Paraná tem 60 casos confirmados de gripe H1N1

H1N1

Sessenta casos de gripe H1N1 foram confirmados no Paraná desde janeiro. O número diz respeito aos pacientes que passaram por uma das 50 unidades de sentinela no estado, onde se faz a verificação dos tipos de vírus que estão circulando no Paraná. Os casos de gripe não são de notificação obrigatória, diferentemente de casos graves da doença, com complicações respiratórias, os quais devem ser notificados obrigatoriamente pelas Regionais de Saúde.

Em todo o estado foram 26 casos graves de gripe, nos quais os pacientes precisam de internamento, 22 foram diagnosticados com H1N1. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (06) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

De acordo com a chefe do Centro Estadual de Epidemiologia da Sesa, Julia Cordelini, o aumento do número de casos – que passou de 22 para 60 em uma semana – preocupam e devem ser motivo de atenção no estado, principalmente pela antecipação do surgimento de casos. “Normalmente, os casos de gripe começam a aumentar no final do mês de abril, mas o grande número de casos em São Paulo pode ser sido um dos motivos da antecipação”, explicou. Para Julia, isso significa que não só a secretaria como a população devem redobrar a vigilância, principalmente em relação aos casos graves da doença. “A H1N1 não é brincadeira e tem um grande potencial de levar a óbito”, disse.

Vacinação

A vacinação contra o vírus da gripe H1N1 deve começar no dia 25 de abril. A Secretaria da Saúde afirmou que recebeu a confirmação do Ministério da Saúde de que as primeiras doses da vacina devem chegar ao estado no fim desta semana.

Cuidados

Os cuidados para evitar o contágio pelo vírus da gripe H1N1 incluem uma lavagem completa das mãos, ambientes ventilados, boa higiene nasal e manter a hidratação do corpo. O início da dos sintomas da gripe H1N1 é semelhante à gripe convencional, mas sua evolução é rápida. Se os sintomas evoluírem para fortes dores de cabeça, dor no corpo, febre e principalmente, dificuldade para respirar, o paciente deve procurar uma unidade de saúde imediatamente. Isso porque a medicação administrada ao paciente nestes casos – o Tamiflu – deve ser iniciada entre 48h e 72h após o início dos sintomas. “O paciente não pode ficar em casa esperando melhorar”, afirmou Julia.

Gripe A

 

 

Fonte: gazetadopovo.com.br

7 coisas que toda gestante tem que saber sobre zika

gestante zika vírus

São Paulo – Conforme aumenta o surto de casos notificados de microcefalia em bebês no Brasil, cresce o temor das gestantes com relação aos riscos apresentados pelo zika vírus. Entre 2015 e 2016, já são mais de 4,7 mil suspeitas da malformação em crianças brasileiras, provavelmente associadas à expansão do vírus.

Sem vacina ou cura conhecida pela ciência, o governo brasileiro tenta mitigar os efeitos da epidemia concentrando esforços no combate ao Aedes aegypti.

A população de risco fica à mercê de prevenções alternativas para se proteger das contaminações. As dúvidas, principalmente de gestantes, ainda são muitas: quais as melhores formas de prevenção? O que fazer se o mosquito me pegar? Se tiver zika é certeza que meu filho terá problemas?

Para apresentar as melhores formas de prevenção e desmascarar alguns mitos com relação ao zika durante a gravidez, EXAME.com consultou especialistas para formular respostas — ou, ao menos, dizer o que já se sabe nesse sentido.

Veja a lista a seguir, elaborada com a ajuda de Jessé Alves Reis, coordenador do Ambulatório de Medicina do Viajante do Hospital Emílio Ribas, e José Paulo Pereira Júnior, gerente da Área de Atenção Clínico-Cirúrgica à Gestante do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).

1) Prevenir é o melhor remédio

Em prevenção, dois pontos precisam ser levantados. Um deles é a transmissão do zika por contato sexual.

Os Estados Unidos, através do serviço de saúde de Dallas, no Texas, divulgaram o registro com o caso de uma pessoa infectada após se relacionar com alguém que voltava da Venezuela. Como há a possibilidade de contaminação, gestantes devem usar preservativo em qualquer relação sexual.

