7 coisas que toda gestante tem que saber sobre zika

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São Paulo – Conforme aumenta o surto de casos notificados de microcefalia em bebês no Brasil, cresce o temor das gestantes com relação aos riscos apresentados pelo zika vírus. Entre 2015 e 2016, já são mais de 4,7 mil suspeitas da malformação em crianças brasileiras, provavelmente associadas à expansão do vírus.

Sem vacina ou cura conhecida pela ciência, o governo brasileiro tenta mitigar os efeitos da epidemia concentrando esforços no combate ao Aedes aegypti.

A população de risco fica à mercê de prevenções alternativas para se proteger das contaminações. As dúvidas, principalmente de gestantes, ainda são muitas: quais as melhores formas de prevenção? O que fazer se o mosquito me pegar? Se tiver zika é certeza que meu filho terá problemas?

Para apresentar as melhores formas de prevenção e desmascarar alguns mitos com relação ao zika durante a gravidez, EXAME.com consultou especialistas para formular respostas — ou, ao menos, dizer o que já se sabe nesse sentido.

Veja a lista a seguir, elaborada com a ajuda de Jessé Alves Reis, coordenador do Ambulatório de Medicina do Viajante do Hospital Emílio Ribas, e José Paulo Pereira Júnior, gerente da Área de Atenção Clínico-Cirúrgica à Gestante do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).

1) Prevenir é o melhor remédio

Em prevenção, dois pontos precisam ser levantados. Um deles é a transmissão do zika por contato sexual.

Os Estados Unidos, através do serviço de saúde de Dallas, no Texas, divulgaram o registro com o caso de uma pessoa infectada após se relacionar com alguém que voltava da Venezuela. Como há a possibilidade de contaminação, gestantes devem usar preservativo em qualquer relação sexual.

Mas a principal preocupação deve ser, sem dúvida, evitar a picada do mosquito.

Começando pela casa, é fundamental manter a organização e eliminar quaisquer focos próximos de criadouros de mosquitos. Uma vistoria completa e chamar a atenção de vizinhos com relação à prevenção são mais que válidos.

Instalar mosquiteiros nas janelas é bastante eficaz — tê-los também no entorno da cama aumenta a proteção durante a madrugada. Inseticidas em spray e de tomada são bem vindos em locais ventilados.

Caso haja terrenos baldios, imóveis abandonados ou moradores da região que não colaboram em extinguir os focos, é recomendado que se procure a fiscalização das prefeituras. Em horários de alta concentração de mosquitos, como o período da noite e início da manhã, a atenção deve redobrar.

Apesar de o calor do verão dificultar o uso, vale priorizar as roupas compridas, reforçadas em mangas e pernas. Para as partes expostas, o uso de repelentes de insetos é necessário.

2) Não importa qual o repelente, contanto que se use corretamente

Qualquer repelente aprovado pela Anvisa ajuda na prevenção às picadas, mas a gestante deve estar atenta ao tempo de permanência na pele. Os três mais comuns são Icaridina, DEET, IR 3535.

“Icaridina tem o tempo de ação mais longo, de acordo com o fabricante, que pode durar até 10 horas na pele”, diz Jessé Alves Reis, do Emílio Ribas. “É fundamental lembrar sempre que esse tempo de duração é em situação ideal. Em momentos de transpiração alta, muito calor, é preciso reaplicar com mais frequência.”

Ler as instruções no rótulo do produto é obrigatório para que a eficiência seja assegurada e não haja tempo de exposição ao mosquito.

3) Viajar não está proibido, mas é melhor adiar

Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde não chegaram a proibir viagens de gestantes para regiões mais afetadas pelo surto de zika, mas recomendam precaução.

Cientistas, porém, divergem sobre o assunto. O CDC (Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos) é um dos órgãos que abertamente desencoraja as viagens — principalmente de gestantes — a países com surto de zika.

“Vale realmente a pena fazer a viagem? É preciso conversar com o seu médico e pensar em adiar até que se tenha um plano mais claro do que está acontecendo”, afirma Reis, do Emílio Ribas.

4) Não adianta fazer exames periódicos para monitorar o zika

O exame diagnóstico que já foi desenvolvido para o zika vírus é inútil sem a presença de sintomas, então não há motivo para fazer exames preventivos. Além de só detectar o problema na fase aguda, 80% dos casos de zika são assintomáticos.

“Infelizmente, o único teste que temos no momento, chamado RT-PCR, só é eficaz nos primeiros 5 a 16 dias de sintomas”, afirma José Paulo Pereira Júnior, da Fiocruz. ”Ainda não temos sorologias [exames laboratoriais] confiáveis que possam rastrear se o zika esteve no corpo em algum momento, nem se está em quantidade para causar malformação.”

