Vacina contra gripe pode ter evitado 13 milhões de casos da doença nos EUA de 2005 a 2011

O maior número de casos evitados com a vacina contra gripe ocorreu entre 2010 e 2011: nesse intervalo de tempo, cinco milhões de casos de gripe, 2,1 milhões de visitas médicas e 40.400 hospitalizações foram prevenidas pela vacinação

 
Segundo um estudo realizado por pesquisadores do Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC, sigla em inglês), a vacinação contra o vírus influenza pode ter impedido 110.000 hospitalizações e 13 milhões de casos de gripe no país durante o período de 2005 a 2011.
 
Os responsáveis pelo trabalho, publicado no periódico PLOS ONE nesta quarta-feira, calcularam o número de casos da enfermidade que teriam acontecido nos Estados Unidos se não houvesse vacinação. Para isso, basearam-se em fatores como as taxas de hospitalização durante as temporadas de gripe e a eficácia da vacina. De acordo com essa análise, o maior número de casos evitados ocorreu entre 2010 e 2011: nesse intervalo de tempo, cinco milhões de incidências de gripe, 2,1 milhões de visitas médicas e 40.400 hospitalizações foram prevenidas pela vacinação.
 
Desde 2010, os Estados Unidos recomendam a vacinação anual contra o vírus da gripe para todos os indivíduos acima dos seis meses de idade, o que transforma o país no único do mundo a ter recomendação universal de vacina contra a gripe. “Os Estados Unidos têm a recomendação universal, mas não distribuem a vacina. Lá, as pessoas são asseguradas e compram a vacina”, explica Marcos Boulos, professor de moléstias infectuosas e parasitárias da Faculdade de Medicina da USP.
 
Brasil — No Brasil, a recomendação é feita apenas para as pessoas que apresentam risco elevado de contrair a doença ou desenvolver complicações a partir dela. Esse grupo de risco é constituído por idosos acima dos 60 anos, crianças de seis meses a dois anos de idade, gestantes ou mulheres que deram a luz a menos de 45 dias, indígenas, profissionais da saúde e doentes crônicos.
 
“Aqui no Brasil, o governo fornece a vacina contra gripe gratuitamente. Como não temos vacina para todo mundo, porém, só há a recomendação para os grupos de risco. As outras pessoas que se preocupam e querem ser vacinadas devem procurar as clínicas”, afirma Boulos. “A gripe, em si, não costuma ser um problema para a maior parte das pessoas e não é uma doença grave, a não ser que seja contraída por indivíduos que fazem partes dos grupos de risco. Nesse caso, pode evoluir para doenças de maior gravidade.”
 
CONHEÇA A PESQUISA
 
Título original: Influenza Illness and Hospitalizations Averted by Influenza Vaccination in the United States, 2005–2011
Onde foi divulgada: periódico PLOS ONE
Quem fez: Deliana Kostova, Carrie Reed, Lyn Finelli, Po-Yung Cheng, Paul M. Gargiullo, David K. Shay, James A. Singleton, Martin I. Meltzer, Peng-jun Lu, Joseph S. Bresee
Instituição: Centro de Prevenção e Controle de Doenças, EUA
Dados de amostragem: taxas de hospitalização durante as temporadas de gripe nos Estados Unidos durante o período de 2005 a 2011
Resultado: Os pesquisadores chegaram à conclusão de que a vacinação contra gripe nos Estados Unidos pode ter evitado 110.000 hospitalizações e 13 milhões de casos de gripe no país durante o período analisado
Vacina contra gripe pode ter evitado 13 milhões de casos da doença nos EUA de 2005 a 2011

Vacina contra HPV corta infecção pela metade em meninas, diz estudo

Pesquisa diz que esta é a 1ª evidência do bom funcionamento da vacina. Método contra infecção entrou no mercado há sete anos.

 
Pesquisadores afirmaram, nesta quarta-feira (19), que uma vacina para o vírus sexualmente transmissível cortou infecções em meninas adolescentes pela metade. Esta é a primeira evidência de quão bem a vacina contra o HPV funciona desde que entrou no mercado há sete anos.
 
Os resultados do estudo pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças foram liberados nesta quarta. Para as idades de meninas de 14 a 19 anos, o estudo encontrou uma redução de 56% nos tipos de vírus HPV visadas pelos estudos. Agora, as campanhas de vacinação vão se concentrar em meninas com idades entre 11 e 12.
 
Muitos homens e mulheres são infectados com o papilomavírus humano durante a sua vida. A maioria não desenvolve os sintomas e “limpa” a infecção por conta própria. No entanto, algumas infecções proporcionadas pelo HPV levar a verrugas genitais, câncer cervical e outros cânceres.
 
Confira a ilustração sobre a vacina HPV abaixo:
 

Vacina HPV em Maringá

Vacina HPV em Maringá

Paraguai exige vacina antes de viagem ao Brasil para visita do Papa

O Programa Ampliado de Imunizações do Paraguai exige que os paraguaios que viajarão para o Rio de Janeiro, em julho, para participar da Jornada Mundial da Juventude, tomem vacina contra uma série de doenças, incluindo o sarampo.
 
A diretora, Sonia Arza, ressaltou que o Brasil registra casos de “sarampo e outras enfermidades”. Ela disse que vacinação é uma maneira de os viajantes se resguardarem, pois pessoas de “várias partes do mundo” estarão na jornada.
 

