VSR: proteja o seu filho desse vírus

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Ele é figura carimbada na lista dos vírus que mais atacam a garotada nos primeiros anos de vida. Quando se trata de doenças respiratórias, é o campeão. Estamos falando do vírus sincicial respiratório, também conhecido como VSR. “Até os 2, 3 anos, cerca de 90% das crianças já tiveram contato com o vírus”, estima a pediatra Sandra Vieira, professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Considerando os pequenos que já completaram o quinto aniversário, a prevalência é de 100%.


Entre os males que o VSR pode gerar estão a pneumonia e a bronquiolite. “O vírus causa infecção do aparelho respiratório inferior, o que leva à diminuição do diâmetro dos bronquíolos – que são ramificações dos brônquios, por onde passa o ar que respiramos”, esmiúça Sandra Vieira. Com isso, a respiração fica difícil e sintomas como tosse, febre, chiado no peito e até dificuldade para mamar podem dar as caras.


A boa notícia é que a maior parte das crianças não enfrenta esses problemas quando tem o primeiro contato com o vírus sincicial respiratório. Quem está mais exposto a essas complicações são os pequenos que contraem o VSR nas seis semanas iniciais de vida, os prematuros, bebês que possuem doenças crônicas pulmonares ou cardíacas e aqueles com baixa imunidade. “Nesses casos, o risco de hospitalização e até morte é bem maior”, alerta o pediatra e infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).


Primeiro semestre

Dados oficiais do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe apontam que, aqui no Brasil, o período em que o VSR mais gosta de circular é entre janeiro e junho. Nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, isso acontece com maior intensidade de abril a maio; já no Sul, o pico ocorre durante os meses de junho e julho. Não há dados disponíveis para a Região Norte.


Prevenção, diagnóstico e tratamento


Quando procurar o médico

Um ou dois dias antes de os sintomas típicos da infecção por VSR aparecerem é comum que o pequeno apresente um quadro de resfriado, com espirros, coriza, tosse e febre. Por isso, fique esperto! “Os pais devem procurar o pediatra ou um serviço de saúde quando a criança manifestar sinais de desconforto para respirar, como ‘cansaço’, dificuldade para mamar (ou se alimentar) e chiado no peito”, orienta a professora da USP. Também vale uma visita ao médico se o seu filho estiver muito abatido ou tiver febre muito alta e persistente.


Como saber se é VSR

Identificar um quadro de infecção pelo vírus sincicial respiratório não é difícil. “O diagnóstico é clínico. Se a criança tem pouca idade e apresenta um problema respiratório, há grande probabilidade de a causa ser o VSR”, conta Kfouri. No caso dos pequenos que estão internados ou em situações mais graves, é coletada uma amostra de secreção do nariz, a partir da qual o vírus é detectado.


Transmissão

O VSR se dissemina de pessoa para pessoa, por meio do contato com secreções infectadas, como gotículas de saliva ou espirros.


Tem tratamento?

Uma vez infectado pelo VSR, não há medicamentos que podem ser usados para combater o vírus. A boa notícia é que a maioria dos casos evolui para a cura completa espontaneamente. “Em geral, leva uns 15 dias até que isso ocorra”, relata o vice-presidente da SBIm. Nos quadros graves, os bebês hospitalizados podem receber tratamentos de apoio, como oxigênio e soro.


A imunização

Não existe uma vacina contra o VSR, mas está disponível na rede pública de saúde e em clínicas particulares um medicamento chamado Palivizumabe, que age por um mecanismo de imunização passiva. Ao contrário da vacina, que estimula a produção de anticorpos pelo organismo, o Palivizumabe é composto por anticorpos artificiais, que protegem somente quando a criança recebe a dose.


Ela é indicada para os pequenos mais vulneráveis às complicações do VSR, caso dos prematuros e dos portadores de doenças crônicas cardíacas e pulmonares. Mesmo assim, é necessária a avaliação de um médico. As doses devem ser aplicadas uma vez ao mês, nos períodos de circulação do vírus sincicial respiratório, de acordo com cada região.


