Laboratório terá vacina tetravalente contra a gripe

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) determinou uma nova vacina contra a gripe, mais segura e eficaz. Com uma composição diferente do ano passado, a vacina ganhou mais um tipo B do vírus da gripe e agora é tetravalente. No entanto, essa versão é encontrada apenas na rede privada. De acordo com Jaime Rocha, infectologista do Laboratório Frischmann Aisengart, essa mudança é muito positiva. “Estima-se que 25% das gripes sejam causadas pelo vírus B e, por isso, essa ampliação é tão importante”.

Existem inúmeros tipos de vírus influenza A e B e, a cada ano, a OMS recomenda o tipo de vírus que deverá ser contemplado na vacina. A vacina trivalente protege contra a gripe A/H1N1, A/H3N3 e B. Já a tetravalente ganhou mais um tipo (cepa) B. “No último ano foi observada a circulação de uma cepa que não estava contemplada na vacina e, por isso, foi feito esse ajuste”, Rocha. O médico reforça que o mais importante é tomar a vacina e que ambas, tanto a trivalente quanto a tetravalente, são seguras.

A vacina pode ser aplicada em qualquer época do ano. “O ideal é que a vacina seja aplicada o quanto antes, o que confere proteção precoce”, fala Rocha. A vacinação apresenta até 90% de eficácia, tem efeitos protetores com duração de 8 a 12 meses, os quais não iniciam imediatamente após a vacinação, mas depois de 2 a 4 semanas. O infectologista alerta que “quem tomou a vacina no ano passado deve se vacinar novamente neste ano”.

A vacina é recomendada anualmente para todas as pessoas com idade superior a seis meses de idade, que não apresentem alergia comprovada.

Em 2013 o Frischmann Aisengart aplicou 33 mil doses da vacina e, em 2014, esse número diminuiu para 22 mil doses. “Enquanto em 2013 o Brasil chegou a enfrentar o desabastecimento de vacina contra a gripe, no ano passado a vacinação foi abaixo do que era esperada”, descreve Zymberg.

Para Jaime Rocha, infectologista do Laboratório, os casos registrados de gripe em 2013 deixaram a população em estado de alerta. “Atenção esta que nunca deveria ter deixado de existir”, afirma.

Rocha reforça que quem tomou a vacina no ano passado deve se vacinar novamente neste ano. “A população deve tomar a vacina para prevenir um surto de gripe, como aconteceu em anos anteriores”, afirma. O especialista lembra que em 2009, após a epidemia da Gripe A (H1N1), o Brasil investiu na campanha de vacinação e conseguiu conter o vírus. “Seis anos depois, a vacina continua sendo o melhor método de precaução”, conclui o infectologista.

A maioria das pessoas que contraem HPV são adolescentes

Está demonstrado que a maioria das pessoas contrai o HPV (Papiloma Vírus Humano) na adolescência, ocorrendo o pico de infecção entre os 15 e os 24 anos. Sabe-se também, através de vários estudos epidemiológicos, que a infecção por HPV é a causa primária de aproximadamente 100 por cento dos cancros do colo do útero. Esta doença representa um problema de saúde pública a nível global e é uma causa de morte frequente em mulheres. Na Europa Ocidental, a taxa de incidência é de 10 novos casos/ano por cada 100 mil mulheres e a de mortalidade é de 3,4 por cento. Em Portugal surgem 13,5 novos casos por ano por cada 100 mil mulheres, com uma taxa de mortalidade de 4,5 por cento, o que equivale a uma morte por dia! Números acima da média europeia e, inclusive, acima dos valores de Espanha: 7,6 e 2,2 por cento, respectivamente. O Dr. Jairo Bouer responde algumas questões enviadas por jovens, veja:

O que é o HPV?

O HPV é um condiloma acuminado, conhecido também como verruga genital, crista de galo, figueira ou cavalo de crista, é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada pelo Papilomavírus humano (HPV). Atualmente, existem mais de 100 tipos de HPV – alguns deles podendo causar câncer, principalmente no colo do útero e do ânus. Entretanto, a infecção pelo HPV é muito comum e nem sempre resulta em câncer. O exame de prevenção do câncer ginecológico, o Papanicolau, pode detectar alterações precoces no colo do útero e deve ser feito rotineiramente por todas as mulheres. Para ter mais informações sobre essa doença, assista ao vídeo do Jairo Bouer:

Estudo mostra eficácia de vacina contra tipo resistente de bactéria da pneumonia

Vacina conseguiu evitar 75% de casos de pneumonia invasiva, um quadro grave da doença, quando o pneumococo passa a circular na corrente sanguínea

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Vacinação: idosos são população-chave

Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (19) no periódico New England Journal of Medicine mostrou bons resultados para uma vacina contra pneumonias pneumocócicas.

