O CHU está conduzindo o estudo em colaboração com dois centros dos Estados Unidos.

“O CHU da Universidade de Laval é um dos três centros de pesquisa líderes envolvidos no estudo de vacinas, e estamos muito orgulhosos disso”, disse Gertrude Bourdon, presidente do CHU.

Mais de uma dúzia de empresas farmacêuticas, incluindo a francesa Sanofi e a indiana Bharat Biotech, estão trabalhando no desenvolvimento de uma vacina contra o zika, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A OMS previu um crescimento acentuado do surto de zika nas Américas, com até quatro milhões de pessoas infectadas.

No Brasil, o país mais afetado pelo vírus, mais de 1,5 milhão de pessoas já foram infectadas.

Fonte: http://istoe.com.br/

OMS pede atuação de todos os países contra a hepatite viral

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Genebra – A hepatite viral causa a cada ano 1,45 milhão de mortes, por isso a Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu nesta quarta-feira que todos os países atuem contra a doença reforçando a pesquisa e o acesso ao diagnóstico e aos tratamentos.

Por conta do Dia Mundial sobre a Hepatite, comemorado em 28 de julho, a OMS quis fazer uma chamada para que a doença, que causa mais mortes por ano do que a Aids, a tubercolose e a malária, deixe de ser ignorada.

“Seguindo nossa estratégia, acreditamos que se melhorasse a prevenção e os tratamentos, evitaríamos cerca de sete milhões de mortes para 2030”, disse em entrevista coletiva o diretor do programa da OMS contra a hepatite, Stefan Wiktor.

A hepatite é a inflamação do fígado, provocada na maioria dos casos por uma infecção causada por cinco vírus principais: A, B, C, D, E.

Enquanto A e E são contraídas pela ingestão de água ou comida contaminada, a B, C e D são contraídas através de fluidos corporais, do sangue (compartilhando seringa, por exemplo) ou por via sexual.

Suas variantes mais perigosas são B e C, que atingem cerca de 400 milhões de pessoas no mundo, das quais entre 20% e 30% terminam por desenvolver cirrose ou câncer de fígado.

Enquanto o tipo B pode ser evitado com uma vacina (só existe vacina para A e B), não existe imunização para a hepatite C.

No entanto, a C se pode ser curada totalmente com remédios, enquanto para a B o tratamento é para a vida, já que a infecção é eliminada, mas o vírus se mantém no corpo.

Segundo a OMS, a hepatite não recebe toda a atenção que requer para sua erradicação devido à dificuldade de explicar a mortalidade associada à doença, principalmente pela variedade de tipos que existem.

Além disso, as vias de contágio são diferentes em cada caso e as mortes normalmente ocorrem décadas após contrair a infecção.

Além disso, em muitas ocasiões, quando a pessoa falece por cirrose ou câncer de fígado, nem sempre é estabelecida uma relação com a hepatite.

Para Wiktor, o problema radica também porque trata-se de uma doença “silenciosa”.

“As infecções na maioria dos casos são assintomáticas. Com os tipos B e C, quando se vai ao médico por dores, anos ou décadas depois, já se desenvolveu uma cirrose ou um câncer. Nesse momento é quando muita gente é diagnosticada”, explicou o especialista.

“Isto mostra a falta de conscientização e de oportunidades para fazer um exame. O diagnóstico é simples, só é necessária uma amostra de sangue”, acrescentou.

Neste sentido, Wiktor ressaltou não só a importância de se concentrar nos tratamentos, mas também nas campanhas de prevenção e sensibilização, ao assegurar práticas seguras nos centros sanitários e fomentar a vacinação.

A Assembleia Mundial da Saúde aprovou em maio pela primeira vez uma estratégia para tratar até 2020 8 milhões de pessoas com hepatite B ou C.

Para 2030, a organização fixou como objetivo reduzir as novas infecções da doença em 90% e as mortes ligadas à mesma em 65%.

Atualmente e graças à inclusão dos fármacos contra os tipos A e B nas cartilhas de vacinação, 82% das crianças no mundo estão imunizadas contra ambos tipos da doença.

Fonte: http://exame.abril.com.br/

Brasil enviará 2, 5 milhões de doses de vacina para a África

O Brasil fechou um acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para abastecer uma campanha inédita de vacinação contra a febre amarela na África. O governo brasileiro enviará 2,5 milhões de doses que farão parte de um plano internacional para frear o surto da doença a partir de julho. A agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) também apontou que o governo brasileiro indicou que poderia até mesmo ampliar a oferta, com um total de 5 milhões de doses em um segundo momento.