Segundo Pereira Júnior, no futuro, quando estes exames laboratoriais estiverem aprimorados, esta pode ser uma estratégia para combater ocorrências de microcefalia.

5) Quem teve zika (muito provavelmente) pode engravidar

Em geral, após contrair uma doença viral e se curar, o corpo produz anticorpos por toda a vida. O “senso comum” da medicina acredita que o mesmo acontece para o zika. O problema é que a ciência ainda não sabe o quanto é necessário de vírus para desencadear casos de microcefalia, nem quanto tempo essa quantidade leva para sair do corpo da paciente.

A estimativa dos órgãos médicos, até o momento, é de que o zika demora cerca de 16 dias para ser eliminado do corpo. Como não há comprovação do ponto de vista definitivo, médicos e cientistas chegaram a essa conclusão colocando como referência o funcionamento de outras doenças virais, como a rubéola, sífilis e toxoplasmose.

Ambas causam malformação congênita, assim o zika parece fazer. Em nenhum caso, porém, há precedentes de microcefalia em pessoas que tiveram a doença antes da gravidez.

6) Os três primeiros meses de gravidez são mais críticos, mas, depois, não pode relaxar

“Os efeitos de infecções virais sempre são mais preocupantes nesse período, porque é a fase de multiplicação das células e formação dos órgãos”, diz José Paulo Pereira Júnior, da Fiocruz. “No modelo hipotético, é pior. Mas, por ser uma doença nova e não conhecermos todas as nuances, é necessário se proteger a todo o tempo.

“Não pode esmorecer nos cuidados, pois não se sabe o quanto a infecção pode ser prejudicial em momentos específicos da gravidez”, afirma.

7) Pegar o zika enquanto está grávida não significa certeza de que o bebê terá microcefalia

O maior pesadelo de uma gestante nesse cenário é ser diagnosticada com a zika. Mas antes de se desesperar, é necessário saber que não são 100% dos casos de mulheres que contraíram o vírus que geraram bebês com malformação. Essa proporção ainda é desconhecida pela ciência e está em estudo.

Pereira Júnior, da Fiocruz, atende 43 mulheres grávidas que foram comprovadamente diagnosticadas com o zika em seu consultório. A proporção de bebês com malformação é alta, mas sua amostragem não é suficiente para comprovar algo.

“Do ponto de vista técnico, só consigo falar de depois de comparar grupos doentes com saudáveis por anos, entendendo as regras de cada situação. Estudos como este começaram a ser feitos agora”, diz. “Daqui um ano ou dois que teremos esses números.”

É importantíssimo estar atenta aos sintomas: os efeitos mais comuns do vírus no corpo são febres intermitentes e moderadas, vermelhidão nos olhos por conjuntivite, dores no corpo e articulações, além das características manchas vermelhas na pele. Se houver qualquer desconfiança, é necessário procurar os serviços de saúde.

“Uma vez contraído o vírus, não há muito mais o que fazer — é acompanhar para ver se esse criança será afetada”, diz Jessé Alves Reis, do Emílio Ribas. “É difícil cravar qualquer estimativa, pois não sabemos quantas pessoas contraíram e não tiveram nada, não sabemos a proporção de mulheres infectadas que efetivamente passaram pelo problema adiante.”

EXTRA: Depois do nascimento, crianças não podem desenvolver malformação por conta do zika vírus

Em crianças pequenas e idosos, essa família de vírus pode causar eventos mais sérios que em adultos, como febre, comprometimento do fígado, etc.”, disse Ralcyon Texeira, supervisor do Pronto Socorro do Hospital Emílio Ribas, em entrevista a EXAME.com.

Texeira destaca que é completamente falso o boato que corre na internet sobre a possibilidade de crianças já nascidas, e até os 7 anos de idade, contraírem microcefalia se infectadas com o zika vírus.

“Não haverá qualquer tipo de malformação”, diz. “Isso é completamente falso.”

 

Fonte: exame.abril.com.br

VSR: proteja o seu filho desse vírus

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Ele é figura carimbada na lista dos vírus que mais atacam a garotada nos primeiros anos de vida. Quando se trata de doenças respiratórias, é o campeão. Estamos falando do vírus sincicial respiratório, também conhecido como VSR. “Até os 2, 3 anos, cerca de 90% das crianças já tiveram contato com o vírus”, estima a pediatra Sandra Vieira, professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Considerando os pequenos que já completaram o quinto aniversário, a prevalência é de 100%.