Papa Francisco no Brasil

Papa Francisco no Brasil


 

“O programa está ampliando a proteção aos viajantes, prevenindo a possibilidade de casos importados de sarampo e outras enfermidades”, disse a diretora. Segundo ela, os viajantes poderão se vacinar nos centros e unidades de saúde, além dos hospitais regionais, nos quais as vacinas são gratuitas.
 
A Jornada Mundial da Juventude, com a presença do papa Francisco, será de 23 a 28 de julho, no Rio. Segundo Sonia Arza, o Estado da Paraíba confirmou 15 casos de sarampo, em João Pessoa, e a situação é observada pela vigilância epidemiológica e de vacinação.
 
Papa Francisco no Brasil
Com um público estimado em 1,5 milhão de pessoas, a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2013 ocorre entre os dias 23 e 28 de julho, no Rio de Janeiro. O evento, realizado a cada dois ou três anos, promove um encontro internacional de jovens católicos o Papa. A última edição da JMJ ocorreu em 2011, em Madri, na Espanha, e reuniu cerca de 2 milhões de pessoas, de mais de 190 países.
 
O evento marca também a primeira grande visita internacional do papa Francisco desde sua nomeação como líder máximo da Igreja Católica, em 13 de março desde ano. O Pontífice chega ao Rio de Janeiro na tarde do dia 22 de julho, com retorno a Roma previsto para o dia 28. Sua agenda no Brasil contempla a visita à comunidade de Varginha, no complexo de Manguinhos, na zona norte do Rio, e ao Hospital São Francisco de Assis. Além disso, terá um encontro com a sociedade no Theatro Municipal, no centro da cidade, e ao Santuário de Aparecida, em São Paulo. O ponto alto fica por conta de duas grandes celebrações na praia de Copacabana, na zona sul do Rio, nos dias 25 e 26.

Vacinação para sarampo, caxumba, rubéola e gripe

Aglomeração facilita a transmissão de doenças como sarampo, caxumba, rubéola e gripe, que podem ser evitadas com a vacinação.

Copa das Confederações 2013

Copa das Confederações 2013

De 15 a 23 de junho, o Brasil vai sediar a Copa das Confederações – torneio que deve reunir milhares de torcedores nos jogos disputados pelas seleções de oito países, em seis capitais: Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte e Recife.

Quem vai assistir ou trabalhar no torneio deve estar atento às doenças, que podem ser transmitidas mais facilmente pela aglomeração de pessoas e são evitadas por vacinas.
“Nesse evento teremos pessoas originárias de países, onde há doenças que estão controladas no Brasil como o sarampo. Por isso, o ideal é que toda a população já tivesse tomado, pelo menos, duas doses da vacina tríplice viral para evitar o sarampo, a caxumba e a rubéola”, afirma o médico infectologista José Geraldo Ribeiro, professor de Medicina Preventiva da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.
O vírus do sarampo ainda circula em países da Europa e da Ásia, como França, Espanha, Alemanha, Polônia e Japão. Apesar de estar sob controle há mais de 10 anos no Brasil, ainda surgem eventualmente casos da doença trazida por visitantes estrangeiros ou pessoas que viajaram ao exterior.
A gripe é também outra doença, evitada por vacina, que pode se propagar com mais intensidade durante este mega evento. “Todos os ambientes fechados, com grande número de pessoas, propiciam a transmissão do vírus Influenza, causador da gripe”, diz o especialista.
PREVENÇÃO
O médico José Geraldo Ribeiro acredita que, independentemente da realização de mega eventos, o adulto deve estar com a sua carteira de vacinação em dia, porque estará protegido contra infecções que podem ocorrer mais facilmente em locais fechados ou com a proximidade de pessoas.
Assim como há vacinas recomendadas para a criança, o adolescente e o idoso, a imunização deve ser um instrumento para o adulto se proteger contra doenças como a gripe, as hepatite A e hepatite B, a coqueluche, a difteria, o tétano, a varicela, o  sarampocaxumbarubéola e a febre amarela.
A diretora de Saúde Pública da Sanofi Pasteur, Lucia Bricks, também chama atenção para a hepatite B, porque aproximadamente a metade dos adultos jovens não completaram o esquema de vacinação. “Nesses casos é necessário completar o esquema e, nos grupos de risco, fazer-se uma avaliação da resposta imune após um mês da terceira dose”, diz a médica.

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Influenza A (H1N1): Perguntas e Respostas

1. Definição

O que é Influenza A H1N1?
É uma doença respiratória aguda (gripe), causada pelo vírus A H1N1. Este novo subtipo do vírus da influenza é transmitido de pessoa a pessoa principalmente por meio da tosse ou espirro e de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.
 
O que significa H1N1?
Hemaglobulina 1 e Neuraminidase 1. Existem vários números, dependendo do tipo de vírus.
 
Qual a diferença entre a gripe comum e a Influenza A H1N1?
Elas são causadas por diferentes subtipos do vírus influenza. Os sintomas são muito parecidos e se confundem: febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza. Por isso, não importa, neste momento, saber se o que se tem é gripe comum ou a nova gripe. Deve-se orientar a população a procurar seu médico ou um posto de saúde quando do aparecimento dos sintomas.
 
