Teresina já registrou 494 casos de catapora este ano, aponta FMS

CATAPORA

Os casos de varicela, popularmente chamada de catapora, tem deixado os órgãos gestores da saúde pública no Piauí em estado de alerta. Somente em Teresina, de acordo com a Fundação Municipal de Saúde (FMS), já foram registrados 494 casos e 14 surtos, que é caracterizado pelo aumento repentino do número de casos em uma determinada área da cidade. As regiões não foram informadas. Uma criança morreu por complicações da doença e outra segue internada em estado grave.
A criança que veio a óbito era do estado do Maranhão e estava internada no Hospital de Doenças Tropicais Natan Portela. Outra criança permanece em estado grave é de Teresina, residente no bairro Pedra Mole, Zona Leste da capital. Os maiores índices da doença acontecem entre os meses de outubro e dezembro.
Já foram registrados, somente neste ano, 14 surtos da doença na capital, quando surgem casos em determinado espaço. Quando isso ocorre a Diretoria de Vigilância em Saúde da FMS notifica e registra os surtos, coleta informações diversas e com elas são desenvolvidas as ações de imunizações. Em 2016, já foram 494 casos da doença.
Quando confirmados casos de catapora na cidade, a FMS faz a investigação das pessoas que tiveram contato com os acometidos pela doença para saber se nesse círculo de pessoas há gestantes ou pessoas imunodeprimidas, aquelas que tenham defesas imunológicas fracas.
Caso haja, é feita a aplicação de imunoglobulina para bloqueio. Com as outras pessoas, caso haja suspeita, é feita a notificação e a pessoa fica em observação, e em qualquer sinal de alerta é orientado a voltar ao serviço médico.
Vacinação em dia
A gerente de epidemiologia da FMS, Amparo Salmito, reitera que é de extrema importância o acompanhamento médico especializado. No ano passado, ela diz que não foi registrado nenhum óbito na capital e que neste ano os casos seguem dentro do que é previsto para estes meses.
“A varicela, popular catapora, pode vir com diversas complicações, atacando o cérebro, por exemplo. A melhor orientação é manter o calendário vacinal atualizado, prevenindo não só esta doença, mas como sarampo e rubéola”, explica a gerente de epidemiologia.
A varicela (catapora) é uma doença altamente contagiosa, caracterizada pelo surgimento de lesões cutâneas de várias formas, podendo ser acompanhadas de febre moderada e outros sintomas leves. A doença pode ocorrer durante todo o ano, com picos de incidência nos meses de agosto a novembro. No Brasil, a varicela não é uma Doença de Notificação Compulsória.

Fonte: http://g1.globo.com/

Sarampo é eliminado das Américas

A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) anunciou, no dia 27 de setembro, durante o 55º Conselho Diretor da entidade, que o continente é o primeiro do mundo a conseguir eliminar o sarampo. Com a conquista, já são cinco as enfermidades que não circulam mais na região graças à vacinação: varíola (desde 1971), poliomielite (1994), rubéola e síndrome da rubéola congênita (ambas em 2015).

Antes de começar a vacinação maciça em 1980, o sarampo causava cerca de 2.600.000 de mortes por ano no mundo e cerca de 101.800 óbitos somente nas Américas entre 1971 e 1979. Um estudo sobre a efetividade da eliminação do sarampo na América Latina e no Caribe estima que, com a vacinação, os países da região preveniram 3.200.000 de casos de sarampo e 16.000 mortes entre 2000 e 2020.

A SBIm comemora a notícia, mas destaca que a manutenção do status depende de mobilização constante porque o vírus continua a circular em outras nações. Entre 2013 e 2015, uma epidemia iniciada a partir de casos importados atingiu 916 pessoas no Ceará. Até então, o Brasil estava há 13 anos sem registro de transmissão autócne da doença.

Fonte: http://sbim.org.br/

OMS recomenda vacinação pública contra a dengue em países com alto número de casos da doenças

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou parecer favorável à inserção da vacina contra a dengue nos programas de imunização de países onde há alta incidência da doença. A expectativa é a de que, em 30 anos, a vacinação sistemática de crianças a partir de 9 anos reduza os casos sintomáticos e a hospitalização decorrente da enfermidade entre 10% a 30%.

De acordo com o position paper, os estudos realizados até o momento sugerem que os melhores resultados em termos de saúde pública são obtidos quando a soroprevalência no público-alvo é superior a 70%. Caso o índice esteja entre 50% e 70%, haverá impacto positivo, porém mais discreto. Abaixo disso, a imunização não é recomendada. O motivo é a menor eficácia do imunobiológico em pessoas que não tiveram contato prévio com o vírus.

