Segurança das vacinas

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O desenvolvimento de uma vacina segue altos padrões de exigência e qualidade em todas as suas fases, o que inclui a pesquisa inicial, os testes em animais e humanos sob rigoroso protocolo de procedimentos éticos, até o processo de avaliação de resultados pelas agências reguladoras governamentais.

No Brasil, o órgão responsável pela avaliação dos resultados de segurança e eficácia de uma vacina e seu registro é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Anvisa, por meio da Resolução (RDC) n. 55, de 16 de dezembro de 2010, estabelece os requisitos mínimos para o registro de produtos biológicos, entre eles as vacinas. As fases de desenvolvimento exigidas por essa RDC são semelhantes às exigidas pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC). São elas:

Fase exploratória ou laboratorial: Fase inicial ainda restrita aos laboratórios. Momento em que são avaliadas dezenas e até centenas de moléculas para se definir a melhor composição da vacina.
Fase pré-clínica ou não clínica: Após a definição dos melhores componentes para a vacina, são realizados testes em animais para comprovação dos dados obtidos em experimentações in vitro.
Fase clínica: Segundo a Agência de Medicina Europeia (EMA), um estudo ou ensaio clínico é “Qualquer investigação em seres humanos, objetivando descobrir ou verificar os efeitos farmacodinâmicos, farmacológicos, clínicos e/ou outros efeitos de produto(s) e/ou identificar reações adversas ao(s) produto(s) em investigação, com o objetivo de averiguar sua segurança e/ou eficácia”. Esta etapa é dividida em outras três:
Fase 1: É a primeira avaliação do produto e tem como objetivo principal analisar a segurança e se induz alguma resposta imunológica. O grupo de voluntários costuma ser pequeno, de 20 a 80 pessoas — em geral, adultos saudáveis.
Fase 2: Nesse momento, o objetivo é avaliar a eficácia e obter informações mais detalhadas sobre a segurança. O número de pacientes que participa é de algumas centenas.
Fase 3: Aqui, o objetivo é avaliar a eficácia e a segurança no público-alvo, aquele ao qual se destina a vacina, ou seja, se ela realmente protege da doença. O número de voluntários aumenta, chegando a milhares
Fase 4: Após a aprovação pela Anvisa, o laboratório obtém o registro que o autoriza a produzir e distribuir a vacina em todo o território nacional. Como os estudos clínicos são realizados com um número de pessoas inferior ao que receberá a vacina, o laboratório continua acompanhando os resultados, a exemplo do que ocorre com outros medicamentos. O objetivo é monitorar a ocorrência dos eventos adversos.
Essas fases são conduzidas pelo laboratório fabricante e os resultados, quando demonstradas a eficácia e segurança da vacina, passam a integrar um dossiê que é encaminhado para a apreciação da Anvisa.

Esse acompanhamento também é realizado pelo Ministério da Saúde, por meio do Sistema de Vigilância de Eventos Adversos Pós-vacinação (EAPV) do Programa Nacional de Imunizações (PNI). O objetivo é quantificar e qualificar os eventos adversos para não haver dúvidas de que os riscos de complicações graves causadas pelas vacinas são nulos ou muito menores que os oferecidos pelas doenças contra as quais elas oferecem proteção.

Como existem sistemas de vigilância em diversos países, surgiu a necessidade de se estabelecer protocolos e definições uniformizadas, que permitam a comparação dos eventos adversos e outras informações a eles relacionadas. Para suprir esta necessidade, especialistas em segurança de vacinas organizaram o grupo Brighton Collaboration, que atualmente conta com a participação de mais de 3.100 pessoas de 124 países e já concluiu o processo de uniformização da definição de casos de 23 EAPV.

Todo esse cuidado é para garantir que o melhor produto seja disponibilizado à população, possibilitando, assim, a prevenção, o controle e até mesmo a erradicação de doenças, caso das vacinas contra varíola e poliomielite.

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Fonte: familia.sbim.org.br/

Por telefone, Dilma e Obama discutem vacina contra zika

A presidente Dilma Rousseff telefonou nesta sexta-feira para seu colega americano, Barack Obama, para discutir maneiras de aprofundar a colaboração no combate ao zika vírus e no desenvolvimento de uma vacina.