Esse vírus Influenza A H1N1 é mais violento e mata mais do que o normal?
Até o momento, o comportamento da nova gripe se assemelha ao da gripe comum. Ou seja, o vírus A H1N1 não se apresentou mais violento ou mortal. No entanto, estudos mais aprofundados ainda devem ser realizados, em todo o mundo, para esclarecer o comportamento do novo vírus.
 

2. Transmissão e medidas de prevenção

Como ocorre a transmissão?
O vírus é transmitido de pessoa a pessoa, principalmente por meio da tosse ou do espirro e de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas. No entanto, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a principal forma de transmissão não é pelo ar, mas sim pelo contato com superfícies contaminadas.
 
Quando infectada, por quanto tempo uma pessoa com o vírus da nova gripe transmite a doença?
O período de transmissibilidade da doença é diferente entre adultos e crianças. Nos adultos, o período é de sete dias após o aparecimento dos sintomas, enquanto em crianças este período vai de dois dias antes até 14 dias após o início dos sintomas.
 
Quais as medidas de prevenção que devem ser repassadas à população?
A população deve ser orientada a tomar alguns cuidados de higiene, como lavar bem e com freqüência as mãos com água e sabão, evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies, não compartilhar objetos de uso pessoal e cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar.
 
Existe transmissão sustentada do vírus Influenza A H1N1 no Brasil?
De 24 de abril, data do alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o surgimento da doença, até 15 de julho, o Ministério da Saúde só registrou casos no país de pessoas que contraíram a gripe no exterior ou de pessoa que esteve fora do Brasil. Em 16 de julho, o Ministério da Saúde recebeu a notificação do primeiro caso de transmissão da doença sem o vínculo com viagens ou contato com passageiros internacionais. A partir daí, foram adotadas as estratégias para lidar com esta nova realidade, como a integração de toda a rede de saúde, para manter e reforçar as medidas de atenção à população.
 
Por que a doença atinge mais os jovens?
Embora a incidência da doença seja maior entre jovens, ainda não há estudos mundiais conclusivos sobre a transmissibilidade da doença, ou seja, que esclareça melhor o comportamento da nova doença.
 
Qual a orientação do Ministério sobre frequentar locais fechados?
A recomendação é evitar locais com aglomerados de pessoas, pois isso reduz o risco de contrair a doença.
 
É preciso usar máscara em lugares de grande circulação, para evitar o contágio?
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a principal forma de transmissão não é pelo ar, mas sim pelo contato com superfícies contaminadas. Por isso o uso de máscaras pela população não é recomendado pelo Ministério da Saúde. Entretanto, quem está doente deve fazer uso de máscara quando houver necessidade de contato com outras pessoas, para não transmitir o vírus.
 
É possível ser infectado com a Influenza A H1N1 enquanto está com gripe comum?
Não. Um dos motivos para que isso ocorra é a concorrência natural entre os vírus, o que leva à predominância de um em detrimento do outro. Por isso, não há infecção simultânea pelo vírus influenza.
 
Uma pessoa pode ter influenza mais de uma vez?
Sim, mas não causada pelo mesmo subtipo de vírus e nem em um curso espaço de tempo. Isso porque a pessoa fica imunizada pelo subtipo de vírus depois de ter a doença. Também porque o vírus circula mais em um determinado período do ano (por isso é chamado de sazonal), especialmente no inverno, estação que varia de acordo com o hemisfério do planeta. No caso do Brasil, a circulação do vírus da gripe aumento no período de junho a outubro. Portanto, a probabilidade de uma pessoa contrair gripe nesse intervalo de tempo é maior.
 
A pessoa que teve influenza cria imunidade ao vírus?
Sim. Esse comportamento é comum em infecções por vírus. Depois de contrair a doença, o organismo humano cria defesas contra o “inimigo”, evitando futuras infecções pelo mesmo vírus.
 
Qual a influência das estações do ano na disseminação do vírus?
No inverno, em virtude das baixas temperaturas e da maior permanência das pessoas em locais fechados, o risco de transmissão é maior. Mas embora o risco de transmissão seja reduzido antes e depois do inverno, as recomendações para a prevenção do vírus Influenza A H1N1, bem como dos outros tipos de vírus da gripe, são as mesmas: lavar as mãos constantemente, evitar por as mãos na boca e nos olhos, evitar aglomerações em ambientes fechados, proteger a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, usar lenço descartável, limpar sempre as superfícies de mesas, telefones, maçanetas e outros móveis e objetos de uso coletivo, bem como ficar atento ao surgimento de casos da doença na comunidade, em ambientes de trabalho ou na escola.
 
Qual a especificação da máscara a ser utilizada? Pode-se usar a comum ou a N95? Deve-se passar esta informação ao cidadão?
A máscara recomendada para uso é a máscara cirúrgica. A N95 é indicada apenas para profissionais de saúde que atuam junto ao paciente em procedimentos capazes de gerar aerossóis (partículas muito pequenas de saliva, que podem conter o vírus).
 
Que medidas adotar para evitar a disseminação do vírus, a partir do momento em que o paciente procura o posto de saúde? É preciso usar máscara cirúrgica?
Se o paciente apresentar tosse ou espirro e secreções nasais, deve-se oferecer a ele máscara cirúrgica, para evitar a transmissão a outras pessoas.
 
A pessoa assintomática pode transmitir o vírus?
Sim. É importante lembrar que as medidas de higiene respiratória e pessoal devem ser praticadas independentemente da presença ou não de sintomas, pois apresentam resultado muito importante na interrupção da transmissão.
 
