Vacina é o melhor remédio para a gripe, afirmam especialistas

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Estatísticas do Ministério da Saúde apontam que a imunização contra a gripe pode reduzir entre 32% e 45% o número de internações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da doença.

Neste cenário, a melhor defesa para não permitir a infecção do sistema respiratório continua a ser a vacina. Como a proteção da gripe não confere imunidade permanente e o vírus apresenta mutações com frequência, as pessoas devem ser imunizadas anualmente.

A recomendação é voltada principalmente para pessoas acima de 60 anos, gestantes, crianças entre seis meses e cinco anos, profissionais de saúde ou qualquer indivíduo com doença crônica.

A imunização é produzida de acordo com os tipos de vírus Influenza (gripe) que mais circularam em cada hemisfério no período de inverno, quando a doença atinge o pico.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, subordinada ao Ministério da Saúde, as vacinas Influenza trivalentes a serem utilizadas no <CW5>Brasil neste ano terão três tipos de vírus em combinação. Segundo especialistas ouvidos por A Tribuna, esses vírus não têm maior gravidade em relação aos que circularam nos últimos anos. “Até o momento, não há sinal de que seja mais grave do que o habitual”, disse a infectologista Nancy Ballei.

Atenção aos sintomas

Entretanto, o infectologista Ricardo Hayden alerta que a população não deve ‘baixar a guarda’ e tem que ficar atenta aos sintomas, entre eles, febre alta, dor no corpo, tosse, secreção. “Infelizmente, muitas pessoas ainda subestimam a gripe, uma doença que se não for tratada adequadamente, pode até levar ao óbito”.

Uma dúvida bastante comum de quem ainda não tomou a vacina contra a gripe é a possibilidade de intensificar os sintomas de algum outro quadro clínico, em função da vacina. Segundo o infectologista Marcos Caseiro, trata-se de uma informação falsa, que precisa ser combatida.

Embora os sintomas possam estar no início, Caseiro lembra que as pessoas também não devem jamais fazer automedicação. “É um erro. O remédio deve ser prescrito por um médico”.

Ele alerta ainda que muita gente confunde resfriado com gripe. Embora os sintomas sejam semelhantes, os da gripe são bem mais intensos e duradouros.

A vacinação é muito mais do que um ato de proteção individual

Nesta interessantíssima palestra ao programa TED – Ideas Worth Spreading, Romina Libster explica que a vacinação é muito mais do que um ato de proteção individual. A imunização coletiva é responsabilidade de todos e salva vidas. Quando alguém é infectado por uma doença se a maioria da população está vacinada, o perigo da doença se disseminar é muito menor.
Sendo assim, quando nos vacinamos, não estamos apenas nos protegendo, mas também protegendo a todos.
Assista ao vídeo e entenda melhor sobre o assunto.