Glaxo avalia possibilidade de uso de vacina contra zika

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A GlaxoSmithKline está concluindo estudos de viabilidade que avaliam se sua tecnologia de vacina é apropriada para o Zika vírus, que possui ligações com problemas no cérebro em milhares de bebês no Brasil, disse uma porta-voz à Reuters.

 

O Zika provavelmente irá se espalhar para todos os países das Américas, exceto Canadá e Chile, informou a Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta segunda-feira.

 

O vírus ainda não foi relatado na costa dos Estados Unidos, embora uma mulher que se sentiu mal com o vírus no Brasil deu luz a um bebê com problemas cerebrais no Havaí.

 

O Zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, que também transmite dengue, febre amarela e chikungunya.

 

Não há vacina ou tratamento para o Zika, que normalmente causa febres leves e irritações cutâneas, embora cerca de 80 por cento dos infectados não apresentem sintomas.

 

“Estamos concluindo nossos estudos de viabilidade, à medida que podemos ver que nossas plataformas de tecnologia de vacina podem ser apropriadas para trabalhar com o Zika”, disse a porta-voz da Glaxo, Anna Padula, por e-mail.

 

Ela se negou a divulgar detalhes, mas acrescentou que o desenvolvimento de uma vacina normalmente demora entre 10 e 15 anos.

 

A francesa Sanofi, que recebeu aprovação no ano passado para a primeira vacina contra a dengue, informou que está revisando a possibilidade de aplicar sua tecnologia para o Zika.

 

Fonte: exame.abril.com.br

Estados Unidos querem desenvolver vacina contra o zika

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Os Estados Unidos irão financiar pesquisas específicas para o desenvolvimento de uma vacina contra zika. Outras prioridades são melhorar o exame que identifica a doença e entender o funcionamento do vírus(Thinkstock/VEJA)

 

Os Estados Unidos buscam urgentemente o desenvolvimento de uma vacina contra o vírus zika, encarado pelas autoridades de saúde como uma ameaça crescente para o país. As informações são da revista Time.

 

“Deixei claro que queremos implementar uma forte estratégia para acabar com o vírus. Digo ainda ‘Colegas, quero todos os esforços contra o zika, isto é realmente importante’. Estamos mesmo pressionando os pesquisadores”, disse Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas.

 

Além do desenvolvimento da vacina, as principais prioridades para as autoridades de saúde americanas são melhorar o exame que identifica a infecção e aumentar as pesquisas sobre o funcionamento do vírus. Segundo Fauci, até o momento os pesquisadores não tinham focado no zika, uma vez que ainda não haviam sido identificados graves riscos relacionados à doença.

 

O Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês) já está trabalhando no desenvolvimento de vacinas contra vírus semelhantes ao zika, como o chikungunya, a dengue e a febre do Nilo. Por isso, o especialista acredita que o desenvolvimento de uma terapia para a doença será rápida.

 

“Quando você está desenvolvendo diagnósticos, vacinas ou intervenções para [vírus] semelhantes, é possível traduzir as tecnologias já desenvolvidas para acelerar o alcance de uma imunização para um outro vírus, como o zika”, disse Fauci.

 

Fonte: veja.abril.com.br

Vacina contra a dengue: grávidas e crianças podem tomar?

O estado de São Paulo está prestes a concluir o desenvolvimento da primeira vacina brasileira contra a dengue. O mérito é do Instituto Butantan, que já conduz a última fase dos testes em humanos, realizados com 17 mil voluntários, em 13 cidades do país. A expectativa é que o produto esteja disponível até 2017.

 

Enquanto isso, acaba de ser liberada para comercialização, no México, a vacina tetravalente contra a dengue, resultado de 20 anos de pesquisa, com cerca de 20 estudos, envolvendo 40 mil participantes em 15 países. Fabricada pelo laboratório Sanofi Pasteur, promete proteger contra os quatro sorotipos do vírus. Em entrevista à CRESCER, a diretora médica da instituição, Sheila Homsani, esclareceu as principais dúvidas sobre a imunização de grávidas e crianças. Veja, a seguir.