 

Segundo a Casa Branca, ambos discutiram suas preocupações sobre o avanço da doença no continente.

 

“Os líderes concordaram com a importância de esforços de colaboração para aprofundar nosso conhecimento, avançar em pesquisa e acelerar o trabalho para desenvolver melhores vacinas e outras tecnologias para controlar o vírus”, diz nota do governo americano.

 

O vírus, que já se espalhou por ao menos 24 países do continente, foi ligado a microcefalia em bebês. No Brasil, há 3.448 mil casos suspeitos sob investigação pelo Ministério da Saúde – segundo o órgão, já são 270 ocorrências confirmadas da má-formação.

 

De acordo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência brasileira, Dilma e Obama se comprometeram em criar um Grupo de Alto Nível entre Brasil e Estados Unidos para desenvolver vacinas e produtos terapêuticos, que terá como base a cooperação já existente entre o Instituto Butantan e o Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês) para pesquisa e produção de vacina contra a dengue.

 

Estão previstos novos contatos entre o Departamento de Saúde americano e o ministro da Saúde brasileiro para aprofundar a cooperação, segundo a Secretaria de Comunicação Social.

 

O avanço do zika vírus em vários países latino-americanos e o surgimento de casos nos Estados Unidos vêm preocupando o governo americano, que já emitiu um alerta orientando mulheres grávidas a evitar viajar para locais afetados.

 

Na quinta-feira, a OMS (Organização Mundial da Saúde) disse que o avanço do zika é explosivo e convocou um comitê de emergência para enfrentar o surto.

 

Ainda de acordo com o comunicado da Casa Branca, Dilma confirmou sua presença na reunião de cúpula sobre segurança nuclear que será realizada em Washington em 31 de março e 1º de abril.

 

Desenvolvimento de vacina

Nesta semana, cientistas americanos afirmaram à BBC que pode levar uma década até que a vacina desenvolvida por eles esteja disponível ao público.

 

Nos EUA, a busca pela vacina está sendo liderada por pesquisadores da Universidade do Texas, que visitaram o Brasil para pesquisar e coletar amostras.

 

Segundo eles, ainda que possam desenvolver uma vacina para testes em até dois anos, podem ser necessários dez anos para que ela seja aprovada por órgãos reguladores.

 

Fonte: bbc.com

Zika vírus se alastra e cientistas aceleram busca por vacina

 

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Empresas e cientistas correm na busca pela vacina contra o Zika, enquanto crescem as preocupações com o vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti que tem sido ligado a má formações de nascimento e se espalhado rapidamente nas Américas.

 

O vírus está agora presente em 23 países e territórios das Américas. O Brasil é o país mais afetado e já registrou cerca de 3.700 casos de microcefalia, grave doença em bebês recém-nascidos que, segundo forte suspeita, tem relação com o Zika.

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS), com base em Genebra, criticada por ter reagido muito devagar na epidemia de Ebola no oeste da África, está organizando uma reunião de emergência para a segunda-feira para ajudar a determinar a sua resposta ao alastramento do vírus.

 

O Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos ativou uma unidade de operações de emergência, contando com funcionários durante as 24 horas, para lidar com o Zika, disseram representantes da agência à Reuters.

 

Na quinta-feira, a OMS previu que até quatro milhões de pessoas nas Américas poderiam ser infectadas com o Zika, tornando ainda mais urgente os esforços de pesquisa já em andamento. Os desenvolvedores de vacinas deixaram claro que um medicamento para uso público ainda vai demorar meses, talvez anos.

 

A melhor perspectiva talvez seja a de um consórcio que inclui a Inovio Pharmaceuticals, que poderia ter uma vacina pronta para uso emergencial antes do fim do ano, de acordo com um dos seus desenvolvedores. As ações da Inovio subiram até 13 por cento nesta sexta.

 

O cientista canadense Gary Kobinger disse à Reuters na quinta-feira que o primeiro estágio de testes em humanos poderia começar já em agosto. Se tiver sucesso, a vacina poderia ser usada durante uma emergência de saúde pública até outubro ou novembro, afirmou ele, que ajudou a desenvolver uma vacina teste para o Ebola.

 

A desenvolvedora privada Hawaii Biotech declarou ter iniciado um programa formal para testar uma vacina contra o Zika no ano passado, quando o vírus começou a ganhar força no Brasil, mas não tem ainda um cronograma para testes clínicos.

