4 motivos para não acreditar no boato que liga vacinas vencidas ao zika vírus

Aedes_aegypti_mrfizaCircula pelas redes sociais um boato de que o surto de microcefalia no país, a deficiência no desenvolvimento do cérebro de bebês, não é causado pela infecção de mulheres pelo zika vírus durante a gravidez. Internautas têm espalhado a informação – falsa – de que os casos são resultado de vacinas de rubéola vencidas, aplicadas em gestantes. A mensagem mentirosa é um risco para a saúde pública.

 

A informação não tem cabimento por alguns bons motivos:

 

1) As mulheres grávidas não são vacinadas contra a rubéola. O calendário nacional de vacinação prevê que essa imunização deve ser aplicada aos 15 meses de vida. É possível tomar essa vacina em outros momentos da vida, mas nunca durante a gestação. A vacina contra a rubéola é especialmente indicada para mulheres em idade fértil – entre 15 e 29 anos – para evitar a contaminação de rubéola durante a gravidez. As mulheres grávidas que não foram vacinadas antes da gestação devem receber a vacina somente após o parto.

 

2) Todas as vacinas distribuídas pelo Ministério da Saúde são seguras. Não há nenhuma evidência científica publicada no Brasil ou em outro país de que haja relação entre as vacinas e a microcefalia. Em nota, o Ministério da Saúde afirma que o controle de qualidade das vacinas é realizado pelo laboratório produtor obedecendo a critérios padronizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Após aprovação em testes de controle do laboratório produtor, cada lote de vacina é submetido à análise no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) do Ministério da Saúde.

 

3) Ainda que por alguma hipótese uma vacina esteja vencida, o vírus atenuado, presente na vacina, não tem condições de causar uma infecção tão grave. “Não existe a possibilidade da microcefalia ser causada pelo vírus vacinal da rubéola”, diz a médica-infectologista Thaís Guimarães, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia.

 

4) Em outros países, o zika vírus também causou microcefalia. A informação do boato de que não existe relação entre o zika e deficiência de desenvolvimento não é verdadeira. Em 2013, quando houve uma epidemia na Polinésia francesa, as autoridades de saúde locais não perceberam a relação imediatamente. Após a notificação feita pelo Brasil à OMS, a Polinésia analisou os dados de nascimentos no período em que a infecção por zika era endêmica e percebeu a mesma relação. Relatórios divulgados pelos pesquisadores confirmam, até agora, 17 casos de microcefalia entre 2013 e 2014 na Polinésia. O número parece pequeno frente aos 1.761 casos brasileiros, porém, é preciso considerar que a população da Polinésia Francesa, cerca de 280 mil pessoas, é muito menor do que a população do Brasil, que ultrapassa os 200 milhões. A relação aparece mais nítida no Brasil porque a amostragem é muito maior: aqui, nasceram 2.913.121 crianças somente em 2014.

 

Esse tipo de mensagem enganosa que circula pelas redes sociais é muito perigosa. Neste momento, o mais importante é levar informações corretas às gestantes para que elas possam se proteger adequadamente do mosquito Aedes aegypti, transmissor do zika vírus. Caso as pessoas acreditem que a causa da microcefalia foram vacinas vencidas, podem relaxar na proteção – roupas compridas, uso de repelentes e evitar expor-se ao mosquito – e ficarem vulneráveis à infecção. Na dúvida, não compartilhe informações cuja veracidade você não pode verificar. Com informação não se brinca – muito menos quando ela envolve vidas.

 

Fonte: epoca.globo.com

HPV: Câncer do colo do útero pode deixar sequelas irreversíveis, diz oncologista

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“A parte mais difícil foi a cirurgia. Não foi doloroso nem demorou muito tempo, mas o problema é que você não sabe se foi retirado tudo ou se vai precisar de outra cirurgia.”

 

Menos de um mês, após uma cirurgia de retirada de um câncer do colo do útero, Maria de Fátima Moreira dos Santos de 53 anos, que mora no interior de São Paulo, lembra como enfrentou a doença desde que a descobriu, dias antes da cirurgia. A operação feita em caráter de urgência, retirou um tumor maligno, mas a doença deixou sequelas irreversíveis na vida da dona de casa.