Mas a principal preocupação deve ser, sem dúvida, evitar a picada do mosquito.

Começando pela casa, é fundamental manter a organização e eliminar quaisquer focos próximos de criadouros de mosquitos. Uma vistoria completa e chamar a atenção de vizinhos com relação à prevenção são mais que válidos.

Instalar mosquiteiros nas janelas é bastante eficaz — tê-los também no entorno da cama aumenta a proteção durante a madrugada. Inseticidas em spray e de tomada são bem vindos em locais ventilados.

Caso haja terrenos baldios, imóveis abandonados ou moradores da região que não colaboram em extinguir os focos, é recomendado que se procure a fiscalização das prefeituras. Em horários de alta concentração de mosquitos, como o período da noite e início da manhã, a atenção deve redobrar.

Apesar de o calor do verão dificultar o uso, vale priorizar as roupas compridas, reforçadas em mangas e pernas. Para as partes expostas, o uso de repelentes de insetos é necessário.

2) Não importa qual o repelente, contanto que se use corretamente

Qualquer repelente aprovado pela Anvisa ajuda na prevenção às picadas, mas a gestante deve estar atenta ao tempo de permanência na pele. Os três mais comuns são Icaridina, DEET, IR 3535.

“Icaridina tem o tempo de ação mais longo, de acordo com o fabricante, que pode durar até 10 horas na pele”, diz Jessé Alves Reis, do Emílio Ribas. “É fundamental lembrar sempre que esse tempo de duração é em situação ideal. Em momentos de transpiração alta, muito calor, é preciso reaplicar com mais frequência.”

Ler as instruções no rótulo do produto é obrigatório para que a eficiência seja assegurada e não haja tempo de exposição ao mosquito.

3) Viajar não está proibido, mas é melhor adiar

Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde não chegaram a proibir viagens de gestantes para regiões mais afetadas pelo surto de zika, mas recomendam precaução.

Cientistas, porém, divergem sobre o assunto. O CDC (Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos) é um dos órgãos que abertamente desencoraja as viagens — principalmente de gestantes — a países com surto de zika.

“Vale realmente a pena fazer a viagem? É preciso conversar com o seu médico e pensar em adiar até que se tenha um plano mais claro do que está acontecendo”, afirma Reis, do Emílio Ribas.

4) Não adianta fazer exames periódicos para monitorar o zika

O exame diagnóstico que já foi desenvolvido para o zika vírus é inútil sem a presença de sintomas, então não há motivo para fazer exames preventivos. Além de só detectar o problema na fase aguda, 80% dos casos de zika são assintomáticos.

“Infelizmente, o único teste que temos no momento, chamado RT-PCR, só é eficaz nos primeiros 5 a 16 dias de sintomas”, afirma José Paulo Pereira Júnior, da Fiocruz. ”Ainda não temos sorologias [exames laboratoriais] confiáveis que possam rastrear se o zika esteve no corpo em algum momento, nem se está em quantidade para causar malformação.”

Segundo Pereira Júnior, no futuro, quando estes exames laboratoriais estiverem aprimorados, esta pode ser uma estratégia para combater ocorrências de microcefalia.

5) Quem teve zika (muito provavelmente) pode engravidar

Em geral, após contrair uma doença viral e se curar, o corpo produz anticorpos por toda a vida. O “senso comum” da medicina acredita que o mesmo acontece para o zika. O problema é que a ciência ainda não sabe o quanto é necessário de vírus para desencadear casos de microcefalia, nem quanto tempo essa quantidade leva para sair do corpo da paciente.

A estimativa dos órgãos médicos, até o momento, é de que o zika demora cerca de 16 dias para ser eliminado do corpo. Como não há comprovação do ponto de vista definitivo, médicos e cientistas chegaram a essa conclusão colocando como referência o funcionamento de outras doenças virais, como a rubéola, sífilis e toxoplasmose.

Ambas causam malformação congênita, assim o zika parece fazer. Em nenhum caso, porém, há precedentes de microcefalia em pessoas que tiveram a doença antes da gravidez.

