Mosquito da dengue está resistente a temperatura amena, mostra pesquisa

129500-dengue02Os cientistas do Instituto Butantan descobriram que o Aedes Aegipt evoluiu geneticamente para sobreviver a temperaturas mais baixas. Ele agora se adapta a temperaturas mais amenas.

 

Os pesquisadores encontraram mosquitos com tamanho e formato de asas diferentes. São mudanças muito maiores que as esperadas para essa espécie. O estudo começou em 2011 com 150 fêmeas do mosquito e durou mais de um ano.

 

O coordenador da pesquisa, Lincoln Suedesk, disse que essa mudança surpreendeu os pesquisadores. “Era presumida que a evolução era rápida, mas a gente não imaginou que era tão rápida”.

 

A Secretaria Estadual de Saúde informou que até setembro, mais de 600 mil pessoas contraíram a doença no estado.

 

O gerente comercial Vanderlei de Arruda está com a doença. “Algumas pessoas me ligaram para saber como eu estava, algumas delas perguntaram ‘poxa, mas isso só dá no versão, porque isso… você tem certeza que é dengue mesmo, que agora não é época disso'”.

 

Na capital, 99 mil pessoas pegaram dengue e 22 morreram. Quase metade dos casos foi na Zona Norte.

 

Vacina

O governo de São Paulo e o governo federal querem acelerar os testes da vacina contra a dengue estudada pelo Instituto Butantan em 13 mil pessoas. Ainda estão sendo feito testes, mas a vacia pode sair só em 2018.

 

A vacina, que começou a ser elaborada há dois anos, deu bons resultados em fases anteriores. Os pesquisadores do instituto e da Faculdade de Medicina da USP fizeram a vacina com o vírus da dengue enfraquecido. Ela foi fabricada para combater os quatro tipos de vírus que existem no país em uma única dose.

 

Na primeira fase, 50 voluntários foram vacinados e, na segunda fase, 130 pessoas. Os cientistas dizem que os resultados são promissores.

 

Para ser um voluntário na fase 2 dos testes da vacina, é necessário já ter contraído dengue e ter entre 18 e 60 anos. Preenchendo esses requisitos, basta ligar para a Faculdade de Medicina da USP no telefone: 2661.3344.

 

Fonte: G1

Sociedade médica lança campanha de prevenção contra pneumonia em Curitiba

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Segunda infecção respiratória mais frequente no País, a pneumonia representa uma grande ameaça à saúde da população. Mas, enquanto a vacinação infantil já está bem estabelecida no Brasil, ainda é preciso sensibilizar a sociedade para a importância da prevenção entre os adultos. Isso porque o enfraquecimento do sistema imunológico, fenômeno associado ao envelhecimento, pode tornar o paciente ainda mais suscetível à doença. Para fazer esse alerta, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) promove em Curitiba a campanha “Pneumonia tem vacina”, com apoio da Pfizer.

 

Apenas nos primeiros sete meses de 2015 foram registrados mais 167 mil casos de internação por pneumonia em pessoas acima de 50 anos de idade nas unidades ligadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), segundo dados do Ministério da Saúde. Nesse mesmo período, foram mais de 132 mil hospitalizações por pneumonia entre as crianças brasileiras de zero a 4 anos de idade.

 

“A pneumonia é uma doença comum, responsável por milhares de mortes e internações no Brasil. Até recentemente, não tínhamos vacinas tão efetivas para proteger os maiores de 50 anos, por exemplo. Mas já existe, há algum tempo, uma nova geração de vacinas que é capaz de prevenir a enfermidade nas pessoas das faixas etárias mais avançadas. Assim, o objetivo da campanha é disseminar essa informação e incentivar a prevenção”, diz o pneumologista Jairo Sponholz Araújo, presidente do Conselho Deliberativo da SBPT. Vale lembrar que o adulto precisa de apenas uma dose da vacina.

 

A iniciativa, idealizada pela sociedade médica e a Pfizer, vai promover uma ação no Parque Barigui de 7 a 15 de novembro, das 9 às 19 horas, sempre aos fins de semana. Em uma tenda, três enfermeiras vão distribuir material informativo sobre a imunização contra a pneumonia, além de responder a dúvidas relacionadas à vacina. A ação também foi realizada nos últimos dois finais de semana no Shopping Batel, atingindo mais de 5 mil pessoas.