Durante o período de incubação, pode haver transmissão da doença? Ou ela só ocorre com a presença de sintomas?
Isto é raro de ocorrer, pois uma das principais formas de eliminação do vírus é pela tosse ou espirro. No entanto, a transmissão pode ocorrer em média até 48 horas antes do início dos sintomas.
 
Quanto tempo o vírus resiste fora do organismo?
O vírus resiste de 24 horas a 72 horas fora do organismo.
  

3. Sintomas

Quais são os sintomas dos casos graves da gripe causada pelo vírus Influenza A H1N1 e que devem ser encaminhados aos hospitais de referência?
Pessoas com febre acima de 38ºC, tosse, dispnéia (dificuldade respiratória), acompanhada ou não de dor de garganta ou manifestações gastrointestinais.
Os profissionais de saúde devem estar atentos aos fatores de risco, que são: idade inferior a dois anos ou superior a 60 anos, imunodepressão (como em pacientes com câncer ou em tratamento para AIDS), pacientes com hemoglobinopatias, diabetes mellitus, obesos (IMC > 35), cardiopatas, pneumopatas, doentes renais e pacientes com outras condições crônicas.
 
Há possibilidade de o paciente ter a doença e não ter os sintomas?
Sim. Podem ocorrer casos assintomáticos, quando a pessoa tem o vírus no organismo, mas não apresenta os sintomas mais comuns, como febre alta repentina, tosse e dor nas articulações, entre outros.
 
Sobre os sintomas, há algum que impreterivelmente esteja presente? Qual seria?
Febre e, em casos graves, além de febre e tosse, há dificuldade para respirar e outros sinais avaliados pelo médico.
 
A diarreia é um dos sintomas da Influenza A H1N1?
Algumas pessoas apresentam alterações gastrointestinais, como vômito e diarreia, mas estes são sintomas mais raros.
 

4. Medidas de biossegurança (ANVISA)

O novo vírus Influenza A H1N1 é transmitido às pessoas mediante o consumo de carne de porco processada ou de outros produtos alimentícios?
Não há evidências de transmissão do vírus Influenza A H1N1 pelo consumo de carne de porco ou de quaisquer produtos alimentícios.
Ademais, os tratamentos térmicos utilizados comumente no cozimento da carne de porco eliminam qualquer vírus potencialmente perigoso e presente em carne crua.
Portanto, é importante que todos os alimentos, inclusive a carne de porco e seus derivados, sejam consumidos bem cozidos. Para que o cozimento seja adequado, a temperatura de 70°C tem que ser atingida em todas as partes dos produtos. As carnes devem perder a aparência rosa ou o aspecto sangrento.
 

Quais cuidados os serviços de alimentação devem adotar durante a manipulação alimentos, inclusive da carne de porco?
As orientações sobre segurança na manipulação de produtos alimentícios devem ser aplicadas a todos os tipos de alimentos. As Cinco Chaves para uma Alimentação Mais Segura, publicadas pela Organização Mundial da Saúde trazem diversas diretrizes para a manutenção da inocuidade dos alimentos durante seu preparo. São elas: Mantenha a limpeza, Separe alimentos crus de alimentos cozidos, Cozinhe bem os alimentos, Mantenha os alimentos a temperaturas seguras, Use água e matérias-primas seguras. Informações mais detalhadas podem ser encontradas no endereço: http://www.who.int/foodsafety/consumer/manual_keys_portuguese.pdf
 

Que outras medidas devem ser adotadas durante o manuseio de alimentos?
A carne e os produtos de suínos, manipulados de acordo com as práticas de higiene não são uma fonte de infecção. Além do controle da temperatura, durante a preparação dos alimentos deve-se evitar o contato direto ou indireto entre alimentos crus, semipreparados e prontos para o consumo para que os micróbios presentes no alimento cru não contaminem o alimento preparado.
Os serviços de alimentação devem redobrar os cuidados com a limpeza dos utensílios como: copos, pratos, talheres e panelas. As instalações sanitárias devem possuir lavatórios e estar supridas de produtos destinados à higiene pessoal, tais como, papel higiênico, sabonete líquido inodoro, produto anti-séptico (por exemplo, álcool a 70% em gel, ou líquido) e toalhas de papel não reciclado ou outro sistema higiênico e seguro para secagem das mãos. A restrição à circulação de pessoas na cozinha deve ser rigorosa. Somente os manipuladores de alimentos devem ter acesso à cozinha, devidamente uniformizados.
Após serem submetidos à cocção, os alimentos preparados devem ser mantidos em condições de tempo e de temperatura que não favoreçam a multiplicação microbiana. Para conservação a quente, os alimentos devem ser submetidos à temperatura superior a 60ºC (sessenta graus Celsius) por, no máximo, seis horas. As pessoas que manipulam alimentos crus devem realizar a lavagem das mãos utilizando água corrente e sabonete antes de manusear alimentos preparados.
Os manipuladores que trabalham nos serviços de alimentação devem adotar procedimentos que minimizem o risco de contaminação dos alimentos preparados por meio da anti-sepsia das mãos, isto é, usando álcool a 70% em gel, ou líquido e pelo uso de utensílios ou luvas descartáveis. A adequada higiene das mãos e durante o manuseio de alimentos são medidas sempre importantes para garantir a segurança dos produtos alimentícios.
 