Outros cuidados

Além da imunização, é importante adotar outras medidas a fim de prevenir que recém-nascidos (e os maiores) sofram com o VSR. Entre elas estão:


Lavar as mãos antes de tocar no bebê;
Não expor o pequeno ao cigarro, já que a fumaça irrita as vias respiratórias e abre portas para que o vírus faça estrago;
Não levar o filhote a locais com muitas pessoas, como shoppings e festas;
Evitar o contato com crianças e adultos que estejam gripados ou resfriados;
Manter a amamentação exclusiva até os 6 meses de vida. Afinal, é por meio do leite materno que o pequeno recebe anticorpos e fica protegido de ameaças.

CAXUMBA

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Caxumba é uma doença infecciosa causada por um vírus da família dos Paramyxovirus, que provoca  inflamação não só nas glândulas parótidas, mas também nas glândulas submaxilares e sublinguais.

Na maior parte das vezes, a infecção se manifesta na infância, nos meses de inverno e no começo da primavera.

Embora seja uma enfermidade de evolução benigna, em alguns casos podem ocorrer as seguintes complicações: inflamação dos testículos e dos ovários (que pode resultar em esterilidade), meningite asséptica, pancreatite, neurite e surdez.

O período de incubação varia de 14 a 25 dias. A transmissão se dá pelo contato direto com as secreções das vias aéreas superiores da pessoa infectada, a partir de dois dias antes até nove dias depois do aparecimento dos sintomas.

Raros são os casos de reinfecção pelo vírus da caxumba. Em geral, uma vez infectada, a pessoa adquire imunidade contra a doença. No entanto, se a infecção se manifestou apenas de um lado, o outro pode ser afetado em outra ocasião.

Sintomas

Inchaço e dor na parótida e nas outras glândulas salivares infectadas (localizadas embaixo da mandíbula), dor muscular e ao engolir, febre, mal-estar, inapetência são sintomas da infecção, menos intensos nas crianças do que nos adultos.

Os seguintes sinais sugerem complicações da doença e exigem assistência médica imediata:
* dor e inchaço nos testículos (orquite) e na região dos ovários (ooforite);
* náuseas, vômitos, dor no abdômen superior (pancreatite);
* rigidez na nuca, dor de cabeça e prostração (meningite).

Diagnóstico

O diagnóstico é basicamente clínico. Entretanto, há exames de sangue que ajudam identificar a presença de anticorpos contra o vírus da caxumba. Eles devem ser realizados quando ou se for necessário estabelecer o diagnóstico de certeza.

Vacina

A vacina contra caxumba é produzida com o vírus vivo atenuado da doença e faz parte do Calendário Básico de Vacinação. Pode ser aplicada isoladamente. No entanto, em geral, está associada às vacinas contra sarampo e rubéola. As três juntas compõem a vacina tríplice viral. A primeira dose deve ser administrada aos doze meses e a segunda, entre 4 e 6 anos.

Exceção feita aos imunodeprimidos e às gestantes, adultos que não foram infectados nem tomaram a vacina na infância e adolescência devem ser imunizados.

Tratamento

Não existem drogas específicas contra a caxumba. A doença é autolimitada e o tratamento, sintomático com analgésicos, antitérmicos. O doente deve permanecer em repouso enquanto durar a infecção.

Recomendações

* Não se automedique, nem medique a criança antes de consultar um médico e ter o diagnóstico de certeza de caxumba, doença também conhecida como parotidite infecciosa ou papeira;

* Mantenha o doente em repouso até que tenham desaparecido os sintomas;

* Ofereça-lhe alimentos líquidos ou pastosos, que são mais fáceis de engolir;

* Lembre-se: adultos que não foram vacinados ou não tiveram a doença podem ser infectados pelo vírus da caxumba e por isso devem ser vacinados;

* Atenção mulheres que nunca tiveram caxumba, nem tomaram a vacina: procurem um posto para serem vacinadas antes de engravidar. Na gestação, a doença pode provocar abortamento.

