Teresina já registrou 494 casos de catapora este ano, aponta FMS

CATAPORA

Os casos de varicela, popularmente chamada de catapora, tem deixado os órgãos gestores da saúde pública no Piauí em estado de alerta. Somente em Teresina, de acordo com a Fundação Municipal de Saúde (FMS), já foram registrados 494 casos e 14 surtos, que é caracterizado pelo aumento repentino do número de casos em uma determinada área da cidade. As regiões não foram informadas. Uma criança morreu por complicações da doença e outra segue internada em estado grave.
A criança que veio a óbito era do estado do Maranhão e estava internada no Hospital de Doenças Tropicais Natan Portela. Outra criança permanece em estado grave é de Teresina, residente no bairro Pedra Mole, Zona Leste da capital. Os maiores índices da doença acontecem entre os meses de outubro e dezembro.
Já foram registrados, somente neste ano, 14 surtos da doença na capital, quando surgem casos em determinado espaço. Quando isso ocorre a Diretoria de Vigilância em Saúde da FMS notifica e registra os surtos, coleta informações diversas e com elas são desenvolvidas as ações de imunizações. Em 2016, já foram 494 casos da doença.
Quando confirmados casos de catapora na cidade, a FMS faz a investigação das pessoas que tiveram contato com os acometidos pela doença para saber se nesse círculo de pessoas há gestantes ou pessoas imunodeprimidas, aquelas que tenham defesas imunológicas fracas.
Caso haja, é feita a aplicação de imunoglobulina para bloqueio. Com as outras pessoas, caso haja suspeita, é feita a notificação e a pessoa fica em observação, e em qualquer sinal de alerta é orientado a voltar ao serviço médico.
Vacinação em dia
A gerente de epidemiologia da FMS, Amparo Salmito, reitera que é de extrema importância o acompanhamento médico especializado. No ano passado, ela diz que não foi registrado nenhum óbito na capital e que neste ano os casos seguem dentro do que é previsto para estes meses.
“A varicela, popular catapora, pode vir com diversas complicações, atacando o cérebro, por exemplo. A melhor orientação é manter o calendário vacinal atualizado, prevenindo não só esta doença, mas como sarampo e rubéola”, explica a gerente de epidemiologia.
A varicela (catapora) é uma doença altamente contagiosa, caracterizada pelo surgimento de lesões cutâneas de várias formas, podendo ser acompanhadas de febre moderada e outros sintomas leves. A doença pode ocorrer durante todo o ano, com picos de incidência nos meses de agosto a novembro. No Brasil, a varicela não é uma Doença de Notificação Compulsória.

Fonte: http://g1.globo.com/

Sarampo é eliminado das Américas

A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) anunciou, no dia 27 de setembro, durante o 55º Conselho Diretor da entidade, que o continente é o primeiro do mundo a conseguir eliminar o sarampo. Com a conquista, já são cinco as enfermidades que não circulam mais na região graças à vacinação: varíola (desde 1971), poliomielite (1994), rubéola e síndrome da rubéola congênita (ambas em 2015).

Antes de começar a vacinação maciça em 1980, o sarampo causava cerca de 2.600.000 de mortes por ano no mundo e cerca de 101.800 óbitos somente nas Américas entre 1971 e 1979. Um estudo sobre a efetividade da eliminação do sarampo na América Latina e no Caribe estima que, com a vacinação, os países da região preveniram 3.200.000 de casos de sarampo e 16.000 mortes entre 2000 e 2020.

A SBIm comemora a notícia, mas destaca que a manutenção do status depende de mobilização constante porque o vírus continua a circular em outras nações. Entre 2013 e 2015, uma epidemia iniciada a partir de casos importados atingiu 916 pessoas no Ceará. Até então, o Brasil estava há 13 anos sem registro de transmissão autócne da doença.

Fonte: http://sbim.org.br/