Das 85 mil pessoas que participaram do estudo, a vacina contra 13 sorotipos de pneumococos mostrou 45% de eficácia ao prevenir a pneumonia não invasiva – quando o pneumococo atinge só os pulmões e não cai na corrente sanguínea. Além disso, a vacina foi capaz de evitar 75% de casos de pneumonia invasiva, um quadro ainda mais grave, quando as bactérias passam a circular no sangue.

Aprovada em 2013 pela Anvisa e ainda disponível apenas na rede privada, a vacina contra 13 sorotipos de pneumococos é indicada para adultos acima de 50 anos e crianças de seis meses até seis anos. A Pfizer, empresa fabricante, já solicitou ao órgão regulador a liberação para crianças e adolescentes entre seis e 17 anos.

Os idosos são considerados uma população-chave para a vacinação por causa do envelhecimento do organismo. Quanto mais idade, mais dificuldade o sistema imunológico tem para se defender de agentes invasores causadores de doenças. É o que se chama de imunossenescência. Quando a deficiência na imunidade se junta com as estações secas do ano, há um cenário ainda mais preocupante, dizem os médicos.

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A infectologista Lessandra Michelim, professora de infectologia da Universidade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, explica que o inverno é um ambiente propício para a propagação de doenças respiratórias.

“As pessoas ficam mais juntas em ambientes fechados, o ar fica mais seco e a cavidade nasal resseca, favorecendo a entrada de vírus e bactérias”, explica.

“Além de o idoso ter um sistema imunológico mais deficiente, muitas vezes há outras doenças no conjunto, como hipertensão, diabetes e problemas no coração, o que pode agravar o quadro”, alerta.

Segundo Lessandra, a nova vacina protege contra um tipo comum e cada vez mais resistente de pneumococo, que resiste ao tratamento com antibióticos comuns. A vacina contra os 13 tipos defende o organismo dos sorotipos 1, 3, 4, 5, 6A, 6B, 7F, 9V, 14 18C, 19ª, 19F e 23F.

Dentre esses sorotipos, o que mais preocupa os infectologistas atualmente é o 19A. O uso exagerado e sem necessidade de antibióticos favoreceu mutações genéticas do pneumococo, como o caso dessa cepa específica, que é muito resistente a medicações. E o pior: depois de 20 anos de estabilização, a ocorrência dela na América Latina aumentou.

A vacina hoje distribuída gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é eficaz contra 10 sorotipos de pneumococos, mas ainda não inclui a cepa 19A. A imunização contra os 13 sorotipos está disponível apenas na rede privada e custa em média R$ 250.

Paraná e Santa Catarina querem vacina contra gripe mais cedo

Nas próximas semanas, um documento conjunto das Autoridades de saúde do Paraná e Santa Catarina deve ser enviado ao Ministério da Saúde sugerindo algumas mudanças no processo de distribuição das vacinas. O principal pedido é que as doses cheguem aos Estados com mais antecedência, permitindo que os municípios se organizem melhor para iniciar a campanha nas unidades de saúde.

“Por conta do clima frio, a região sul tem suas particularidades em relação ao enfrentamento da gripe. O que queremos é que isso seja levado em conta pelo Ministério da Saúde, sobretudo na organização da logística de distribuição das doses”, informou a superintendente de Vigilância em Saúde, Eliane Chomatas.

A decisão de produzir o documento foi feita durante a Reunião da Região Sul-Infectologia, em Curitiba, na sexta-feira passada, para discutir novas ações para ampliar o alcance da campanha de vacinação contra a gripe. A intenção foi alinhar as estratégias adotadas pelos Estados e elaborar propostas conjuntas ao Ministério da Saúde para garantir maior cobertura vacinal na edição deste ano.

