Laboratório terá vacina tetravalente contra a gripe

420197306481482

A Organização Mundial da Saúde (OMS) determinou uma nova vacina contra a gripe, mais segura e eficaz. Com uma composição diferente do ano passado, a vacina ganhou mais um tipo B do vírus da gripe e agora é tetravalente. No entanto, essa versão é encontrada apenas na rede privada. De acordo com Jaime Rocha, infectologista do Laboratório Frischmann Aisengart, essa mudança é muito positiva. “Estima-se que 25% das gripes sejam causadas pelo vírus B e, por isso, essa ampliação é tão importante”.

Existem inúmeros tipos de vírus influenza A e B e, a cada ano, a OMS recomenda o tipo de vírus que deverá ser contemplado na vacina. A vacina trivalente protege contra a gripe A/H1N1, A/H3N3 e B. Já a tetravalente ganhou mais um tipo (cepa) B. “No último ano foi observada a circulação de uma cepa que não estava contemplada na vacina e, por isso, foi feito esse ajuste”, Rocha. O médico reforça que o mais importante é tomar a vacina e que ambas, tanto a trivalente quanto a tetravalente, são seguras.

A vacina pode ser aplicada em qualquer época do ano. “O ideal é que a vacina seja aplicada o quanto antes, o que confere proteção precoce”, fala Rocha. A vacinação apresenta até 90% de eficácia, tem efeitos protetores com duração de 8 a 12 meses, os quais não iniciam imediatamente após a vacinação, mas depois de 2 a 4 semanas. O infectologista alerta que “quem tomou a vacina no ano passado deve se vacinar novamente neste ano”.

A vacina é recomendada anualmente para todas as pessoas com idade superior a seis meses de idade, que não apresentem alergia comprovada.

Em 2013 o Frischmann Aisengart aplicou 33 mil doses da vacina e, em 2014, esse número diminuiu para 22 mil doses. “Enquanto em 2013 o Brasil chegou a enfrentar o desabastecimento de vacina contra a gripe, no ano passado a vacinação foi abaixo do que era esperada”, descreve Zymberg.

Para Jaime Rocha, infectologista do Laboratório, os casos registrados de gripe em 2013 deixaram a população em estado de alerta. “Atenção esta que nunca deveria ter deixado de existir”, afirma.

Rocha reforça que quem tomou a vacina no ano passado deve se vacinar novamente neste ano. “A população deve tomar a vacina para prevenir um surto de gripe, como aconteceu em anos anteriores”, afirma. O especialista lembra que em 2009, após a epidemia da Gripe A (H1N1), o Brasil investiu na campanha de vacinação e conseguiu conter o vírus. “Seis anos depois, a vacina continua sendo o melhor método de precaução”, conclui o infectologista.

A maioria das pessoas que contraem HPV são adolescentes

Está demonstrado que a maioria das pessoas contrai o HPV (Papiloma Vírus Humano) na adolescência, ocorrendo o pico de infecção entre os 15 e os 24 anos. Sabe-se também, através de vários estudos epidemiológicos, que a infecção por HPV é a causa primária de aproximadamente 100 por cento dos cancros do colo do útero. Esta doença representa um problema de saúde pública a nível global e é uma causa de morte frequente em mulheres. Na Europa Ocidental, a taxa de incidência é de 10 novos casos/ano por cada 100 mil mulheres e a de mortalidade é de 3,4 por cento. Em Portugal surgem 13,5 novos casos por ano por cada 100 mil mulheres, com uma taxa de mortalidade de 4,5 por cento, o que equivale a uma morte por dia! Números acima da média europeia e, inclusive, acima dos valores de Espanha: 7,6 e 2,2 por cento, respectivamente. O Dr. Jairo Bouer responde algumas questões enviadas por jovens, veja:

O que é o HPV?

O HPV é um condiloma acuminado, conhecido também como verruga genital, crista de galo, figueira ou cavalo de crista, é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada pelo Papilomavírus humano (HPV). Atualmente, existem mais de 100 tipos de HPV – alguns deles podendo causar câncer, principalmente no colo do útero e do ânus. Entretanto, a infecção pelo HPV é muito comum e nem sempre resulta em câncer. O exame de prevenção do câncer ginecológico, o Papanicolau, pode detectar alterações precoces no colo do útero e deve ser feito rotineiramente por todas as mulheres. Para ter mais informações sobre essa doença, assista ao vídeo do Jairo Bouer:

Estudo mostra eficácia de vacina contra tipo resistente de bactéria da pneumonia

Vacina conseguiu evitar 75% de casos de pneumonia invasiva, um quadro grave da doença, quando o pneumococo passa a circular na corrente sanguínea

1nqlkswb8wmp2kegdu551rqxv

Vacinação: idosos são população-chave

Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (19) no periódico New England Journal of Medicine mostrou bons resultados para uma vacina contra pneumonias pneumocócicas.