O documento ressalta, ainda, que a vacinação contra deve ser parte de um complexo plano de combate à dengue, que inclua um sistema de vigilância epidemiológica bem estruturado, ações para evitar a proliferação do mosquito, bem como profissionais e estruturas hospitalares capazes de atender às necessidades dos doentes.

A Dengvaxia®, fabricada pelo laboratório francês Sanofi-Pasteur, é a primeira vacina contra a dengue a chegar ao mercado. Licenciada para uso em pessoas de 9 a 45 anos, ela demonstrou nos testes clínicos eficácia de 65.6% contra os quatro sorotipos do vírus e mostrou-se capaz de reduzir em até 80% o total de episódios graves da doença.

O esquema vacinal é de três doses, com intervalo de seis meses entre cada uma. Por se tratar de uma vacina atenuada, é contraindicada a gestantes e pessoas com algum comprometimento do sistema imunológico.

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Apesar de não licenciada para maiores de 45 anos, a OMS afirma que a vacinação do grupo pode ser considerada por autoridades de regiões onde a incidência de dengue no faixa-etária é elevada. A orientação não vale para os menores de 9 anos.

Fonte: http://sbim.org.br/

OMS pede atuação de todos os países contra a hepatite viral

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Genebra – A hepatite viral causa a cada ano 1,45 milhão de mortes, por isso a Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu nesta quarta-feira que todos os países atuem contra a doença reforçando a pesquisa e o acesso ao diagnóstico e aos tratamentos.

Por conta do Dia Mundial sobre a Hepatite, comemorado em 28 de julho, a OMS quis fazer uma chamada para que a doença, que causa mais mortes por ano do que a Aids, a tubercolose e a malária, deixe de ser ignorada.

“Seguindo nossa estratégia, acreditamos que se melhorasse a prevenção e os tratamentos, evitaríamos cerca de sete milhões de mortes para 2030”, disse em entrevista coletiva o diretor do programa da OMS contra a hepatite, Stefan Wiktor.

A hepatite é a inflamação do fígado, provocada na maioria dos casos por uma infecção causada por cinco vírus principais: A, B, C, D, E.

Enquanto A e E são contraídas pela ingestão de água ou comida contaminada, a B, C e D são contraídas através de fluidos corporais, do sangue (compartilhando seringa, por exemplo) ou por via sexual.

Suas variantes mais perigosas são B e C, que atingem cerca de 400 milhões de pessoas no mundo, das quais entre 20% e 30% terminam por desenvolver cirrose ou câncer de fígado.

Enquanto o tipo B pode ser evitado com uma vacina (só existe vacina para A e B), não existe imunização para a hepatite C.

No entanto, a C se pode ser curada totalmente com remédios, enquanto para a B o tratamento é para a vida, já que a infecção é eliminada, mas o vírus se mantém no corpo.

Segundo a OMS, a hepatite não recebe toda a atenção que requer para sua erradicação devido à dificuldade de explicar a mortalidade associada à doença, principalmente pela variedade de tipos que existem.

Além disso, as vias de contágio são diferentes em cada caso e as mortes normalmente ocorrem décadas após contrair a infecção.

Além disso, em muitas ocasiões, quando a pessoa falece por cirrose ou câncer de fígado, nem sempre é estabelecida uma relação com a hepatite.

Para Wiktor, o problema radica também porque trata-se de uma doença “silenciosa”.

“As infecções na maioria dos casos são assintomáticas. Com os tipos B e C, quando se vai ao médico por dores, anos ou décadas depois, já se desenvolveu uma cirrose ou um câncer. Nesse momento é quando muita gente é diagnosticada”, explicou o especialista.

“Isto mostra a falta de conscientização e de oportunidades para fazer um exame. O diagnóstico é simples, só é necessária uma amostra de sangue”, acrescentou.

Neste sentido, Wiktor ressaltou não só a importância de se concentrar nos tratamentos, mas também nas campanhas de prevenção e sensibilização, ao assegurar práticas seguras nos centros sanitários e fomentar a vacinação.

A Assembleia Mundial da Saúde aprovou em maio pela primeira vez uma estratégia para tratar até 2020 8 milhões de pessoas com hepatite B ou C.

Para 2030, a organização fixou como objetivo reduzir as novas infecções da doença em 90% e as mortes ligadas à mesma em 65%.

Atualmente e graças à inclusão dos fármacos contra os tipos A e B nas cartilhas de vacinação, 82% das crianças no mundo estão imunizadas contra ambos tipos da doença.