É preciso usar máscara durante a manipulação de alimentos?
O uso de máscaras por manipuladores em serviços de alimentação não é obrigatório segundo a legislação sanitária federal. Além disso, os manipuladores que apresentarem sintomas da Influenza A ou outras enfermidades que possam comprometer a qualidade higiênico-sanitária dos alimentos devem ser afastados da atividade de preparação de alimentos enquanto persistirem essas condições de saúde.
 
É preciso usar luvas durante a manipulação de alimentos?
O uso de luvas por manipuladores em serviços de alimentação não é obrigatório segundo a legislação sanitária federal. O emprego de luvas na manipulação de alimentos pode ocorrer desde que sejam observadas as perfeitas condições de higiene e limpeza destas. Ademais, seu uso não exime o manipulador da obrigação de lavar as mãos cuidadosamente.
 
Manipuladores podem contrair o vírus durante o manuseio de alimentos?
Não há qualquer evidência da transmissão do vírus Influenza A H1N1 pela manipulação de carne de porco ou de quaisquer produtos alimentícios.
Entretanto, os mesmos cuidados adotados pelos consumidores devem ser seguidos pelos manipuladores de alimentos, como lavagem adequada das mãos, evitar tocar superfícies desnecessariamente, evitar tocar os olhos, boca e nariz e não compartilhar objetos de uso pessoal.
 
Quais cuidados devem ser adotados ao frequentar serviços de alimentação, tais como restaurantes, lanchonetes, bares e cantinas escolares?
Primeira medida e a mais importante: lave as mãos, principalmente antes de consumir algum alimento. Sabemos que alguns micróbios vivem por algumas horas em superfícies como mesas de restaurantes, de cafeterias e maçanetas de portas. Portanto, evite tocá-las desnecessariamente.
Evite também tocar os olhos, boca e nariz após contato com essas superfícies e não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, pratos e copos. Beba muito líquido e prefira alimentos nutritivos. Além disso, não fale, cante, tussa, assovie ou espirre sobre os alimentos. Prefira os serviços de alimentação que sejam bem arejados e que não tenham aglomerações de pessoas.
 
Deve-se evitar usar bebedouros públicos?
Sim. Recomenda-se que cada pessoa utilize copo ou garrafa plástica de uso pessoal. É importante que os bebedouros sejam higienizados com muita freqüência. Em caso de dúvida sobre a periodicidade da higienização, evite tomar água diretamente dos bebedouros.
 
Onde posso denunciar irregularidades em serviços de alimentação?
Denúncias sobre irregularidades de serviços de alimentação devem ser encaminhadas diretamente à Vigilância Sanitária de sua localidade. Os contatos podem ser obtidos no sítio eletrônico da Anvisa: http://www.anvisa.gov.br/institucional/enderecos/index.htm
 

5. Tratamento

A gripe A H1N1 se cura sozinha ou todos os casos devem ser tratados com antiviral?
A maioria dos casos se apresenta da forma leve e se cura com hidratação, boa alimentação e repouso.
 
Em casos suspeitos, quem deve prestar o primeiro atendimento ao paciente?
O paciente deve ser atendo na unidade de atenção primária (posto de saúde) mais próxima de sua residência. Se for o caso, a unidade de atenção primária encaminha o paciente aos hospitais de referência.
 
A pessoa que estiver com suspeita da gripe A H1N1, ao procurar um posto de saúde, não estaria expondo as outras pessoas? Por que não mandá-la diretamente ao hospital de referência?
Se o paciente apresentar tosse ou espirro e secreções nasais, deve receber máscara cirúrgica, para evitar a transmissão para outras pessoas. Grande parte dos casos de gripe pode ser tratado e acompanhado no ambulatório. Os hospitais de referência devem ser reservados para atender os casos graves.
 
Qual o procedimento a ser adotado pelos municípios que não têm hospital de referência?
Todos os estados possuem um Plano de Enfrentamento de Pandemia, em que consta o fluxo de atendimento a ser cumprido e quais são os hospitais de contenção e de referência (retaguarda). A atenção básica tem um papel fundamental no monitoramento e acompanhamento dos casos leves, que correspondem à maioria.
 
Para quem é indicado o tratamento com fosfato de Oseltamivir (Tamiflu)? O Ministério da Saúde liberou o uso do medicamento para todas as pessoas?
O Ministério da Saúde não recomenda o uso do Oseltamivir para toda a população porque o uso inadequado do produto pode levar à resistência do vírus ao medicamento. Além disso, o uso sem controle e desnecessário do Oseltamivir pode levar ao desabastecimento, o que traria danos a toda a população, além do risco de reação adversa.
Portanto, a medida adotada pelo governo brasileiro tem o objetivo de evitar que o vírus da nova gripe crie resistência ao único tratamento disponível no mundo. Além disso, o uso racional do Oseltamivir no tratamento da Influenza A H1N1 é uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para evitar maiores riscos à saúde pública.
Está indicado o uso do Oseltamivir para todas as pessoas que apresentarem a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG): pessoa em qualquer idade com febre repentina acima de 38º, tosse e dificuldade de respirar (dispnéia) ou com outros sintomas, como dores no corpo e nas articulações. Esses são os indivíduos que exigem hospitalização. Também está indicado para os casos de pessoas que apresentem sintomas e façam parte do grupo de risco ou que apresentem fatores de risco para complicação da doença, com as mulheres grávidas.
 