 

A população também poderá obter mais informações sobre a pneumonia por meio do portal www.pneumoniatemvacina.com.br, que reúne dados sobre a doença (sintomas, fatores de risco e diagnóstico), tratamento, formas de prevenção e locais de vacinação.

 

O Streptococcus pneumoniae (pneumococo) é a causa bacteriana mais frequente de pneumonia. Entre as opções de vacinas disponíveis para a prevenção desse tipo de pneumonia e das demais doenças pneumocócicas está a Prevenar 13, da Pfizer, que é indicada tanto para pessoas a partir dos 50 anos como para crianças e adolescentes de dois meses a 17 anos de idade. O imunizante é capaz de prevenir a pneumonia causada pelos 13 sorotipos de pneumococo mais prevalentes em todo o mundo: 1, 3, 4, 5, 6A, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19A, 19F e 23F.

 

Pneumonia

Todos os anos, 1,6 milhão de pessoas morrem em todo o mundo por causa da pneumonia, de acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde. A pneumonia é uma infecção que se instala nos pulmões, podendo ser causada por bactérias, vírus ou fungos, que se alojam no espaço alveolar, causando a irritação e, consequentemente, a reação do sistema imunológico. Três em cada 10 casos de pneumonia são provocados pelo pneumococo 2.

 

Os principais sintomas da doença são febre alta, tosse, dor no tórax, alterações da pressão arterial, confusão mental, mal-estar generalizado, falta de ar, secreção de muco purulento de cor amarelada ou esverdeada, fraqueza. O tratamento é feito à base de antibióticos e a melhora costuma ocorrer em até quatro dias.

 

A internação pode ser necessária, especialmente quando a pessoa é idosa, tem febre alta ou apresenta alterações clínicas decorrentes da própria pneumonia, como comprometimento da função dos rins e da pressão arterial, além de dificuldade respiratória por causa de baixa oxigenação do sangue.

 

Fonte: CDN Comunicação

Antecipar ou adiar a vacinação do seu filho é um problema

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Dados epidemiológicos mostram que a melhor maneira de proteger uma criança de doenças infecciosas específicas é praticando a vacinação. Com um calendário amplo e de fácil acesso no Brasil, imunizar uma criança não só a protege, mas também evita que bebês que ainda não estão na idade certa para se vacinar, contraiam doenças dos irmãos ou colegas mais velhos.

 

Muitos responsáveis, no entanto, acabam tentando “passar a conversa” no médico para aplicar todas as vacinas em um só dia ou antecipar uma vacina por causa de uma viagem ou até mesmo adiá-la, acreditando que não haverá mal algum nessa atitude. Quando o profissional é firme na opinião e diz que é importante respeitar os prazos, os pais se questionam a razão de isso ser perigoso.

 

É simples: a criança ficará desprotegida, seja por antecipar ou adiar a vacinação. A pediatra e presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações — Regional RJ, Flávia Bravo, explica que o intervalo recomendado e ideal entre uma dose e outra de uma mesma vacina é de dois meses. O intervalo mínimo para uma vacina funcionar, no entanto, é de um mês. Se aplicar a segunda dose em um tempo menor que esse, ela simplesmente é inútil.

 

Centro de vacinação é uma dor de cabeça

“É preciso respeitar o intervalo mínimo entre doses de vacinas, sendo que a maioria das vacinas infantis tem um intervalo de dois meses. É um intervalo ideal, permite fazer mais vacinas juntas, para não precisar ir ao posto a cada 10 dias ou de 15 em 15 dias”, conta ela. “Uma população mais privilegiada não se incomoda em ir toda semana, mas para a maior parte da população, ir a um centro de vacinação é uma dor de cabeça danada, é um dia perdido de trabalho”, conta.

 

Segundo ela, é possível usar o intervalo mínimo, mas esse intervalo deve ser respeitado. “De modo geral é um mês entre doses da mesma vacina, porque o nosso sistema imune precisa de um tempo para responder todo o processo dele. Se encurtar para menos de um mês, simplesmente temos de esquecer que a primeira dose foi feita. Se a criança tomou a segunda dose da vacina para difteria, tétano e coqueluche dentro de 15 dias da primeira dose, vamos simplesmente ignorar essa segunda dose, porque o intervalo mínimo é quatro semanas. O sistema imune não consegue responder com um intervalo pequeno”, explica a médica. Logo, a criança está desprotegida e a segunda dose não trouxe eficácia.