 

“Bom, eles falaram que poderia voltar, mas que já está tudo limpo, não tenho mais nada e posso viver minha vida tranquila. Se voltar não tem sossego, sua cabeça fica com esse pensamento. Quando descobri, comecei a entrar em depressão. Não pode ficar pensando porque senão a depressão vem”.

 

O câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, em um período de quase 20 anos, de 1994 até 2013, morreram mais de 85 mil mulheres vítimas do câncer do colo do útero. É como se em 20 anos, no Brasil, o equivalente a um Maracanã, superlotado de mulheres, morresse com vítimas da doença. O cirurgião Oncológico do Instituto Nacional de Câncer, Gustavo Iglesias, explica como o tratamento do câncer do colo do útero é sensível e complicado. Para o especialista, mesmo com a cirurgia, a mulher que sofre um câncer do colo do útero corre riscos de ter sequelas sérias para o resto da vida.

 

“Quando o câncer se encontra restrito ao colo do útero com um tumor, de tamanho não muito grande, a preferência de tratamento em geral é pelo cirúrgico, que consiste na retirada do útero. É uma cirurgia diferente de retirada do útero, se faz com a doença benigna por mioma, ou para algo semelhante. A gente chama de histerectomia radical. É uma cirurgia de grande porte e que envolve a manipulação de estruturas em volta, que pode levar um grande prejuízo para qualidade de vida. Por exemplo: envolve a manipulação do ureter, que é o canal que vai do rim pra bexiga e a manipulação do nervo que controla a função da bexiga. Então, com frequência, as mulheres que fazem a cirurgia para o câncer do colo do útero, mesmo em estágios relativamente iniciais, podem experimentar sequelas e efeitos colaterais relacionados ao aparelho urinário, até para vida toda em alguns casos”.

 

A farmacêutica brasiliense de 28 anos, Gabriela, que pediu para ter seu sobrenome preservado, descobriu o vírus através desse exame de Papanicolau e acredita que, em alguns casos, como o dela, a paciente não tem nenhum sinal de que há algo errado no corpo.

 

“Eu não tive nenhum sintoma quando eu descobri que estava com HPV. Fui fazer um exame de rotina, a médica ao fazer a coleta  achou resquícios. Ela quis fazer um exame mais detalhado e descobriu. Então, nem no exame preventivo de rotina, se eu não tivesse uma assistência boa, não teria descoberto. Eu acho que é falta mesmo [de conscientização], primeiro que a doença é assintomática, pelo menos para mim foi, e segundo que falta um pouco dessa consciência de fazer sempre o tratamento de prevenção, acho que quando descobre já está muito mais avançado”.

 

Para ter noção do risco da doença, o médico Gustavo Iglesias explica a relação do vírus HPV com o câncer do colo do útero.

 

“Vou colocar de uma maneira simples, todo mundo conhece a relação do cigarro com o câncer de pulmão, sabemos que quem fuma pode ter câncer de pulmão. A relação da infecção pelo HPV com o câncer de colo uterino é ainda mais forte do ponto de vista estatístico. Se nós pudéssemos, teoricamente, extinguir de forma total e completa a infecção pelo HPV, nós, provavelmente, extinguiríamos também a incidência do câncer de colo do útero. Se tornaria uma doença raríssima absolutamente excepcional”.

 

Ainda de acordo com o especialista em câncer Gustavo Iglesias, a vacina contra Papiloma Vírus é a oportunidade que as meninas têm de se tornarem livres do câncer de colo uterino no futuro.

 

“Hoje, nós temos a vacina, que é um avanço absolutamente fantástico. Nós que trabalhamos com outros cânceres, além de câncer de colo uterino, gostaríamos de um dia ter uma vacina que de maneira tão simples, preveni um câncer, quanto a vacina do HPV oferece [a prevenção] para o câncer de colo uterino. É uma arma fantástica”.

