Vacina também é assunto de adulto

Faz tempo que você não tira a caderneta de vacinasda gaveta? Cuidado, você pode transmitir doenças aos seus filhos. Deixe suas vacinas atualizadas!

 
Você sabia que atualizar a sua caderneta de vacinação é tão importante quanto deixar a do seu filho em dia? Um levantamento da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, 61% dos adultos não se lembram da última vez que foram vacinados contra a coqueluche, o que significa que eles mesmo sem querer podem expor bebês vulneráveis à doença.
 
Vacinas para Adultos em Maringá
 
Isso porque os sintomas de uma doença como a coqueluche são quase imperceptíveis em nós, adultos, mas no organismo frágil dos pequenos podem ser bem mais intensos, como conta o infectologista Jean Gorinctieyn, do Hospital Emilío Ribas (SP): “Um adulto que não recebeu o reforço de uma vacina pode desenvolver um quadro pequeno de coqueluche, com tosse e febre fraca. Mas, quando ele leva isso para locais de convívio social, como shoppings ou transporte público, pode contaminar crianças que ainda não receberam todas as doses da vacina”. Isso também pode acontecer com outras doenças, como sarampo e até mesmo uma gripe.
 
Sem medo
Vamos fazer um teste: qual foi a última vez que você foi vacinado? Se já faz tanto tempo que você nem consegue se lembrar direito, pode estar na hora de abrir a gaveta e conferir se são necessárias doses de manutenção.
 
Tipos para adultos
A recomendação do Ministério da Saúde é que os adultos tenham os quatro tipos de vacina abaixo atualizados na caderneta (todas disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde):
 
Hepatite B: esquema básico de três doses que devem ser tomadas dos 20 aos 49 anos;
Difteria e tétano (dupla): são três doses básicas na infância e um reforço a cada 10 anos. Se você perdeu a carteira de vacinação e não se lembra de ter tomado as doses anteriores, recomece;
Sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral): são duas doses até os 20 anos de idade e uma dose no período dos 21 aos 49 anos. Não há necessidade de reforço;
Febre amarela: uma dose a casa 10 anos somente para quem mora em áreas endêmicas, como Amazonas, Maranhão e Mato Grosso (clique aqui para ver o Mapa do Ministério da Saúde). Se você vai viajar para estes locais, também precisa se imunizar.
 
Branco recomenda ainda que os adultos tomem a vacina da gripe (influenza) anualmente e a contra HPV.
 
Anote a dica
Quando o Brasil começou as campanhas de vacinação em massa, na década de 60, criou-se a cultura de pensar que imunização é só nesse período. Porém, os cuidados com a saúde precisam ser constantes. “Geralmente as pessoas se lembram das vacinas quando sofrem algum acidente, como, por exemplo, pisar em um prego enferrujado. O ideal é criar o hábito de olhar para a caderneta de vacinação, assim como marcar consultar de rotina com especialistas”, aconselha Branco. Se você é uma pessoa esquecida, use a tecnologia ao seu favor, com lembretes de e-mail ou celular. Só não vale deixar de se cuidar, combinado?
 
Ligue agora para a IC Vacinas  de Maringá Tel.: (44) 3225.3738 ou envie suas dúvidas para atendimento@icvacinas.com.br.

Laboratório espera disponibilizar vacina da dengue em 2015

A francesa Sanofi já começou a produzir doses experimentais da vacina da dengue, mas espera a conclusão de duas pesquisas para dar detalhes sobre o produto.

 
O laboratório francês Sanofi Pasteur começou a produzir doses experimentais de uma vacina contra a dengue. O objetivo é disponibilizar o produto em 2015. Segundo a farmacêutica, a empresa será capaz de fabricar 100 milhões de doses ao ano.
 
Esse não é o único projeto no mundo que busca produzir uma vacina contra a doença — há, inclusive, estudos feitos no Brasil, como no Instituto Butantan. A vacina da Sanofi, que vem sendo desenvolvida ao longo de 20 anos de pesquisa, é a que se mostra mais perto de ser usada na prática clínica.
 
Vacina da DengueEmbora ainda não tenha obtido autorização dos órgãos oficiais de saúde para que comece a produção da vacina, a empresa decidiu iniciar o processo para garantir que ela seja a primeira farmacêutica a lançar uma vacina contra a doença. “O tempo de produção é muito longo”, disse à agência Reuters Anthony Quin, chefe da fábrica onde a Sanofi produzirá a vacina.
 
A Sanofi informou que vai esperar os resultados da fase final de duas pesquisas para dar mais detalhes sobre a vacina. Segundo o laboratório, cerca de 45.000 pessoas da Ásia e América Latina estão participando desses testes. Suas conclusões devem ser divulgadas entre o final deste ano e o início de 2014.
 