Entre os males que o VSR pode gerar estão a pneumonia e a bronquiolite. “O vírus causa infecção do aparelho respiratório inferior, o que leva à diminuição do diâmetro dos bronquíolos – que são ramificações dos brônquios, por onde passa o ar que respiramos”, esmiúça Sandra Vieira. Com isso, a respiração fica difícil e sintomas como tosse, febre, chiado no peito e até dificuldade para mamar podem dar as caras.


A boa notícia é que a maior parte das crianças não enfrenta esses problemas quando tem o primeiro contato com o vírus sincicial respiratório. Quem está mais exposto a essas complicações são os pequenos que contraem o VSR nas seis semanas iniciais de vida, os prematuros, bebês que possuem doenças crônicas pulmonares ou cardíacas e aqueles com baixa imunidade. “Nesses casos, o risco de hospitalização e até morte é bem maior”, alerta o pediatra e infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).


Primeiro semestre

Dados oficiais do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe apontam que, aqui no Brasil, o período em que o VSR mais gosta de circular é entre janeiro e junho. Nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, isso acontece com maior intensidade de abril a maio; já no Sul, o pico ocorre durante os meses de junho e julho. Não há dados disponíveis para a Região Norte.


Prevenção, diagnóstico e tratamento


Quando procurar o médico

Um ou dois dias antes de os sintomas típicos da infecção por VSR aparecerem é comum que o pequeno apresente um quadro de resfriado, com espirros, coriza, tosse e febre. Por isso, fique esperto! “Os pais devem procurar o pediatra ou um serviço de saúde quando a criança manifestar sinais de desconforto para respirar, como ‘cansaço’, dificuldade para mamar (ou se alimentar) e chiado no peito”, orienta a professora da USP. Também vale uma visita ao médico se o seu filho estiver muito abatido ou tiver febre muito alta e persistente.


Como saber se é VSR

Identificar um quadro de infecção pelo vírus sincicial respiratório não é difícil. “O diagnóstico é clínico. Se a criança tem pouca idade e apresenta um problema respiratório, há grande probabilidade de a causa ser o VSR”, conta Kfouri. No caso dos pequenos que estão internados ou em situações mais graves, é coletada uma amostra de secreção do nariz, a partir da qual o vírus é detectado.


Transmissão

O VSR se dissemina de pessoa para pessoa, por meio do contato com secreções infectadas, como gotículas de saliva ou espirros.


Tem tratamento?

Uma vez infectado pelo VSR, não há medicamentos que podem ser usados para combater o vírus. A boa notícia é que a maioria dos casos evolui para a cura completa espontaneamente. “Em geral, leva uns 15 dias até que isso ocorra”, relata o vice-presidente da SBIm. Nos quadros graves, os bebês hospitalizados podem receber tratamentos de apoio, como oxigênio e soro.


A imunização

Não existe uma vacina contra o VSR, mas está disponível na rede pública de saúde e em clínicas particulares um medicamento chamado Palivizumabe, que age por um mecanismo de imunização passiva. Ao contrário da vacina, que estimula a produção de anticorpos pelo organismo, o Palivizumabe é composto por anticorpos artificiais, que protegem somente quando a criança recebe a dose.


Ela é indicada para os pequenos mais vulneráveis às complicações do VSR, caso dos prematuros e dos portadores de doenças crônicas cardíacas e pulmonares. Mesmo assim, é necessária a avaliação de um médico. As doses devem ser aplicadas uma vez ao mês, nos períodos de circulação do vírus sincicial respiratório, de acordo com cada região.


Outros cuidados

Além da imunização, é importante adotar outras medidas a fim de prevenir que recém-nascidos (e os maiores) sofram com o VSR. Entre elas estão:


Lavar as mãos antes de tocar no bebê;
Não expor o pequeno ao cigarro, já que a fumaça irrita as vias respiratórias e abre portas para que o vírus faça estrago;
Não levar o filhote a locais com muitas pessoas, como shoppings e festas;
Evitar o contato com crianças e adultos que estejam gripados ou resfriados;
Manter a amamentação exclusiva até os 6 meses de vida. Afinal, é por meio do leite materno que o pequeno recebe anticorpos e fica protegido de ameaças.

Invenção simples e barata salva a vida de mais de 150 mil prematuros

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Mais de 150 mil bebês prematuros tiveram suas vidas salvas por uma invenção extremamente simples. Trata-se do Embrace, uma bolsa que, com princípios extremamente básicos da Física, consegue manter aquecido o prematuro.