 

A vacina é disponibilizada gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde do SUS ou em escolas parceiras. Ela foi introduzida no calendário nacional de vacinação no ano passado para atender meninas de 11 a 13 anos de idade.

 

Este ano, o Ministério da Saúde está priorizando a vacinação de crianças e adolescentes de 9 a 11 anos. Meninas e adolescentes de 12 a 13 anos, que ainda não tomaram a primeira ou a segunda dose, também devem procurar as unidades de saúde para atualizarem o cartão de vacinação. A criança ou adolescente deverá tomar três doses para completar a proteção. Quem recebeu a primeira deve receber a segunda dose, administrada seis meses depois da primeira, e a terceira, cinco anos após a primeira dose.

 

Se você é mãe, pai ou responsável por uma menina nesta idade, leve-a a uma Unidade de Saúde, junto o cartão de vacinação. A vacina é o único meio de garantir a proteção contra o HPV pelo resto da vida.

Obtenha mais informações sobre a vacina contra o câncer do colo do útero e o HPV em uma unidade de saúde mais próxima de sua casa e no portal do Ministério da Saúde na Internet, www.saude.gov.br/hpv.

 

Fonte: www.maisfm.com

Mosquito da dengue está resistente a temperatura amena, mostra pesquisa

129500-dengue02Os cientistas do Instituto Butantan descobriram que o Aedes Aegipt evoluiu geneticamente para sobreviver a temperaturas mais baixas. Ele agora se adapta a temperaturas mais amenas.

 

Os pesquisadores encontraram mosquitos com tamanho e formato de asas diferentes. São mudanças muito maiores que as esperadas para essa espécie. O estudo começou em 2011 com 150 fêmeas do mosquito e durou mais de um ano.

 

O coordenador da pesquisa, Lincoln Suedesk, disse que essa mudança surpreendeu os pesquisadores. “Era presumida que a evolução era rápida, mas a gente não imaginou que era tão rápida”.

 

A Secretaria Estadual de Saúde informou que até setembro, mais de 600 mil pessoas contraíram a doença no estado.

 

O gerente comercial Vanderlei de Arruda está com a doença. “Algumas pessoas me ligaram para saber como eu estava, algumas delas perguntaram ‘poxa, mas isso só dá no versão, porque isso… você tem certeza que é dengue mesmo, que agora não é época disso'”.

 

Na capital, 99 mil pessoas pegaram dengue e 22 morreram. Quase metade dos casos foi na Zona Norte.

 

Vacina

O governo de São Paulo e o governo federal querem acelerar os testes da vacina contra a dengue estudada pelo Instituto Butantan em 13 mil pessoas. Ainda estão sendo feito testes, mas a vacia pode sair só em 2018.

 

A vacina, que começou a ser elaborada há dois anos, deu bons resultados em fases anteriores. Os pesquisadores do instituto e da Faculdade de Medicina da USP fizeram a vacina com o vírus da dengue enfraquecido. Ela foi fabricada para combater os quatro tipos de vírus que existem no país em uma única dose.

 

Na primeira fase, 50 voluntários foram vacinados e, na segunda fase, 130 pessoas. Os cientistas dizem que os resultados são promissores.

 

Para ser um voluntário na fase 2 dos testes da vacina, é necessário já ter contraído dengue e ter entre 18 e 60 anos. Preenchendo esses requisitos, basta ligar para a Faculdade de Medicina da USP no telefone: 2661.3344.

 

Fonte: G1

Sociedade médica lança campanha de prevenção contra pneumonia em Curitiba

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Segunda infecção respiratória mais frequente no País, a pneumonia representa uma grande ameaça à saúde da população. Mas, enquanto a vacinação infantil já está bem estabelecida no Brasil, ainda é preciso sensibilizar a sociedade para a importância da prevenção entre os adultos. Isso porque o enfraquecimento do sistema imunológico, fenômeno associado ao envelhecimento, pode tornar o paciente ainda mais suscetível à doença. Para fazer esse alerta, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) promove em Curitiba a campanha “Pneumonia tem vacina”, com apoio da Pfizer.