O tratamento se inicia mesmo sem a confirmação laboratorial? O que é feito com o paciente até sair o resultado final?
Para os casos em que está indicado o tratamento com o Oseltamivir, o procedimento deve ser iniciado independentemente do resultado de laboratório. A conduta clínica independe do resultado do exame.
 
O remédio só faz efeito se for tomado até 48 horas após o início dos sintomas?
Esta é a evidência e a orientação do fabricante.
 
Qual o tempo de duração do tratamento com Tamiflu?
A duração do tratamento é de cinco dias.
 
Há Tamiflu específico para crianças?
Não há medicamento específico para crianças. O medicamento usado no tratamento da Influenza A H1N1 é o mesmo para todas as pessoas – crianças, adolescentes, adultos, idosos, profissionais de saúde e grávidas. O que varia é a dosagem, que é dada em comprimido para adulto e em solução oral para crianças. O protocolo do Ministério da Saúde estabelece que a dose para adultos é de 75 miligramas, duas vezes ao dia, o que corresponde à ingestão de dois comprimidos diariamente, durante cinco dias.
Para crianças acima de um ano de idade e menor que 12 anos com menos de 40 quilos, as doses variam de acordo com o peso. Crianças com menos de 15 quilos devem tomar doses de 30 miligramas, de 15 a 23 quilos tomam doses de 45 miligramas, de 23 a 40 quilos recebem 40 miligramas em cada dose e acima de 40 quilos, 75 miligramas.
 
Qual a validade da matéria-prima em estoque para fabricação de Tamiflu?
Se a matéria-prima for mantida em toneis lacrados, a validade do produto é até 2016. Se os contêineres forem abertos, a validade cai para 2012.
 
Existe alguma contra-indicação em relação ao uso de salicilatos (como aspirina) em casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo vírus Influenza A H1N1?
Sim, apenas para menores de 18 anos. Os salicilatos, encontrados em analgésicos, antitérmicos e antiinflamatórios, são contra indicados para pessoas com idade inferior a 18 anos, por causa do risco de desenvolvimento da Síndrome de Reye, distúrbio raro do fígado e cérebro, que pode ser fatal.
 

6. Diagnóstico

Quem faz a coleta de material biológico para análise laboratorial? O próprio posto de saúde, um laboratório especializado ou o hospital de referência?
Em todos os estados existem pessoas habilitadas para a coleta de amostras alocadas nos hospitais de referência. O exame laboratorial para diagnóstico específico de Influenza A H1N1 somente será indicado para:
1 – acompanhar casos de doença respiratória aguda grave, segundo avaliação do médico assistente; e
2 – em amostras de casos de surtos de síndrome gripal em comunidades fechadas, segundo orientação da vigilância epidemiológica local.
 
O exame laboratorial já é realizado pela rede particular de saúde?
Não. O exame laboratorial está sendo realizado nos laboratórios de referência nacional e regionais do Brasil e em três unidades da rede de Laboratórios Centrais de Saúde Pública, dependendo da procedência da amostra.
 
Que tipo de amostra deve ser coletada?
O diagnóstico é feito a partir de amostras de secreções de nariz e faringe. O médico pode sugerir a coleta de outros espécimes, se se considerarem outras hipóteses diagnósticas.
 
Como o cidadão fica sabendo do resultado dos exames? Qual o tempo para sair o resultado?
Devido ao grande volume de casos leves, dos quais foram coletadas amostras, o Ministério da Saúde decidiu priorizar a realização de exames para os casos considerados graves e para os óbitos.
Os resultados dos exames são encaminhados, de forma concomitante, à Secretaria de Vigilância e às respectivas Secretarias Estaduais de Saúde, que podem disponibilizá-los ao cidadão, por meio da rede de assistência.
 
Por que não são realizados exames em todas as pessoas com suspeita da doença?
Nas áreas onde já há casos confirmados laboratorialmente pode-se diagnosticar pelo critério clínico (pessoas da mesma área que apresentem os mesmos sinais ou sintomas) e vínculo epidemiológico (a existência comprovada de outros casos). Não havendo necessidade de comprovação laboratorial.
 
Existe um kit de diagnóstico rápido?
Sim, existe um kit de diagnóstico rápido que é usado em alguns países. Porém, ele funciona apenas para dizer se o paciente tem gripe ou não. Mas o teste permite dizer se a infecção é causada pela Influenza A H1N1 e pode apresentar resultados incorretos.
 

7. Vacina

Há previsão para uma vacina? Quais os critérios de distribuição para a mesma? A vacina será paga?
O Instituto Butantã, ligado à Secretaria de Saúde do Governo do Estado de São Paulo, é responsável no Brasil por desenvolver as vacinas contra a gripe comum (sazonal) e estará à frente também do desenvolvimento da imunização contra a Influenza A H1N1. A vacina a ser produzida no Brasil estará disponível no próximo ano. Além de desenvolver a vacina, o MS avaliará, junto ao Butantã, a necessidade de comprar vacinas prontas de outros fabricantes.
Será disponibilizada para as Unidades Federadas da mesma forma que as demais. O público-alvo seguirá o mesmo critério que for definido pela Organização Mundial da Saúde.
 

8. Suscetibilidade e resistência

Existe risco de a mulher grávida ter a doença e trazer alguma complicação para a gestação e o feto?
A gravidez é um fator de risco para complicações por influenza.
 