Criado por uma turma de MBA da Universidade de Stanford, o Embrace é um envelope preenchido com um tipo de material gelatinoso que pode ser aquecido tanto com eletricidade como com água quente. E o melhor: demora pouco, entre 10 a 15 minutos para manter o bebê aquecido por seis horas.

“Nós queremos ajudar muitos bebês foram mais de 150 mil até o momento, mas o objetivo é que nós possamos chegar a um milhão. O problema, como corre em vários outros projetos, é que nós não temos o financiamento necessário ainda”, afirma Jane Chen, uma das criadoras da bolsa.

A grande solução apresentada pela simplicidade do Embrace é seu custo de produção de apenas US$ 200. O valor é bastante inferior ao que tem de ser gasto para a confecção de uma incubadora padrão. Assim, mais bebês prematuros de origem pobre terão chances maiores de sobreviver. Simples, inovador e salvador.

Varicela: Transmissão da catapora se dá entre 1 a 2 dias antes das lesões

Doença varicela é facilmente transmitida para outras pessoas, principalmente crianças. Cuidados incluem afastamento de locais públicos

A varicela (catapora) é uma doença infecciosa, altamente contagiosa, mas geralmente benigna, causada pelo vírus Varicela-Zoster. O problema se manifesta com maior frequência em crianças e com incidência no fim do inverno e início da primavera.

Uma vez adquirido o vírus, a pessoa fica imune. No entanto, esse vírus permanece em nosso corpo a vida toda e pode ser reativado e causar o Herpes-Zoster, conhecido também como cobreiro.

Vacina Varicela e Catapora em Maringá na IC Vacinas

Vacina Varicela e Catapora em Maringá na IC Vacinas

Transmissão

A catapora é facilmente transmitida para outras pessoas. O contágio acontece através do contato com o líquido da bolha ou pela tosse, espirro e saliva ou por objetos contaminados pelo vírus.

O período de incubação é de 4 a 16 dias e a transmissão se dá entre 1 a 2 dias antes do aparecimento das lesões de pele e até 6 dias depois, quando todas as lesões estiverem na fase de crostas. Deve-se afastar a criança da creche ou escola por 7 dias, a partir do início do aparecimento das manchas vermelhas no corpo.

Os sintomas da catapora, em geral, começam entre 10 e 21 dias após o contágio da doença. Além de manchas vermelhas e bolhas no corpo, a doença também causa mal estar, cansaço, dor de cabeça, perda de apetite e febre baixa. As bolhas surgem inicialmente na face, no tronco ou no couro cabeludo, e se espalham e se transformam em pequenas vesículas cheias de um líquido claro.

Em poucos dias o líquido escurece e as bolhas começam a secar e cicatrizam. Este processo causa muita coceira, que pode infeccionar as lesões devido a bactérias das unhas ou de objetos utilizados para coçar. As principais complicações da catapora, nos casos severos ou tratados inadequadamente, são a encefalite, a pneumonia e infecções na pele e ouvido.

Cuidados

Aos primeiros sintomas é necessário procurar um serviço de saúde para que um profissional possa orientar o tratamento e avaliar a gravidade da doença. Para evitar o contágio, é necessário restringir a criança ou adulto com catapora de locais públicos até que todas as lesões de pele estejam cicatrizadas, o que acontece, em média, num período de duas semanas. Mãos, vestimentas e roupas de cama, além de outros objetos que possam estar contaminados, devem passar por higienização vigorosa.

No tratamento da catapora, em geral, são utilizados analgésicos e antitérmicos, para aliviar a dor de cabeça e baixar a febre, e anti-histamínicos (antialérgicos) para aliviar a coceira. Os cuidados de higiene são muito importantes e devem ser feitos apenas com água e sabão.

Para diminuir a coceira, o ideal é fazer compressa de água fria. As vesículas não devem ser coçadas e as crostas não devem ser retiradas. Para evitar que isso aconteça, as unhas devem ser bem cortadas. A medicação a ser ministrada deve ser orientada por profissionais de saúde, pois o uso de analgésicos e antitérmicos à base de ácido acetilsalecílico é contraindicado e pode provocar problemas graves.

Pessoas com catapora não devem ter contato com recém-nascidos, mulheres grávidas ou qualquer indivíduo que esteja com a imunidade baixa (como pessoas com Aids ou que estejam realizando quimioterapia), já que a doença pode ser mais grave nestes grupos.

Vacina

Em 2013, o Ministério da Saúde introduziu a vacina tetra viral, que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora), na rotina de vacinação de crianças entre 15 meses e 2 anos de idade que já tenham sido vacinadas com a primeira dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola).

A vacina para varicela (catapora) tem suas indicações precisas, levando em conta a situação epidemiológica da doença, por isso não está disponível de forma universal no SUS.