 

Apenas nos primeiros sete meses de 2015 foram registrados mais 167 mil casos de internação por pneumonia em pessoas acima de 50 anos de idade nas unidades ligadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), segundo dados do Ministério da Saúde. Nesse mesmo período, foram mais de 132 mil hospitalizações por pneumonia entre as crianças brasileiras de zero a 4 anos de idade.

 

“A pneumonia é uma doença comum, responsável por milhares de mortes e internações no Brasil. Até recentemente, não tínhamos vacinas tão efetivas para proteger os maiores de 50 anos, por exemplo. Mas já existe, há algum tempo, uma nova geração de vacinas que é capaz de prevenir a enfermidade nas pessoas das faixas etárias mais avançadas. Assim, o objetivo da campanha é disseminar essa informação e incentivar a prevenção”, diz o pneumologista Jairo Sponholz Araújo, presidente do Conselho Deliberativo da SBPT. Vale lembrar que o adulto precisa de apenas uma dose da vacina.

 

A iniciativa, idealizada pela sociedade médica e a Pfizer, vai promover uma ação no Parque Barigui de 7 a 15 de novembro, das 9 às 19 horas, sempre aos fins de semana. Em uma tenda, três enfermeiras vão distribuir material informativo sobre a imunização contra a pneumonia, além de responder a dúvidas relacionadas à vacina. A ação também foi realizada nos últimos dois finais de semana no Shopping Batel, atingindo mais de 5 mil pessoas.

 

A população também poderá obter mais informações sobre a pneumonia por meio do portal www.pneumoniatemvacina.com.br, que reúne dados sobre a doença (sintomas, fatores de risco e diagnóstico), tratamento, formas de prevenção e locais de vacinação.

 

O Streptococcus pneumoniae (pneumococo) é a causa bacteriana mais frequente de pneumonia. Entre as opções de vacinas disponíveis para a prevenção desse tipo de pneumonia e das demais doenças pneumocócicas está a Prevenar 13, da Pfizer, que é indicada tanto para pessoas a partir dos 50 anos como para crianças e adolescentes de dois meses a 17 anos de idade. O imunizante é capaz de prevenir a pneumonia causada pelos 13 sorotipos de pneumococo mais prevalentes em todo o mundo: 1, 3, 4, 5, 6A, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19A, 19F e 23F.

 

Pneumonia

Todos os anos, 1,6 milhão de pessoas morrem em todo o mundo por causa da pneumonia, de acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde. A pneumonia é uma infecção que se instala nos pulmões, podendo ser causada por bactérias, vírus ou fungos, que se alojam no espaço alveolar, causando a irritação e, consequentemente, a reação do sistema imunológico. Três em cada 10 casos de pneumonia são provocados pelo pneumococo 2.

 

Os principais sintomas da doença são febre alta, tosse, dor no tórax, alterações da pressão arterial, confusão mental, mal-estar generalizado, falta de ar, secreção de muco purulento de cor amarelada ou esverdeada, fraqueza. O tratamento é feito à base de antibióticos e a melhora costuma ocorrer em até quatro dias.

 

A internação pode ser necessária, especialmente quando a pessoa é idosa, tem febre alta ou apresenta alterações clínicas decorrentes da própria pneumonia, como comprometimento da função dos rins e da pressão arterial, além de dificuldade respiratória por causa de baixa oxigenação do sangue.

 

Fonte: CDN Comunicação

Antecipar ou adiar a vacinação do seu filho é um problema

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Dados epidemiológicos mostram que a melhor maneira de proteger uma criança de doenças infecciosas específicas é praticando a vacinação. Com um calendário amplo e de fácil acesso no Brasil, imunizar uma criança não só a protege, mas também evita que bebês que ainda não estão na idade certa para se vacinar, contraiam doenças dos irmãos ou colegas mais velhos.