A partir do final deste mês, a OMS iniciará um plano para vacinar 15 milhões de pessoas na República Democrática do Congo e em Angola. Para isso, a entidade lançou um apelo para coletar doações de governos no valor de US$ 20 milhões e, assim, completar os recursos avaliados em US$ 14 milhões já existentes nos cofres da entidade.

Desde o início do ano, 14 milhões de pessoas já foram vacinadas e, até o final de 2016, a meta é de chegar a 30 milhões de pessoas. “Isso é sem precedentes”, disse Bruce Aylward, diretor da OMS para Epidemias.

Em dezembro, a OMS registrou os primeiros casos de febre amarela em Luanda, o que deixou a entidade alarmada diante do risco de uma proliferação em centros urbanos de uma doença que estava concentrada apenas em áreas rurais. Nas avaliações internas da entidade, o risco era de que o número de pessoas contaminadas poderia ser sem precedentes e em uma das regiões mais pobres do mundo.

Desde então, 3,5 mil casos foram registrados no país, com cerca de 300 mortes. Nos últimos três meses, o Congo já somou 1,3 mil casos de febre amarela, com 75 mortes. Segundo os dados da OMS, o número de caso caiu nas últimas semanas diante da chegada do inverno no Hemisfério Sul.

Mas, para Aylward, se o surto não for congelado imediatamente, existe um forte risco de que ganhe outros países africanos. “Se não fizermos essa ampla campanha de vacinação, o risco é de que tenhamos uma explosão no número de casos a partir de setembro e em certos urbanos”, alertou.

Diante da emergência do caso, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, pediu ao Brasil para que avaliasse a capacidade de abastecer os estoques internacionais, já que são apenas quatro o número de empresas que produzem a vacina.

“A resposta foi positiva e estamos muito impressionados com a postura do Brasil”, disse Aylward. “Em casos de surtos mundiais, os países normalmente fecham seus estoques para se proteger e garantir o abastecimento a sua população. Mas o Brasil decidiu ampliar sua produção e é exatamente isso que outros países devem fazer.”

Segundo ele, parte do envio brasileiro será uma doação e parte será comprada. “Estamos negociando isso neste momento”, indicou.

Em sua avaliação, a dose da vacina brasileira é “especialmente valiosa” por ser capaz de ser fracionada em duas e, ainda assim, atender à exigência de imunização. Por causa da falta de produtos no mercado, a OMS vai dar apenas metade de uma dose em determinadas regiões, na esperança de atingir o máximo número de pessoas possível até o fim de agosto.

Fonte: http://istoe.com.br/

Casos de câncer associados ao HPV estão em ascensão nos EUA

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O número de casos de câncer associados ao vírus do papiloma humano (HPV) está em ascensão nos Estados Unidos, atingindo cerca de 39 mil pessoas a cada ano, revelou um relatório das autoridades sanitárias americanas nesta quinta-feira (7).

A estimativa, feita pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), abrangeu o período de 2008 a 2012 e mostrou um aumento em relação aos pouco mais de 33 mil casos anuais observados entre 2004 e 2008.

Cânceres relacionados ao HPV costumam aparecer nas regiões genitais de homens e mulheres, assim como na cabeça, no pescoço e na garganta.

Os cânceres descritos no relatório incluem cerca de 11,7 mil casos de câncer de colo de útero em mulheres e mais de 12,6 mil casos de câncer bucal entre os homens.

Nos Estados Unidos, as vacinas para prevenir o HPV, que é uma infecção transmitida sexualmente, estão disponíveis para meninos e meninas a partir dos 11 anos de idade.

No entanto, muitos adolescentes americanos não recebem a vacina, que deve ser tomada em três doses.

Em 2014, no grupo das meninas de entre 13 e 17, 60% tinham recebido uma dose, e 40% tinham tomado as três doses, segundo o relatório.

Entre os meninos, a taxa de vacinação foi ainda mais baixa, com 42% tendo recebido uma dose, e 22% as três doses.

No Brasil, a vacina é oferecida de modo permanente na rede pública para meninas de entre 9 a 13 anos, e deve ser tomada em duas doses.

