Grávidas têm medo de tomar a vacina contra a gripe?

Balanço da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que a adesão das gestantes à vacinação contra gripe é a menor até o momento entre os públicos-alvo da campanha. Desde 22 de abril foram imunizadas 229,9 mil grávidas, o que representa cobertura proporcional de 50,25% do grupo no Estado. Por conta disso, o Estado de SP vai prorrogar a campanha até o dia 30 de maio.
 

Vacina da Gripe em Grávidas

Vacina da Gripe em Grávidas


 

A meta é imunizar 9,2 milhões de paulistas, o que representa 80% do público-alvo da campanha de vacinação contra a gripe. Até o momento, o Estado de São Paulo vacinou 6,9 milhões de pessoas, com índice de 58,8% de cobertura. Por isso, a pasta indica, aos municípios paulistas, a prorrogação da campanha até o dia 30 de maio.
 
Na sequência da baixa adesão estão os profissionais da saúde, com 571,8 mil doses aplicadas e 53,67% da cobertura, as crianças entre seis meses e cinco anos de idade (1,6 milhões de doses aplicadas e cobertura de 63,82%) e os idosos (3,2 milhões de doses aplicadas e cobertura de 67,58%).
 
Os grupos formados pelas puérperas (até 45 dias após o parto) e pelos indígenas atingiram a taxa de 80% de cobertura vacinal. Os pacientes crônicos não participam desse índice de cobertura.
 
Devem receber a vacina os idosos com 60 anos ou mais, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), crianças entre seis meses e menos de cinco anos de idade, indígenas, pacientes diagnosticados com doenças crônicas e profissionais de saúde do Estado.
 
Além de imunizar a população contra a gripe A H1N1, tipo que se disseminou pelo mundo na pandemia de 2009, a campanha também irá proteger a população contra outros dois tipos do vírus influenza: influenza A H3N2 e B.
 
A novidade para a campanha em 2014 é o aumento da faixa etária abrangida entre a população infantil. Até o ano passado, a vacinação incluía crianças entre seis meses e menos de dois anos. Nesse ano, a faixa etária aumentou para crianças entre seis meses e menos de cinco anos.
 
A campanha mobiliza 37,3 mil profissionais da saúde, estaduais e municipais. A estrutura da vacinação ainda inclui 3.000 veículos, 21 ônibus e quatro barcos.
 
Para Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria, “é importante reforçar que a vacina é distribuída gratuitamente em qualquer posto de vacinação”.
 
— Vale esclarecer também que a vacina não provoca, de maneira nenhuma, gripe em quem tomar a dose, pois é feita de pequenos fragmentos do vírus que são incapazes de causar qualquer infecção.
 
Fonte: R7

Sarampo: Grandes surtos estão de volta ao Brasil

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o sarampo é uma das principais causas de morte na infância: estima-se que 122.000 crianças tenham morrido devido ao sarampo somente no ano de 2012. A situação já foi bem pior.
 
Graças aos esforços globais para o aumento da cobertura vacinal, houve uma redução de 77% nas mortes por sarampo entre os anos de 2000 e 2012. Ainda assim, o sarampo é uma doença grave, estimando-se que uma em cada 20 crianças acometidas desenvolvam pneumonia, uma em cada 1.000 desenvolvam encefalite e que uma a duas em cada 1.000 morram em decorrência da doença.
 
Os surtos de sarampo que vêm ocorrendo no Brasil desde 2013, envolvendo expressiva quantidade de casos e com duração sem precedentes, motivaram a escolha desse artigo científico que comenta a experiência canadense recente, o que pode ser muito útil para ajudar a compreender a situação atual em nosso país.
 
No Canadá, assim como no Brasil, muitos jovens médicos nunca tiveram oportunidade de atender um paciente com sarampo. No entanto, surtos mais intensos dessa doença podem mudar esse cenário. Em 2011, mais de 700 casos de sarampo foram notificados em Quebec. Em 2013, somente em uma escola (Coldale Christian School, em Alberta) foram registrados 42 casos importados da Holanda por um aluno. No início de 2014, quatro casos ocorreram em Calgary e dois em Ottawa. Também no Brasil, após mais de uma década de sucesso na eliminação da doença, a partir de 2013 estamos enfrentando os maiores e mais prolongados surtos de sarampo. Somente em 2013 foram confirmados 201 casos, distribuídos em oito estados, a maioria concentrada em Pernambuco (181), quase todos relacionados ao genótipo D8, o mesmo que vem provocando grandes epidemias na Europa nos últimos três anos. Apenas nos primeiros três meses de 2014 foram confirmados 129 casos de sarampo no Brasil, sendo 125 no Ceará e quatro em Pernambuco.
 