ENTRE EM CONTATO COM A IC VACINAS:
Tel.: (44) 3225.3738

Gestantes Devem Tomar Vacina Contra Coqueluche

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a coqueluche é uma das dez maiores causas de mortalidade infantil.

As gestantes que estão entre a 27ª e 36ª semana de gestação devem receber a vacina contra coqueluche. A vacina deve ser aplicada até 20 dias antes do parto. De acordo com dados do Ministério da Saúde, foi registrado aumento significativo no número de casos em 2012 em todo país, principalmente na faixa etária até 6 meses de idade. Em 2009, havia menos de 2 mil casos de coqueluche registrados em todo o mundo.
 
Em 2012, o índice subiu para 7 mil casos. No Brasil, no ano passado, 568 pessoas foram diagnosticadas com 110 mortes.
 

Vacina Contra Coqueluche em Maringá

Vacina Contra Coqueluche em Maringá


 

A vacina contra coqueluche é a terceira incorporada ao calendário de vacinação neste ano. Ela se junta à proteção contra HPV, hepatite A e mais 14 outras doenças. Com capacidade de proteger adultos sem apresentar efeitos colaterais, a dTpa (nome da vacina) protege também contra difteria e tétano. Até então, uma gestante tomava três doses contra as duas últimas doenças. A partir deste ano, a terceira dose passa a conter proteção contra a coqueluche.
 
“Isso não dá proteção permanente nem sequer prolongada. Aqueles anticorpos só duram 6 meses. Portanto, isso não altera o esquema de vacinação da criança, que deve tomar outra vacina depois de 2 meses de vida”, afirmou a diretora de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde ,Juliane Oliveira.
 
Transmitida por uma bactéria, o principal sintoma da coqueluche é tosse forte, o que faz com que a doença possa ser confundida com outras enfermidades. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a coqueluche é uma das dez maiores causas de mortalidade infantil.

1ª vacina neonatal do mundo pode proteger recém-nascidos de meningite, pneumonia e infecções

Vacina desenvolvida pela Universidade do Porto, em Portugal age contra a bactéria estreptococo do grupo B, transmitida ao bebê principalmente no parto.

A primeira vacina neonatal do mundo está sendo desenvolvida pela Universidade do Porto, em Portugal. Destinada às mulheres, ela previne que a bactéria estreptococo do grupo B seja transmitida para os bebês no parto. Esse micro-organismo pode causar pneumonia, meningite e sépsis (infecção generalizada) no recém-nascido.
 
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Se você ainda não ouviu falar nessa bactéria, saiba que ela está presente na flora intestinal de aproximadamente 20% da população, sem causar nenhum dano. Em alguns casos, há contaminação da parte genital e urinária da mulher.  Caso ela esteja grávida, o bebê pode ser infectado principalmente no momento do parto, durante a passagem pelo canal vaginal. Atenção: isso não significa que a cesárea irá poupar seu filho do risco. “Se a bolsa romper, não há mais uma barreira de proteção entre o útero e a vagina. Com isso, a bactéria pode ascender e contaminar o feto”, explica José Carlos Sadalla, ginecologista do Hospital Sírio Libanês (SP).
 
Mas fique tranquila: tomando os devidos cuidados, é possível preservar o bebê. O primeiro passo é fazer, entre a 34ª e a 35ª semanas de gestação, um teste ginecológico que detecte a presença do estreptococo do grupo B. É colhida uma secreção das regiões perianal e vaginal e feita uma cultura. Caso o exame acuse a presença da bactéria, avise seu obstetra e memorize essa informação. O tratamento só é feito cerca de 4 horas antes do parto – será ministrada uma dose de antibiótico (geralmente, penicilina) endovenoso.  “O medicamento não pode ser dado durante a gestação, porque a bactéria tende a retornar, talvez até mais resistente”, esclarece o ginecologista. Seguindo os cuidados de prevenção corretos, não há risco algum em se fazer parto normal.
 
É claro que nem sempre há tempo suficiente para dar o antibiótico com a antecedência recomendada. “Nos casos em que há rompimento de bolsa, nascimento prematuro ou histórico de contaminação, o antibiótico é dado o mais rápido possível. O mesmo vale para as mulheres que não fizeram o exame até o momento de dar à luz”, esclarece Jurandir Passo, ginecologista especialista em medicina fetal do laboratório Delboni Auriemo (SP). Nessas situações de emergência, o bebê é monitorado por 72 horas – os especialistas analisam os exames de sangue e os sinais clínicos (febre, taquicardia) para detectar uma possível infecção.
 