Fonte: http://exame.abril.com.br/

Brasil enviará 2, 5 milhões de doses de vacina para a África

O Brasil fechou um acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para abastecer uma campanha inédita de vacinação contra a febre amarela na África. O governo brasileiro enviará 2,5 milhões de doses que farão parte de um plano internacional para frear o surto da doença a partir de julho. A agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) também apontou que o governo brasileiro indicou que poderia até mesmo ampliar a oferta, com um total de 5 milhões de doses em um segundo momento.

A partir do final deste mês, a OMS iniciará um plano para vacinar 15 milhões de pessoas na República Democrática do Congo e em Angola. Para isso, a entidade lançou um apelo para coletar doações de governos no valor de US$ 20 milhões e, assim, completar os recursos avaliados em US$ 14 milhões já existentes nos cofres da entidade.

Desde o início do ano, 14 milhões de pessoas já foram vacinadas e, até o final de 2016, a meta é de chegar a 30 milhões de pessoas. “Isso é sem precedentes”, disse Bruce Aylward, diretor da OMS para Epidemias.

Em dezembro, a OMS registrou os primeiros casos de febre amarela em Luanda, o que deixou a entidade alarmada diante do risco de uma proliferação em centros urbanos de uma doença que estava concentrada apenas em áreas rurais. Nas avaliações internas da entidade, o risco era de que o número de pessoas contaminadas poderia ser sem precedentes e em uma das regiões mais pobres do mundo.

Desde então, 3,5 mil casos foram registrados no país, com cerca de 300 mortes. Nos últimos três meses, o Congo já somou 1,3 mil casos de febre amarela, com 75 mortes. Segundo os dados da OMS, o número de caso caiu nas últimas semanas diante da chegada do inverno no Hemisfério Sul.

Mas, para Aylward, se o surto não for congelado imediatamente, existe um forte risco de que ganhe outros países africanos. “Se não fizermos essa ampla campanha de vacinação, o risco é de que tenhamos uma explosão no número de casos a partir de setembro e em certos urbanos”, alertou.

Diante da emergência do caso, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, pediu ao Brasil para que avaliasse a capacidade de abastecer os estoques internacionais, já que são apenas quatro o número de empresas que produzem a vacina.

“A resposta foi positiva e estamos muito impressionados com a postura do Brasil”, disse Aylward. “Em casos de surtos mundiais, os países normalmente fecham seus estoques para se proteger e garantir o abastecimento a sua população. Mas o Brasil decidiu ampliar sua produção e é exatamente isso que outros países devem fazer.”

Segundo ele, parte do envio brasileiro será uma doação e parte será comprada. “Estamos negociando isso neste momento”, indicou.

Em sua avaliação, a dose da vacina brasileira é “especialmente valiosa” por ser capaz de ser fracionada em duas e, ainda assim, atender à exigência de imunização. Por causa da falta de produtos no mercado, a OMS vai dar apenas metade de uma dose em determinadas regiões, na esperança de atingir o máximo número de pessoas possível até o fim de agosto.

Fonte: http://istoe.com.br/

Hepatite viral: motivo de preocupação nos dias atuais?

hepatite viral

Uma das revistas médicas mais conceituadas do mundo, “The Lancet”, acaba de publicar um estudo mostrando que as hepatites virais, em todas as regiões do mundo, estão entre as principais causas de óbito, comprometimento, sequelas na saúde e diminuição de anos de vida útil das pessoas. Para se ter uma ideia da importância e gravidade do tema, as hepatites matam hoje mais pessoas do que a tuberculose, HIV e malária, individualmente.

Os pesquisadores apontaram que, entre os anos de 1990 e 2013, houve um aumento de aproximadamente 63% no número de óbitos por hepatites virais no mundo. Levando-se em consideração que, neste mesmo período, observamos um decréscimo nas taxas de mortalidade por outras doenças infectocontagiosas, que passaram a ser mais controladas, pode-se estimar a magnitude e as implicações urgentes desta informação para a saúde pública.

Em números absolutos, isto significa, por exemplo, que no ano de 2013 as hepatites virais foram responsáveis por 1,45 milhão de mortes no mundo.

Quem são, afinal de contas, estas “hepatites virais”? Há tratamento? Há vacinas disponíveis? Como evitar? Vamos entender.

A hepatite viral, como o próprio nome diz, é uma infecção que acomete o fígado. Pode ser causada por 5 tipos de vírus, nomeados por letras: A, B, C, D e E. Cada um destes vírus tem suas características diferentes e suas formas de contagio e evolução específicas.