É possível ‘pegar’ meningite por espirro? Veja 18 respostas

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No Rio Grande do Sul, 10 pessoas morreram por conta da meningite neste ano, número maior que as três mortes ocorridas em 2014 no mesmo período, e a quantidade de casos também é mais alta. O surto levou a uma grande procura por vacinas na região. Muito se fala sobre os perigos da doença, mas você realmente sabe o que ela é? Afinal, todos os tipos são tão graves e merecem isolamento? Tire essas e outras dúvidas com as respostas do infectologista Alexandre Naime Barbosa, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp)/Botucatu; e das pediatras Lélia Nogueira Rodrigues Margarido e Danyelle Oliveira Toledo, e do neurologista Sinesio Grace Duarte, professores da Universidade de Franca (Unifran).

Meningite é uma inflamação

É a inflamação das meninges, membranas que revestem o cérebro e outras estruturas do sistema nervoso central. Essa inflamação pode ser causada por agentes químicos, físicos e principalmente infecciosos, como bactérias, vírus, fungos e protozoários. Segundo o site do Ministério da Saúde, as meningites bacterianas e virais são as mais importantes do ponto de vista da saúde pública, devido à capacidade de ocasionar surtos, e no caso da bacteriana, à gravidade dos casos.

Pode matar, sim

“Os dois principais diferenciais são apresentação clínica do quadro e gravidade. Dependendo do agente, a doença pode se manifestar em uma forma mais ou menos evidente e com maior ou menor taxa de mortalidade e sequelas”, disse o infectologista Barbosa. “As virais  têm curso mais benigno, enquanto as  bacterianas são mais graves. As causadas por fungos ou parasitas são mais crônicas”, acrescentaram os professores da Unifran.

Como a meningite é transmitida?

A transmissão da meningite depende do agente infeccioso. Segundo o infectologista Barbosa, contato com secreção nasal e espirros são fonte de possível contaminação por meningococo, hemófilo e alguns vírus, como o enterovírus. Otites, sinusites e outras infecções bacterianas de cabeça e pescoço podem favorecer, pela proximidade, a migração de bactérias para o sistema nervoso central, especialmente o pneumococo. Infecções generalizadas podem levar bactérias para as meninges, como no caso do pneumococo. Infecções bacterianas, fúngicas e virais também podem migrar para o sistema nervoso central, como nos casos da meningite tuberculosa, herpética ou criptocócica. Traumas ou cirurgias de crânio podem favorecer a infecção local. “A transmissão fecal-oral é de grande importância para a meningite viral, em infecções por enterovírus”, citou o site do Ministério da Saúde.

Meningite meningocócica é contagiosa até por espirros

A meningite meningocócica, infecção causada por uma bactéria chamada Neisseria meningitidis ou meningococo, é mais conhecida por dois motivos, como informou o infectologista Barbosa. O primeiro deles é a facilidade de transmissão, já que pequenas quantidades de secreção nasal ou espirros podem ser altamente contagiosos, principalmente em ambientes fechados, como salas de aulas, creches e transporte público em que haja contato próximo entre as pessoas. O outro é a gravidade da doença, já que a meningite meningocócica por si só já é muito grave para o sistema nervoso central, mas também pode ainda vir acompanhada da forma disseminada da infecção, chamada de meningococcemia, situação em que a bactéria se espalha pelo corpo (septicemia), com alto índice de mortalidade. “É uma doença de evolução rápida e com alta letalidade, que varia de 7% até 70%. Mesmo em países com assistência médica adequada, a meningococcemia pode ter uma letalidade de até 40%. Geralmente, acomete crianças e adultos jovens, mas em situações epidêmicas, a doença pode atingir pessoas de todas as faixas etárias”, relatam os médicos da Unifran.

Crianças são mais suscetíveis

“O grupo etário mais vulnerável são as crianças menores de 5 anos, porém as crianças menores de 1 ano e os indivíduos maiores de 60 anos são mais susceptíveis à doença. Os indivíduos portadores de quadros crônicos ou doenças imunossupressoras, como síndrome nefrótica, asplenia anatômica ou funcional, insuficiência renal crônica, diabetes mellitus, infecção pelo HIV, também possuem maior susceptibilidade de adoecer”, informou o site do Ministério da Saúde.