 

CRESCER: A vacina é indicada para a faixa etária entre 9 e 45 anos. Há previsão de lançamento de um imunizante para crianças menores?

Sheila Homsani: A vacina contra dengue é indicada para indivíduos acima dos 9 anos, porque essa foi a faixa etária em que a vacina surtiu os melhores resultados. Os estudos de eficácia e segurança, conduzidos na América Latina e na Ásia, e publicados no periódico científico New England Journal of Medicine, mostraram que, para esse público específico, o produto confere 66% de proteção, especialmente contra duas manifestações clínicas relevantes da doença– ela promove redução de 93% dos casos graves e de 80% nos índices de internação, que representam o maior impacto social e econômico da enfermidade em países endêmicos.

 

Além disso, o imunizante protegeu os participantes do estudo com idade a partir de 9 anos, que foram anteriormente expostos à dengue (82%), assim como aqueles que ainda não haviam contraído a doença (52,5%). Esses resultados representam um grande avanço para o controle do problema e estão de acordo com a meta da Organização Mundial de Saúde (OMS) de diminuir a mortalidade por dengue em, pelo menos, 50% e a morbidade em, pelo menos, 25%, até 2020. Os estudos continuam e estamos analisando os resultados da vacina em menores de 9 anos.

 

C: As gestantes podem tomar a vacina?

S.H: O produto tem como esqueleto o vírus da febre amarela, vivo e atenuado, combinado com os quatro tipos do vírus da dengue, que estimulam o sistema imunológico, mas sem ter capacidade de provocar a doença. Assim como todo imunizante de vírus atenuado– a exemplo do que protege contra a rubéola, sarampo ou caxumba — a vacina contra dengue não é indicada para gestantes.

 

C: Quais as reações possíveis?

S.H: Analisamos mais de 40.000 participantes do programa de desenvolvimento clínico da vacina e concluímos que ela tem um perfil de segurança aceitável, comparável ao placebo.

 

C: Quantas doses da vacina deverão ser aplicadas e em que intervalo?

S.H: A aplicação deverá ser feita em três doses para garantir a redução de 93% dos casos de dengue grave, de 80% dos índices de internações – que representam o maior impacto social e econômico da doença em países endêmicos – e de 66% de eficácia global. Vale lembrar que, a partir da primeira dose, a proteção já se inicia.

 

C: O que falta para o imunizante ser liberado no Brasil?

S.H: Ele está pronto e precisa apenas da aprovação dos órgãos regulatórios para ser comercializada. No Brasil, submetemos o dossiê regulatório da vacina contra dengue à Anvisa, para obtenção do registro, em março deste ano. Com isso, a previsão da chegada da vacina é 2016.

 

Fonte: revistacrescer.globo.com

Vacina contra rubéola não causa microcefalia, informa Ministério da Saúde

 

Circula pelas redes sociais e conversas de aplicativos a informação de que o surto de microcefalia registrado na região Nordeste estaria relacionado à vacinação contra a rubéola e não ao contágio pelo zika vírus. Em sua página social, o Ministério da Saúde desmistificou:

 

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A Sociedade de Pediatria de São Paulo também publicou um texto com as principais dúvidas e mitos a respeito da doença. Sobre a relação com a vacina, o Dr. Yechiel Moises Chencinski, do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da instituição, esclarece:

 

“A Síndrome da rubéola congênita, quando afeta a gestante, pode trazer malformações, entre elas a microcefalia (retardo no crescimento intrauterino – 43%, anormalidades viscerais – 50 a 75%, microcefalia – 39%, manifestações cutâneas -20 a 50% e microftalmia – 20%). No dia 2 de dezembro, o Brasil recebeu um certificado da Organização Mundial de Saúde, considerando a rubéola e a síndrome da rubéola congênita, oficialmente, eliminadas no país (últimos casos de transmissão no país em 2008 e 2009,).