 

Muitos responsáveis, no entanto, acabam tentando “passar a conversa” no médico para aplicar todas as vacinas em um só dia ou antecipar uma vacina por causa de uma viagem ou até mesmo adiá-la, acreditando que não haverá mal algum nessa atitude. Quando o profissional é firme na opinião e diz que é importante respeitar os prazos, os pais se questionam a razão de isso ser perigoso.

 

É simples: a criança ficará desprotegida, seja por antecipar ou adiar a vacinação. A pediatra e presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações — Regional RJ, Flávia Bravo, explica que o intervalo recomendado e ideal entre uma dose e outra de uma mesma vacina é de dois meses. O intervalo mínimo para uma vacina funcionar, no entanto, é de um mês. Se aplicar a segunda dose em um tempo menor que esse, ela simplesmente é inútil.

 

Centro de vacinação é uma dor de cabeça

“É preciso respeitar o intervalo mínimo entre doses de vacinas, sendo que a maioria das vacinas infantis tem um intervalo de dois meses. É um intervalo ideal, permite fazer mais vacinas juntas, para não precisar ir ao posto a cada 10 dias ou de 15 em 15 dias”, conta ela. “Uma população mais privilegiada não se incomoda em ir toda semana, mas para a maior parte da população, ir a um centro de vacinação é uma dor de cabeça danada, é um dia perdido de trabalho”, conta.

 

Segundo ela, é possível usar o intervalo mínimo, mas esse intervalo deve ser respeitado. “De modo geral é um mês entre doses da mesma vacina, porque o nosso sistema imune precisa de um tempo para responder todo o processo dele. Se encurtar para menos de um mês, simplesmente temos de esquecer que a primeira dose foi feita. Se a criança tomou a segunda dose da vacina para difteria, tétano e coqueluche dentro de 15 dias da primeira dose, vamos simplesmente ignorar essa segunda dose, porque o intervalo mínimo é quatro semanas. O sistema imune não consegue responder com um intervalo pequeno”, explica a médica. Logo, a criança está desprotegida e a segunda dose não trouxe eficácia.

 

Vacinas perdem a ação

O pediatra e homeopata Moises Chencinski conta que também há um problema nessas adaptações quando se tratam de vacinas pagas, não disponíveis na rede pública. Para algumas vacinas, basta uma dose. Mas quando são mais doses, há a questão financeira de querer “adiar” para aplicar depois. Enquanto todas as doses não forem completadas, a criança não fica protegida. Se de três doses ela recebeu apenas duas, ela não está protegida contra o vírus ou bactéria.

 

Chencinski conta que hoje se sabe que algumas vacinas perdem a ação antes do que se imaginava. “E aí voltam os surtos. Analisamos esses surtos e, depois da avaliação, resolvemos revacinar em uma idade ou época da vida”, conta. “Foi o que aconteceu com a tosse comprida, o coqueluche. Essa vacina é aplicada junto com a tríplice, que é dada em três doses e dois reforços. Essa vacina, depois de cinco anos de idade, perde 50% da potência de imunização 10 anos depois. E aí crianças de um ano de idade começaram a adoecer, as de seis meses a ficarem internadas e as menores de dois meses, morrer. Quem foram considerados os vetores? As mães”.

 

Vacinação em gestantes

Ele conta que, por isso, a ordem hoje é vacinar todas as gestantes entre a 27ª e 35ª semana de gestação, em todas as gestações que ela tiver. “Não estamos imunizando a mãe, mas sim o bebê por meio dela, já que assim ele não nasce totalmente desprotegido”, conta o pediatra. “Além disso, se eu não for vacinado mas todos à minha volta estiverem imunizados, não corro o risco de adoecer. É o chamado efeito rebanho”.

 

Reações são comuns e esperadas

Flávia conta que não há problema em receber muitas vacinas no mesmo dia, desde que elas sejam compatíveis. “Muita vacina no mesmo dia não sobrecarrega o sistema imune. As vacinas atualmente são muito purificadas e simples, carregam apenas o antígeno que desperta a resposta imune”, explica ela. “Fazer várias vacinas juntas pode aumentar um pouco mais de risco de eventos adversos, mas não é preocupante. Pode dar um pouco mais de febre, mas faz parte da resposta imune”.