Dados da Secretaria da Saúde do Paraná apontam que o número de casos começa a aumentar mesmo antes do inverno. Com a queda nas temperaturas, o risco de transmissão da gripe cresce já a partir de abril e as medidas de prevenção devem ser intensificadas.

Além disso, a vacina contra a gripe só concede proteção 15 dias após a sua aplicação. Por isso, é essencial que as pessoas que fazem parte dos grupos prioritários da campanha procurem as unidades de saúde já no início da vacinação.

Em 2014, mais de três milhões de paranaenses foram vacinados contra a gripe na rede pública de saúde. Entre os grupos prioritários imunizados estavam idosos (+60 anos), crianças menores de 4 anos, gestantes, puérperas (mulheres com pós-parto de até 45 dias), doentes crônicos, profissionais de saúde, indígenas e trabalhadores e detentos do sistema prisional.

No ano passado, os lotes de vacina chegaram poucos dias antes do início da campanha: Paraná quer prioridade (foto: Venilton Kuchler/Sesa)

Festa do sarampo?

Famílias americanas que rejeitam as vacinas estariam promovendo encontros entre crianças saudáveis e contaminadas, para promover uma “imunização natural” contra sarampo.

Você deve ter ouvido falar sobre o surto de sarampo que está ocorrendo nos Estados Unidos. Ele começou em dezembro na Disneylândia, localizada na Califórnia, e rapidamente se espalhou para 17 estados, contaminando mais de 120 pessoas. A doença é causada por um vírus e a contaminação acontece pelo ar. O único meio de se proteger é com vacina. No entanto, pais que se posicionam contra a imunização dos filhos estariam promovendo a chamada “festa do sarampo”. Trata-se de criar encontros entre crianças saudáveis e infectadas para que as que ainda não pegaram a doença possam se contaminar e, assim, ficar imunes ao produzir anticorpos.

Vacina contra Sarampo em Maringá

Vacina contra Sarampo em Maringá

As autoridades de saúde estão alertando as famílias para que não realizem esse tipo de atividade, pelos perigos que a doença traz. “Nos posicionamos fortemente contra a exposição intencional de crianças ao sarampo, uma vez que essa atitude as coloca em risco desnecessário e pode contribuir para a propagação do surto,” anunciou em pronunciamento o Departamento de Saúde pública de Califórnia.

Eles ressaltam que, além dos sintomas que o sarampo ocasiona (pintinhas vermelhas pelo corpo, febre alta e manchas brancas na parte interna das bochechas), ele pode levar à pneumonia, edema cerebral e até à morte.

Todos os 50 estados americanos têm legislação que exige vacinas para as crianças. Porém, em 20 deles são aceitas exceções de famílias que preferem não imunizar os filhos por motivos religiosos ou por crenças pessoais. A Califórnia, onde esse surto começou, é um desses estados.

Os sem vacina
O principal argumento dos adeptos do movimento antivacina é que elas seriam pouco seguras e capazes de causar autismo nas crianças. No entanto, os médicos e as autoridades garantem que esse risco não existe.

A Autism Speaks, uma das principais organizações americanas que patrocina a pesquisa do autismo, fez um alerta em seu site: “Durante os últimos 20 anos, extensos estudos procuraram por alguma relação entre as vacinas e o autismo. Os resultados foram claros: vacinas não causam autismo. Nós pedimos que todas as crianças sejam vacinadas”.

As festas do sarampo não são um fenômeno recente. Elas foram populares nas décadas de 1950 e 1960, quando houve surtos nos EUA. Nos anos 1980, ficaram famosas as festas da catapora. E, na década atual, aconteceu o mesmo com o vírus da gripe. Agora que o sarampo voltou a aparecer, a velha prática parece ter voltado à moda.

Pela consciência
Nos Estados Unidos, os profissionais de saúde têm enfrentado o desafio de tentar conscientizar os pais. Eles tentam ensinar que a vacina protege não só a criança, mas também todos que estão ao redor, como os bebês que ainda não têm idade para serem vacinados (a vacina só pode ser dada a partir de 12 meses). Na cidade de Chicago, por exemplo, foi anunciado que cinco bebês de uma creche contraíram sarampo e pelo menos 15 outros também podem ter sido contaminados. Eles podem ter pegado de um irmão mais velho ou de um cuidador sem vacina.