 

O calendário nacional de vacinação prevê que a vacina da rubéola deve ser aplicada aos 12 e 15 meses, (dentro da tríplice viral – sarampo, caxumba e rubéola). Ela é uma vacina produzida com vírus vivos e atenuados, que não são capazes de provocar as três doenças. É possível tomar essa vacina em outros momentos da vida, mas nunca durante a gestação.

 

A vacina contra a rubéola é especialmente indicada para mulheres em idade fértil – entre 15 e 29 anos – para evitar pegar a doença durante a gravidez. As mulheres grávidas que não foram vacinadas antes da gestação devem receber a vacina somente após o parto.”

 

Fonte: www.ebc.com.br

Vacina contra a dengue está na última fase de testes

Vacina-contra-a-dengue-esta-na-ultima-fase-de-testesSó no primeiro trimestre de 2015 foram registrados 460,5 mil casos de dengue no Brasil. Em relação ao mesmo período do ano passado, esse número representa um aumento de 240%. Entre as iniciativas que buscam criar uma vacina para a doença, está a do laboratório francês Sanofi Pasteur, criador da Dengvaxia, que age contra os quatro tipos da doença. Atualmente, a Dengvaxia é a que está mais próxima de ser liberada no Brasil, mas existem outras pesquisas sendo realizadas. O Instituto Butantan, por exemplo, está começando a terceira fase dos testes clínicos, que é a última necessária para o registro do produto final. Essa etapa, que já foi concluída pela Sanofi, é a mais complicada, porque nela a eficácia da vacina tem que ser comprovada. A Fundação Oswaldo Cruz também procura uma solução para o problema da dengue, com o apoio do Ministério da Saúde.

 

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) já aprovou a vacina, que agora passa por avaliação da Anvisa. O órgão não estipulou um prazo para resposta. Falando sobre todas as vacinas em desenvolvimento, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou que é provavel que pelo menos uma delas comece a ser comercializada em 2018, “se tudo der certo na pesquisa”.

 

Sobre a vacina da Sanofi, a bioquímica Maria Sueli Felipe, relatora do processo na CTNBio, diz: “A vacina traz um vírus atenuado, para não provocar a doença e sim uma resposta imunizante, e, para isso nós demos o ok, ela é segura”. O imunizante usa o vírus da febre amarela, que é modificado geneticamente. Assim, ele é atenuado, provocando a produção de anticorpos para a dengue, e não a doença em si.

 

O laboratório francês promete eficácia de 60,8%, contra todos os tipos da doença. Os casos graves supostamente diminuem em 95,5% e a hospitalização em 80,3%. A vacina age melhor em pessoas com mais de nove anos de idade, mas em tese também pode ser tomada por crianças. A técnica de atenuação do vírus também é utilizada na vacina que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan. Seus criadores afirmam que ela só precisa de uma aplicação para ser eficaz. A da Sanofi requer três doses, com seis meses entre cada.

 

Fonte: super.abril.com.br

Vivemos um ressurgimento da epidemia, diz pesquisador sobre a Aids no Brasil

Vivemos-um-ressurgimento-da-epidemia-diz-pesquisador-sobre-a-Aids-no-BrasilAinda distante de uma vacina ou do remédio que promoverá a cura, o Brasil vive a maior epidemia de Aids de todos os tempos, desde a descoberta do vírus, em 1981. Só em 2013, por exemplo, foram identificados 39.501 novos casos da doença no País. O panorama fica ainda mais nebuloso quando se comparam os indivíduos nascidos nas décadas de 60, 70 e 80 com a geração atual, de pessoas nascidas a partir de 1990 — os grupos de jovens de hoje em dia têm três vezes mais soropositivos do que os de seus antecessores.