“Os cientistas do CDC ressaltam que 28,5 mil casos de câncer causados pelo HPV poderiam ser evitados com a vacina contra o vírus”, informou a agência federal americana.

O relatório ressalta, ainda, a importância do exame preventivo do câncer do colo do útero (teste Papanicolau) para detectar lesões antes que elas se transformem em câncer.

Fonte: http://g1.globo.com/

Segurança das vacinas

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O desenvolvimento de uma vacina segue altos padrões de exigência e qualidade em todas as suas fases, o que inclui a pesquisa inicial, os testes em animais e humanos sob rigoroso protocolo de procedimentos éticos, até o processo de avaliação de resultados pelas agências reguladoras governamentais.

No Brasil, o órgão responsável pela avaliação dos resultados de segurança e eficácia de uma vacina e seu registro é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Anvisa, por meio da Resolução (RDC) n. 55, de 16 de dezembro de 2010, estabelece os requisitos mínimos para o registro de produtos biológicos, entre eles as vacinas. As fases de desenvolvimento exigidas por essa RDC são semelhantes às exigidas pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC). São elas:

Fase exploratória ou laboratorial: Fase inicial ainda restrita aos laboratórios. Momento em que são avaliadas dezenas e até centenas de moléculas para se definir a melhor composição da vacina.
Fase pré-clínica ou não clínica: Após a definição dos melhores componentes para a vacina, são realizados testes em animais para comprovação dos dados obtidos em experimentações in vitro.
Fase clínica: Segundo a Agência de Medicina Europeia (EMA), um estudo ou ensaio clínico é “Qualquer investigação em seres humanos, objetivando descobrir ou verificar os efeitos farmacodinâmicos, farmacológicos, clínicos e/ou outros efeitos de produto(s) e/ou identificar reações adversas ao(s) produto(s) em investigação, com o objetivo de averiguar sua segurança e/ou eficácia”. Esta etapa é dividida em outras três:
Fase 1: É a primeira avaliação do produto e tem como objetivo principal analisar a segurança e se induz alguma resposta imunológica. O grupo de voluntários costuma ser pequeno, de 20 a 80 pessoas — em geral, adultos saudáveis.
Fase 2: Nesse momento, o objetivo é avaliar a eficácia e obter informações mais detalhadas sobre a segurança. O número de pacientes que participa é de algumas centenas.
Fase 3: Aqui, o objetivo é avaliar a eficácia e a segurança no público-alvo, aquele ao qual se destina a vacina, ou seja, se ela realmente protege da doença. O número de voluntários aumenta, chegando a milhares
Fase 4: Após a aprovação pela Anvisa, o laboratório obtém o registro que o autoriza a produzir e distribuir a vacina em todo o território nacional. Como os estudos clínicos são realizados com um número de pessoas inferior ao que receberá a vacina, o laboratório continua acompanhando os resultados, a exemplo do que ocorre com outros medicamentos. O objetivo é monitorar a ocorrência dos eventos adversos.
Essas fases são conduzidas pelo laboratório fabricante e os resultados, quando demonstradas a eficácia e segurança da vacina, passam a integrar um dossiê que é encaminhado para a apreciação da Anvisa.

Esse acompanhamento também é realizado pelo Ministério da Saúde, por meio do Sistema de Vigilância de Eventos Adversos Pós-vacinação (EAPV) do Programa Nacional de Imunizações (PNI). O objetivo é quantificar e qualificar os eventos adversos para não haver dúvidas de que os riscos de complicações graves causadas pelas vacinas são nulos ou muito menores que os oferecidos pelas doenças contra as quais elas oferecem proteção.

Como existem sistemas de vigilância em diversos países, surgiu a necessidade de se estabelecer protocolos e definições uniformizadas, que permitam a comparação dos eventos adversos e outras informações a eles relacionadas. Para suprir esta necessidade, especialistas em segurança de vacinas organizaram o grupo Brighton Collaboration, que atualmente conta com a participação de mais de 3.100 pessoas de 124 países e já concluiu o processo de uniformização da definição de casos de 23 EAPV.

Todo esse cuidado é para garantir que o melhor produto seja disponibilizado à população, possibilitando, assim, a prevenção, o controle e até mesmo a erradicação de doenças, caso das vacinas contra varíola e poliomielite.

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Fonte: familia.sbim.org.br/