6) Os três primeiros meses de gravidez são mais críticos, mas, depois, não pode relaxar

“Os efeitos de infecções virais sempre são mais preocupantes nesse período, porque é a fase de multiplicação das células e formação dos órgãos”, diz José Paulo Pereira Júnior, da Fiocruz. “No modelo hipotético, é pior. Mas, por ser uma doença nova e não conhecermos todas as nuances, é necessário se proteger a todo o tempo.

“Não pode esmorecer nos cuidados, pois não se sabe o quanto a infecção pode ser prejudicial em momentos específicos da gravidez”, afirma.

7) Pegar o zika enquanto está grávida não significa certeza de que o bebê terá microcefalia

O maior pesadelo de uma gestante nesse cenário é ser diagnosticada com a zika. Mas antes de se desesperar, é necessário saber que não são 100% dos casos de mulheres que contraíram o vírus que geraram bebês com malformação. Essa proporção ainda é desconhecida pela ciência e está em estudo.

Pereira Júnior, da Fiocruz, atende 43 mulheres grávidas que foram comprovadamente diagnosticadas com o zika em seu consultório. A proporção de bebês com malformação é alta, mas sua amostragem não é suficiente para comprovar algo.

“Do ponto de vista técnico, só consigo falar de depois de comparar grupos doentes com saudáveis por anos, entendendo as regras de cada situação. Estudos como este começaram a ser feitos agora”, diz. “Daqui um ano ou dois que teremos esses números.”

É importantíssimo estar atenta aos sintomas: os efeitos mais comuns do vírus no corpo são febres intermitentes e moderadas, vermelhidão nos olhos por conjuntivite, dores no corpo e articulações, além das características manchas vermelhas na pele. Se houver qualquer desconfiança, é necessário procurar os serviços de saúde.

“Uma vez contraído o vírus, não há muito mais o que fazer — é acompanhar para ver se esse criança será afetada”, diz Jessé Alves Reis, do Emílio Ribas. “É difícil cravar qualquer estimativa, pois não sabemos quantas pessoas contraíram e não tiveram nada, não sabemos a proporção de mulheres infectadas que efetivamente passaram pelo problema adiante.”

EXTRA: Depois do nascimento, crianças não podem desenvolver malformação por conta do zika vírus

Em crianças pequenas e idosos, essa família de vírus pode causar eventos mais sérios que em adultos, como febre, comprometimento do fígado, etc.”, disse Ralcyon Texeira, supervisor do Pronto Socorro do Hospital Emílio Ribas, em entrevista a EXAME.com.

Texeira destaca que é completamente falso o boato que corre na internet sobre a possibilidade de crianças já nascidas, e até os 7 anos de idade, contraírem microcefalia se infectadas com o zika vírus.

“Não haverá qualquer tipo de malformação”, diz. “Isso é completamente falso.”

 

Fonte: exame.abril.com.br

Por telefone, Dilma e Obama discutem vacina contra zika

A presidente Dilma Rousseff telefonou nesta sexta-feira para seu colega americano, Barack Obama, para discutir maneiras de aprofundar a colaboração no combate ao zika vírus e no desenvolvimento de uma vacina.

 

Segundo a Casa Branca, ambos discutiram suas preocupações sobre o avanço da doença no continente.

 

“Os líderes concordaram com a importância de esforços de colaboração para aprofundar nosso conhecimento, avançar em pesquisa e acelerar o trabalho para desenvolver melhores vacinas e outras tecnologias para controlar o vírus”, diz nota do governo americano.

 

O vírus, que já se espalhou por ao menos 24 países do continente, foi ligado a microcefalia em bebês. No Brasil, há 3.448 mil casos suspeitos sob investigação pelo Ministério da Saúde – segundo o órgão, já são 270 ocorrências confirmadas da má-formação.

 

De acordo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência brasileira, Dilma e Obama se comprometeram em criar um Grupo de Alto Nível entre Brasil e Estados Unidos para desenvolver vacinas e produtos terapêuticos, que terá como base a cooperação já existente entre o Instituto Butantan e o Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês) para pesquisa e produção de vacina contra a dengue.

