Vacina contra meningite A tem excelente resultado em larga escala

A portabilidade do meningocócico A – a capacidade de transmitir o germe – diminuiu em 98% nas regiões vacinadas

Uma nova vacina contra a meningite A, utilizada para campanhas de vacinação em vários países africanos, mostrou-se muito eficaz em larga escala, de acordo com estudo que será publicado nesta quinta-feira (12).
 
Nenhum novo caso da doença foi observado em uma população de 1,8 milhão de pessoas vacinadas em 2011 pela MenAfriVac em três regiões do Chade – revela o estudo do periódico médico britânico “Lancet”.
 

Vacina meningocócico A

Vacina meningocócico A

 
Se forem incluídos todos os tipos de meningite, os novos casos registrados na temporada de 2012 caíram em três regiões, chegando a 2,5 a cada 100 mil habitantes, contra 43,6 casos a cada 100 mil nas demais regiões do Chade não cobertas pela vacinação em massa. Essa diferença representa uma redução de 94%.
 
De origem bacteriana, a meningite meningocócica é uma inflamação das meninges, a membrana que envolve o cérebro e a medula espinhal. Pode provocar graves lesões cerebrais e ser fatal, se não for tratada.
 
Ela pode ser causada por vários tipos de bactérias, em particular a meningocócica do sorogrupo A, responsável por cerca de 80% a 85% dos casos na África, onde epidemias acontecem entre 7 e 14 anos. Crianças e adolescentes são os mais expostos à doença.
 
A portabilidade do meningocócico A – a capacidade de transmitir o germe – diminuiu em 98% nas regiões vacinadas, revelam pesquisadores europeus e chadianos envolvidos na pesquisa.
 
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 450 milhões de pessoas vivem no “cinturão da meningite” na África, uma região que se estende do Senegal à Somália, e correm o risco de serem infectadas pelo meningocócico de tipo A. Na última epidemia registrada, em 2009, pelo menos 88 mil casos suspeitos foram registrados, incluindo 5.300 óbitos, segundo a OMS.
 
Desde a introdução do MenAfriVac em Burkina Fasso em 2010, mais de 100 milhões de pessoas já foram vacinadas na África.
 
“É um sinal extremamente encorajador para os países que ainda não introduziram a vacina“, afirmou o diretor do Departamento de Vacinação da OMS, Jean-Marie Okwo-Bele.
 
“Nós estamos apenas no meio do caminho do processo de introdução dessas vacinas, mas já temos resultados extraordinários”, acrescentou.
 
O MenAfriVac foi desenvolvido pelo Projeto Vacinas Meningite, graças a uma parceria entre a OMS e a ONG americana Path, com financiamento da Fundação Bill e Melinda Gates.

Começam nos EUA testes de implantes de vacina anticâncer

Washington — Uma vacina experimental para tratar o câncer de pele começou testes preliminares em humanos, como parte de um esforço crescente para treinar o sistema imunológico a combater tumores, afirmaram cientistas esta sexta-feira.
 
A abordagem, que demonstrou eficácia em ratos de laboratório em 2009, consiste em inserir uma implante esponjoso do tamanho de uma unha sob a pele, onde ele reprograma as células imunológicas do paciente para encontrar células cancerosas de melanoma e matá-las.
 
“É raro conseguir testar uma nova tecnologia em laboratório e levá-la para testes clínicos em humanos tão rapidamente”, disse Glenn Dranoff, professor de Medicina da Escola Médica de Harvard e integrante da equipe de pesquisas do Instituto Wyss de Engenharia Biologicamente inspirada da Universidade de Harvard.
 

Vacina contra o câncer

Vacina contra o câncer


 

O teste de fase 1 visa a testar a segurança do implante em um número pequeno de pacientes humanos. Depois disso, o dispositivo pode seguir para testes de fase 2 para verificar sua eficácia e testes de fase 3 mais amplos antes de chegar ao mercado.
 
Os implantes são feitos de um polímero de material biodegradável, altamente permeáveis e que contêm antígenos específicos ao tipo de tumor que é tratado.
 
O dispositivo libera uma proteína que atrai as células imunológicas e as envia preparadas para detectar e matar as células tumorais.
 
Os cientistas dizem que ele funciona diferente de vacinas convencionais anticâncer, que consistem em remover as células imunológicas do paciente, reprogramá-las para atrair a malignidade e reinjetá-las porque elas funcionam dentro do corpo.
 
Um medicamento já comercializado usando o sistema imunológico contra o melanoma, denominado Yervoy, é fabricado pelo laboratório Bristol Myers Squibb e foi aprovado por reguladores americanos em 2011.
 
Os gigantes farmacêuticos Merck e Roche também têm medicamentos que usam o sistema imunológico para combater o câncer em testes clínicos.
 
A farmacêutica britânica GlaxoSmithKline sofreu um golpe esta semana, quando seu teste de fase 3 de um candidato a vacina MAGE-A3 não estendeu a sobrevida de pacientes com melanoma que receberam a vacina depois que seus tumores foram removidos cirurgicamente.
 