O vírus da hepatite A (HAV) é em geral transmitido por água ou por alimentos contaminados com as fezes de um portador humano. Diz-se, portanto, que a transmissão é fecal-oral. Por isso, está relacionada às más condições de higiene e/ou de saneamento básico. É a mais conhecida das hepatites. Não há tratamento específico, mas a evolução em geral é boa e a recuperação é completa. Raros casos ( 0,1%) evoluem para uma hepatite fulminante. Existe vacina, que já pode ser dada em crianças acima de 1 ano de idade, e é bastante eficaz.

O HBV, ou vírus da hepatite B é em geral transmitido por sangue, secreções ou contato sexual. Dentre as pessoas acometidas, 90-95% se curam. As outras 5-10% podem permanecer com o vírus por mais de 6 meses, evoluindo para a forma crônica da doença. Estes, por sua vez, tem maior propensão a desenvolver cirrose hepática ou carcinoma hepatocelular. Não há tratamento específico. Existe vacina, cuja primeira dose é normalmente administrada na maternidade, nos primeiros dias de vida do bebê. Adolescentes ou adultos não vacinados também a podem receber.

O HCV, vírus C da hepatite, pode também ser transmitido por relações sexuais desprotegidas ou por procedimentos que envolvem sangue, sem os devidos e fundamentais cuidados de esterilização, tais como: uso de drogas injetáveis, acupuntura, colocação de piercings ou tatuagens, em precárias condições de higiene ou até mesmo por instrumentos de manicures ou barbeiros que não foram devidamente esterilizados. O problema da hepatite C é que ela pode ser totalmente assintomática nas fases iniciais. Muitos ficam sabendo que a possuem por exames laboratoriais. Mais importante ainda, é que apenas 20% dos acometidos se curam. Os 80% restantes em geral evoluem para quadros crônicos. Destes, tal como ocorre na hepatite B, uma parcela pode evoluir para cirrose ou para o carcinoma de fígado. Não há vacina específica para o HCV.

O HDV, ou vírus Delta da hepatite D tem uma característica peculiar: precisa do vírus B para contaminar alguém. Sua forma de transmissão, portanto é semelhante à do vírus B. O vírus delta pode ser adquirido junto com o vírus B, dando uma infecção simultânea, ou pode contaminar um indivíduo que já seja portador do vírus B. O HDV pode também cronificar e levar à cirrose e insuficiência hepática ou ao câncer de fígado. Não há vacina, mas como este vírus precisa do vírus B para infectar, estar vacinado contra o HBV é uma excelente forma de proteção.

O HEV, ou vírus da hepatite E, tem características semelhantes ao HAV. A transmissão se dá por via fecal-oral e não há indicação de evolução para a forma crônica. Não há vacina específica.

Nunca é demais lembrar que higienizar os alimentos, lavar as mãos após ir ao banheiro, nunca utilizar ou injetar no próprio corpo quaisquer produtos sem todas as condições plenas de esterilização e usar sempre camisinha são os métodos mais eficazes para nos garantir saúde e, principalmente, qualidade em todos os anos de nossas vidas.

Fonte: http://g1.globo.com/

Circulação do vírus entre jovens é uma das causas do aumento de caxumba

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O número de surtos de caxumba no Brasil tem aumentado de forma significativa nos últimos anos, batendo recordes anuais em diversos municípios brasileiros, mesmo com a vacina para a doença disponível na rede pública de saúde. Segundo o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, há no país uma geração de jovens adultos que não recebeu as duas doses da vacina contra a caxumba e está mais propensa a ter a doença.

“Há vários anos o Brasil acumula uma parte da população não foi vacinada e isso propicia a circulação do vírus. Ainda não passaram por campanhas nacionais de vacinação para adultos da tríplice viral e nasceram antes de a vacina ser incorporada ao calendário nacional de vacinação na primeira infância.”

Além da maior quantidade de casos, o perfil dos contaminados também mudou. Nos últimos anos observou-se deslocamento da faixa etária da caxumba – que era mais comum em crianças pequenas – para crianças acima de dez anos, adolescentes e adultos jovens. Nesses casos, a doença pode ser mais severa e levar à encefalite e meningite. Segundo o especialista, é preciso ter atenção às possíveis complicações da doença, mas não há motivo para alarde.

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, entrou para o calendário básico de vacinação, a crianças de 1 ano de idade, em 1996. Uma segunda dose era aplicada em campanhas posteriores. A segunda dose da vacina passou a integrar o calendário básico aos 4 anos a 6 anos de idade em 2006. Desde 2013, o Ministério da Saúde recomenda uma dose da vacina tríplice viral ao atingir 1 ano de idade e uma dose da vacina quádrupla viral ao chegar ao 1 ano e três meses de idade.