 

Estão previstos novos contatos entre o Departamento de Saúde americano e o ministro da Saúde brasileiro para aprofundar a cooperação, segundo a Secretaria de Comunicação Social.

 

O avanço do zika vírus em vários países latino-americanos e o surgimento de casos nos Estados Unidos vêm preocupando o governo americano, que já emitiu um alerta orientando mulheres grávidas a evitar viajar para locais afetados.

 

Na quinta-feira, a OMS (Organização Mundial da Saúde) disse que o avanço do zika é explosivo e convocou um comitê de emergência para enfrentar o surto.

 

Ainda de acordo com o comunicado da Casa Branca, Dilma confirmou sua presença na reunião de cúpula sobre segurança nuclear que será realizada em Washington em 31 de março e 1º de abril.

 

Desenvolvimento de vacina

Nesta semana, cientistas americanos afirmaram à BBC que pode levar uma década até que a vacina desenvolvida por eles esteja disponível ao público.

 

Nos EUA, a busca pela vacina está sendo liderada por pesquisadores da Universidade do Texas, que visitaram o Brasil para pesquisar e coletar amostras.

 

Segundo eles, ainda que possam desenvolver uma vacina para testes em até dois anos, podem ser necessários dez anos para que ela seja aprovada por órgãos reguladores.

 

Fonte: bbc.com

Zika vírus se alastra e cientistas aceleram busca por vacina

 

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Empresas e cientistas correm na busca pela vacina contra o Zika, enquanto crescem as preocupações com o vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti que tem sido ligado a má formações de nascimento e se espalhado rapidamente nas Américas.

 

O vírus está agora presente em 23 países e territórios das Américas. O Brasil é o país mais afetado e já registrou cerca de 3.700 casos de microcefalia, grave doença em bebês recém-nascidos que, segundo forte suspeita, tem relação com o Zika.

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS), com base em Genebra, criticada por ter reagido muito devagar na epidemia de Ebola no oeste da África, está organizando uma reunião de emergência para a segunda-feira para ajudar a determinar a sua resposta ao alastramento do vírus.

 

O Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos ativou uma unidade de operações de emergência, contando com funcionários durante as 24 horas, para lidar com o Zika, disseram representantes da agência à Reuters.

 

Na quinta-feira, a OMS previu que até quatro milhões de pessoas nas Américas poderiam ser infectadas com o Zika, tornando ainda mais urgente os esforços de pesquisa já em andamento. Os desenvolvedores de vacinas deixaram claro que um medicamento para uso público ainda vai demorar meses, talvez anos.

 

A melhor perspectiva talvez seja a de um consórcio que inclui a Inovio Pharmaceuticals, que poderia ter uma vacina pronta para uso emergencial antes do fim do ano, de acordo com um dos seus desenvolvedores. As ações da Inovio subiram até 13 por cento nesta sexta.

 

O cientista canadense Gary Kobinger disse à Reuters na quinta-feira que o primeiro estágio de testes em humanos poderia começar já em agosto. Se tiver sucesso, a vacina poderia ser usada durante uma emergência de saúde pública até outubro ou novembro, afirmou ele, que ajudou a desenvolver uma vacina teste para o Ebola.

 

A desenvolvedora privada Hawaii Biotech declarou ter iniciado um programa formal para testar uma vacina contra o Zika no ano passado, quando o vírus começou a ganhar força no Brasil, mas não tem ainda um cronograma para testes clínicos.

 

“Neste momento, estamos no estágio pré-clínico, como todo mundo está, eu acho”, afirmou à Reuters Elliot Parks, chefe-executivo.

 

Um outro desenvolvedor privado, a Replikins, de Boston, nos EUA, disse que se preparava para começar os estudos em animais de uma vacina nos próximos dez dias. Informações sobre testes em ratos e coelhos podem estar disponíveis nos próximos meses, declarou o presidente da empresa, Samuel Bogoch, à Reuters.