 

Ela diz, no entanto, que é preciso prestar atenção na harmonia entre vacinas. “No calendário de vacinação já está considerado quais vacinas podem ser aplicadas no mesmo dia, de modo em que não interfira na resposta da outra. Por exemplo: a vacina da febre amarela junto com a tríplice viral não é indicada, pois existe uma certa interferência nos anticorpos produzidos”.

 

Evite aplicar essas vacinas juntas

Flávia explica que a vacina contra meningite B junto com a tríplice bacteriana ou pneumocócica tende a dar febre alta, então os médicos evitam aplicar no mesmo dia. “Os calendários de vacinação nem colocam no mesmo dia”, conta ela, ressaltando então a importância de obedecer a recomendação do médico e não insistir que tudo seja feito em um dia só.

 

Em casos específicos, como o de um bebê que vai ter de passar por um transplante de órgão, medula, fazer quimioterapia ou alguma cirurgia em que vai ficar em recuperação por um tempo longo, as vacinas são antecipadas, pois ele precisa estar o mais protegido possível. “Assim usamos os intervalos mínimos entre uma vacinação e outra, que é de um mês, em vez dos dois meses ideais. Mesmo assim não adianta a fazer a vacina com 15 dias, pois não vai funcionar”, diz.

 

Estudo falso ligou a vacina ao aparecimento de autismo

O pediatra e homeopata cita o caso de um estudo britânico publicado em importantes periódicos científicos no início dos anos 90 que ligou uma maior incidência de autismo por causa da vacinação. Posteriormente foi descoberto que o estudo era falso, ele foi retirado dos periódicos e o autor se retratou e foi proibido de exercer medicina no Reino Unido. No entanto, o estrago já estava feito. Até hoje, mais de uma década depois, há pais que decidem não vacinar seus filhos por causa desse estudo mentiroso.

 

Com isso, recentemente aconteceu um surto de sarampo na Califórnia, nos Estados Unidos. O sarampo é facilmente prevenido por meio da vacina. Como muitos não haviam sido vacinados por causa de movimentos anti-vacinas, eles pegaram o sarampo. E sarampo pode matar.

 

Fonte: Portal iG

 

Vacina contra doença que mata uma criança por minuto chega a fase final de testes

Malária mata mais de 500 mil crianças por ano no mundo - o equivalente a uma a cada minuto

Malária mata mais de 500 mil crianças por ano no mundo – o equivalente a uma a cada minuto

Novos testes de uma vacina contra a malária produziu resultados animadores chegando à fase final de testes – a primeira a atingir este estágio – mas também produziu demonstrações de desapontamento com o grau de efetividade aquém do ideal.

Nos experimentos, a droga RTS,S/AS01 ofereceu proteção parcial a um grupo de 16 mil crianças de sete países africanos. Mas não foi efetiva em bebês de até três meses de idade, afirmaram os autores do estudo na revista científica britânica The Lancet.

A malária mata mais de 500 mil crianças no mundo, o equivalente a uma a cada minuto.

No Brasil, segundo a OMS, o número de casos de malária tem diminuído, tendo sido registrados em 2014, 178 mil casos, que levaram a 41 mortes.

Apesar do desempenho limitado, os cientistas salientaram que a droga é a vacina estágio clínico mais avançado disponível.

“O desenvolvimento desta vacina continua sendo importante”, disse o coordenador do grupo de trabalho sobre malária da organização Médicos Sem Fronteiras, Martin de Smet.

“Posso ver o uso dessa vacina especialmente nos países onde a malária é um mal permanente, onde as crianças têm em média cinco, seis, sete episódios de malária por ano.

Assim, mesmo que vacina ofereça, digamos 30% de proteção, se você traduzir isto em número de crianças salvas e em número de episódios de malária evitados, claro que (a vacina) é uma contribuição significativa para o controle da malária”, afirmou o especialista.