De acordo com nota técnica do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, a eficácia da vacina contra a caxumba é a menor da tríplice viral. Enquanto no sarampo e na rubéola duas doses dão 95% de proteção, a melhor estimativa da eficácia da vacina para caxumba em crianças e adolescentes é de 64% a 66% para uma dose e de 83% a 88% para duas doses.

O ministério da Saúde afirma que a vacina é o melhor remédio. Renato Kfouri concorda e defende que é preciso levar em conta que, mesmo entre os que estão com a vacinação em dia, existe essa porcentagem que pode adoecer, que é a “falha vacinal”, mas afirma que a caxumba é “bem mais controlada” entre a geração vacinada. A dica do médico é manter a vacinação em dia, seja criança adolescente ou adulto.

“É importante ressaltar que a caxumba é uma doença considerada benigna com uma taxa de complicações muito baixa e quase nunca fatal”, informou em nota o ministério da Saúde. Na ausência de imunização, 85% dos adultos poderão ter a doença, sendo que um terço dos infectados não apresentará sintomas.

Surtos no país

O surto de caxumba na escola do filho de 14 anos, em Brasília, levou a doença para dentro da casa de Camila Rocha. Nove adolescentes da turma do estudante adoeceram, entre eles, o Murilo, que tinha as duas doses recomendadas da vacina. “Ele teve muita febre, ficou com o pescoço bastante inchado e muita dor no corpo”, contou Camila, aliviada porque o filho está melhor e já voltou às aulas após 14 dias em casa.

Quando Murilo adoeceu, Camila e o marido, Luiz Roberto Pedrosa, se deram conta de que não eram vacinados contra a caxumba, e ficaram esperando os sintomas, sem saber se também ficariam doente. “Estamos sem contato com a nossa família para evitar transmitir a doença. Desde o dia 31 de março eu não vejo a minha mãe e a minha avó. Desde que o Murilo adoeceu, eu e meu marido ficamos ansiosos sem saber se íamos pegar e realmente todos pegamos.”

Os sintomas de Camila apareceram no último domingo. Ontem, Luiz Roberto Pedrosa também apresentou os primeiros sintomas. Camila ficou com o pescoço inchado e teve muita dor no corpo, “como uma gripe”, disse. “Mas a partir do terceiro dia já começa a melhorar”.
A família de Camila é uma das milhares que estão adoecendo em surtos de caxumba cada vez mais frequentes. No ano passado, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal contabilizou os surtos a partir do segundo semestre, e notificou 130 casos da doença de julho a dezembro. Este ano, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica registrou 11 surtos de caxumba em residências, escolas e em complexos penitenciários. No total, 525 pessoas tiveram a doença.

Em 2016, 142 detentos e funcionários de presídios da capital federal apresentaram sintomas da doença no Centro de Progressão Penitenciária (CPP), no Centro de Detenção Provisória (CDP) e no Centro de Internação e Reeducação (CIR).

A Secretaria de Saúde informou que, apesar do grande número de casos, não haverá campanha para vacinação e que a vacina está disponível ao longo de todo o ano em todos os centros de saúde.

Não há números nacionais sobre os surtos de caxumba. A notificação dos casos individuais da doença não é obrigatória no Brasil e costuma ser feita apenas em situação de surtos em domicílios, escolas, ambientes de trabalho, quando a vigilância epidemiológica local deve ser informada. Mesmo assim, os números são considerados subestimados. Por meio de nota, o Ministério da Saúde explicou que estados e municípios têm autonomia para registrar os casos da doença e consolidar os dados sobre a caxumba.

Em Porto Alegre, foram notificados nove surtos de caxumba nos primeiros quatro meses do ano, número três vezes maior que o do mesmo período do ano anterior, de acordo com a Secretaria Municipal da Saúde. Outras cidades gaúchas registraram aumento de casos da doença, como Pelotas e Rio Grande. Desde março, também vem sendo registrado aumento de casos em Florianópolis. Em Curitiba, foram confirmados 342 casos de caxumba nos quatro primeiros meses de 2016.

Na cidade de São Paulo, o número de casos em 2016 já supera os registrados em 2015. A Secretaria Municipal de Saúde registrou 346 casos até o dia 14 de maio. No mesmo período do ano passado, foram registrados 68 casos. Campinas e Judiaí também registraram grande aumento de surtos.

A notificação da doença é compulsória em Minas Gerais desde 2001. Em 2015, o estado registrou 3.502 casos da doença. Até o fim de abril desse ano, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas registrou 435 casos de caxumba e dois surtos nas regiões Sudeste e Sul do estado.