9. Situação epidemiológica

Qual a letalidade da Influenza A H1N1?
A situação epidemiológica atual, no Brasil e no mundo, caracteriza-se por uma pandemia com predominância de casos clinicamente leves e com baixa letalidade. Como não há mais notificação de todos os casos suspeitos e a coleta de material para exames laboratoriais está indicada só para casos graves, por orientação da Organização Mundial da Saúde, é difícil precisar a taxa de letalidade. A média apresentada até o momento é de 0,5 no mundo. A prioridade, no Brasil, no momento, é trabalhar para evitar casos graves e óbitos.
 
Como é feito o controle epidemiológico da doença?
Por meio de estratégias integradas, adotadas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS): vigilância de doença respiratória grave, investigação de surtos de síndrome gripal, monitoramento das internações e da mortalidade por influenza e pneumonia, vigilância de síndrome gripal em unidades sentinelas.
Assim como já ocorre com surtos de gripe comum, será confirmada uma amostra de casos. As pessoas que estiveram no mesmo ambiente, como casa, escola e trabalho e apresentaram sintomas semelhantes serão confirmados por vínculo epidemiológico. Além disso, há no Brasil 62 unidades de Rede Sentinela em todos os estados, com a função de monitorar a circulação do vírus Influenza e a ocorrência de surtos, por meio da coleta sistemática de amostras e envio aos laboratórios de referência.
 
Já foi realizado um sequenciamento genético do vírus?
Sim, a exemplo do que ocorre com a influenza sazonal, cujo monitoramento é feito de forma sistemática.

Vacina contra o HPV deve ser aplicada a partir dos 9 anos

Estudo americano realizado com cerca de 390 meninas aponta que entre 10% e 45% delas já podem estar infectadas pelo vírus HPV antes mesmo da primeira relação sexual. Segundo os pesquisadores, o vírus é transmitido por meio de células contaminadas, e não por fluidos corporais. Portanto, o simples contato entre mucosas favorece o contágio.
 
A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta a vacinação como a forma mais efetiva de prevenção, pois imuniza contra a maioria dos tipos de vírus, encontrada apenas em clínicas privadas. O Ministério da Saúde planeja incorporar a vacina à rede pública com provável indicação para meninas na fase da pré-adolescência. Porém, a notícia está sendo considerada um incentivo à vida sexual precoce, deixando os pais receosos para a imunização de suas filhas.
 

As famosas preliminares também podem acarretar a transmissão do vírus HPV, cuja principal prevenção é a vacina

As famosas preliminares também podem acarretar a transmissão do vírus HPV, cuja principal prevenção é a vacina


 

Já o infectologista Alexandre Naime Barbosa acredita que a vacina é fundamental para a necessária prevenção do HPV. “Esse estudo é importante para sinalizar, mais uma vez, a direção da comunidade científica que vem discutindo a respeito de quando é o melhor momento para vacinar, principalmente as meninas, contra o HPV. A questão é que o HPV é um vírus altamente transmissível, principalmente através do contato sexual. Ele não precisa de nenhum tipo de quebra de barreira de mucosa e nenhuma ferida para que haja a transmissão”, afirma.
 
O especialista alerta, no entanto, que não é só a relação sexual completa, com penetração, que leva à contaminação. “Carícias e as famosas preliminares, mesmo que a penetração não se confirme, também podem acarretar a transmissão do HPV. E foi justamente isso que esse estudo demonstrou recentemente. Eles avaliaram 387 meninas entre 14 e 17 anos. Dessas, 22 eram virgens, sendo que em dez delas foram encontrados vírus HPV na região vaginal. Ou seja, dez jovens, sem nunca ter tido relação sexual completa, já tinham HPV. Isso suporta a ideia de que a vacinação para esse vírus tenha que ser mais precoce. Ou seja, antes das primeiras experiências sexuais, talvez a partir dos nove anos, quando a vacina já se prova efetiva, e não aos 11 ou 12 anos, quando começa, para uma grande parcela das meninas, as primeiras experiências”, completa o médico.

Michael Douglas diz que HPV causou câncer de garganta

Em entrevista ao ‘The Guardian’, ator disse que câncer não foi causado por cigarro ou álcool, e sim por uma doença sexualmente transmissível, HPV.

O ator americano Michael Douglas, 68, que há três anos lutou contra um câncer de garganta, afirmou que a sua doença foi provocada por sexo oral. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Douglas disse que o câncer que sofreu não foi causado por cigarro ou álcool, e sim por uma doença sexualmente transmissível.

 

Michael Douglas - Vacina HPV

Michael Douglas - Vacina HPV

 

“Sem entrar em detalhes, este câncer específico é provocado pelo vírus do papiloma humano(HPV), que na verdade vem do sexo oral”, explicou o ator. “Estava preocupado por saber se os problemas causados pela prisão de meu filho teriam contribuído para desencadear o câncer, mas não, na realidade se deve a uma doença sexualmente transmissível.” O filho do ator, Cameron, cumpre pena de 10 anos de prisão por posse de drogas e tráfico.
 
Michael Douglas, vencedor de dois Oscar, revelou em 2010 que lutaria contra um câncer com sessões de quimioterapia e radioterapia. Ele hoje está livre da doença. “Tenho que fazer controles regulares, agora a cada seis meses, mas tudo está normal há dois anos.”
 