Das 85 mil pessoas que participaram do estudo, a vacina contra 13 sorotipos de pneumococos mostrou 45% de eficácia ao prevenir a pneumonia não invasiva – quando o pneumococo atinge só os pulmões e não cai na corrente sanguínea. Além disso, a vacina foi capaz de evitar 75% de casos de pneumonia invasiva, um quadro ainda mais grave, quando as bactérias passam a circular no sangue.

Aprovada em 2013 pela Anvisa e ainda disponível apenas na rede privada, a vacina contra 13 sorotipos de pneumococos é indicada para adultos acima de 50 anos e crianças de seis meses até seis anos. A Pfizer, empresa fabricante, já solicitou ao órgão regulador a liberação para crianças e adolescentes entre seis e 17 anos.

Os idosos são considerados uma população-chave para a vacinação por causa do envelhecimento do organismo. Quanto mais idade, mais dificuldade o sistema imunológico tem para se defender de agentes invasores causadores de doenças. É o que se chama de imunossenescência. Quando a deficiência na imunidade se junta com as estações secas do ano, há um cenário ainda mais preocupante, dizem os médicos.

Uma melhor higiene bucal poderia reduzir o risco de pneumonia
América Latina pede ofensiva urgente para conter vítimas da pneumonia
Infecções respiratórias como a pneumonia matam 4,25 milhões por ano, diz estudo
A infectologista Lessandra Michelim, professora de infectologia da Universidade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, explica que o inverno é um ambiente propício para a propagação de doenças respiratórias.

“As pessoas ficam mais juntas em ambientes fechados, o ar fica mais seco e a cavidade nasal resseca, favorecendo a entrada de vírus e bactérias”, explica.

“Além de o idoso ter um sistema imunológico mais deficiente, muitas vezes há outras doenças no conjunto, como hipertensão, diabetes e problemas no coração, o que pode agravar o quadro”, alerta.

Segundo Lessandra, a nova vacina protege contra um tipo comum e cada vez mais resistente de pneumococo, que resiste ao tratamento com antibióticos comuns. A vacina contra os 13 tipos defende o organismo dos sorotipos 1, 3, 4, 5, 6A, 6B, 7F, 9V, 14 18C, 19ª, 19F e 23F.

Dentre esses sorotipos, o que mais preocupa os infectologistas atualmente é o 19A. O uso exagerado e sem necessidade de antibióticos favoreceu mutações genéticas do pneumococo, como o caso dessa cepa específica, que é muito resistente a medicações. E o pior: depois de 20 anos de estabilização, a ocorrência dela na América Latina aumentou.

A vacina hoje distribuída gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é eficaz contra 10 sorotipos de pneumococos, mas ainda não inclui a cepa 19A. A imunização contra os 13 sorotipos está disponível apenas na rede privada e custa em média R$ 250.

Paraná e Santa Catarina querem vacina contra gripe mais cedo

Nas próximas semanas, um documento conjunto das Autoridades de saúde do Paraná e Santa Catarina deve ser enviado ao Ministério da Saúde sugerindo algumas mudanças no processo de distribuição das vacinas. O principal pedido é que as doses cheguem aos Estados com mais antecedência, permitindo que os municípios se organizem melhor para iniciar a campanha nas unidades de saúde.

“Por conta do clima frio, a região sul tem suas particularidades em relação ao enfrentamento da gripe. O que queremos é que isso seja levado em conta pelo Ministério da Saúde, sobretudo na organização da logística de distribuição das doses”, informou a superintendente de Vigilância em Saúde, Eliane Chomatas.

A decisão de produzir o documento foi feita durante a Reunião da Região Sul-Infectologia, em Curitiba, na sexta-feira passada, para discutir novas ações para ampliar o alcance da campanha de vacinação contra a gripe. A intenção foi alinhar as estratégias adotadas pelos Estados e elaborar propostas conjuntas ao Ministério da Saúde para garantir maior cobertura vacinal na edição deste ano.

Dados da Secretaria da Saúde do Paraná apontam que o número de casos começa a aumentar mesmo antes do inverno. Com a queda nas temperaturas, o risco de transmissão da gripe cresce já a partir de abril e as medidas de prevenção devem ser intensificadas.

Além disso, a vacina contra a gripe só concede proteção 15 dias após a sua aplicação. Por isso, é essencial que as pessoas que fazem parte dos grupos prioritários da campanha procurem as unidades de saúde já no início da vacinação.

Em 2014, mais de três milhões de paranaenses foram vacinados contra a gripe na rede pública de saúde. Entre os grupos prioritários imunizados estavam idosos (+60 anos), crianças menores de 4 anos, gestantes, puérperas (mulheres com pós-parto de até 45 dias), doentes crônicos, profissionais de saúde, indígenas e trabalhadores e detentos do sistema prisional.

No ano passado, os lotes de vacina chegaram poucos dias antes do início da campanha: Paraná quer prioridade (foto: Venilton Kuchler/Sesa)