Segundo os autores do artigo, no Canadá o desafio do controle do sarampo está nos bolsões de indivíduos não imunizados e no constante risco de importação de casos pelos viajantes provenientes de áreas em que a doença persiste de forma endêmica. Dos surtos ocorridos em 2013, três foram importados por viajantes provenientes da Holanda e um das Filipinas. Na região de British Columbia, onde estão ocorrendo os surtos em 2014, somente 88% das crianças menores de 2 anos estão imunizadas e sabe-se que não se pode eliminar o sarampo com menos de 95% de cobertura vacinal. Um dos motivos dessa falha na cobertura vacinal é a oposição à vacinação por motivos religiosos da ultraortodoxa Reformed Congregation of North America, que administra a escola que é o epicentro do atual surto canadense, onde estudam 450 alunos não vacinados. Para os membros dessa congregação, “imunizar as crianças representaria um desafio à vontade de Deus”.
 
No Brasil, apesar de a cobertura vacinal contra o sarampo vir se mantendo acima dos 95% preconizados, grandes surtos voltaram a ocorrer desde o ano passado. Aqui, ao contrário do Canadá, o problema da oposição filosófica ou religiosa às vacinas não é tão expressivo. Uma explicação parece estar na qualidade da cobertura vacinal, que não é homogênea, criando bolsões de populações suscetíveis em decorrência de problemas estruturais do sistema de saúde. Informações do Ministério da Saúde indicam que a homogeneidade da cobertura vacinal com a vacina Tríplice Viral em crianças com 12 meses de idade nos anos de 2010 e 2011 está abaixo dos 70% estabelecidos como meta. Adicionalmente, no período de 2001 a 2011, estima-se que apenas 71% das crianças entre 1 e 11 anos tenha recebido uma segunda dose da vacina Tríplice Viral.
 
Grandes eventos como a Copa do Mundo de Futebol e as Olimpíadas deverão tornar o desafio do controle de surtos ainda mais complexo em nosso país. Na conclusão dos autores do artigo canadense, “o sarampo é tão contagioso que eventualmente irá atingir cada indivíduo não imunizado”. E é exatamente essa a sensação que temos ao vivenciar os surtos no Brasil, que têm acometido principalmente as crianças menores de 12 meses que ainda não foram vacinadas e encontram-se desprotegidas. Mais do que nunca é hora de manter o calendário vacinal de nossas crianças em dia.

Sem vacinas, há risco de epidemias no Brasil

Crescente nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, a resistência de muitos pais à vacinação tem impacto direto no Brasil. O vai e vem de turistas coloca a população brasileira em contato com agentes transmissores de males como sarampo – já foram registrados surtos no Nordeste e Sudeste do país – e coqueluche, doenças erradicadas no Brasil há algumas décadas.

Vacina contra a Gripe

Dois em cada três americanos adultos recusam vacinas contra a gripe e a mesma proporção se abstêm de vacinar as adolescentes contra o vírus do papiloma humano (HPV), causador do câncer de colo de útero, segundo os Centros Federais de Controle e Prevenção de doenças. Além do temor de efeitos colaterais, há entre os norte-americanos a crença de que algumas vacinas provocam autismo.

“Há casos de brasileiros que viajam e, no retorno, geram epidemias”, observa o médico Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim).

Kfouri lembra que um dos maiores estragos foi provocado em 2007, quando os dois filhos de um casal de pediatras antroposóficos (abordagem complementar à medicina que integra as teorias e práticas da medicina moderna a tratamentos homeopáticos) foram diagnosticados com sarampo nos Estados Unidos. Durante o voo de volta a São Paulo outras crianças foram infectadas e a Vigilância Sanitária teve que monitorar demais passageiros.

“Foi uma decisão individual que demandou toda a sociedade e ainda gerou custo para o poder público”, avalia Kfouri.