Em janeiro deste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a dengue como a doença tropical que se espalha mais rapidamente no mundo hoje, com potencial para se tornar uma epidemia mundial. Segundo a entidade, todos os anos são registrados mais de 50 milhões de infecções e 20.000 mortes em decorrência da dengue em todo o mundo.

Gripe causou morte de 24 pessoas no Paraná em 2013

Balanço da Secretaria Estadual de Saúde aponta que mais cinco pessoas morreram por consequência da gripe, sendo duas delas em Curitiba

 
O Paraná registrou desde o início do ano 24 mortes causadas por consequências causadas pelo vírus da gripe (Influenza). O balanço atualizado foi divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) nesta segunda-feira (8). Os números mostram que cinco mortes – até então suspeitas – foram confirmadas como óbitos causados pela enfermidade na semana entre 1º e 7 de julho. Duas foram em Curitiba. Telêmaco Borba, Alto Paraná e Bom Sucesso tiveram um óbito do tipo cada. Embora tenham sido confirmadas agora, as mortes ocorreram entre 19 e 30 de junho, conforme os dados da secretaria.
 

Vacina Contra Gripe em Maringá: IC Vacinas

Vacina Contra gripe em Maringá: IC Vacinas


 

Os números da gripe no estado apontam que o cuidado com a prevenção entre os grupos de risco é uma medida importante para evitar um maior número de óbitos. Entre os 24 mortos, 16 tinham doenças crônicas (com enfermidades respiratórias, cardíacas, renais, hepáticas, neurológicas, imunodeprimidos, com obesidade de grau três e transplantados).
 
Os doentes crônicos estão entre as pessoas que fazem parte do público-alvo da imunização contra a gripe. Fazem parte dos que têm direito à vacina os idosos com mais de 60 anos, gestantes, crianças com idade entre seis meses e um ano, 11 meses e 29 dias, trabalhadores de saúde, indígenas e população do sistema penitenciário e cadeias públicas.
 
Apesar do registro de mais cinco mortes, houve uma queda de 16% no total de casos da doença, quando os números são comparados com o mesmo período do ano passado. Neste ano, 642 pessoas tiveram a confirmação de contaminação por Influenza. Em 2012, foram 770.
 
O acompanhamento da gripe no estado da Sesa também aponta para uma mudança no comportamento da doença. O órgão aponta que o período mais crítico em 2012 ocorreu a partir da primeira quinzena de junho. Já neste ano, os casos começaram a aumentar na segunda quinzena de abril.
 
A intenção do governo do estado agora, segundo informações publicadas na agência de notícias, é antecipar a campanha no ano que vem ainda mais que em 2013. Neste ano, as ações para vacinação contra a gripe no país já começaram três semanas mais cedo, no dia 15 de abril. A antecipação ocorreu principalmente pelo apelo dos estados do sul, que começam a ter mais casos da doença quando começam os meses mais frios do ano.
 
Prevenção no estado
 
No Paraná, há três frentes de prevenção e tratamento à gripe, segundo a Sesa. Compõem o programa de enfrentamento à enfermidade a vacinação, medidas de prevenção – incentivo ao uso de álcool gel, lavar as mãos, manter ambientes ventilados – e a prescrição do oseltamivir aos pacientes com sintomas de gripe. A Secretaria orienta que ao sentir os sintomas da gripe, o paciente deve ir ao hospital para que seja prescrito o medicamento, antes mesmo da confirmação da doença por meio de exames.
 

Por Jornal de Londrina (http://www.jornaldelondrina.com.br/saude/conteudo.phtml?id=1389363)

Anvisa aprova vacina contra HPV para mulheres de todas idades no Brasil

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) acaba de aprovar a indicação da vacina Papilomavírus humano 16 e 18 (recombinate) para meninas a partir de 9 anos, sem limite de idade.

A medida estende a indicação da vacina para prevenir o Papilomavirus humano, anteriormente permitida para mulheres de 10 a 25 anos, a mulheres acima dos 25, possibilitando que estas tenham acesso à imunização contra o HPV com objetivo de prevenir o câncer de colo do útero.

Com a mudança, basta que a paciente leve um pedido de seu médico em laboratórios da rede privada para ser vacinada. Já pela rede pública, há poucas cidades no país que disponibilizam a medicação.

A Anvisa frisa que a medida só vale para a vacina produzida pela GlaxoSmithKline, já que a solicitação da ampliação da idade partiu deste laboratório.

Cervarix, nome pelo qual é conhecida internacionalmente a vacina, oferece 93,2% de eficácia na proteção contra as lesões pré-cancerosas no colo do útero, pois imuniza contra os tipos de HPV 16 e 18, mas também oferece proteção ampliada contra outros tipos como 31 e 45, os principais causadores do câncer do colo do útero.