 

“Ninguém tem 500 milhões de dólares na mão para levar (uma vacina) por todo o caminho até testes com humanos. Em algum momento, esperamos ter grandes financiadores conosco”, declarou ele.

 

O vírus Zika era encarado como causador de uma doença relativamente leve até as autoridades de saúde brasileiras o identificarem como um motivo de preocupação para gestantes. Ao mesmo tempo que uma relação de causa direta ainda não foi estabelecida, cientistas têm fortes suspeitas de uma ligação entre a doença e milhares de crianças nascidas no Brasil com cabeças menores do que o normal, danos cerebrais e visão prejudicada.

 

Não há tratamento para a infecção. Cerca de 80 por cento dos que contraem o vírus não apresentam sintomas, tornando difícil para as gestantes saberem se têm a doença ou não.

 

Fonte: exame.abril.com.br

Testes com vacina da dengue começam em fevereiro, diz Alckmin

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou nesta sexta-feira, 29, que os testes com a vacina da dengue, que está sendo elaborada pelo Instituto Butantã, vão começar no próximo mês. A vacina teve a última fase para testes em humanos liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro do ano passado e será testada em 13 cidades, entre elas São Paulo, Manaus, Belo Horizonte e Recife.

 

Alckmin informou ainda que 250 municípios receberão um mutirão e que um mapa interativo será implantando no site da Secretaria Estadual de Saúde para receber denúncias sobre focos do Aedes aegypti.

 

“Já estamos há anos, no Instituto Butantã, trabalhando para ter a vacina contra a dengue. Já teve a fase um, a fase dois e a última fase, que é a três, nós esperamos agora, no mês de fevereiro, fazer as primeiras vacinações de voluntários no Hospital das Clínicas contra os quatro tipos de vírus com apenas uma dose.”

 

Ao todo, 17 mil pessoas de todo o País devem participar do estudo em 14 centros de pesquisa. A estimativa é de que a vacina seja distribuída na rede pública em 2017.

 

O mutirão de combate ao Aedes aegypti será realizado neste fim de semana em 250 municípios do Estado de São Paulo. A ação terá como foco criadouros em imóveis públicos e particulares, além de orientações à população.

 

“No sábado passado, iniciamos pelos 20 municípios de maior incidência e, amanhã, teremos um mutirão em 250 municípios do Estado de São Paulo. No caso dos profissionais (que vão participar), passaremos a pagar diária aos sábados para ganhar tempo e aumentar ao máximo o número de visitas”, diz Alckmin.

 

A mobilização será realizada por agentes municipais, profissionais da Defesa Civil, oficiais do Exército, mas também aceita a participação de voluntários, que não vão precisar fazer um cadastro prévio.

 

Neste domingo, 12 parques estaduais também receberão ações de combate ao mosquito. Na capital, haverá panfletagem e eliminação de criadouros nos parques Villa-Lobos, Jequitibá, Juventude, Água Branca, Belém, Pomar Urbano, Alberto Löfgren, Candido Portinari e Guarapiranga.

 

A partir de segunda-feira, 1°, a população poderá fazer denúncias de pontos de proliferação do mosquito da dengue a partir de uma ferramenta no site da Secretaria Estadual de Saúde. Será um mapa interativo para indicação dos criadouros, que será acessado por gestores dos 645 municípios. Com os dados em mãos, eles vão direcionar ações para os locais indicados pelos moradores.

 

“Criamos no site da Secretaria de Saúde um aplicativo que as pessoas podem acessar pedindo visitas, denunciando e podendo participar”, explica o governador.

 

Casos

Em todo o País, são investigados 3.448 casos suspeitos de microcefalia e 270 já foram confirmados. Segundo o último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, havia 18 casos em investigação em São Paulo até 23 de janeiro.

 

De acordo com o secretário estadual de Saúde, David Uip, o número mais atualizado é de 21. “Temos dois bancos de dados. Um federal, onde são registrados todos os casos de microcefalia e o Estado de São Paulo notificou 126 casos. Um segundo banco tenta refinar o dado, tentando vincular a microcefalia o mais proximamente possível ao zika vírus. E nós temos 21 casos.”