Febre, dor na nuca e alteração da consciência são os três sintomas mais frequentes

“São três os sintomas mais frequentes: febre, sinais meníngeos (como rigidez de nuca e outros achados no exame físico) e alteração do nível de consciência, mas a ausência de um desses elementos não exclui a possibilidade do diagnóstico”, disse o infectologista Barbosa. Além disso, o paciente pode apresentar dor de cabeça, convulsões, fotofobia, náuseas, vômitos, sonolência e falta de apetite. “Os sintomas variam muito de intensidade dependendo do agente infeccioso relacionado e do status imunológico do paciente”, comentou o infectologista Barbosa.

Tosse e diarreia também são sintomas de meningite?

“Tosse e diarreia podem ser sintomas concomitantes (simultâneos), mas não são específicos de meningite”, esclareceu o médico Barbosa.

Meningite causa manchas na pele ? Em quais casos?

As manchas de pele, também conhecidas como púrpuras ou equimoses, estão presentes quando há disseminação sistêmica do agente infeccioso, principalmente relacionada à meningococcemia, situação em que a bactéria Neisseria meningitidis se espalha pelo corpo (septicemia), com alto índice de mortalidade, como informou Barbosa.

Dor e rigidez na nuca são realmente sinais da doença?

A rigidez e dor na região da nuca, também descrita como pescoço rígido, são sinais muito sugestivos de meningite quando associados aos outros sintomas relacionados, como febre e alteração do nível de consciência. “Isso acontece porque as meninges estão muito inflamadas e a inflamação gera aumento dos mediadores da dor, e limitação do movimento”, explicou o infectologista Barbosa.

Qual é a proporção de mortes em casos de meningite? Quais casos têm maior risco de morte?

A mortalidade depende basicamente do agente causador e da resposta imune do paciente, além da precocidade do diagnóstico e tratamento. Algumas infecções virais extremamente comuns, como as causadas por enterovírus, geralmente são autolimitadas e com baixíssima mortalidade. Já na meningite meningocócica com meningococcemia, a taxa de mortes pode ultrapassar 40%, como informou o médico Barbosa.

Como é o tratamento da meningite?
A escolha do medicamento e o tempo de tratamento dependem do agente causador da meningite. “Em infecções virais leves, ela pode ser autolimitada. Em casos de meningite herpética, se usa o aciclovir. As meningites bacterianas são sempre tratadas com antibióticos endovenosos específicos, com a penicilina ou ceftriaxona. Já nas meningites fúngicas, devem ser prescritas drogas antifúngicas”, listou o infectologista Barbosa.

Quais sequelas a meningite pode deixar?

As possíveis sequelas são muitas, como cegueira, surdez, déficits cognitivos e/ou motores. “Isso acontece por lesão direta ou indireta do agente infeccioso no sistema nervoso central. As meningites pneumocócica, meningocócica e criptocócica estão entre as mais relacionadas com sequelas”, comentou Barbosa.

Como prevenir a meningite?

As medidas de prevenção incluem desde cuidados gerais com higiene pessoal e evitar ambientes contaminados. Portanto, deve-se apostar em lavar bem as mãos, ventilação dos recintos e evitar aglomerações. As vacinas oferecem um grau adicional de proteção, sendo bastante importante também o bloqueio feito com antibióticos em pessoas que entraram em contato com pacientes doentes.

Quais são as diferenças entre as vacinas oferecidas na rede pública e nas clínicas particulares?

“O sistema público oferece quatro vacinas contra agentes causadores de meningite: a BCG (tuberculose), a pentavalente (hemófilo b), a meningocócica C e a pneumocócica. No sistema privado, há a possibilidade de vacinar contra outros subtipos do meningococo (tetravalente e B)”, informou o infectologista Barbosa.

Quem toma as vacinas está 100% imunizado?