O presidente da Sbim explica que a vacinação no Brasil é obrigatória, mas que não há qualquer punição prevista para quem não cumpre a determinação. Também não há uma política de barreira para garantir a entrada apenas de turistas devidamente imunizados no país.

“Mas a Justiça brasileira já entendeu, em alguns casos, que não vacinar os filhos caracteriza maus-tratos por parte dos pais”, pondera Renato Kfouri.

“Os médicos não sabem tudo”, diz a norte-americana Kathleen Wiederman, de 42 anos. Ela acredita que a natureza é suficiente para combater as doenças e prefere recorrer a tratamentos alternativos. Kathleen escolheu dar à luz em casa e resiste na hora de vacinar a filha de cinco anos. Só a insistência do marido a levou a aceitar que imunizassem a pequena contra a varíola e o sarampo, mas ela recusou a vacina contra poliomielite.

“Nos preocupamos com a população hesitante. Em geral, são pessoas com formação universitária e que pertencem à classe média alta”, revela Barry Blomm, professor de medicina na Universidade de Harvard. E o número “aumenta em todo lugar”, assegura.

Quase todos os Estados americanos admitem exceções à vacinação, por motivos religiosos ou pessoais. “Hoje em dia você pode deixar de se vacinar por razões filosóficas. É uma estupidez”, denuncia Anne Gershon, diretora do Departamento de Doenças Contagiosas Infantis da Universidade de Columbia. “É nocivo para muita gente”.

Campanha de proteção contra a gripe

A campanha de vacinação contra a gripe tem como meta imunizar 80% desse grupo. Mesmo quem se vacinou no ano passado deve repetir a dose.

“Qualquer indivíduo pode tomar a vacina, mas na rede pública a preferência é o chamado grupo de risco, como profissionais de saúde, crianças até cinco anos, idosos e portadores de doenças crônicas, como asma”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Imunização (Sbim), Renato Kfouri.

A vacina contra a gripe está disponível em todas as unidades básicas de saúde do estado. É gratuita e somente contraindicada para pessoas com histórico de reação anafilática prévia ou alergia severa relacionada a ovo de galinha e seus derivados, ou a qualquer componente da vacina. E também para pessoas que apresentaram reações anafiláticas graves a doses anteriores.

A vacinação pode reduzir em até 45% o número de hospitalização por pneumonia e em até 75% a mortalidade global. Na população idosa, o risco da evolução de uma gripe para pneumonia cai em cerca de 60%, e o risco global de hospitalização e morte pode ser reduzido em 50% e 68%, respectivamente, a partir da imunização regular.

Uma curiosidade: a maioria dos adultos saudáveis pode transmitir o vírus da gripe um dia antes de desenvolver os sintomas e até sete dias depois de ficar doente.

Vacina reduz em até 75% mortalidade por complicações da gripe

Vacina da gripe reduz em até 75% mortalidade por complicações da gripe

Pessoas portadoras de doenças crônicas, crianças de 6 meses e menores de 5 anos, gestantes, pessoas com 60 anos ou mais, mulheres até 45 dias após o parto, indígenas e profissionais de saúde não devem deixar de se vacinar contra a gripe. O alerta é feito pelo Ministério da Saúde.

Vacina contra gripe

Vacina contra gripe

Os grupos definidos como prioritários são justamente os mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias, de acordo com recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A vacina contra a gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações ou, até mesmo, óbitos. Estudos demonstram que a vacinação contribui para  redução de 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

A proteção é contra três subtipos do vírus da gripe: A/H1N1, A/H3N2 e Influenza B. Após a aplicação da vacina, o organismo demora de duas a três semanas para criar os anticorpos, por isso o ideal é se imunizar o mais rápido possível, uma vez que o período de maior circulação da gripe é entre final de maio e agosto.

A vacina é contraindicada apenas para pessoas com histórico de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas quem tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados.

A campanha de vacinação contra o vírus Influenza vai até dia 9 de maio. Por todo o Estado 6,3 mil postos de saúde, entre fixos e volantes, estão abertos das 8 horas às 17 horas. A meta é imunizar 9,2 milhões de paulistas, o que representa 80% do público-alvo. Na Baixada Santista, a estimativa é de que 505 mil pessoas sejam imunizadas.