 

“Neste momento, estamos no estágio pré-clínico, como todo mundo está, eu acho”, afirmou à Reuters Elliot Parks, chefe-executivo.

 

Um outro desenvolvedor privado, a Replikins, de Boston, nos EUA, disse que se preparava para começar os estudos em animais de uma vacina nos próximos dez dias. Informações sobre testes em ratos e coelhos podem estar disponíveis nos próximos meses, declarou o presidente da empresa, Samuel Bogoch, à Reuters.

 

“Ninguém tem 500 milhões de dólares na mão para levar (uma vacina) por todo o caminho até testes com humanos. Em algum momento, esperamos ter grandes financiadores conosco”, declarou ele.

 

O vírus Zika era encarado como causador de uma doença relativamente leve até as autoridades de saúde brasileiras o identificarem como um motivo de preocupação para gestantes. Ao mesmo tempo que uma relação de causa direta ainda não foi estabelecida, cientistas têm fortes suspeitas de uma ligação entre a doença e milhares de crianças nascidas no Brasil com cabeças menores do que o normal, danos cerebrais e visão prejudicada.

 

Não há tratamento para a infecção. Cerca de 80 por cento dos que contraem o vírus não apresentam sintomas, tornando difícil para as gestantes saberem se têm a doença ou não.

 

Fonte: exame.abril.com.br

Testes com vacina da dengue começam em fevereiro, diz Alckmin

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou nesta sexta-feira, 29, que os testes com a vacina da dengue, que está sendo elaborada pelo Instituto Butantã, vão começar no próximo mês. A vacina teve a última fase para testes em humanos liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro do ano passado e será testada em 13 cidades, entre elas São Paulo, Manaus, Belo Horizonte e Recife.

 

Alckmin informou ainda que 250 municípios receberão um mutirão e que um mapa interativo será implantando no site da Secretaria Estadual de Saúde para receber denúncias sobre focos do Aedes aegypti.

 

“Já estamos há anos, no Instituto Butantã, trabalhando para ter a vacina contra a dengue. Já teve a fase um, a fase dois e a última fase, que é a três, nós esperamos agora, no mês de fevereiro, fazer as primeiras vacinações de voluntários no Hospital das Clínicas contra os quatro tipos de vírus com apenas uma dose.”

 

Ao todo, 17 mil pessoas de todo o País devem participar do estudo em 14 centros de pesquisa. A estimativa é de que a vacina seja distribuída na rede pública em 2017.

 

O mutirão de combate ao Aedes aegypti será realizado neste fim de semana em 250 municípios do Estado de São Paulo. A ação terá como foco criadouros em imóveis públicos e particulares, além de orientações à população.

 

“No sábado passado, iniciamos pelos 20 municípios de maior incidência e, amanhã, teremos um mutirão em 250 municípios do Estado de São Paulo. No caso dos profissionais (que vão participar), passaremos a pagar diária aos sábados para ganhar tempo e aumentar ao máximo o número de visitas”, diz Alckmin.

 

A mobilização será realizada por agentes municipais, profissionais da Defesa Civil, oficiais do Exército, mas também aceita a participação de voluntários, que não vão precisar fazer um cadastro prévio.

 

Neste domingo, 12 parques estaduais também receberão ações de combate ao mosquito. Na capital, haverá panfletagem e eliminação de criadouros nos parques Villa-Lobos, Jequitibá, Juventude, Água Branca, Belém, Pomar Urbano, Alberto Löfgren, Candido Portinari e Guarapiranga.

 

A partir de segunda-feira, 1°, a população poderá fazer denúncias de pontos de proliferação do mosquito da dengue a partir de uma ferramenta no site da Secretaria Estadual de Saúde. Será um mapa interativo para indicação dos criadouros, que será acessado por gestores dos 645 municípios. Com os dados em mãos, eles vão direcionar ações para os locais indicados pelos moradores.

 

“Criamos no site da Secretaria de Saúde um aplicativo que as pessoas podem acessar pedindo visitas, denunciando e podendo participar”, explica o governador.

 

Casos

Em todo o País, são investigados 3.448 casos suspeitos de microcefalia e 270 já foram confirmados. Segundo o último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, havia 18 casos em investigação em São Paulo até 23 de janeiro.