É válido lembrar que, apesar de o número de casos ter caído nas últimas décadas, o vírus ainda circula pelo mundo. Pelo novo calendário brasileiro, a primeira dose deve acontecer quando a criança completa 1 ano de vida e, a segunda, três meses depois. Adultos devem receber um reforço da vacina pelo menos uma vez. Se a mulher pretende engravidar, pode tomar cerca de 3 meses antes da concepção.

Varicela: Transmissão da catapora se dá entre 1 a 2 dias antes das lesões

Doença varicela é facilmente transmitida para outras pessoas, principalmente crianças. Cuidados incluem afastamento de locais públicos

A varicela (catapora) é uma doença infecciosa, altamente contagiosa, mas geralmente benigna, causada pelo vírus Varicela-Zoster. O problema se manifesta com maior frequência em crianças e com incidência no fim do inverno e início da primavera.

Uma vez adquirido o vírus, a pessoa fica imune. No entanto, esse vírus permanece em nosso corpo a vida toda e pode ser reativado e causar o Herpes-Zoster, conhecido também como cobreiro.

Vacina Varicela e Catapora em Maringá na IC Vacinas

Vacina Varicela e Catapora em Maringá na IC Vacinas

Transmissão

A catapora é facilmente transmitida para outras pessoas. O contágio acontece através do contato com o líquido da bolha ou pela tosse, espirro e saliva ou por objetos contaminados pelo vírus.

O período de incubação é de 4 a 16 dias e a transmissão se dá entre 1 a 2 dias antes do aparecimento das lesões de pele e até 6 dias depois, quando todas as lesões estiverem na fase de crostas. Deve-se afastar a criança da creche ou escola por 7 dias, a partir do início do aparecimento das manchas vermelhas no corpo.

Os sintomas da catapora, em geral, começam entre 10 e 21 dias após o contágio da doença. Além de manchas vermelhas e bolhas no corpo, a doença também causa mal estar, cansaço, dor de cabeça, perda de apetite e febre baixa. As bolhas surgem inicialmente na face, no tronco ou no couro cabeludo, e se espalham e se transformam em pequenas vesículas cheias de um líquido claro.

Em poucos dias o líquido escurece e as bolhas começam a secar e cicatrizam. Este processo causa muita coceira, que pode infeccionar as lesões devido a bactérias das unhas ou de objetos utilizados para coçar. As principais complicações da catapora, nos casos severos ou tratados inadequadamente, são a encefalite, a pneumonia e infecções na pele e ouvido.

Cuidados

Aos primeiros sintomas é necessário procurar um serviço de saúde para que um profissional possa orientar o tratamento e avaliar a gravidade da doença. Para evitar o contágio, é necessário restringir a criança ou adulto com catapora de locais públicos até que todas as lesões de pele estejam cicatrizadas, o que acontece, em média, num período de duas semanas. Mãos, vestimentas e roupas de cama, além de outros objetos que possam estar contaminados, devem passar por higienização vigorosa.

No tratamento da catapora, em geral, são utilizados analgésicos e antitérmicos, para aliviar a dor de cabeça e baixar a febre, e anti-histamínicos (antialérgicos) para aliviar a coceira. Os cuidados de higiene são muito importantes e devem ser feitos apenas com água e sabão.

Para diminuir a coceira, o ideal é fazer compressa de água fria. As vesículas não devem ser coçadas e as crostas não devem ser retiradas. Para evitar que isso aconteça, as unhas devem ser bem cortadas. A medicação a ser ministrada deve ser orientada por profissionais de saúde, pois o uso de analgésicos e antitérmicos à base de ácido acetilsalecílico é contraindicado e pode provocar problemas graves.

Pessoas com catapora não devem ter contato com recém-nascidos, mulheres grávidas ou qualquer indivíduo que esteja com a imunidade baixa (como pessoas com Aids ou que estejam realizando quimioterapia), já que a doença pode ser mais grave nestes grupos.

Vacina

Em 2013, o Ministério da Saúde introduziu a vacina tetra viral, que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora), na rotina de vacinação de crianças entre 15 meses e 2 anos de idade que já tenham sido vacinadas com a primeira dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola).

A vacina para varicela (catapora) tem suas indicações precisas, levando em conta a situação epidemiológica da doença, por isso não está disponível de forma universal no SUS.