 

Uip diz que a pasta está trabalhando para fazer as notificações de forma ágil e que, se o Ministério da Saúde passar novas orientações para aprimoramento das notificações, elas serão seguidas pelo Estado.

 

Fonte: noticias.uol.com.br

Grupo liderado pelo Canadá promete vacina contra o zika para novembro

Uma vacina para o zika pode estar pronta para uso emergencial antes do final de 2016 — muito antes do período estimado por autoridades de saúde — afirma um dos institutos que a desenvolve.

 

O novo imunizante está sendo criado pelo Laboratório Nacional de Microbiologia do Canadá e pela Universidade da Pensilvânia (EUA), em parceria com as empresas farmacêutica Inovio, americana, e GeneOne, sul-coreana.

 

Segundo Gary Kobinger, cientista canadense na gestão do projeto, é possível que imunizante comece a ser testado já em agosto. Após passar por avaliação de segurança, a vacina estaria pronta para ser usada ainda em caráter emergencial — antes de comprovação definitiva de eficácia em novembro.

 

“Essa vacina é fácil de produzir. Ela seria fabricada em escala realmente grande em um período curto”, afirmou Kobinger, que trabalhou também na criação de uma vacina eficaz contra o Ebola na Guiné. “A primeira coisa é estarmos prontos para o pior.”

 

A promessa canadense é mais ousada que a de autoridades sanitárias americanas, que estimam uma escala de vários anos para desenvolver um imunizante eficaz.

 

Joseph Kim, CEO da Inovio, afirma que a agenda adotada para desenvolver a vacina é ousada, mas possível.

 

“Acredito que essa será a primeira vacina a entrar em testes humanos”, disse. “Acreditamos estar à frente do pelotão principal na corrida por uma vacina para o zika.”

 

O Instituto Butantan, de São Paulo, promete desenvolver uma vacina “em tempo recorde”, que na avaliação da direção da entidade significa algo entre três e cinco anos.

 

Fonte: g1.globo.com

Vacina contra zika está a anos de distância, diz pesquisador dos EUA

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A busca por uma vacina para prevenir o zika vírus pode levar anos, afirmou nesta quinta-feira uma autoridade sanitária dos Estados Unidos em meio a um surto preocupante da doença transmitida por um mosquito e responsabilizada por problemas congênitos.

 

Não há vacina ou tratamento para o zika, que a Organização Mundial de Saúde (OMS) disse estar se “espalhando de maneira explosiva” pelo continente americano e pode levar a mais de quatro milhões de casos na região.

 

O zika pode causar microcefalia – cabeças e cérebros anormalmente pequenos – em bebês nascidos de mulheres infectadas.

 

Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), disse que o governo dos Estados Unidos está trabalhando em duas abordagens em direção a uma vacina contra o zika, com base em pesquisas já feitas sobre vírus transmitidos por mosquitos.

 

A primeira é uma “vacina baseada em DNA usando uma estratégia muito semelhante à que foi empregada para outro flavivírus, o vírus do Nilo Ocidental”, explicou Fauci. Os flavivírus são geralmente transmitidos por mosquitos ou carrapatos.

 

“Em segundo lugar, uma vacina viva atenuada, com base em abordagens semelhantes e altamente imunogênicas utilizadas para o vírus da dengue”, acrescentou.

 

As esperanças são altas de que o chamado ensaio clínico de Fase I possa começar no final deste ano para testar a segurança e a eficácia de uma vacina contra o zika em pessoas – mas Fauci alertou que o produto final vai demorar muito mais tempo para ficar pronto.

 

“Embora essas abordagens sejam promissoras, é importante compreender que não teremos uma vacina contra o zika amplamente disponível, segura e eficaz este ano e, provavelmente, nem mesmo nos próximos anos”, disse.

 

Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos alertaram as mulheres que estão grávidas ou querem engravidar para evitar viajar para áreas da América Latina e do Caribe que estão enfrentando focos do vírus.

 

Embora o zika vírus tenha sido documentado pela primeira vez em 1947, causou apenas pequenos surtos esporádicos e de doença até recentemente. Pouco se sabe sobre ele.