 

De acordo com o secretário estadual de Saúde, David Uip, o número mais atualizado é de 21. “Temos dois bancos de dados. Um federal, onde são registrados todos os casos de microcefalia e o Estado de São Paulo notificou 126 casos. Um segundo banco tenta refinar o dado, tentando vincular a microcefalia o mais proximamente possível ao zika vírus. E nós temos 21 casos.”

 

Uip diz que a pasta está trabalhando para fazer as notificações de forma ágil e que, se o Ministério da Saúde passar novas orientações para aprimoramento das notificações, elas serão seguidas pelo Estado.

 

Fonte: noticias.uol.com.br

Grupo liderado pelo Canadá promete vacina contra o zika para novembro

Uma vacina para o zika pode estar pronta para uso emergencial antes do final de 2016 — muito antes do período estimado por autoridades de saúde — afirma um dos institutos que a desenvolve.

 

O novo imunizante está sendo criado pelo Laboratório Nacional de Microbiologia do Canadá e pela Universidade da Pensilvânia (EUA), em parceria com as empresas farmacêutica Inovio, americana, e GeneOne, sul-coreana.

 

Segundo Gary Kobinger, cientista canadense na gestão do projeto, é possível que imunizante comece a ser testado já em agosto. Após passar por avaliação de segurança, a vacina estaria pronta para ser usada ainda em caráter emergencial — antes de comprovação definitiva de eficácia em novembro.

 

“Essa vacina é fácil de produzir. Ela seria fabricada em escala realmente grande em um período curto”, afirmou Kobinger, que trabalhou também na criação de uma vacina eficaz contra o Ebola na Guiné. “A primeira coisa é estarmos prontos para o pior.”

 

A promessa canadense é mais ousada que a de autoridades sanitárias americanas, que estimam uma escala de vários anos para desenvolver um imunizante eficaz.

 

Joseph Kim, CEO da Inovio, afirma que a agenda adotada para desenvolver a vacina é ousada, mas possível.

 

“Acredito que essa será a primeira vacina a entrar em testes humanos”, disse. “Acreditamos estar à frente do pelotão principal na corrida por uma vacina para o zika.”

 

O Instituto Butantan, de São Paulo, promete desenvolver uma vacina “em tempo recorde”, que na avaliação da direção da entidade significa algo entre três e cinco anos.

 

Fonte: g1.globo.com

Vacina contra zika está a anos de distância, diz pesquisador dos EUA

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A busca por uma vacina para prevenir o zika vírus pode levar anos, afirmou nesta quinta-feira uma autoridade sanitária dos Estados Unidos em meio a um surto preocupante da doença transmitida por um mosquito e responsabilizada por problemas congênitos.

 

Não há vacina ou tratamento para o zika, que a Organização Mundial de Saúde (OMS) disse estar se “espalhando de maneira explosiva” pelo continente americano e pode levar a mais de quatro milhões de casos na região.

 

O zika pode causar microcefalia – cabeças e cérebros anormalmente pequenos – em bebês nascidos de mulheres infectadas.

 

Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), disse que o governo dos Estados Unidos está trabalhando em duas abordagens em direção a uma vacina contra o zika, com base em pesquisas já feitas sobre vírus transmitidos por mosquitos.

 

A primeira é uma “vacina baseada em DNA usando uma estratégia muito semelhante à que foi empregada para outro flavivírus, o vírus do Nilo Ocidental”, explicou Fauci. Os flavivírus são geralmente transmitidos por mosquitos ou carrapatos.

 

“Em segundo lugar, uma vacina viva atenuada, com base em abordagens semelhantes e altamente imunogênicas utilizadas para o vírus da dengue”, acrescentou.

 

As esperanças são altas de que o chamado ensaio clínico de Fase I possa começar no final deste ano para testar a segurança e a eficácia de uma vacina contra o zika em pessoas – mas Fauci alertou que o produto final vai demorar muito mais tempo para ficar pronto.

 

“Embora essas abordagens sejam promissoras, é importante compreender que não teremos uma vacina contra o zika amplamente disponível, segura e eficaz este ano e, provavelmente, nem mesmo nos próximos anos”, disse.