Caso não sejam tomados os cuidados e haja a contaminação, as consequências para o recém-nascido são graves, principalmente para o prematuro. O sistema imunológico de qualquer bebê ainda não está maduro – a bactéria pode entrar na corrente sanguínea e tomar alguns órgãos, causando meningite, pneumonia ou, no caso mais extremo, sépsis, que é uma infecção generalizada.
 
Exatamente por se tratar de doenças tão perigosas, não deixe de fazer o exame durante a gestação. Mesmo que seja detectada a bactéria, o tratamento é muito eficaz e seu filho ficará protegido. A Universidade do Porto já cedeu os direitos de comercialização da vacina contra o estreptococo do grupo B para uma empresa de biotecnologia portuguesa. Os cientistas recomendam que a dose seja tomada por meninas adolescentes, mesmo que ainda não tenham a pretensão de engravidar, para que os anticorpos já sejam produzidos. “Ela ajudará a diminuir o risco de mortalidade, além de trazer menos custos do que o tratamento das doenças causadas pela bactéria”, afirma Passos. O ginecologista Sadalla também vê boas perspectivas no desenvolvimento de imunização. “É como a vacina contra HPV: há meios de se evitar a doença, mas existir mais uma forma de prevenção é excelente”, compara.
 
Fonte: Por Luiza Tenente em http://revistacrescer.globo.com/

Estudo confirma que vacinas são seguras para crianças

VACINAS: Revisão de 20.000 pesquisas sobre o assunto não encontrou relação entre imunização e problemas como risco de autismo ou câncer infantil

Vacina para crianças em Maringá

Vacinação infantil: Pesquisa conclui que imunização é segura a crianças e não aumenta o risco de problemas como o autismo

A vacinação infantil, além de eficaz em proteger crianças contra diversas doenças, é segura: seus efeitos adversos são raros e não existe relação entre vacinas e o risco de autismo ou leucemia, como algumas pessoas acreditam. Essas são as conclusões de um extenso estudo que revisou cerca de 20.000 pesquisas científicas sobre o assunto. O trabalho, realizado pela instituição americana RAND Corporation a pedido do governo dos Estados Unidos, foi publicado nesta terça-feira na revista médica Pediatrics.
 
De acordo com a revisão, alguns tipos de vacina infantil podem provocar efeitos adversos, mas eles são pouco prevalentes e ocorrem em parcelas muito pequenas da população. A vacina meningocócica (contra meningite), por exemplo, pode levar a uma reação alérgica severa em crianças que têm sensibilidade a componentes da vacina. Os pesquisadores também indicam que a vacina contra a poliomielite é capaz de aumentar o risco de alergias alimentares em crianças com dermatite atópica e histórico familiar de alergias em geral.
 
Apesar disso, os especialistas acreditam que os benefícios da vacinação infantil superam esses raros efeitos adversos. “A vacinação é uma das maiores conquistas da saúde pública no século XX”, escreveram os autores.
 
No entanto, embora vacinas tenham conseguido controlar ou até mesmo erradicar doenças ao longo dos anos, os autores dizem que existem pais e médicos residentes que ainda têm dúvidas sobre a eficácia da imunização infantil. “Isso é particularmente preocupante para mim”, disse à CNN Carrie Byington, presidente do comitê de doenças infecciosas da Associação Americana da Pediatria. “Médicos residentes e pais mais jovens talvez tenham crescido em uma época em que doenças infecciosas severas eram extremamente raras, e não viram o quão grave é uma infecção que hoje pode ser evitada pela vacina.”
 
Em um editorial que acompanhou a publicação da revisão, os especialistas sugerem que os médicos falem sobre essa pesquisa quando se depararem com pais de crianças que não confiam em vacinas, ou então que têm dúvidas sobre se devem imunizar seus filhos.
 
Vacinas causam autismo?
Não existe nenhuma evidência científica que comprove que qualquer vacina possa levar ao desenvolvimento do autismo. O alarde sobre o assunto teve início em 1998, quando o médico britânico Andrew Wakefield publicou um artigo no periódico The Lancet correlacionando a vacina tríplice viral com a doença. A tese foi desmascarada seis anos depois, pelo jornalista Brian Deer, como sendo uma fraude.
 
Por que é preciso vacinar contra doenças com baixa incidência?
Há dois motivos principais. O primeiro, e mais óbvio, é que, apesar de não serem mais muito vistas em países desenvolvidos e em desenvolvimento, doenças como sarampo, difteria, coqueluche e tuberculose ainda não foram extintas. Algumas dessas doenças são bastante frequentes em determinadas regiões – e podem viajar de um país a outro na carona de uma pessoa não imunizada. Isso significa que a criança ainda corre risco de se contaminar. A segunda razão é a chamada imunidade de rebanho. Quando mais de 95% da população está vacinada, aquelas crianças com doenças crônicas que não podem ser imunizadas também ficam protegidas. “Optar por não vacinar o filho é uma escolha que coloca em risco uma criança que já tem a saúde debilitada”, diz Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunização.
 