 

O alerta é do pesquisador do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP Alexandre Grangeiro, que avisa que ainda teremos que conviver com o surto de HIV por mais, no mínimo, dez anos.

 

De acordo com ele, nunca tantos casos foram registrados como acontece hoje em dia. Na opinião dele, trata-se de uma situação “bastante grave”, já que, do surgimento, aumento e estabilização já ocorridos no curso do vírus no Brasil, hoje passamos para um ressurgimento de uma epidemia.

 

— Há uma mudança de comportamento sexual na população, e as novas gerações estão mostrando comportamentos menos seguros que as anteriores. Menor uso de preservativo, menor frequência de testagem, menor consciência em relação à gravidade da epidemia. No entanto, mesmo que a vacina não surja, podemos dar conta de conviver com esta epidemia ainda hoje. Com os conhecimentos adquiridos pela medicina, hoje em dia já é possível não se infectar. E, se a pessoa se infectar, é possível usar os medicamentos tanto para não transmitir quanto para não morrer por causa disso.

 

A imunologista holandesa, Irene Adams, que trabalha com Aids há quase 30 anos, concorda com Grangeiro e ressalta que o Brasil é um dos poucos países no mundo que continua com aumento da população jovem infectada pelo vírus HIV.

 

— O jovem pensa que não vai acontecer com ele e não utiliza os métodos de prevenção. Eles não viveram na época em que as pessoas infectadas sofreram muito e ficaram na mídia, como Cazuza, por exemplo. Essa geração não sabe o mal que a doença pode fazer.

 

Em contraposição ao aumento dos casos entre os jovens, nos últimos dez anos, a mortalidade por Aids caiu 13% no Brasil, passando de 6,1 mortes a cada 100 mil habitantes em 2004, para 5,7 casos em 2013.

 

A infectologista Rosana Richtmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e membro do CTAI (Comitê Técnico Assessor de Imunizações) do Ministério da Saúde, também considera que as condições para controlar a doença evoluíram.

 

— HIV hoje é uma doença plenamente controlável. O paciente que leva a doença a sério felizmente não está mais morrendo, porque ela se torna crônica e controlável.

 

Essa realidade, aliada à consciência de que tanto a sobrevida quanto a qualidade desta sobrevida aumentaram consideravelmente nas últimas décadas, pode ter colaborado para o aumento do comportamento promíscuo da nova geração, de acordo com Grangeiro.

 

— Junte-se a isso a forma como os jovens veem a sexualidade, como buscam seus parceiros. E isso não é percebido apenas com a Aids, mas também com as taxas de sífilis e gonorreia, por exemplo, que têm aumentado expressivamente. Sem dúvida, viver com HIV hoje é muito mais fácil do que era até o início dos anos 2000. Há, sim, um peso grande do ponto de vista social, com o preconceito, e também a reorganização exigida por causa do tratamento. As pessoas podem até ter uma expectativa de vida muito próxima da população em geral, mas isso não significa que vão ser as mesmas condições de viver.

 

Transmissão

 

O HIV pode ser transmitido pelo sangue, esperma e secreção vaginal, pelo leite materno, ou transfusão de sangue contaminado. De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre os maiores de 13 anos de idade ainda prevalece a transmissão por via sexual.

 

Nas mulheres, 86,8% dos casos registrados em 2012 decorreram de relações heterossexuais com pessoas infectadas pelo HIV. Entre os homens, 43,5% dos casos se deram por relações heterossexuais, 24,5% por relações homossexuais e 7,7% por bissexuais. O restante ocorreu por transmissão sanguínea e vertical.

 

Irene também chama a atenção para o aumento no número de casos entre idosos. Segundo ela, no mundo inteiro, inclusive no Brasil, muitas pessoas de mais de 50 anos estão descobrindo que são portadoras do vírus.