 

“Por favor, levem isso a sério”, alertou Anne Schuchat, vice-diretora dos CDC.

 

“É muito importante entender que nós ainda não sabemos o quanto queríamos saber sobre isso, e enquanto nós estamos aprendendo, é prudente considerar o adiamento de viagens”.

 

Algumas companhias aéreas estão oferecendo reembolso para as gestantes com passagens para qualquer um dos 22 países e territórios com surtos da doença.

 

O Brasil experimentou seu primeiro foco de Zika no ano passado e tem visto o número de casos de microcefalia subir, de 163 por ano, em média, a mais de 3.718 casos suspeitos, de acordo com o ministério da Saúde.

 

Um total de 31 casos de zika foram documentados nos Estados Unidos desde o ano passado – todas as pessoas infectadas enquanto estavam fora do país disse Schuchat.

 

No futuro, “é possível, até provável, que vejamos focos limitados do zika nos Estados Unidos”, disse Schuchat, em particular nas regiões do sul da Flórida e Texas.

 

 

Fauci disse que os Estados Unidos normalmente gastam 97 milhões de dólares por ano em vírus que são transmitidos por mosquitos e carrapatos, e vão investir uma parte dessa verba para financiar novas pesquisas sobre o zika em uma série de áreas, incluindo testes de diagnóstico, vacinas, pesquisa básica e controle de vetores.

 

Fonte: istoedinheiro.com.br

Vacina americana contra zika pode levar dez anos, dizem pesquisadores

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Cientistas americanos que estudam o zika vírus advertiram que pode levar uma década até que sua vacina à doença esteja disponível ao público.

 

O vírus, que já se espalhou por ao menos 21 países do continente, foi ligado a microcefalia em bebês, e 3,4 mil casos suspeitos no Brasil estão sendo investigados pelo Ministério da Saúde. Há, segundo o órgão, 270 casos confirmados da má-formação.

 

Nos EUA, a busca pela vacina está sendo liderada por cientistas da Universidade do Texas, que visitaram o Brasil para pesquisar e coletar amostras, agora sob análise em laboratório.

 

Mas os cientistas afirmam que, ainda que possam desenvolver uma vacina para testes em até dois anos, podem precisar de dez anos para que ela seja aprovada por órgãos reguladores.

 

“O que demoraria mais seria o processo de aprová-la no FDA (órgão americano que regula alimentos e medicamentos) e outras agências reguladoras para liberá-la ao uso público. E isso pode levar até dez ou 12 anos”, disse à BBC Nikos Vasilakis, professor-assistente do Departamento de Patologia da universidade.

 

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo desta quarta-feira, porém, um compromisso selado entre autoridades brasileiras e americanas buscaria “acelerar” esse prazo para três anos.

 

O Brasil também está desenvolvendo pesquisas próprias por vacinas. Uma, do Instituto Butantan, poderia ser acelerada por causa da urgência da situação e sair em cinco anos.

 

Laboratório

A BBC visitou o laboratório da Universidade do Texas, cujo acesso é controlado com rigidez pela polícia e pelo FBI.

 

O insetário dos pesquisadores tem mais de 20 tipos diferentes de mosquitos e “amostras” de Aedes aegypti – transmissor do zika, da dengue e do chikungunya – de 12 países diferentes.

 

Um dos pesquisadores, Scott Weaver, diretor do Instituto de Infecções Humanas e Imunidade da universidade, disse à BBC que as pessoas estão certas em temer o vírus, sobretudo com relação a gestações.

 

“O risco é de fato significativo. E se ocorrer a infecção do feto (pelo vírus) e a microcefalia se desenvolver, não temos como alterar os desdobramentos de uma doença grave, que às vezes é fatal ou deixa crianças com deficiências mentais pelo restante de suas vidas.”

 

Pesquisadores estudam também se o zika pode ser transmitido por relações sexuais ou pela saliva, ainda que isso pareça ser mais incomum.

 

“Achamos que a transmissão sexual pode ocorrer, mas não sabemos com qual frequência ou qual o risco de um indivíduo ser infectado”, afirma Weaver.

