Surto de sarampo no Nordeste pode afastar turistas durante Carnaval

A necessidade da vacina contra sarampo é muito importante. Um comunicado publicado na quarta-feira (12), no site da Associação Brasileira de Agências de Viagens de Santa Catarina (Abav-SC), alerta os catarinenses que desejam viajar para o Nordeste, em especial para o Ceará, Pernambuco e Paraíba, sobre o surto de sarampo que está afetando a região.

carnaval_1024x768O documento reproduz uma recomendação da Secretaria de Saúde do Estado de Santa Catarina, através da diretoria de Vigilância Epidemiológica.

O texto fala que, no Brasil, a doença está controlada desde 2000 mas que, no entanto, desde o início de 2013 estão ocorrendo surtos em Pernambuco e na Paraíba, “todos relacionados a contatos com turistas internacionais, oriundos principalmente dos continentes europeu e asiático, e que desde o início de janeiro de 2014 o estado do Ceará também vem confirmando casos de sarampo”, diz a nota.

O comunicado das autoridades sanitárias de Santa Catarina fala também que as agências de turismo podem colaborar divulgando a seus clientes que, antes de qualquer viagem internacional, ou para o Nordeste brasileiro, em especial para os estados acima citados, devem estar vacinados contra o sarampo.

O alerta sobre a necessidade da vacina é feito ainda para todos os trabalhadores que atuam no turismo, entre eles guias, recepcionistas de hotel, tripulantes, taxistas, entre outros setores.

Serviço
Alerta das da Secretaria de Saúde do Estado de Santa Catarina, através da diretoria de Vigilância Epidemiológica: http://www.abavsc.com.br/portal/noticias/detalhes.php?id=1189

FONTE: Diário de Bordo

Vacina anti-HIV da USP passa em teste inicial com macacos

O projeto piloto do teste em macacos de uma vacina contra o HIV desenvolvida pela USP obteve resultados preliminares surpreendentemente positivos, afirmam os cientistas que o conduziram. “Testamos a resposta imune dos animais e os resultados foram excelentes”, conta Edecio Cunha Neto, pesquisador que liderou os trabalhos de desenvolvimento da vacina. “Os sinais foram bem mais intensos do que os que encontramos em camundongos”, diz Susan Ribeiro, cientista associada ao projeto.
 
O aumento da resposta imune, comparado ao estudo com camundongos, foi de 5 a 10 vezes, dependendo do macaco testado. A surpresa dos pesquisadores, que ministraram três doses separadas por 15 dias em quatro macacos-resos do Instituto Butantan, se deu pelo fato de que normalmente a reação a essa modalidade de vacinação é menor em primatas do que em roedores.
 
Trata-se de uma vacina de DNA. Os cientistas “escrevem” nessa molécula trechos de genes que codificam pedaços de proteínas do vírus causador da Aids. Com a inserção do DNA no organismo, a ideia é que ele seja usado dentro das células para fabricar só essas miniproteínas (chamadas peptídeos), sem o vírus original. Esses pequenos pedaços proteicos foram escolhidos com base em pacientes que têm resposta imune incomumente alta ao HIV. Estudos conduzidos desde 2001 chegaram a 18 peptídeos que são candidatos a produzir reação forte do sistema de defesa.
 
Testes feitos em camundongos modificados para ter imunologia similar à humana mostraram que é possível ensinar células responsáveis pela identificação de patógenos invasores a identificar esses peptídeos e atacá-los.
 
A premissa é que, se o sistema imunológico aprender a reconhecer esse material rapidamente e reagir para destruí-lo, é isso que ele fará ao encontrar o HIV de verdade.Contorna-se, portanto, um dos maiores desafios de combate ao vírus: o fato de que ele costuma passar ileso pelo sistema imunológico, que não o reconhece como um invasor perigoso até que seja tarde demais. Como o HIV infecta justamente as células de defesa, ele desativa mecanismos do nosso organismo que nos defendem de infecções.

 

Vacina anti-HIV

Vacina anti-HI


 

Os dados obtidos pelo projeto-piloto são animadores, mas ainda não consistem em prova definitiva de sucesso. Um dos problemas é o número reduzido de animais. A ideia agora é expandir o teste para 28 macacos e desenvolver um protocolo diferente, que envolve outra forma de administrar a vacina. Em vez de injetar o DNA diretamente no organismo, a proposta envolve incluir o DNA que codifica esses peptídeos do HIV no genoma de vírus “atenuados” -incapazes de causar infecção mas indutores de potentes respostas imunes. Uma opção seria usar o vírus da vacina da febre amarela em combinação com outros vetores virais, aparentados da vacina da varíola e do causador do resfriado nos chimpanzés. O procedimento torna esses vírus uma espécie de dublê do patógeno mortal.
 
Espera-se que a resposta imune seja ainda mais poderosa com o uso desse recurso. Caso os testes sejam todos bem-sucedidos, estará pavimentado o caminho para os ensaios clínicos com humanos. O grupo da USP busca parceiros na iniciativa privada para conduzir essa etapa final, que envolve custos da ordem de R$ 250 milhões. Até o momento, a pesquisa consumiu cerca de R$ 1 milhão.