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Cientistas revelam estar ‘perto’ de vacina universal contra gripe

Cientistas britânicos acreditam ter avançado em pesquisas que podem levar à confecção de uma vacina que proteja contra todos os tipos de gripe. O vírus influenza, causador da doença, é extremamente mutável, fazendo com que vacinas para as gripes sazonais sejam alteradas constantemente.
 

Vírus da gripe é mutável, o que dificulta confecção de vacina

Vírus da gripe é mutável, o que dificulta confecção de vacina

 
Mas novos estudos, publicados na revista científica Nature Medicine, levam a crer que, em breve, será possível fabricar uma vacina universal contra a gripe, que mata entre 250 mil e 500 mil pessoas todos os anos.
 
O vírus influenza é capaz de mudar as proteínas que brotam de sua superfície tão facilmente quanto trocar de roupas. No entanto, o material localizado no seu interior é comum a várias de suas mutações, levando os cientistas a acreditar que concentrar no núcleo do vírus pode ser a chave para desenvolver a vacina universal.
 
Pandemia
Acredita-se que uma parte específica do sistema imunológico, conhecida como células-T, seja capaz de reconhecer as proteínas que habitam o centro do vírus. Para examinar como essas células-T reagem diante da presença do vírus, pesquisadores do Imperial College, de Londres, analisaram 342 funcionários e estudantes que contraíram gripe suína, que provocou uma pandemia em 2009.
 
Eles estimam que ter se deparado com a “casca” do novo vírus deve ter sido uma experiência completamente diferente para o sistema imunológico, mas acreditam que o material localizado no seu núcleo não deve ter causado espanto às defesas do corpo humano.
 
A equipe analisou os níveis de um tipo de células-T no início da infecção dos pacientes analisados e constatou que quanto mais células-T eles tinham, mais amenos eram os sintomas. Os pesquisadores então isolaram a parte do sistema imunológico que oferecia algum tipo de proteção à pandemia e a parte do vírus que estava sendo atacada, provavelmente comum a várias de suas mutações.
 
“Esta é a base para uma vacina”, afirmou à BBC Ajit Lalvani, líder da pesquisa. “Nós agora conhecemos exatamente o subgrupo do sistema imunológico que defende o organismo e identificamos os fragmentos-chave no núcleo do vírus que são atacados. Eles devem ser incluídos em uma vacina”.
 
“Se este for realmente o caso, estamos a cinco anos de fabricar uma vacina. Temos o conhecimento, sabemos o que tem de estar nela e agora temos de seguir adiante”.
 
Desafios
A futura vacina seria diferente de outras, como a tríplice administrada contra sarampo, rubéola e caxumba, em que o sistema imunológico é induzido a produzir anticorpos para atacar o invasor. No caso de uma vacina universal contra gripe, o corpo seria estimulado a produzir altos níveis de células-T.
 
Mas há desafios. Os pesquisadores admitem que pode ser mais difícil desenvolver este tipo de vacina do que os que estimulam a produção de anticorpos. A grande questão será conseguir que o sistema imunológico produza um número de células-T grande o suficiente para criar uma resposta duradoura.
 
O professor John Oxford, da Queen Mary University, em Londres, está cético em relação à criação de uma vacina universal.
 
“Seu efeito não poderá ser tão poderoso. Não vai resolver todos os problemas de pandemias de gripe, mas pode se somar às opções atuais de vacinas”, avalia.
 
É um longo caminho até que esse estudo seja traduzido em uma vacina que funcione”, opina.
 
BBCBrasil.com

Pediatra fala sobre os benefícios da vacina contra a varicela

De acordo com o Ministério da Saúde, no futuro, a vacina contra catapora, que passará a ser aplicada a partir deste mês, será incluída na dose tetraviral, que protege ainda contra rubéola, caxumba e sarampo. A nova vacina injetável deverá substituir a segunda dose da tríplice viral. Com a inclusão, a ideia é reduzir em 80% as internações pela doença. A vacina tetraviral tem 97% de eficácia e raramente causa reações alérgicas. A previsão do ministério é de que a vacina esteja disponível em todos os 34 mil pontos de vacinação do país até o fim do mês.
 

Vacina contra catapora ou varicela

Vacina contra catapora ou varicela


 

Segundo o pediatra Jaime Olbrich Neto, a inclusão da dose no Calendário Nacional de Vacinação é importante, porque, embora a catapora seja vista como uma doença de pouca gravidade na infância, a verdade é que ela é responsável por inúmeras complicações. “Isso tem sido observado com grande frequência, principalmente entre crianças menores de um ano e nas crianças em idade escolar. Nos adolescentes, o quadro costuma ser bastante grave. A inclusão da vacina vai possibilitar que um número cada vez menor de pessoas tenha catapora. Vamos começar a vacinar na idade em que as crianças têm contato com quem tem catapora e a doença ocorre com maior frequência nas crianças”, explica.
 