 

— O número de novos casos nos idosos é assustador. Com o Viagra [medicamento usado para manter a ereção], o homem consegue uma vida sexual depois de certa idade. Além disso, não só no público masculino, mas os idosos são muito mais ativos, não ficam só em casa. Se um idoso perde o parceiro ou a parceira, ele sai e encontra outras pessoas, mas, como se casou muito cedo, não tem costume de usar preservativos, e não sabe se prevenir de doenças transmissíveis, pode acabar se contaminando.

 

Testes rápidos de HIV

 

Atualmente, a rede pública de saúde conta com 518 centros de testagem espalhados pelo País. Além disso, como uma tentativa de facilitar o acesso ao diagnóstico, medidas como a ampliação dos métodos de detecção vêm sendo implantadas.

 

No último dia 20, por exemplo, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou as regras para o registro de autotestes por meio da saliva, a serem futuramente vendidos em farmácias. Com a aprovação, o Brasil passa a ser o quarto país no mundo com regras que permitem a venda de kits de diagnóstico para HIV.

 

Embora a aprovação tenha gerado discussões como, por exemplo, o risco que um paciente correria ao receber sozinho um diagnóstico positivo, ou a conscientização a respeito da janela imunológica (intervalo de tempo entre a infecção pelo vírus e a produção de anticorpos anti-HIV detectáveis no sangue), Grangeiro vê diversas vantagens na liberação.

 

— Esta iniciativa permite que um número maior de pessoas realize o teste. Há muitas que não podem ou não querem ir ao serviço de saúde, e o teste vai poder, de forma mais importante, participar do cotidiano preventivo das pessoas, oferecendo autonomia e possibilidade de decisão sobre a prevenção. Já a reação negativa ou a janela, isso existe mesmo nos testes convencionais, de modo que não vejo isso como algo que possa impedir autoteste.

 

Rosana também considera o autoteste um instrumento útil, que contribui para um melhor controle da doença. Para ela, quanto mais cedo houver o diagnóstico, melhor.

 

— Quanto mais a gente souber da condição do paciente, se ele tem o vírus ou não, obviamente conseguiremos agir mais cedo. Vejo isso com bons olhos.

 

Estamos vencendo a luta contra o HIV?

 

Na opinião de Irene, a disponibilização dos testes rápidos não é tão vantajosa. A imunologista ressalta “que quem recebe o diagnóstico positivo pode não estar psicologicamente preparado para isso”.

 

— Onde trabalho, fazemos uma pré-consulta para trabalhar o emocional da pessoa. Receber o diagnóstico de portador do vírus HIV é muito difícil. Além disso, os testes rápidos não são 100% eficazes, e uma pessoa que é portadora pode ter um resultado negativo e manter os hábitos errados, sem prevenção, e pode transmitir o vírus sem saber, infelizmente a psicologia do humano é assim.

 

Políticas públicas

 

Apesar do aumento no número de casos em jovens e idosos, Irene ressalta que o País continua trabalhando na prevenção da Aids e na transmissão do vírus HIV com propriedade. Segundo ela, antigamente só era feita campanha de conscientização em datas como o Carnaval.

 

— Hoje tem propaganda na televisão, até com a mãe do Cazuza. É uma propaganda forte e impactante, essencial para as pessoas perceberem a gravidade da doença. Além disso, antes só havia a obrigatoriedade da notificação de Aids, mas agora é obrigatório notificar portadores de vírus, para se ter um panorama maior do risco no País.

 

Fonte: noticias.r7.com

Atualize a carteira de vacinação antes de viajar

Atualize-a-carteira-de-vacinacao-antes-de-viajarChegando a época das viagens de férias, atualizar a carteira de vacinação deve fazer parte do planejamento das viagens, independente do roteiro escolhido. Sobre o assunto, o Revista Brasil conversou com a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Tânia Petraglia.

 

Ela diz que geralmente as crianças têm a carteirinha de vacinação atualizada, mas os adolescentes e adultos negligenciam isso. Tânia Petraglia lembra que é preciso se precaver porque pode ocorrer alguma adversidade como um corte, acidentes, exposições com alimentos, com vírus da hepatite A, a hepatite B, que é um vírus também transmitido sexualmente.