Vai viajar? Atenção à vacina contra o Sarampo

Se você for a Pernambuco e Ceará deve tomar antes a vacina contra o sarampo. Os dois estados nordestinos vêm registrando casos da doença neste ano.

Este é o alerta à população que pretende viajar para os estados de Pernambuco e Ceará, no Nordeste, para que tomem a vacina contra o sarampo. O ideal é que a imunização ocorra 10 dias antes da viagem. Os dois estados vêm registrando casos da doença neste ano.

A vacina tríplice viral é a medida de prevenção mais segura e eficaz contra o sarampo, protegendo também contra a rubéola e a caxumba.

A vacina tríplice viral é a medida de prevenção mais segura e eficaz contra o sarampo.

A vacina tríplice viral é a medida de prevenção mais segura e eficaz contra o sarampo.

Em 2013, a doença esteve presente em diferentes regiões do mundo, resultando em óbitos no Paquistão e Nigéria, e milhares de casos na China, Turquia, Rússia, Georgia, Gabão, e no Reino Unido. Os Estados Unidos registraram surtos em três estados, relacionados à importação do vírus da Índia e Reino Unido.

No Estado de São Paulo foram registrados cinco casos de sarampo em 2013, todos vinculados à importação de outros países.

Segundo Marcos Boulos, coordenador de Controle de Doenças da Secretaria do Estado de São Paulo, os casos de sarampo são mais comuns durante a infância, mas na idade adulta e em crianças menores de um ano de vida os riscos de complicações pelo vírus costumam ser maiores.

“A vacina ainda é a forma mais segura de prevenção”, assegura Boulos.

A primeira dose da vacina deve ser aplicada aos 12 meses de idade e a segunda, entre quatro e seis anos. Para os adultos não imunizados, a vacina também está disponível e é indicada para os nascidos a partir de 1960.

O sarampo é uma doença de natureza viral altamente contagiosa. Sua transmissão ocorre através do contato com uma pessoa infectada ao falar, tossir ou espirrar. Também têm sido observados alguns casos de contagio por dispersão de gotículas em ambientes fechados, como por exemplo, escolas, clínicas médicas e creches. As pessoas que viajaram ao exterior nos últimos 30 dias ou tiveram contato no mesmo período com alguém que viajou devem ficar atentas quanto aos sintomas da doença.

A doença geralmente se manifesta de forma mais acentuada nos primeiros dias após o contágio e os principais indícios do vírus são febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e aparecimento inflamações avermelhadas na pele. Ao perceber os sintomas, o indivíduo deve procurar imediatamente atendimento médico.

Medida anunciada pela Anvisa amplia prevenção da pneumonia

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou recentemente a aplicação da vacina pneumocócica conjugada 13 valente em adultos acima de 50 anos para prevenir a pneumonia. A doença é responsável por mais de 900 mil internações por ano e é a quarta causa de morte no Brasil, especialmente entre pessoas com mais de 65 anos.
 

Vacina contra Pneumonia

Vacina contra Pneumonia


 

De acordo com a médica pneumologista Irma de Godoy, a vacinação para a pneumonia já existe e é recomendada para os adultos acima de 65 anos, bem como para as pessoas com doenças que as tornam mais suscetíveis à pneumonia. “Esta é uma nova vacina, seguramente diferente da outra já conhecida, por conta da sua formulação, mas ela não exclui a aplicação da anterior. Ou seja, esta vacina nova vem adicionar mais medidas de prevenção da pneumonia, agora também na população adulta. Esta vacina aprovada já é aplicada em crianças e nesta faixa etária ela demonstrou eficácia muito boa na prevenção da pneumonia. Esta é uma medida muito positiva da Anvisa, porque amplia a possibilidade de prevenção dessa doença”, explica.
 
A especialista alerta que a população deve estar muito atenta aos sinais que indicam o desenvolvimento dessa doença. “O primeiro alerta que devemos fazer à população é o de que a pneumonia é uma doença grave e que tem maior prevalência nos extremos de faixa etária, ou seja, na infância e na terceira idade.
 
É por conta disso que a vacina é muito recomendada nessas duas fases. A pneumonia se inicia, geralmente, com um quadro bastante simples e comum, que é o de tosse e catarro”, destaca.
 
A pneumologista ressalta ainda que a doença tem um comportamento muito mais agressivo do que uma gripe ou resfriado, com os quais é muito confundido na fase inicial. “Geralmente, ela é caracterizada por febre alta e comprometimento muito importante do estado geral, em que a tosse continua, especialmente com catarro amarelado. Nesses casos, a recomendação é de que realmente o indivíduo procure o atendimento médico o mais rápido possível para o diagnóstico e o tratamento corretos”, alerta.
 
Também são sintomas da pneumonia dor no tórax, alterações da pressão arterial, confusão mental, mal-estar generalizado, falta de ar e fraqueza. O tratamento da pneumonia requer o uso de antibióticos e a melhora costuma ocorrer em três ou quatro dias. Vale lembrar que são fatores de risco para a doença o tabagismo, que provoca reação inflamatória e facilita a penetração de agentes infecciosos; o consumo de álcool, que interfere no sistema imunológico e na capacidade de defesa do aparelho respiratório; o ar-condicionado, que deixa o ar muito seco, facilitando a infecção por vírus e bactérias; os resfriados mal cuidados e mudanças bruscas de temperatura.