“Esta medida é extremamente relevante, pois permite à mulher, independente da idade que ela tenha, a oportunidade de se prevenir contra o segundo tipo de câncer mais prevalente em mulheres no país e um dos poucos que efetivamente pode ser evitado”, afirma o gerente médico para vacinas da GSK, Otávio Cintra.

O câncer do colo do útero é uma das principais causas de morte em mulheres. De acordo com a OMS, o Brasil tem aproximadamente 69 milhões de mulheres com 15 anos de idade ou mais, com risco de desenvolvê-lo. O Inca (Instituto Nacional do Câncer) estimou, no ano passado, 17.540 novos casos de câncer do colo do útero a cada 100 mil mulheres e mais de 4.800 mortes em decorrência da enfermidade.

Um dos principais motivos para essa alta incidência é o aumento no número de mulheres vítimas do HPV (papiloma vírus humano), que é relacionado com praticamente 100% dos casos da doença.

“Hoje observamos um crescimento preocupante da infecção por HPV em todo mundo, incluindo o Brasil. Ampliar o acesso à prevenção da infecção pelo vírus é fundamental para evitar novos casos”, explica o presidente da Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia, Garibalde Mortoza Junior.

Estudos recentes demonstram que, além de 100% de eficácia contra os HPVs 16 e 18, a vacina oferece proteção adicional, específica, contra infecções persistentes causadas pelo HPV 45 e 31, que são os tipos mais comuns do vírus causadores de câncer do colo do útero no mundo.

Essa proteção ampliada possibilita 93% de proteção contra as lesões associadas a este tipo de câncer. Os HPVs tipos 16, 18, 31 e 45 juntos são responsáveis por aproximadamente 90% dos casos de câncer do colo do útero em todo o mundo.

SUS dará vacina contra HPV a meninas de 10 e 11 anos

Anúncio da vacina contra HPV foi feito na manhã desta segunda-feira (1º); postos e escolas oferecerão doses.

 
O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (1º) que apenas meninas entre 10 e 11 anos de idade poderão receber gratuitamente a vacina quadrivalente contra o HPV (papilomavírus humano) pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
 
O HPV é um vírus sexualmente transmissível e o principal causador do câncer de colo do útero e, em menor medida, de garganta.
 

Vacina contra HPV

Vacina contra HPV


 
De acordo com secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, a vacinação acontecerá nos postos de saúde e nas escolas públicas. Segundo Barbosa, o câncer de colo de útero é causa de 6.600 internações por ano no País.
 
— A intenção é proteger as meninas para o futuro. Fazendo isso [vacinar nesta faixa etária] protegeremos também as meninas de 12 a 16 anos de idade. Os pais e responsáveis precisam autorizar a vacinação.
 
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que a faixa etária entre 10 e 11 anos foi escolhida, pois a vacina tem “melhor efeito antes de se iniciar a atividade sexual”.
 
A vacina estará disponível no início do ano letivo de 2014 e serão aplicadas 12 milhões de doses. A intenção do Governo Federal é vacinar 80% público-alvo.
 
— A estimativa é que 685 mil são infectadas pelo HPV a cada ano no Brasil. Ela infecta mesmo quem não tenha tido relação sexual. O namoro pode transmitir o HPV. O câncer de colo de útero é o segundo tipo de câncer mais frequente e a quarta causa de morte no Brasil.
 
Campanha
 
Para reforçar a importância da vacinação, Padilha afirmou que irá fazer uma grande campanha de conscientização em todo o País no inicio do próximo ano.
 
— Queremos envolver também as escolas particulares, não só as públicas.
 
HPV
 
Segundo o Instituto Pasteur, centro francês de pesquisas sobre saúde, existem mais de 150 tipos de papilomavírus, dos quais cerca de 20 podem estar na origem “de anomalias celulares, lesões pré-cancerosas e cânceres”, principalmente do colo do útero. Nos outros casos, trata-se de um vírus benigno que, geralmente, desaparece sozinho. Pode provocar verrugas (ou condilomas) nos órgãos genitais masculinos e femininos.
 
Nos últimos anos, vacinas destinadas a meninas, de 10 a 25 anos, foram lançadas no mercado. A prevenção se baseia também na detecção das lesões pré-cancerosas por meio da realização regular do exame papanicolau, que se tornou popular e causou uma redução da mortalidade vinculada ao câncer.
 
O oncologista Luiz Paulo Kowalski, diretor do núcleo de Cabeça e Pescoço do Hospital A.C. Camargo, lembra que o vírus também pode ser transmitido por sexo oral. Dessa forma, a vacina será eficaz na prevenção dos cânceres de boca e garganta.
 
— Já temos provas suficientes de que a vacina funciona e que é mais barato prevenir do que tratar. Além disso, a doença pode afastar o indivíduo do trabalho, desencadear sequelas que também vão precisar de tratamento e, dependendo do caso, ele não consegue mais exercer suas atividades, gerando um ônus enorme para a sociedade