Resfriado ou gripe? Variações do vírus exigem proteção através de vacina

Resfriado ou gripe? Para muitos, não há diferença. Contudo, os sintomas causados por variações do vírus Influenza – como o H3N2 e o H1N1 – podem ser bastante graves se não tratadas, sobretudo em pessoas que fazem parte do grupo de risco.

Resfriado ou Gripe?

Resfriado ou Gripe?

“É fundamental que as pessoas se vacinem. Existe muita negligência em relação a isso, mas é o meio mais eficaz para a prevenção”, aponta o infectologista José Ivan Albuquerque. Segundo ele, estar imunizado não significa que não se terá mais gripe, mas os sintomas não serão tão fortes em quem foi protegido. “A vacina protege contra subtipos específicos do vírus, mas o Influenza é bastante mutável”, aponta.
 
Para Albuquerque, a confusão entre resfriado, alergias e gripe, que é feita por muita gente, dificulta a compreensão dos riscos que esta última oferece.  “Quando há complicações, pode haver problemas sérios”, comenta. Dois problemas provocados por gripes que podem agravar o quadro do paciente são a pneumonia e a insuficiência respiratória. “O paciente pode desenvolver um desses quadros se tiver algum tipo de problema de imunidade e não receber tratamento adequado”, explica. Diferentemente da gripe, os resfriados apresentam sintomas leves como coriza e congestão nasal, mas não há febre, dores no corpo e na cabeça, etc. “No caso das variações do Influenza, o mal-estar é mais forte, e o paciente precisa ser medicado para reduzir o ciclo viral”, argumenta. Segundo Albuquerque, o tratamento é feito com antivirais.
 
O especialista lembra que é preciso ter atenção para saber se a gripe não traz acometimento pulmonar, o que pode causar complicações ao evoluir para uma pneumonia bacteriana.
 
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Vacina contra hepatite viral: Transmissão pelo sexo, uso de drogas, tatuagens e piercings

“As pessoas expõem-se ao risco de transmissão de hepatites virais ao praticar sexo sem proteção, usar piercings e drogas de forma compartilhada e fazer tatuagens sem utilizar material descartável”. O alerta é do médico e coordenador do Programa de Controle das Hepatites Virais da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Fernando Barreiros.

 

Por isso, segundo o especialista, a orientação é sempre exigir material descartável em salões de beleza e na hora de fazer tatuagens e aplicar piercings. “Para evitar a hepatite B e C é necessário não compartilhar seringa, agulha e objetos cortantes com outras pessoas, incluindo a lâmina de barbear e depilar, a escova de dente e o alicate de unha. Nas relações sexuais, a recomendação é sempre usar o preservativo”, orienta Barreiros.

 

“Nas fases agudas das hepatites A e B algumas pessoas podem apresentar icterícia, que são pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Os sintomas da hepatite C são ainda mais silenciosos, como água na barriga e diminuição da musculatura das pernas”, explica Fernando Barreiros.

 

Vacina contra Hepatite

Vacina contra Hepatite

 

Ainda segundo o médico, a hepatite A está associada ao contexto de baixo acesso a água potável e saneamento básico. A do tipo B está ligada a transmissão sexual e é mais frequente. Já o vírus da hepatite C é passado por contato com sangue contaminado.
 
O tratamento da hepatite viral depende da evolução clínica da doença e do tipo de vírus, além do diagnóstico agudo ou crônico. Em Alagoas, as unidades de referência para o tratamento da hepatite B e C são o Hospital Escola Hélvio Auto (HEHA) e o Hospital Universitário (HU). Este tratamento é realizado com medicamentos que estão disponíveis gratuitamente na Diretoria Estadual de Assistência Farmacêutica (DAF).
 
Atualmente, existem vacinas para a prevenção das hepatites A e B. O Ministério da Saúde oferece vacina contra a hepatite B nos postos de saúde do SUS e contra a hepatite A nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE). Não existe vacina contra a hepatite C.
 
A vacina contra a hepatite B está disponível em toda rede de saúde para a faixa etária de 0 até 49 anos. A imunização só é efetiva quando se toma as três doses, com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose.
 
A vacina contra a hepatite é destinada para populações vulneráveis (independente de sua idade), como: população indígena, gestantes, profissionais de saúde, bombeiros, policiais, carcereiros, coletador de lixo, doadores de sangue, população reclusa, além de gays, lésbicas, travestis e transexuais, profissionais do sexo, usuários de drogas, portadores de DST, profissionais de salão de beleza e tatuadores.

Estudo confirma que vacinas são seguras para crianças

VACINAS: Revisão de 20.000 pesquisas sobre o assunto não encontrou relação entre imunização e problemas como risco de autismo ou câncer infantil

Vacina para crianças em Maringá

Vacinação infantil: Pesquisa conclui que imunização é segura a crianças e não aumenta o risco de problemas como o autismo

A vacinação infantil, além de eficaz em proteger crianças contra diversas doenças, é segura: seus efeitos adversos são raros e não existe relação entre vacinas e o risco de autismo ou leucemia, como algumas pessoas acreditam. Essas são as conclusões de um extenso estudo que revisou cerca de 20.000 pesquisas científicas sobre o assunto. O trabalho, realizado pela instituição americana RAND Corporation a pedido do governo dos Estados Unidos, foi publicado nesta terça-feira na revista médica Pediatrics.
 