ENTRE EM CONTATO COM A IC VACINAS:
Tel.: (44) 3225.3738

Gestantes Devem Tomar Vacina Contra Coqueluche

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a coqueluche é uma das dez maiores causas de mortalidade infantil.

As gestantes que estão entre a 27ª e 36ª semana de gestação devem receber a vacina contra coqueluche. A vacina deve ser aplicada até 20 dias antes do parto. De acordo com dados do Ministério da Saúde, foi registrado aumento significativo no número de casos em 2012 em todo país, principalmente na faixa etária até 6 meses de idade. Em 2009, havia menos de 2 mil casos de coqueluche registrados em todo o mundo.
 
Em 2012, o índice subiu para 7 mil casos. No Brasil, no ano passado, 568 pessoas foram diagnosticadas com 110 mortes.
 

Vacina Contra Coqueluche em Maringá

Vacina Contra Coqueluche em Maringá


 

A vacina contra coqueluche é a terceira incorporada ao calendário de vacinação neste ano. Ela se junta à proteção contra HPV, hepatite A e mais 14 outras doenças. Com capacidade de proteger adultos sem apresentar efeitos colaterais, a dTpa (nome da vacina) protege também contra difteria e tétano. Até então, uma gestante tomava três doses contra as duas últimas doenças. A partir deste ano, a terceira dose passa a conter proteção contra a coqueluche.
 
“Isso não dá proteção permanente nem sequer prolongada. Aqueles anticorpos só duram 6 meses. Portanto, isso não altera o esquema de vacinação da criança, que deve tomar outra vacina depois de 2 meses de vida”, afirmou a diretora de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde ,Juliane Oliveira.
 
Transmitida por uma bactéria, o principal sintoma da coqueluche é tosse forte, o que faz com que a doença possa ser confundida com outras enfermidades. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a coqueluche é uma das dez maiores causas de mortalidade infantil.

O que é herpes e a Vacina do Zoster

Herpes é a designação de duas doenças muito diferentes: o herpes simples e o herpes zoster. Neste artigo falaremos somente do zoster.

 
O herpes zoster é uma doença causada pelo mesmo vírus que causa varicela, também chamada popularmente de catapora. Todas as pessoas que têm zoster, tiveram, anteriormente, varicela. A varicela é uma doença, que geralmente acomete crianças. Quando uma criança entra em contato, pela primeira vez, com outra que possui o vírus pode se contaminar e, após 10 a 21 dias tem a varicela clássica, caracterizada por lesões bolhosas e vesiculares espalhadas pelo corpo. Depois de algum tempo, sem qualquer tratamento a doença regride totalmente, ficando apenas as cicatrizes das bolhas, que podem também desaparecer depois de algum tempo. A cura da varicela não significa a erradicação do vírus, que hoje sabemos permanecer no corpo de forma latente, sem qualquer manifestação. Algumas pessoas que tiveram varicela muitos anos depois podem ter uma queda da imunidade e reativar o vírus que permaneceu latente por todos estes anos, sem ser eliminado totalmente. A varicela clássica, com lesões espalhadas por todo o corpo, só ocorre uma vez, após o contágio inicial. Na circunstância da reativação do vírus, secundária a uma queda de imunidade, a manifestação da doença é bem diferente e recebe o nome de zoster. Nesta circunstância as lesões ocorrem na pele (ou mucosa) que reveste o trajeto de um nervo, na face, tronco ou raiz dos membros. Embora menos espalhadas estas lesões são muito dolorosas e podem ter uma duração bem maior que a varicela clássica, podendo, inclusive, ocorrer mais de uma vez, ao contrário da varicela clássica, que ocorre apenas uma vez. Outra importância que tem o zoster é que ele pode acometer o nervo subjacente, mesmo depois da regressão das lesões, o que caracteriza uma consequência da doença chamada neurite pós-herpética, condição também extremamente dolorosa e duradoura.
 
O zoster, no passado, muitas vezes chamado de cobreiro, não recebia a importância que se dá a ele hoje, porque, embora quase todo mundo tem varicela, poucas pessoas têm zoster, já que depende de uma queda de imunidade, o que não é comum nas idades menos avançadas. Os idosos, porém, apresentam naturalmente uma crescente perda de imunidade, que é conhecida como imunosenescência. Com o aumento gradativo da duração da vida das pessoas tem-se um contingente crescente de idosos e com isto o zoster tornou-se uma causa de sofrimento importante na terceira idade. Isto levou a buscar-se uma vacina para prevenir esta condição neste grupo etário e este ano, a vacina que vinha sendo utilizada em alguns países, chegou ao Brasil.
 