 

A vice- presidente explica que as vacinas fundamentais são: a de hepatite B, a tríplice viral, o de sarampo, a anti-tetânica. Tânia Petraglia esclarece que mesmo para os adultos, com exceção da vacina contra a hepatite A, todas demais estão disponíveis nos postos de saúde gratuitamente.

 

Fonte: radios.ebc.com.br

Dilma quer investir em vacina contra zika vírus

Dilma-quer-investir-em-vacina-contra-zika-virus (1280x873)A presidente Dilma Rousseff disse, na última sexta-feira (4), que o governo vai se esforçar para encontrar vacinas comercializáveis contra o zika vírus.

 

Segundo o pronunciamento da presidente, feito durante a 15ª Conferência Nacional de Saúde, as infecções pelo vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti devem ser tratadas com muita seriedade. Dilma ainda confirmou que, no sábado, vai ao Recife, em Pernambuco, para acompanhar o surgimento de casos de microcefalia e os trabalhos de contenção do mosquito transmissor na região.

 

De acordo com a presidente, o governo federal está mobilizando agentes de saúde de todo o país, além de toda a estrutura de defesa civil e homens do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para ajudar nas ações de controle do vetor. Para Dilma, o país enfrenta verdadeira guerra contra o zika vírus.

 

– Esse vírus provoca mudanças genéticas em crianças, fetos e recém-nascidos, e com isso nós não podemos compactuar. Vamos usar de todos os elementos, desde a prevenção até o uso de tecnologia para procurar vacinas que sejam comercializáveis.

 

Até o dia 28 de novembro, foram notificados 1.248 casos suspeitos de microcefalia identificados em 311 municípios de 14 estados. Pernambuco computou o maior número de casos (646). Em seguida, estão Paraíba (248), Rio Grande do Norte (79), Sergipe (77), Alagoas (59), Bahia (37), Piauí (36), Ceará (25), Maranhão (12), Rio de Janeiro (12), Tocantins (12), Goiás (2), Distrito Federal (1) e Mato Grosso do Sul (1).

 

Na última segunda-feira (30), os ministros da Saúde, Marcelo Castro, e da Integração Nacional, Gilberto Occhi, estiveram em Pernambuco e discutiram com o governador do Estado, Paulo Câmara, ações de combate ao mosquito.

 

Fonte: noticias.r7.com

Anvisa libera fase 3 de vacina contra dengue do Butantã

Anvisa-libera-fase-3-de-vacina-contra-dengue-do-ButantaA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu liberar a fase três de pesquisa da vacina contra dengue desenvolvida pelo Instituto Butantã. O anúncio será feito nesta sexta-feira, 11, para o instituto. Apresentado em abril na agência, o pedido foi analisado em regime de prioridade, por se tratar de um tema de relevância para saúde pública. Na última etapa do estudo é avaliada a eficácia da vacina na proteção contra a doença e novos dados sobre a segurança são agregados.

 

“Se a vacina se revelar eficiente, será uma grande notícia. Embora ela não traga impacto sobre a grande preocupação em saúde pública neste momento, que é o aumento de casos de microcefalia provavelmente relacionada com a infecção por zika, um imunizante contra dengue eficaz significará um alívio. Uma arma a mais para combater problemas trazidos pelo Aedes aegypti”, disse o presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa.

 

A previsão inicial do Instituto Butantã era de iniciar esta nova etapa de estudos entre o fim deste ano e o início de 2016. A vacina, desenvolvida em parceria com os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH na sigla em inglês), tem o objetivo de proteger contra os quatro subtipos de vírus da dengue. A proposta é que a última etapa de estudos envolva 17 mil voluntários, divididos em três faixas etárias: 2 a 6 anos; 7 a 17 anos e 18 a 59 anos.