O especialista afirma, ainda, que, com a inclusão da vacina, o país terá redução significativa na ocorrência da doença e dos casos de mortalidade associada a complicações da catapora. “Vamos ter menor ocorrência de otites, pneumonias, doenças de pele e impetigos, ou seja, problemas associados à varicela. O quadro mais grave na varicela é aquele em que a criança pode desenvolver uma encefalite pelo vírus herpes-zoster, o que é extremamente grave”, alerta o médico.
 
Para Jaime Neto, o principal objetivo dessa medida é fazer com que a prevenção reduza a circulação do vírus entre a população. “A estratégia é de que a vacina permaneça no calendário exatamente para que, ao longo do tempo, atinja um número cada vez maior de crianças e evite que tenhamos de fazer controle de surtos em creches e escolas com uma vacinação local, deixando a comunidade em geral exposta. Quando investimos em prevenção, não estamos beneficiando apenas as crianças vacinadas, mas reduzimos a circulação do vírus na comunidade”, completa o pediatra.
 
Sua carteira ou da sua família, está atualizada? Faça uma visita para a IC Vacinas e solicite maiores informações sobre a vacina contra varicela/catapora.

Região de Campinas registra mais duas mortes causadas por gripe H1N1

Casos foram confirmados nesta segunda-feira em Campinas e Hortolândia Caso de morte pelo vírus Influenza B (gripe) também foi confirmado pela Saúde.

 
Dois casos de morte decorrentes do vírus H1N1 (gripe) foram confirmados nesta segunda-feira (26) em cidades da região de Campinas (SP). Um homem de 57 anos morreu em Campinas e um idoso de 71, em Hortolândia, segundo as secretarias de Saúde dos dois municípios.
 

Vacina contra gripe

Vacina contra gripe

 

Segundo a Prefeitura de Campinas, o homem contaminado pelo H1N1 faleceu no dia 20 de agosto e não havia tomado a vacina contra a gripe, embora fizesse parte do grupo de risco. Com mais esse caso confirmado, a cidade já acumula 12 mortes pela gripe A este ano.
 
Em Hortolândia, a morte do idoso ocorreu no dia 25 de julho. Segundo a Prefeitura, apesar do homem ter tomado a vacina gripe, ele participava do grupo de risco porque tinha idade avançada, diabetes e estado de saúde debilitado. Esse foi o segundo caso de morte registrado na cidade em 2013.
 
Morte Influenza B

Foi confirmado também nesta segunda-feira a segunda morte causada pelo vírus Influenza B (gripe) em Campinas. Segundo a Prefeitura, a vítima faleceu no dia 17 de agosto e era uma mulher de 28 anos. Ela não havia tomado vacina contra a gripe e não participava do grupo de risco.
 
A Secretaria Municipal de Saúde de Campinas informou que em 2013 foram confirmados 82 casos de pessoas com algum tipo do vírus Influenza (gripe), sendo 60 por H1N1, 19 por Influenza B e três por H3N2.
 
Solicite maiores informações sobre a Vacina contra a gripe, na IC Vacinas em Maringá/PR.

Só em 2013, 3.200 casos de Gripe A já foram registrados em todo o país

Do total de pessoas que tiveram a doença da gripe A, 639 morreram. Maior número de casos é em São Paulo, onde mais de 300 pessoas morreram.

 
Os casos de Gripe A triplicaram na Bahia este ano, e o estado já enfrenta um surto da doença.
 
A incidência da chamada Gripe A, causada pelo vírus H1N1, aumentou quase três vezes na Bahia. De janeiro até o último dia 12, 43 casos foram registrados, contra 16 no mesmo período do ano passado. Oito pessoas morreram. Há dois anos o estado não registrava mortes provocadas pelo H1N1.
 
“Como o grande aumento de casos no Sul e no Sudeste ocorreu em maio, junho, é possível que as pessoas, vindo para cá, época de férias, época de festas juninas, tenham nos trazido o vírus”, declara Juarez Dias, coordenador de emergência em Saúde da Vig Epid.
 

Vacina contra Gripe

Vacina contra Gripe


 

Em todo o país já foram registrados este ano, mais de 3.200 casos de Gripe A; 639 pessoas morreram. O estado com o maior número de casos é São Paulo, onde mais de 300 pessoas morreram.
 
Apesar de a campanha já ter acabado, os postos de saúde em Salvador continuam vacinando contra a Gripe A. É a forma mais eficaz de prevenção, mas o efeito da vacina não é imediato.
 
Os médicos recomendam muita atenção com os sintomas. O que começa parecendo uma Gripe comum pode se agravar em poucos dias.
 
“Falta de ar, às vezes dificuldade de oxigenação traduzida em arroxeamento dos dedos, dos lábios, confusão mental. Em qualquer evento no curso de uma Gripe que o indivíduo apresente esses sintomas, ele deve imediatamente procurar seu médico clínico ou o posto de saúde mais próximo”, explica Francisco Hora, pneumologista.