Nenhuma vacina oferece 100% de proteção, pois depende da competência do sistema imune da pessoa para a fabricação dos anticorpos. Há o fato também que algumas vacinas protegem somente contra alguns subtipos do agente causador da infecção. “Porém, se uma grande quantidade de pessoas for vacinada, todos ganham, pois o agente infeccioso não consegue circular, já que a maioria estará imunizada”, comentou o infectologista Barbosa.

O que fazer em caso de suspeita da doença?

Deve-se procurar o mais rápido possível o atendimento médico como em um pronto-socorro. Não adie a consulta, pois a precocidade do diagnóstico melhora o prognóstico.

O que caracteriza uma epidemia de meningite?

“A definição é técnica e se baseia em um aumento extraordinário de casos subitamente, muito acima do esperado para o período. Cada agente causador de meningite tem uma definição distinta, portanto”, esclareceu Barbosa.

Se uma pessoa da família está com meningite, deve ficar isolada?

A necessidade de isolamento depende de qual é o agente causador da doença, devendo partir da orientação do médico  ou da equipe de saúde responsável. “Em geral as meningites pelo meningococo e hemófilo merecem isolamento até a erradicação da bactéria no paciente. Outras causas como tuberculose e algumas infecções virais podem requerer isolamento. Como as meningites são de notificação compulsória, o sistema de vigilância epidemiológica local tem acesso ao reporte do caso e inicia uma busca aos contactantes (pessoas que tiveram contato com o doente). Em caso de necessidade, esses contactantes recebem medicação como profilaxia”, explicou Barbosa.

Invenção simples e barata salva a vida de mais de 150 mil prematuros

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Mais de 150 mil bebês prematuros tiveram suas vidas salvas por uma invenção extremamente simples. Trata-se do Embrace, uma bolsa que, com princípios extremamente básicos da Física, consegue manter aquecido o prematuro.

Criado por uma turma de MBA da Universidade de Stanford, o Embrace é um envelope preenchido com um tipo de material gelatinoso que pode ser aquecido tanto com eletricidade como com água quente. E o melhor: demora pouco, entre 10 a 15 minutos para manter o bebê aquecido por seis horas.

“Nós queremos ajudar muitos bebês foram mais de 150 mil até o momento, mas o objetivo é que nós possamos chegar a um milhão. O problema, como corre em vários outros projetos, é que nós não temos o financiamento necessário ainda”, afirma Jane Chen, uma das criadoras da bolsa.

A grande solução apresentada pela simplicidade do Embrace é seu custo de produção de apenas US$ 200. O valor é bastante inferior ao que tem de ser gasto para a confecção de uma incubadora padrão. Assim, mais bebês prematuros de origem pobre terão chances maiores de sobreviver. Simples, inovador e salvador.

Prefeitura decreta emergência devido a surto de meningite em Cachoeirinha

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A Prefeitura de Cachoeirinha decretou nesta quarta-feira (8) situação de emergência na cidade da Região Metropolitana de Porto Alegre devido ao surto de meningite no bairro Jardim Betânia, onde o contágio da doença já deixou duas vítimas. Segundo a administração municipal, o objetivo da medida é garantir recursos para viabilizar a vacinação de moradores.

A verba servirá para pagar horas extras a servidores da saúde, já que as 6 mil vacinas enviadas pelo governo estadual devem chegar no final de semana. A prefeitura avalia uma possível suspensão das aulas no município até o dia 17, sexta-feira da próxima semana, porque outras crianças apresentam sintomas da doença.

As vítimas da doença foram uma menina de 12 anos, que morreu no dia 2 de julho, e um menino de 8, vitimado nesta terça-feira (7). Outros três casos foram confirmados pela prefeitura, que na manhã desta quarta-feira (8) confirmou a ocorrência de um surto comunitário de meningite bacteriana no bairro Jardim Betânia. O pai da segunda vítima afirmou que levou o filho ao Hospital de Cachoeirinha duas vezes, e os médicos afirmaram que ele tinha apenas uma gripe.