A Região Nordeste também registrou casos da doença, na Bahia, em Pernambuco e no Piauí. Em Olinda houve um surto de caxumba em uma escola em abril e maio deste ano. No total, 12 pessoas ficaram doentes. Em 2015, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco não havia registrado nenhum caso da doença.

Vacinação

O Ministério da Saúde oferece duas vacinas contra a doença no calendário nacional de vacinação, a tríplice viral e a tetra viral, que inclui proteção contra varicela. A distribuição dessas vacinas aos estados é realizada mensalmente.

De acordo com o ministério, em abril deste ano foi autorizado para todo o país o envio de 101 mil doses da tetra viral e de 1 milhão de doses da tríplice viral. Na rede pública de saúde, a vacina tríplice viral, aplicada ao 1 ano de vida, e a vacina tetra viral, aplicada ao 1 ano e três meses de vida, protegem contra a doença.

Para crianças e adolescentes de até 19 anos são ministradas duas doses. Para pessoas entre 20 e 49 anos recomenda-se apenas uma dose da vacina tríplice viral.

A doença

A caxumba é uma doença viral aguda causada pelo vírus Paramyxovirus. A transmissão ocorre por meio do contato com a saliva de pessoas infectadas e a maior ocorrência da doença é no inverno e na primavera, período de temperaturas mais baixas. A incubação da doença varia de 12 a 25 dias e o período de transmissão dura de 16 a 18 dias.

Em casos de notificação de surto da doença, os pacientes devem ficar isolados e deve ser avaliada a caderneta de vacinação de todos que tiveram contato com os pacientes.

A principal e mais comum manifestação desta doença é o aumento das glândulas salivares, principalmente a parótida, acompanhada de febre. Em menores de cinco anos de idade são comuns sintomas das vias respiratórias e perda neurosensorial da audição. A caxumba também pode ocasionar aborto espontâneo no primeiro trimestre da gestação.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/

Butantã inicia teste de vacina da dengue com 1,2 mil voluntários

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O Instituto Butantã iniciou na última quinta-feira os testes da vacina contra dengue. Os primeiros voluntários são de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. As 1 200 pessoas selecionadas devem receber a vacina na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Toninho. Elas serão acompanhadas durante cinco anos. Na próxima semana, os testes serão iniciados em centros de pesquisas de Manaus (AM) e Boa Vista (RR). A cidade escolhida para os testes com a vacina no Estado de São Paulo tem altos índices de casos da doença. Rio Preto registrou 22 mil ocorrências de dengue em 2015 e, de janeiro a maio deste ano, outros 11.395, além de 4.284 em investigação. Doze pessoas morreram. Os efeitos da vacina nos pacientes serão avaliados por pesquisadores da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), com a colaboração da Secretaria Municipal de Saúde.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) esteve na cidade para acompanhar a iniciativa. Na solenidade, referiu-se ao início dos testes como um dia histórico. “Não temos no mundo uma vacina com grau de proteção elevado contra os quatro tipos de vírus. O Instituto Butantã já fez o teste pré-clínico e das fases um e dois e agora estamos na última fase”, disse.

Os testes em humanos são a última fase da pesquisa antes da aprovação da vacina para produção em larga escala visando a atender campanhas de imunização em massa na rede pública de saúde. Ao todo, serão mobilizados 17 mil voluntários em 14 centros de pesquisas de 13 municípios brasileiros. Os ensaios clínicos desta fase foram iniciados em fevereiro deste ano pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo.

Os voluntários, que nunca tiveram a doença, estão divididos em três faixas etárias: 2 a 6 anos, 7 a 17 e 18 a 59. Os participantes serão acompanhados pela equipe médica por um período de cinco anos para verificar a duração da proteção. Os testes também serão realizados em Porto Velho (RO), Aracaju (SE), Recife (PE), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS).

Vacina – A vacina do Butantã foi desenvolvida em parceria com o National Institutes of Health (EUA) e tem potencial para proteger contra os quatro vírus da dengue com uma única dose, produzida com vírus vivos, geneticamente atenuados. Nesta etapa da pesquisa, os estudos visam a comprovar a eficácia da vacina. Do total de voluntários, um terço receberá placebo, uma substância com as mesmas características, mas sem o vírus. Nem a equipe médica, nem os voluntários saberão quem recebeu o placebo. O objetivo é a garantir a total isenção dos testes.

Nas etapas anteriores, a vacina foi testada em 900 pessoas, nos Estados Unidos e em São Paulo. O Butantã tem uma fábrica com capacidade para produzir 500 000 doses por ano, mas que pode ser ampliada para produção de até 12 milhões de doses por ano com algumas adaptações. O Instituto tem projeto para construir uma fábrica de larga escala, com capacidade de 60 milhões de doses ao ano.