A vacina está disponível nas clínicas privadas de vacinação e é aplicada em dose única. Sua composição é semelhante a vacina da varicela, que este ano foi introduzida na rede pública para crianças de 1 a 2 anos: tem como princípio ativo o próprio vírus atenuado da varicela. A diferença entre a vacina da varicela e a vacina do zoster é quantitativa. A vacina do zoster contém 14 vezes a quantidade de vírus da vacina da varicela, portanto, é como se o idoso, para apresentar uma resposta adequada, precisasse de um estímulo de 14 vacinas de varicela simultâneas.
 

Vacina do Zoster

Vacina do Zoster em Maringá


 

A ANVISA, que é o órgão governamental que licencia vacinas no Brasil, liberou a vacina para pessoas de mais de 50 anos de idade. Recomendamo-la em dose única após os 60 anos, idade em que a ocorrência do zoster aumenta e em que a pessoa ainda apresenta uma imunidade capaz de boa resposta à vacina. As pessoas que optarem por tomar a vacina antes dos 60 anos devem, no entanto, tomar outra dose aos 60 anos.
 
Por Silas A. Rosa. É Médico do Trabalho, Pediatra, Sanitarista e Advogado. Formado em Medicina pela Universidade de São Paulo (campus de Pinheiros) e Direito na UNIR. Possui Mestrado em Biologia Experimental.

Lavar as Mãos é a Melhor Vacina

Lavar as mãos com sabão é uma das ‘vacinas’ mais baratas e eficazes contra doenças virais.

Lavar as mãos é tão importante para a saúde que a Organização das Nações Unidas instituiu, em 2008, o dia 15 de outubro como o Dia Mundial da Lavagem das Mãos. À medida que a resposta ao ebola tem vindo a afetar os serviços de saúde nos países atingidos, lavar as mãos pode ser fundamental para a contenção de doenças virais, avisa a UNICEF.

Lavar as mãos

Lavar as mãos

“Lavar as mãos com sabão é uma das ‘vacinas’ mais baratas e eficazes contra doenças virais, desde a gripe sazonal, à constipação mais comum,” afirmou Sanjay Wijesekera, responsável dos programas de água, saneamento e higiene da UNICEF. “As nossas equipes em Serra Leoa, Libéria e Guiné estão descadando a importância de lavar as mãos como parte de uma série de medidas necessárias para travar a propagação do ebola. Não é uma fórmula mágica, mas é um meio de defesa adicional, barato e facilmente disponibilizado”, explicou, em comunicado.

Mas nem só nos países africanos é que lavar bem as mãos é fundamental. As mãos devem ser lavadas com água e sabão principalmente antes e depois das refeições, antes de preparar alimentos, de pegar em bebês e de coçar os olhos, de mexer com dinheiro e animais, ao tossir ou espirrar.

Só em 2013, mais de 340 mil crianças com menos de cinco anos morreram de doenças ligadas a diarreia devido à falta de água segura para consumo, saneamento e higiene básica. São quase mil por dia. A UNICEF distribuiu artigos de proteção, tais como fatos, luvas e lixívia, bem como 1,5 milhões de barras de sabão na Serra Leoa e vários milhões na Libéria e na Guiné.

Depois, é preciso não se esquecer da sua importância. Para lembrar a contribuição da lavagem das mãos com sabão na prevenção de doenças comuns, mas potencialmente fatais, tais como a diarreia, há algumas atividades preparadas um pouco por todo o mundo para o Dia Mundial da Lavagem das Mãos. No Sri Lanka, por exemplo, mais de 38 mil alunos de 96 escolas vão participar em eventos com esta iniciativa juntamente com políticos e membros da sociedade. No Líbano, a mensagem ‘Proteja a sua saúde; lave as mãos’ vai ser enviada por SMS a centenas de pessoas. No Mali, vai acontecer uma campanha nacional, bem como ações de lavagem das mãos e distribuição de barras de sabão em dezenas de escolas. Estão também a ser organizados vários eventos na Gâmbia, na Nigéria e no Camboja, entre outros países.