 

A duração da fase 3 vai depender de alguns fatores, como a velocidade no recrutamento dos voluntários e a circulação dos quatro subtipos de vírus no País. A ideia inicial do instituto é que, simultaneamente à condução da pesquisa, seja iniciada a construção de uma fábrica para produção do imunizante. “Vamos acompanhar todos os passos, para que eventuais ajustes sejam feitos rapidamente. Isso traz maior rapidez a todo o processo”, afirmou Barbosa.

 

O presidente da Anvisa observou que a liberação da fase 3 da pesquisa somente não foi mais rápida porque a agência aguardava do Butantã o envio de informações consideradas essenciais para a análise da segurança do processo. “Estamos falando de um produto que é totalmente novo e seria usado num número muito significativo de voluntários. Não houve burocracia: demos a prioridade necessária, mas sem esquecer cuidados importantes de segurança”, completou.

 

A solicitação da liberação da fase três da pesquisa da vacina foi feita pelo Butantã para a Anvisa antes mesmo da conclusão da fase 2 dos estudos, que ocorreu em junho. De lá para cá, a agência aguardava o envio de informações consideradas indispensáveis: alguns dados do estudo sobre a segurança e informações que comprovassem a estabilidade do produto. Essas solicitações foram atendidas nesta terça. “Estamos trabalhando de forma integrada. É natural que, durante o processo, dúvidas apareçam, ajustes tenham de ser feitos”, disse Barbosa.

 

Pasteur

 

A Anvisa avalia pedido de registro de outra vacina contra dengue, da Sanofi Pasteur. Mas a eficácia do imunizante não é considerada alta por parte dos especialistas: 66% para os quatro sorotipos.

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Fonte: noticias.uol.com.br

México é primeiro país a autorizar vacina contra dengue

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O México se transformou no primeiro país do mundo a autorizar a vacina contra a dengue desenvolvida pelo laboratório europeu Sanofi Pasteur, que pode ser uma das mais vendidas na divisão de vacinas do laboratório.

 

“Na história da saúde pública é um momento muito importante” e “no âmbito das vacinas é a inovação da década”, avaliou Olivier Charmeil, presidente-executivo da Sanofi Pasteur, em entrevista à AFP.

 

“Esta vacina tem potencialmente um estatuto de sucesso de vendas”, podendo gerar a longo prazo mais de 1 bilhão de dólares anuais, agregou Charmeil.

 

O lançamento da vacina, chamada Dengvaxia, custou 1,5 bilhões de euros (1,6 bilhões de dólares).

 

Até agora a dengue era um desafio para a pesquisa farmacêutica, já que é causada por quatro vírus diferentes – uma vacina eficaz precisa criar uma resposta imunitária que protege contra quatro serotipos simultaneamente.

 

A Sanofi Pasteur pediu autorizações em 20 países da Ásia e América Latina e também fará o mesmo na União Europeia (2016) e Estados Unidos (2017).

 

Esta vacina, a primeira contra a dengue, uma doença com 400 milhões de novas infecções por ano, incluindo os países desenvolvidos, poderá gerar mais de um bilhão de dólares por ano, segundo o laboratório.

 

A doença pode provocar febre paralisante assim como dor nos ossos e nas articulações. Em sua forma mais severa, (dengue hemorrágica), mata anualmente 22.000 pessoas, segundo a OMS.

 

Em 50 anos, a dengue se tornou endêmica em mais de cem países em regiões tropicais e subtropicais, favorecida pelo desenvolvimento urbano, mobilidade da população e o aquecimento global. Cerca de 4 bilhões de pessoas são potencialmente expostas a dengue na América Latina, África e região da Ásia-Pacífico.

 

Os testes clínicos realizados com mais de 40.000 pessoas em 15 países demonstram que a vacina é eficaz em 66% dos indivíduos a partir dos nove anos de idade. No caso de dengue hemorrágica, a percentagem aumenta para 93%.

 

Fonte: istoedinheiro.com.br