Quais os reais riscos da vacina?
Nenhuma vacina é totalmente isenta de riscos. Há sempre um pequeno percentual, que varia para cada vacina, de efeitos adversos leves, medianos e sérios. Os casos de sequelas graves, no entanto, ocorrem em frequência baixíssima. “É muito maior o risco de contágio da doença, do que do efeito adverso. A diferença é da ordem de 10.000 vezes”, diz Edécio Cunha Neto, diretor do Laboratório de Investigação Médica de Imunologia Clínica e Alergia da USP.
 
A vacina pode ser substituída por bons hábitos de vida?
Não. Segundo José Cassio de Moraes, professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, uma criança saudável está mais protegida contra agentes externos – e tem mais chances de se recuperar ou de não desenvolver a doença. Mas isso não significa que ela está protegida. Se compararmos, por exemplo, uma criança desnutrida mas vacinada, com outra que está com saúde em estado perfeito mas não foi vacinada, a desnutrida estará mais protegida.
 
Tomar mais de uma vacina ao mesmo tempo sobrecarrega o sistema imunológico?
De acordo com Paul Offit, pediatra americano especializado em vacinas e doenças infecciosas e professor da Universidade da Filadélfia, o sistema imunológico da criança consegue lidar com a quantia de organismos injetados durante o calendário de vacinação. “Quando uma vacina é incluída no calendário de vacinação, uma série de estudos é feita para garantir que ela não trará prejuízos à saúde da criança.” Segundo o especialista, há centenas de estudos que atestam que as vacinas podem ser dadas juntas e de maneira segura.
 
Crianças gripadas podem ser vacinadas?
Um quadro gripal leve ou um resfriado não são impedimento para a imunização. A vacina não é recomendada, no entanto, para crianças com febre grave. Nesses casos, pode haver prejuízo na resposta imunológica, além de riscos de eventos adversos ou mesmo o agravamento da própria doença – que pode vir a ser confundida como uma complicação da vacina.
 
Encontre na IC Vacinas, as vacinas para crianças.

Campanha de vacina combate surto de catapora em Feira de Santana

Vacina Contra Catapora em Maringá

Vacina Contra Catapora em Maringá

Ação começa nesta terça-feira, em 116 unidades da cidade.
A vacina gratuita tem como público crianças de até um ano e onze meses.

Após registrar 188 casos de catapora de janeiro a agosto de 2013, Feira de Santana recebe uma campanha de vacinação contra a doença. Iniciada nesta terça-feira (1), a ação tem como público alvo crianças entre um ano e três meses e um ano e onze meses de vida.

De acordo com a prefeitura, as crianças podem ser vacinadas gratuitamente em uma das 116 unidades da Rede de Atenção Básica de Feira de Santana. A vacina tetraviral previne ainda contra o sarampo, caxumba e rubéola. A imunização contra catapora geralmente é disponibilizada na rede particular, em duas doses.

Números
Somente no mês de agosto, a Vigilância Epidemiológica de Feira de Santana registrou 50 casos de catapora.

A Vigilância informou, sobretudo, que a doença tem atingido com maior frequência as crianças na faixa dos cinco anos de idade. Apesar disso, ainda não há previsão da oferta de vacina para esta faixa etária.

A Secretaria de Saúde da Bahia negou surto da doença em Feira de Santana. Segundo a Sesab, em 2013 foram registrados 2011 casos de catapora em todo o estado.

Bebês amamentados por mais tempo se tornam mais inteligentes

Segundo novo estudo americano, o aleitamento materno está relacionado a um melhor desempenho das crianças em testes cognitivos ao longo da infância

Um estudo publicado nesta segunda-feira reforça a ideia de que a amamentação não só faz bem à saúde física do bebê, como contribui também para o seu desenvolvimento intelectual. Segundo a pesquisa, feita no Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos, quanto mais tempo uma criança é amamentada, melhor será, ao longo da infância, o seu desempenho em testes que avaliam aspectos da cognição — como aquisição da linguagem, por exemplo.