De acordo com a revisão, alguns tipos de vacina infantil podem provocar efeitos adversos, mas eles são pouco prevalentes e ocorrem em parcelas muito pequenas da população. A vacina meningocócica (contra meningite), por exemplo, pode levar a uma reação alérgica severa em crianças que têm sensibilidade a componentes da vacina. Os pesquisadores também indicam que a vacina contra a poliomielite é capaz de aumentar o risco de alergias alimentares em crianças com dermatite atópica e histórico familiar de alergias em geral.
 
Apesar disso, os especialistas acreditam que os benefícios da vacinação infantil superam esses raros efeitos adversos. “A vacinação é uma das maiores conquistas da saúde pública no século XX”, escreveram os autores.
 
No entanto, embora vacinas tenham conseguido controlar ou até mesmo erradicar doenças ao longo dos anos, os autores dizem que existem pais e médicos residentes que ainda têm dúvidas sobre a eficácia da imunização infantil. “Isso é particularmente preocupante para mim”, disse à CNN Carrie Byington, presidente do comitê de doenças infecciosas da Associação Americana da Pediatria. “Médicos residentes e pais mais jovens talvez tenham crescido em uma época em que doenças infecciosas severas eram extremamente raras, e não viram o quão grave é uma infecção que hoje pode ser evitada pela vacina.”
 
Em um editorial que acompanhou a publicação da revisão, os especialistas sugerem que os médicos falem sobre essa pesquisa quando se depararem com pais de crianças que não confiam em vacinas, ou então que têm dúvidas sobre se devem imunizar seus filhos.
 
Vacinas causam autismo?
Não existe nenhuma evidência científica que comprove que qualquer vacina possa levar ao desenvolvimento do autismo. O alarde sobre o assunto teve início em 1998, quando o médico britânico Andrew Wakefield publicou um artigo no periódico The Lancet correlacionando a vacina tríplice viral com a doença. A tese foi desmascarada seis anos depois, pelo jornalista Brian Deer, como sendo uma fraude.
 
Por que é preciso vacinar contra doenças com baixa incidência?
Há dois motivos principais. O primeiro, e mais óbvio, é que, apesar de não serem mais muito vistas em países desenvolvidos e em desenvolvimento, doenças como sarampo, difteria, coqueluche e tuberculose ainda não foram extintas. Algumas dessas doenças são bastante frequentes em determinadas regiões – e podem viajar de um país a outro na carona de uma pessoa não imunizada. Isso significa que a criança ainda corre risco de se contaminar. A segunda razão é a chamada imunidade de rebanho. Quando mais de 95% da população está vacinada, aquelas crianças com doenças crônicas que não podem ser imunizadas também ficam protegidas. “Optar por não vacinar o filho é uma escolha que coloca em risco uma criança que já tem a saúde debilitada”, diz Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunização.
 
Quais os reais riscos da vacina?
Nenhuma vacina é totalmente isenta de riscos. Há sempre um pequeno percentual, que varia para cada vacina, de efeitos adversos leves, medianos e sérios. Os casos de sequelas graves, no entanto, ocorrem em frequência baixíssima. “É muito maior o risco de contágio da doença, do que do efeito adverso. A diferença é da ordem de 10.000 vezes”, diz Edécio Cunha Neto, diretor do Laboratório de Investigação Médica de Imunologia Clínica e Alergia da USP.
 
A vacina pode ser substituída por bons hábitos de vida?
Não. Segundo José Cassio de Moraes, professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, uma criança saudável está mais protegida contra agentes externos – e tem mais chances de se recuperar ou de não desenvolver a doença. Mas isso não significa que ela está protegida. Se compararmos, por exemplo, uma criança desnutrida mas vacinada, com outra que está com saúde em estado perfeito mas não foi vacinada, a desnutrida estará mais protegida.
 
Tomar mais de uma vacina ao mesmo tempo sobrecarrega o sistema imunológico?
De acordo com Paul Offit, pediatra americano especializado em vacinas e doenças infecciosas e professor da Universidade da Filadélfia, o sistema imunológico da criança consegue lidar com a quantia de organismos injetados durante o calendário de vacinação. “Quando uma vacina é incluída no calendário de vacinação, uma série de estudos é feita para garantir que ela não trará prejuízos à saúde da criança.” Segundo o especialista, há centenas de estudos que atestam que as vacinas podem ser dadas juntas e de maneira segura.
 
Crianças gripadas podem ser vacinadas?
Um quadro gripal leve ou um resfriado não são impedimento para a imunização. A vacina não é recomendada, no entanto, para crianças com febre grave. Nesses casos, pode haver prejuízo na resposta imunológica, além de riscos de eventos adversos ou mesmo o agravamento da própria doença – que pode vir a ser confundida como uma complicação da vacina.
 
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