 

Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos alertaram as mulheres que estão grávidas ou querem engravidar para evitar viajar para áreas da América Latina e do Caribe que estão enfrentando focos do vírus.

 

Embora o zika vírus tenha sido documentado pela primeira vez em 1947, causou apenas pequenos surtos esporádicos e de doença até recentemente. Pouco se sabe sobre ele.

 

“Por favor, levem isso a sério”, alertou Anne Schuchat, vice-diretora dos CDC.

 

“É muito importante entender que nós ainda não sabemos o quanto queríamos saber sobre isso, e enquanto nós estamos aprendendo, é prudente considerar o adiamento de viagens”.

 

Algumas companhias aéreas estão oferecendo reembolso para as gestantes com passagens para qualquer um dos 22 países e territórios com surtos da doença.

 

O Brasil experimentou seu primeiro foco de Zika no ano passado e tem visto o número de casos de microcefalia subir, de 163 por ano, em média, a mais de 3.718 casos suspeitos, de acordo com o ministério da Saúde.

 

Um total de 31 casos de zika foram documentados nos Estados Unidos desde o ano passado – todas as pessoas infectadas enquanto estavam fora do país disse Schuchat.

 

No futuro, “é possível, até provável, que vejamos focos limitados do zika nos Estados Unidos”, disse Schuchat, em particular nas regiões do sul da Flórida e Texas.

 

 

Fauci disse que os Estados Unidos normalmente gastam 97 milhões de dólares por ano em vírus que são transmitidos por mosquitos e carrapatos, e vão investir uma parte dessa verba para financiar novas pesquisas sobre o zika em uma série de áreas, incluindo testes de diagnóstico, vacinas, pesquisa básica e controle de vetores.

 

Fonte: istoedinheiro.com.br

Vacina americana contra zika pode levar dez anos, dizem pesquisadores

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Cientistas americanos que estudam o zika vírus advertiram que pode levar uma década até que sua vacina à doença esteja disponível ao público.

 

O vírus, que já se espalhou por ao menos 21 países do continente, foi ligado a microcefalia em bebês, e 3,4 mil casos suspeitos no Brasil estão sendo investigados pelo Ministério da Saúde. Há, segundo o órgão, 270 casos confirmados da má-formação.

 

Nos EUA, a busca pela vacina está sendo liderada por cientistas da Universidade do Texas, que visitaram o Brasil para pesquisar e coletar amostras, agora sob análise em laboratório.

 

Mas os cientistas afirmam que, ainda que possam desenvolver uma vacina para testes em até dois anos, podem precisar de dez anos para que ela seja aprovada por órgãos reguladores.

 

“O que demoraria mais seria o processo de aprová-la no FDA (órgão americano que regula alimentos e medicamentos) e outras agências reguladoras para liberá-la ao uso público. E isso pode levar até dez ou 12 anos”, disse à BBC Nikos Vasilakis, professor-assistente do Departamento de Patologia da universidade.

 

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo desta quarta-feira, porém, um compromisso selado entre autoridades brasileiras e americanas buscaria “acelerar” esse prazo para três anos.

 

O Brasil também está desenvolvendo pesquisas próprias por vacinas. Uma, do Instituto Butantan, poderia ser acelerada por causa da urgência da situação e sair em cinco anos.

 

Laboratório

A BBC visitou o laboratório da Universidade do Texas, cujo acesso é controlado com rigidez pela polícia e pelo FBI.

 

O insetário dos pesquisadores tem mais de 20 tipos diferentes de mosquitos e “amostras” de Aedes aegypti – transmissor do zika, da dengue e do chikungunya – de 12 países diferentes.

 

Um dos pesquisadores, Scott Weaver, diretor do Instituto de Infecções Humanas e Imunidade da universidade, disse à BBC que as pessoas estão certas em temer o vírus, sobretudo com relação a gestações.

 

“O risco é de fato significativo. E se ocorrer a infecção do feto (pelo vírus) e a microcefalia se desenvolver, não temos como alterar os desdobramentos de uma doença grave, que às vezes é fatal ou deixa crianças com deficiências mentais pelo restante de suas vidas.”

 

Pesquisadores estudam também se o zika pode ser transmitido por relações sexuais ou pela saliva, ainda que isso pareça ser mais incomum.