Mas ele afirmou que os resultados são “desapontadores”. “Tínhamos muita expectativa em relação a essa vacina e o nível de proteção que ela proveria. Está sem dúvida abaixo do que esperávamos.”

Proteção parcial

Quase 9 mil crianças entre 5 e 17 meses de idade e 6,5 mil bebês entre 6 e 12 semanas receberam a vacina em sete países africanos (Burkina Faso, Gabão, Gana, Quênia, Malauí, Moçambique e Tanzânia) entre março de 2009 e janeiro de 2011. Elas foram acompanhadas até o início de 2014.

Segundo os dados publicados no Lancet, a droga protegeu um terço das crianças vacinadas no experimento.

Após receber três doses da droga, os níveis de efetividade em crianças mais velhas chegaram a 46%. Mas os efeitos em bebês foram menos significativos, afirmaram os cientistas.

Pesquisadores buscam uma vacina contra a malária, transmitida pela picada do mosquito, há 20 anos. Atualmente não existe nenhuma vacina aprovada contra a doença.

O autor do estudo, Brian Greenwood, da Escola de Higiente e Medicina Tropical de Londres, reconheceu que dificilmente os níveis de efetividade da vacina contra a malária se compararão aos da droga para prevenir o sarampo, que chegam a 97%.

O parasita da malária tem um ciclo de vida complexo e ao longo dos séculos aprendeu a resistir ao sistema imunológico humano.

A agência europeia de medicina vai revisar os dados e, se for aprovada, a vacina poderia receber autorização para produção comercial. A Organização Mundial da Saúde pode recomentar seu uso em outubro.

Ceticismo

Alguns cientistas receberam o resultado dos testes com reserva.

Para o professor Adrian Hill, da Universidade de Oxford, a droga é um “marco”, mas deixa muitas questões em aberto.

“Pelo fato de a vacina ter um efeito tão curto, o reforço é importante – mas não tem a mesma efetividade das primeiras doses”, afirmou.

“Mais preocupante é o indício de um repique na propensão a malária: após 20 meses, as crianças vacinadas que não receberam o reforço tiveram um aumento no risco de contrair malária grave nos 27 meses seguintes, comparadas com as crianças não-vacinadas.”

Outros especialistas pediram que o custeio da vacina não implique reduções de investimento em medidas preventivas, como a distribuição de redes anti-mosquito.

SMS destaca a importância da vacinação em adultos

Quando se fala em vacinas todo mundo pensa na vacinação das crianças, por meio da qual se busca obter imunidade contra agentes e doenças que o organismo não estaria preparado para combater. Porém, não é só na infância que as vacinas são necessárias. Jovens, adultos e especialmente idosos precisam estar em dia com sua programação de vacinação.179295_ext_arquivo

Entre os motivos para os adultos serem vacinados está o fato de que algumas vacinas não existiam quando os eles ainda eram crianças. Como alguns não foram imunizados, com a idade avançada, se tornam mais vulneráveis a certas doenças. Atenta a isso, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI), disponibiliza em toda a rede pública municipal, vacinas para esse público em seu calendário básico de imunização.

De acordo com Eunice Raquel Amorim, coordenadora do PNI da SMS, os usuários adultos contam com vacinas contra Difteria, Tétano, Hepatite B, Tríplice Viral e Febre Amarela (para viajantes em regiões endêmicas). “Contra o HPV, que também é uma vacina para adultos, a rede pública disponibiliza apenas para meninas de 9 a 11 anos, público alvo da campanha do Ministério da Saúde. Já os adultos que desejam tomar, devem buscar na rede privada”, esclareceu. A coordenadora explica ainda que para mulheres de até 26 anos de idade portadoras do vírus do HIV, a vacina contra HPV é disponibilizada de forma gratuita na rede pública.

Já o tétano, por exemplo, pode acometer indivíduos em qualquer faixa etária e deve ser repetida a cada dez anos, tempo que dura seu efeito protetor. Eunice Raquel Amorim, coordenadora do PNI, afirma, porém, que alguns grupos de risco devem estar atentos à essa imunização. “Trabalhadores da construção civil, motoqueiros, caminhoneiros e industriários estão no grupo de risco do tétano, porém as outras pessoas fora desse grupo não devem se descuidar, pois a bactéria pode estar em qualquer lugar e não mais apenas em objetos enferrujados, como se costumava pensar”, explicou.