 

Vacinas perdem a ação

O pediatra e homeopata Moises Chencinski conta que também há um problema nessas adaptações quando se tratam de vacinas pagas, não disponíveis na rede pública. Para algumas vacinas, basta uma dose. Mas quando são mais doses, há a questão financeira de querer “adiar” para aplicar depois. Enquanto todas as doses não forem completadas, a criança não fica protegida. Se de três doses ela recebeu apenas duas, ela não está protegida contra o vírus ou bactéria.

 

Chencinski conta que hoje se sabe que algumas vacinas perdem a ação antes do que se imaginava. “E aí voltam os surtos. Analisamos esses surtos e, depois da avaliação, resolvemos revacinar em uma idade ou época da vida”, conta. “Foi o que aconteceu com a tosse comprida, o coqueluche. Essa vacina é aplicada junto com a tríplice, que é dada em três doses e dois reforços. Essa vacina, depois de cinco anos de idade, perde 50% da potência de imunização 10 anos depois. E aí crianças de um ano de idade começaram a adoecer, as de seis meses a ficarem internadas e as menores de dois meses, morrer. Quem foram considerados os vetores? As mães”.

 

Vacinação em gestantes

Ele conta que, por isso, a ordem hoje é vacinar todas as gestantes entre a 27ª e 35ª semana de gestação, em todas as gestações que ela tiver. “Não estamos imunizando a mãe, mas sim o bebê por meio dela, já que assim ele não nasce totalmente desprotegido”, conta o pediatra. “Além disso, se eu não for vacinado mas todos à minha volta estiverem imunizados, não corro o risco de adoecer. É o chamado efeito rebanho”.

 

Reações são comuns e esperadas

Flávia conta que não há problema em receber muitas vacinas no mesmo dia, desde que elas sejam compatíveis. “Muita vacina no mesmo dia não sobrecarrega o sistema imune. As vacinas atualmente são muito purificadas e simples, carregam apenas o antígeno que desperta a resposta imune”, explica ela. “Fazer várias vacinas juntas pode aumentar um pouco mais de risco de eventos adversos, mas não é preocupante. Pode dar um pouco mais de febre, mas faz parte da resposta imune”.

 

Ela diz, no entanto, que é preciso prestar atenção na harmonia entre vacinas. “No calendário de vacinação já está considerado quais vacinas podem ser aplicadas no mesmo dia, de modo em que não interfira na resposta da outra. Por exemplo: a vacina da febre amarela junto com a tríplice viral não é indicada, pois existe uma certa interferência nos anticorpos produzidos”.

 

Evite aplicar essas vacinas juntas

Flávia explica que a vacina contra meningite B junto com a tríplice bacteriana ou pneumocócica tende a dar febre alta, então os médicos evitam aplicar no mesmo dia. “Os calendários de vacinação nem colocam no mesmo dia”, conta ela, ressaltando então a importância de obedecer a recomendação do médico e não insistir que tudo seja feito em um dia só.

 

Em casos específicos, como o de um bebê que vai ter de passar por um transplante de órgão, medula, fazer quimioterapia ou alguma cirurgia em que vai ficar em recuperação por um tempo longo, as vacinas são antecipadas, pois ele precisa estar o mais protegido possível. “Assim usamos os intervalos mínimos entre uma vacinação e outra, que é de um mês, em vez dos dois meses ideais. Mesmo assim não adianta a fazer a vacina com 15 dias, pois não vai funcionar”, diz.

 

Estudo falso ligou a vacina ao aparecimento de autismo

O pediatra e homeopata cita o caso de um estudo britânico publicado em importantes periódicos científicos no início dos anos 90 que ligou uma maior incidência de autismo por causa da vacinação. Posteriormente foi descoberto que o estudo era falso, ele foi retirado dos periódicos e o autor se retratou e foi proibido de exercer medicina no Reino Unido. No entanto, o estrago já estava feito. Até hoje, mais de uma década depois, há pais que decidem não vacinar seus filhos por causa desse estudo mentiroso.

 

Com isso, recentemente aconteceu um surto de sarampo na Califórnia, nos Estados Unidos. O sarampo é facilmente prevenido por meio da vacina. Como muitos não haviam sido vacinados por causa de movimentos anti-vacinas, eles pegaram o sarampo. E sarampo pode matar.

 

Fonte: Portal iG