 

“Achamos que a transmissão sexual pode ocorrer, mas não sabemos com qual frequência ou qual o risco de um indivíduo ser infectado”, afirma Weaver.

 

Fonte: bbc.com

Dinamarca confirma caso do zika; Obama pede rapidez em vacina

As autoridades de saúde da Dinamarca confirmaram nesta quarta-feira (27) um caso do zika no país. Um morador que viajou para fora do país testou positivo para o vírus, segundo informou a emissora nacional DR. Segundo o órgão de saúde da cidade de Aarhus, a 2ª maior do país, o paciente viajou para América do Sul e Central recentemente, onde teria contraído a doença.

 

E nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama pediu rapidez no desenvolvimento de testes, vacinas e tratamentos para combater o vírus zika. O alerta foi feito por meio de um comunicado da Casa Branca nesta terça-feira (26).

 

A preocupação veio dias depois de a Organização Mundial da Saúde alertar que uma epidemia da doença deve se espalhar pelo continente americano. Nos Estados Unidos, duas pessoas foram confirmadas nesta terça-feira (26) com o vírus, uma no estado do Arkansas e outra na Virgínia. Os pacientes viajaram para fora do país recentemente.

 

Na semana passada, outras três pessoas em Nova York também foram diagnosticadas com a doença.

 

Expansão pelo mundo

Além do Brasil, onde a situação é mais grave, o zika vírus já tem transmissão local em 23 países ou territórios na América, África e Oceania. Um número alto de infecções já chegou também à Colômbia, El Salvador e Cabo Verde. Veja mapa onde há registros do vírus

 

O aumento rápido do número de casos tem levado as autoridades das regiões atingidas a tomar medidas extremas como recomendar que as mulheres não engravidem. Na Colômbia, onde foram notificados 13.524 casos, entre confirmados e suspeitos, o governo recomendou que os casais evitem a gravidez pelo menos até julho.

 

Os vírus da dengue, chikungunya e zika são transmitidos pelo mesmo vetor, o Aedes aegypti, e levam a sintomas parecidos, como febre e dores musculares. Zika e dengue são do gênero Flavivirus, já o chikunguna é do gênero Alphavirus.

 

As doenças têm gravidades diferentes. A dengue, que pode ser provocada por quatro sorotipos diferentes do vírus, é caracterizada por febre repentina, dores musculares, falta de ar e moleza. A forma mais grave da doença é caracterizada por hemorragias e pode levar à morte.

 

O chikungunya caracteriza-se principalmente pelas intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre 10 e 15 dias, mas as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. Complicações sérias e morte são muito raras.

 

Já a febre por zika vírus leva a sintomas que se limitam a no máximo 7 dias. Apesar de os sintomas serem mais leves do que os de dengue e chikungunya, a relação do vírus com a microcefalia e a possível ligação com a síndrome de Guillain-Barré tem trazido preocupação.

 

Fonte: g1.globo.com

Obama pede agilidade em pesquisas de vacina e tratamentos para o zika

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta terça-feira (26) o rápido desenvolvimento de testes, vacinas e tratamentos para combater o vírus zika, que tem sido associado a casos de microcefalia em recém-nascidos e poderia se espalhar pelos Estados Unidos nos meses de calor.

 

Obama foi informado sobre o vírus em reunião com o diretor dos CDC (Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA), Thomas Frieden; o diretor do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas e Alergias, Anthony Fauci; e a Secretária de Saúde e Serviços Sociais dos EUA, Sylvia Mathews Burwell.

 

“O presidente enfatizou a necessidade de acelerar os esforços de pesquisa para tornar disponível teste de diagnóstico melhores, para desenvolver vacinas e terapias e para assegurar que todos os americanos tenham informação sobre o vírus Zika”, disse a Casa Branca em um comunicado.

 

As autoridades de saúde dos EUA estão intensificando os esforços para estudar a ligação entre infecções pelo vírus zika e casos de má formação de bebês, em meio a temores levantados por um estudo recente estimando que o vírus pode atingir regiões onde moram 60% da população po país.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o vírus, que foi ligado a casos de danos aos cérebros de bebês no Brasil, vai se espalhar para a maior parte dos países americanos, incluindo os Estados Unidos.

 

Fonte: g1.globo.com