Custo – O Brasil já tem uma vacina contra a dengue registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas seu uso ainda depende da definição do preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), órgão interministerial do governo federal. A vacina da Sanofi Pasteur protege contra os quatro sorotipos da doença, mas exige três aplicações. A empresa francesa anunciou que o Ministério de Saúde da Costa Rica aprovou a vacina, também registrada no México, El Salvador e Filipinas.

Fonte: http://veja.abril.com.br/

“O governo precisa parar bagunca e trabalhar”, diz pesquisador de vacina antizika

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O vírus zika é considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) uma emergência global em saúde pública pelos efeitos prejudiciais que sua infecção causa no sistema neurológico humano, como a microcefalia e a síndrome de Guillain-Barré. O desenvolvimento de uma vacina segura e eficaz para conter a disseminação do vírus é uma prioridade para os pesquisadores e tem sido incentivado por órgãos de saúde de todo o mundo. No Brasil, três grupos trabalham no desenvolvimento de uma vacina, em parceria com instituições americanas: o Instituto Evandro Chagas, no Pará, o Instituto Butantan, em São Paulo, e o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP).

Nesta semana, o ICB-USP, junto à Universidade Harvard, nos Estados Unidos, apresentou os primeiros resultados do teste de uma vacina contra o zika em animais. Por enquanto, é o mais longe aonde já se chegou. O estudo, publicado na revista científica Nature, na terça-feira (28), é animador. Os camundongos que receberam dois tipos de vacina, uma feita com vírus morto e a outra produzida com proteínas de superfície do vírus, foram imunizados. Agora, a equipe, que inclui o virologista brasileiro Paolo Zanotto, enfrenta os desafios das próximas etapas: testes em primatas e, depois, em seres humanos. Ele diz que parte importante do desenvolvimento da pesquisa no Brasil depende do governo federal. “O governo federal precisa se organizar, parar a bagunça e começar a trabalhar”, diz Zanotto. “Os pesquisadores brasileiros estão trabalhando o tempo todo para resolver uma crise de saúde e precisamos de apoio.” Leia a entrevista completa a seguir.

ÉPOCA – Os resultados em camundongos despertam otimismo em relação ao grau de proteção que a vacina vai produzir em humanos?
Paolo Zanotto – Esses resultados são importantíssimos. Estou extremamente contente. Isso mostra o potencial dessa tecnologia. Agora, estamos esperando pelos resultados em primatas. Esta próxima fase de testes será feita nos Estados Unidos, porque eles têm condições de arcar com os custos elevadíssimos de criar esse tipo de animal para pesquisa. Para os vírus que sofrem mutações muito rápido é difícil haver uma vacina porque sempre vai ter uma variante contra a qual a vacina não protege. No caso da dengue, uma vacina é mais complexa porque são quatro sorotipos e a imunização deve ser contra todos eles. No caso do zika, existe um fator que talvez facilite nossa vida. As variantes são limitadas em relação à diversidade genética. É muito provável que todas sejam controladas pela mesma vacina. Isso é algo extremamente encorajador. Temos uma boa chance de ter uma solução para esse problema no contexto vacinal e talvez mais rápido do que a gente imagine.

>> Como funciona a vacina contra o zika que começará a ser testada em novembro

ÉPOCA – Na última reunião da Organização Mundial de Saúde foi sugerido que os intervalos entre as fases de pesquisa sejam encurtados para acelerar a aprovação de uma vacina contra o zika em até três anos. Há agum risco em acelerar as fases de pesquisa?
Zanotto – O perigo é relativo. O perigo é não haver vacina e existir milhares de crianças nascendo com microcefalia. Com os ensaios pré-clínicos e clínicos, nos próximos dois ou três anos, dá para ter uma boa ideia se é possível surgir alguma reação adversa que a gente não consegue prever neste momento. Em uma situação de emergência, as primeiras vacinas desenvolvidas não serão necessariamente as melhores nem as que serão usadas para sempre. Mas podem significar um avanço enorme na proteção em uma situação em que pessoas estão expostas em locais de surto de uma doença.