 

Fonte: bbc.com

Dinamarca confirma caso do zika; Obama pede rapidez em vacina

As autoridades de saúde da Dinamarca confirmaram nesta quarta-feira (27) um caso do zika no país. Um morador que viajou para fora do país testou positivo para o vírus, segundo informou a emissora nacional DR. Segundo o órgão de saúde da cidade de Aarhus, a 2ª maior do país, o paciente viajou para América do Sul e Central recentemente, onde teria contraído a doença.

 

E nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama pediu rapidez no desenvolvimento de testes, vacinas e tratamentos para combater o vírus zika. O alerta foi feito por meio de um comunicado da Casa Branca nesta terça-feira (26).

 

A preocupação veio dias depois de a Organização Mundial da Saúde alertar que uma epidemia da doença deve se espalhar pelo continente americano. Nos Estados Unidos, duas pessoas foram confirmadas nesta terça-feira (26) com o vírus, uma no estado do Arkansas e outra na Virgínia. Os pacientes viajaram para fora do país recentemente.

 

Na semana passada, outras três pessoas em Nova York também foram diagnosticadas com a doença.

 

Expansão pelo mundo

Além do Brasil, onde a situação é mais grave, o zika vírus já tem transmissão local em 23 países ou territórios na América, África e Oceania. Um número alto de infecções já chegou também à Colômbia, El Salvador e Cabo Verde. Veja mapa onde há registros do vírus

 

O aumento rápido do número de casos tem levado as autoridades das regiões atingidas a tomar medidas extremas como recomendar que as mulheres não engravidem. Na Colômbia, onde foram notificados 13.524 casos, entre confirmados e suspeitos, o governo recomendou que os casais evitem a gravidez pelo menos até julho.

 

Os vírus da dengue, chikungunya e zika são transmitidos pelo mesmo vetor, o Aedes aegypti, e levam a sintomas parecidos, como febre e dores musculares. Zika e dengue são do gênero Flavivirus, já o chikunguna é do gênero Alphavirus.

 

As doenças têm gravidades diferentes. A dengue, que pode ser provocada por quatro sorotipos diferentes do vírus, é caracterizada por febre repentina, dores musculares, falta de ar e moleza. A forma mais grave da doença é caracterizada por hemorragias e pode levar à morte.

 

O chikungunya caracteriza-se principalmente pelas intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre 10 e 15 dias, mas as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. Complicações sérias e morte são muito raras.

 

Já a febre por zika vírus leva a sintomas que se limitam a no máximo 7 dias. Apesar de os sintomas serem mais leves do que os de dengue e chikungunya, a relação do vírus com a microcefalia e a possível ligação com a síndrome de Guillain-Barré tem trazido preocupação.

 

Fonte: g1.globo.com

Obama pede agilidade em pesquisas de vacina e tratamentos para o zika

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta terça-feira (26) o rápido desenvolvimento de testes, vacinas e tratamentos para combater o vírus zika, que tem sido associado a casos de microcefalia em recém-nascidos e poderia se espalhar pelos Estados Unidos nos meses de calor.

 

Obama foi informado sobre o vírus em reunião com o diretor dos CDC (Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA), Thomas Frieden; o diretor do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas e Alergias, Anthony Fauci; e a Secretária de Saúde e Serviços Sociais dos EUA, Sylvia Mathews Burwell.

 

“O presidente enfatizou a necessidade de acelerar os esforços de pesquisa para tornar disponível teste de diagnóstico melhores, para desenvolver vacinas e terapias e para assegurar que todos os americanos tenham informação sobre o vírus Zika”, disse a Casa Branca em um comunicado.

 

As autoridades de saúde dos EUA estão intensificando os esforços para estudar a ligação entre infecções pelo vírus zika e casos de má formação de bebês, em meio a temores levantados por um estudo recente estimando que o vírus pode atingir regiões onde moram 60% da população po país.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o vírus, que foi ligado a casos de danos aos cérebros de bebês no Brasil, vai se espalhar para a maior parte dos países americanos, incluindo os Estados Unidos.

 

Fonte: g1.globo.com