Não é a primeira vez que Douglas fala de maneira aberta sobre práticas sexuais. Ainda antes de se casar com a atriz Catherine Zeta-Jones, que levou ao altar em 2002, o ator admitiu publicamente ser viciado em sexo. O vício o teria levado a trair repetidas vezes a ex, Diandra Luker, e a se internar para tratar do comportamento compulsivo. O sexo também é tema de seu último filme, Behind The Candelabra, em que interpreta o pianista gay Liberace e contracena com Matt Damon, no papel de seu amante. O longa, dirigido por Steven Soderbergh, foi apresentado no Festival de Cannes deste ano.
 
Doença — O papiloma vírus humano (HPV) é a principal doença transmissível relacionada ao sexo – ou seja, a de maior prevalência. O vírus pode ser transmitido por meio das regiões genitais, do ânus e também pelo sexo oral. Uma vez no corpo de uma pessoa, ele tanto pode ser eliminado naturalmente quanto evoluir para uma doença grave, como um câncer. Embora os principais cânceres associados ao HPV sejam os ginecológicos, como o de colo do útero, o vírus pode desencadear outros tipos da doença. “Hoje, sabemos que há outros cânceres associados ao HPV, entre eles o de ânus, de próstata e até de pele. Mas o que nos têm chamado atenção são os cânceres que ocorrem na região da cabeça e pescoço, incluindo os da cavidade oral”, disse em 2012 ao site de VEJA o médico Henrique Olival, vice-coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do HPV.
 
Matéria original: http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/michael-douglas-diz-que-sexo-oral-provocou-cancer-de-garganta

Aprovada vacina pneumocócica para quem tem mais de 50 anos

Já indicada para a prevenção de pneumonia e outras doenças pneumocócicas (DPs) para crianças até 6 anos incompletos, a vacina pneumocócica Prevenar 13 agora também está disponível para adultos com mais de 50 anos.
 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou em abril o uso da vacina pneumocócica nessa faixa etária, que é considerada de risco para infecções causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável pelas doenças pneumocócicas.
A pneumonia está entre as três principais causas de morte em todas as idades no mundo, atrás apenas das doenças cardíacas e das doenças cerebrovasculares, respectivamente.
 
Somente no mês de janeiro deste ano, a doença foi responsável por 18.671 internações de pessoas até 49 anos via Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil e por 16.462 internações de pessoas com mais de 50 anos.
 
No entanto, a infecção provocou quase sete vezes mais mortes entre as pessoas maiores de 50 anos (2.969 óbitos) em relação à população mais jovem (443 óbitos) no mesmo período.
 

Regina Duarte, madrinha da campanha 'Previna-se: encare a pneumonia de peito aberto'


 

A vacina pneumocócica no Brasil, que por enquanto só está disponível na rede privada de saúde. Não há previsão para disponibilização pelo SUS.
 
Proteção – “Com o avançar da idade, o sistema imunológico passa por um processo de envelhecimento e declínio da função chamado imunossenescência. Este processo deixa o organismo mais suscetível a uma série de doenças, entre elas a pneumonia e as demais doenças pneumocócicas”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri. Atualmente, a vacina está aprovada em 80 países para adultos maiores de 50 anos.
 
Prevenar 13 protege contra os sorotipos 1, 3, 4, 5, 6A, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19A, 19F e 23F, que estão entre os mais prevalentes em todo o mundo, incluindo o Brasil. Os sorotipos 3, 14 e 23F são os mais comuns na faixa etária acima de 50 anos, enquanto que nas crianças aparecem mais os sorotipos 6B, 14 e 18C.
 
Vale lembrar que o esquema vacinal de crianças e adultos é diferente. Enquanto as crianças recebem quatro doses da vacina (aos dois, quatro e seis meses, com uma dose de reforço entre 12 e 15 meses de idade), os adultos precisam de apenas uma dose.
“Isso acontece por conta da maturidade do sistema imunológico, ou seja, a criança precisa de mais doses para atingir um certo de nível de proteção, já alcançado pelo adulto com apenas uma dose”, explica o médico Renato Kfouri.
 
| Lista de vacinas para adultos e idosos |

| De 20 a 59 anos |
Hepatite B – 3 doses em não vacinados de 0, 30 e 180 dias. Os adultos que não tiverem comprovação de vacinação contra a Hepatite B devem receber o esquema completo, com 3 doses. A segunda e a terceira doses devem ser aplicadas, respectivamente, 30 e 180 dias após a primeira. Para os que tiverem esquema incompleto (1 ou 2 doses), completar até a terceira dose.
 
DT (difteria e tétano, tipo adulto) – 3 doses em não vacinados de 0, 30 e 180 dias (e reforço a cada 10 anos). Todas as pessoas a partir de 20 anos (incluindo idosos) que não tiverem comprovação de vacinação contra tétano e difteria devem receber o esquema completo, com 3 doses da DT.
Febre amarela – 1 dose em não vacinados (e reforço a cada 10 anos);
 
| Acima de 60 anos |
Hepatite B – 3 doses em não vacinados de 0, 30 e 180 dias.
DT (difteria e tétano, tipo adulto) – 3 doses em não vacinados de 0, 30 e 180 dias (e reforço a cada 10 anos)
Febre amarela – 1 dose em não vacinados (e reforço a cada 10 anos)
SRC (tríplice viral, MMR) – Dose única em não vacinados
Gripe (influenza) – 1 dose anual
Antipneumocócica 23 valente polissacarídica – Dose única
 
Fonte: Ministério da Saúde