>> Anticorpos contra dengue podem aumentar replicação do vírus zika

ÉPOCA – No Brasil, há outros dois grupos pesquisando uma vacina contra o zika. Existe uma competição?
Zanotto – Não é uma competição em que o vencedor leva tudo. Não é assim que funciona. É uma forma de interação em que todo mundo ganha. O que um grupo descobre é muito útil para os outros grupos que também estão desenvolvendo vacinas saber o que funciona e o que não funciona. É lógico que os cientistas têm a preocupação de fazer algo antes e publicar em uma revista científica conceituada. Mas em uma situação como esta, de crise mundial tão grande, o que importa é que as informações sejam obtidas. Isso é importantíssimo porque vai acelerar as pesquisas dos outros grupos. O desenvolvimento de vacinas tem de ser feito por vários grupos simultaneamente. Não se pode correr o risco de apostar somente em um grupo e, mais para a frente, o que esse grupo está fazendo não funcionar e voltarmos à estaca zero.

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ÉPOCA – Os três grupos brasileiros trabalham em parceria com instituições americanas. Seu grupo, da USP, com a Universidade Harvard, o Evandro Chagas, com a Universidade do Texas, e o Butantan, com o Barda, órgão do governo americano para pesquisa biomédica. É impossível para o Brasil desenvolver uma vacina sozinho?
Zanotto – As pesquisas estão avançando rápido e partes importantes desse trabalho estão sendo desenvolvidas por equipes brasileiras em nível global. O quanto disso será desenvolvido no Brasil vai depender das autoridades brasileiras. Elas precisam ter responsabilidade e entender que a pesquisa científica é importante. Os pesquisadores brasileiros já demonstraram que são sérios. O que a gente precisa ver agora é seriedade por parte do governo. O governo federal tem de se organizar, parar a bagunça e começar a trabalhar. Há uma demanda de investimentos para pesquisa em campos que são importantíssimos para a sociedade brasileira. Temos de ter vacinas para o zika. Temos de ter sistemas de controle para o chikungunya. E a vacina de dengue, que está em desenvolvimento, tem de ir em frente, não pode parar. Os pesquisadores brasileiros estão trabalhando o tempo todo para resolver uma crise de saúde e precisamos de apoio.

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ÉPOCA – Informações de mercado sugerem que grandes empresas farmacêuticas, como Glaxo, a Merck & Co. e a Johnson & Johnson, não parecem estar com muita pressa para entrar na corrida por uma vacina contra o zika. Elas suspeitam que o negócio não será tão grande e rentável. Desenvolver vacinas para doenças que afetam mais países em desenvolvimento continua a ser uma tarefa apenas de governos?
Zanotto – Ainda é um momento de incerteza em relação ao zika. Não sabemos o tamanho da encrenca que ele pode causar, mas estamos percebendo que pode ser uma coisa bem grande. A indústria, de maneira geral, tem dificuldade de fazer uma estimativa de custo-benefício em um momento em que se tem pouca informação. Isso tende a dificultar decisões de investimento. Temos conversado com indústrias interessadas. Vários grupos estão avaliando o custo-benefício de fazer um investimento desse tipo. É a academia que está procurando essas respostas, levantando dados para entender o que o vírus faz, como ele faz, onde ele está. Vemos a universidade executando essa função mesmo em situações adversas, de falta de recursos.

Fonte: http://epoca.globo.com/

Instituto Butantan realiza última fase de testes da vacina da dengue

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Cerca de 2.500 novos voluntários vão participar da terceira e última fase de testes da vacina da dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan.

Isso porque os ensaios clínicos tiveram início em mais duas cidades, agora da região Norte: Manaus e Boa Vista. Nesses municípios, os testes estão sendo conduzidos em parceria com a Universidade Federal de Roraima, a Fundação de Medicina Tropical e a Fiocruz Amazônia.

O diretor do Butantan, Jorge Kalil, explicou a expectativa dos trabalhos nas duas cidades.

Agora já são quatro instituições em quatro cidades à frente dos trabalhos. As outras duas cidades estão no estado de São Paulo: na capital paulista, estudos estão sendo conduzidos pela Santa Casa e pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; e em São José do Rio Preto, pela Famerp, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto.

Como explica Jorge Kalil, a estimativa é que a vacina possa estar disponível já no ano que vem após essa última etapa da pesquisa.

Os estudos vão envolver 17 mil participantes em 13 cidades nas cinco regiões do Brasil, com a participação de 14 centros de pesquisa credenciados pelo Instituto Butantan.

Do total de voluntários, dois terços receberão a vacina e um terço receberá placebo, uma substância sem efeito. O objetivo é descobrir, a partir de exames coletados dos voluntários, se quem tomou a vacina ficou protegido e se quem tomou o placebo contraiu a doença.

Os voluntários são acompanhados pela equipe médica por um período de cinco anos para verificar a duração da proteção oferecida pela vacina. A vacina tem potencial para proteger contra os quatro vírus da dengue, com uma única dose.

Fonte: http://radioagencianacional.ebc.com.br/