Amamentação: Maior duração do aleitamento materno beneficia a cognição dos bebês ao longo da infância, diz estudo

O trabalho, divulgado no periódico JAMA Pediatrics, foi feito com 1.312 gestantes. Após o parto, os seus bebês foram acompanhados até completarem sete anos de idade. As crianças realizaram diferentes testes cognitivos quando tinham três e sete anos de idade — a cognição é um conjunto de processos mentais usados no pensamento, na percepção, na classificação, no reconhecimento, na memória, no juízo, na imaginação e na linguagem.

Pontuação alta — De acordo com o estudo, as crianças que foram amamentadas durante mais tempo obtiveram as maiores pontuações em um teste de vocabulário feito quando tinham três anos de idade. Elas também se saíram melhor em um teste de inteligência verbal e não verbal aos sete anos. A pesquisa mostrou que cada mês a mais de amamentação aumentou progressivamente a pontuação das crianças nesses testes.

Por exemplo, a média das crianças de três anos de idade em testes de linguagem foi de 103,7 pontos. No entanto, uma criança que foi exclusivamente amamentada por seis meses obteve, em média, três pontos a mais na nota do teste em comparação com uma criança que não havia sido amamentada. O trabalho não encontrou, porém, relação entre a duração do aleitamento materno e melhores resultados nos testes de memória e aprendizado.

“O problema, atualmente, não é tanto que muitas mulheres não iniciam a amamentação, mas sim que a maioria não a mantém. Nos Estados Unidos, 70% das mulheres iniciam o aleitamento materno, mas, aos seis meses de vida do bebê, apenas 35% continuam amamentando”, disse Dimitri Christakis, pesquisador do Instituto de Pesquisa do Hospital da Criança de Seattle, em um editorial que acompanhou o estudo.

Na conclusão da pesquisa, os autores afirmam que esses resultados reforçam a recomendação de que a criança seja alimentada exclusivamente com leite materno até os seis meses de vida, e que continue sendo amamentada até um ano de idade. “Nós devemos fazer o que for preciso para ajudar as mulheres a manter a decisão de amamentar”, diz Mandy Belfort, coordenadora do estudo.

Amamentação: O Risco da Desinformação

Hoje a importância da amamentação na saúde do indivíduo é incontestável. Digo indivíduo e não criança, pois estes resultados irão repercutir durante toda a vida e não somente enquanto a criança for amamentada. Os benefícios permanecerão e teremos um individuo com menor chance de se tornar portador de doenças crônicas como diabetes e hipertensão e até a obesidade. Estas doenças hoje no Brasil representa 70% da mortalidade.
 

Nos últimos anos, vem sendo desenvolvido por organismos nacionais e internacionais como a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde (MS), o trabalho em mudar a cultura do uso da mamadeira e leite artificial pela amamentação. Estas instituições, através de resultados baseados em estudos científicos, orientam os profissionais que atuam nesta área (enfermeiros, médicos, fonoaudiólogos, etc.), a tomarem novas condutas em seus atendimentos. Uma das principais orientações é o tempo da amamentação, que é de 6 meses exclusivos, isto é, só recebe leite materno e nada mais. A partir do sexto mês inicia a introdução de alimentos, mais continua com leite materno até dois anos ou mais.
 
Os resultados de anos de luta na capacitação profissional e conscientização da população sobre a importância do leite materno, ainda são modestos. Em Maringá o Comitê de Aleitamento Materno de Maringá (Coamar), divulgou resultados de uma pesquisa, realizada neste ano, em parceria com o Instituto de Saúde de São Paulo, revelando que no Brasil, somente 41% das nossas crianças recebem leite materno exclusivo até o sexto mês e em Maringá, estamos um pouco acima da média nacional com 50.27%. Acreditamos que estes índices ainda são baixos pela grande desinformação da população e profissionais que atuam junto a família. Além da força de industrias de leite artificial e de apetrechos como mamadeiras e chupetas, com seu poderoso marketing.
 
Por exemplo, você viu o que está acontecendo no programa da Ana Maria Braga, o Mais Você da Rede Globo? Um reality show, com mães e bebes! Isso mesmo.
 
Neste programa apresentou grandes erros e demonstração de pouco estudo dos profissionais envolvidos, no que refere a amamentação e desmame de uma criança. Estas desinformações gerou intervenção do ministério publico, veja aqui.
 
Aproveitamos nossa rede para divulgar e repudiar essas ações que visam somente o lucro, deixando de lado a verdadeira informação. E também, para parabenizar profissionais e entidades que em defesa da saúde pública não deixam de questionar e atuar exigindo medidas reparadoras destes que não tiveram nenhum cuidado com as consequências deste tipo de programa e a mercantilização da relação mãe-bebê e o momento do desmame.
 
E, você? O que acha disso? Deixe seu comentário abaixo!