Existem também outros trabalhadores incluídos em grupos de risco e que, portanto, devem estar com sua vacinação em dia, como manicures e profissionais de saúde para a Hepatite B e profissionais da rede hoteleira e de saúde para a Tríplice Viral. Para as gestantes, o município disponibiliza a dTpa (tríplice bacteriana acelular), que protege contra difteria, tétano e coqueluche e evita que a mãe possa contaminar a criança. Já a vacina contra a Influenza é indicada para crianças de seis meses a menores de cinco anos e para adultos que tenham doenças crônicas, gestantes, puérperas, idosos e profissionais de saúde.

Os adultos que têm carteira de vacinação da época que eram crianças e agora decidiram se vacinar, não precisa recomeçar todo o esquema vacinal, a orientação é continuá-lo, avaliando as necessidades de reforços. Contudo, se o adulto não tem mais esse cartão, a indicação é que ele tome as vacinas novamente, indicadas para sua faixa etária, já que algumas são apenas para crianças.

Vacina é o melhor remédio para a gripe, afirmam especialistas

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Estatísticas do Ministério da Saúde apontam que a imunização contra a gripe pode reduzir entre 32% e 45% o número de internações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da doença.

Neste cenário, a melhor defesa para não permitir a infecção do sistema respiratório continua a ser a vacina. Como a proteção da gripe não confere imunidade permanente e o vírus apresenta mutações com frequência, as pessoas devem ser imunizadas anualmente.

A recomendação é voltada principalmente para pessoas acima de 60 anos, gestantes, crianças entre seis meses e cinco anos, profissionais de saúde ou qualquer indivíduo com doença crônica.

A imunização é produzida de acordo com os tipos de vírus Influenza (gripe) que mais circularam em cada hemisfério no período de inverno, quando a doença atinge o pico.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, subordinada ao Ministério da Saúde, as vacinas Influenza trivalentes a serem utilizadas no <CW5>Brasil neste ano terão três tipos de vírus em combinação. Segundo especialistas ouvidos por A Tribuna, esses vírus não têm maior gravidade em relação aos que circularam nos últimos anos. “Até o momento, não há sinal de que seja mais grave do que o habitual”, disse a infectologista Nancy Ballei.

Atenção aos sintomas

Entretanto, o infectologista Ricardo Hayden alerta que a população não deve ‘baixar a guarda’ e tem que ficar atenta aos sintomas, entre eles, febre alta, dor no corpo, tosse, secreção. “Infelizmente, muitas pessoas ainda subestimam a gripe, uma doença que se não for tratada adequadamente, pode até levar ao óbito”.

Uma dúvida bastante comum de quem ainda não tomou a vacina contra a gripe é a possibilidade de intensificar os sintomas de algum outro quadro clínico, em função da vacina. Segundo o infectologista Marcos Caseiro, trata-se de uma informação falsa, que precisa ser combatida.

Embora os sintomas possam estar no início, Caseiro lembra que as pessoas também não devem jamais fazer automedicação. “É um erro. O remédio deve ser prescrito por um médico”.

Ele alerta ainda que muita gente confunde resfriado com gripe. Embora os sintomas sejam semelhantes, os da gripe são bem mais intensos e duradouros.

A vacinação é muito mais do que um ato de proteção individual

Nesta interessantíssima palestra ao programa TED – Ideas Worth Spreading, Romina Libster explica que a vacinação é muito mais do que um ato de proteção individual. A imunização coletiva é responsabilidade de todos e salva vidas. Quando alguém é infectado por uma doença se a maioria da população está vacinada, o perigo da doença se disseminar é muito menor.
Sendo assim, quando nos vacinamos, não estamos apenas nos protegendo, mas também protegendo a todos.
Assista ao vídeo e entenda melhor sobre o assunto.