Médico Jorge Kalil revela que o Instituto Butantan está em busca de uma vacina para dengue

Jorge Kalil é médico imunologista, diretor do Instituto Butantan e professor titular da Faculdade de Medicina da USP. “Muitas das coisas que nós temos de doenças são maneiras que temos de nos defender bem ou mal do meio ambiente”, comenta o imunologista.

Durante o programa, o médico fala sobre as 7 vacinas e 12 tipos de soros que estão sendo fabricados no Instituto e também sobre as novas pesquisas para produzir vacinas aqui no Brasil. “Nós estamos em busca de uma vacina para dengue”, conta.

Kalil ainda comenta sobre como estão as pesquisas para o desenvolvimento de uma vacina contra a AIDS. “Existe muita pesquisa, mas a dificuldade é muito grande. Nós temos que conhecer ainda mais a doença”, afirma.

Assista na íntegra acessando http://tvg.globo.com/programas/programa-do-jo/programa/platb/2012/10/22/medico-jorge-kalil-revela-que-o-instituto-butantan-esta-em-busca-de-uma-vacina-para-dengue/

Ocitocina, a molécula da moral

No livro ‘A Molécula da Moralidade’, o neuroeconomista americano Paul Zak eleva o papel do hormônio oxitocina a novos patamares — mais do que ajudar mulheres no parto e na amamentação, ele é, em última instância, o responsável pelas relações de confiança na sociedade e na economia.

Ocitocina: o hormônio, diretamente relacionado com a amamentação e o parto, é o responsável pelo vínculo entre mãe e filho (Thinkstock)

Na segunda metade do século XVIII, Adam Smith publicou um livro que se transformaria em um dos pilares intelectuais do capitalismo. Em A Riqueza das Nações, o economista escocês defendia a tese de que o crescimento econômico provinha da busca do interesse próprio. Smith, no entanto, também defendia que “o homem é, por natureza, um ser com compaixão.” Paul Zak, economista e diretor do Centro de Neuroeconomia da Universidade Claremont, na Califórnia, tem outro nome para a compaixão descrita por Smith: oxitocina. Em seu mais recente livro A Molécula da Moralidade (Editora Elsevier, R$ 65,90), que será publicado em julho no Brasil, Zak defende que esse hormônio, ao promover a confiança entre indivíduos, é a ‘cola’ que une famílias e sociedades.

A ocitocina foi descoberta em 1909, quando o farmacologista inglês Henry H. Dale notou que o hormônio levava à contração do útero em gatas grávidas. Dois anos após o achado, a ocitocina já começava a ser usada por médicos para induzir o parto em gestantes.

O hormônio viria a ser vinculado ainda à amamentação — ao estimular a musculatura da glândula mamária, facilitando a expulsão do leite. “Depois, ele passou a ser chamado de hormônio do amor, porque é liberado durante o ato sexual e o beijo”, diz Pedro Saddi, endocrinologista e professor da Universidade Federal Paulista (Unifesp).

Nos últimos anos, no entanto, uma série de pesquisas começou a sugerir que a substância tem um papel crucial de reguladora do comportamento social. Descobriu-se, por exemplo, que a ocitocina estava relacionada às ações de confiança e cooperação entre animais (é a molécula que faz roedores tolerarem outros membros da espécie em tocas apertadas, por exemplo). Em 2003, um estudo realizado pela Universidade de Maryland e publicado no periódico Behavioral Neuroscience demonstrou que o hormônio era responsável pelo comportamento monogâmico entre as ratazanas da pradaria (Microtus ochrogaster).

Conhecida por seu papel na amamentação e no parto, a ocitocina é também a cola social que une famílias, comunidades e toda uma sociedade. Em seu mais recente livro, o economista americano detalha os dez anos de pesquisas científicas que o levaram a expandir o papel do hormônio no corpo humano – e na sociedade.

A molécula da economia — O economista Paul Zak, no entanto, resolveu ir além de tudo o que já se sabia sobre o hormônio. A tese inicial do americano procedia de uma percepção multidisciplinar. Em 2000, Zak demonstrou que países com taxas mais altas de confiança entre as pessoas eram também aqueles mais prósperos. Zak começou a refletir sobre as relações entre confiança, empatia e generosidade — esses dois últimos, sentimentos já ligados ao comportamento ético. “Pensei, então, em criar um experimento científico para ver se a ocitocina era a responsável por dotar as pessoas de senso moral”, afirma em entrevista ao site de VEJA. Paul Zak dava, então, início à sua caçada pela molécula da moralidade.

Para medir a variação dos níveis de ocitocina no sangue, o economista pediu a um grupo de voluntários para participar do que chamou ‘Jogo da Confiança’. O teste funcionava da seguinte maneira: o jogador 1 recebia 10 dólares e podia enviar tudo, uma parte ou nada para o jogador 2. O valor enviado, no entanto, é triplicado — se o jogador 1 doa 2 dólares, o jogador 2 recebe 6 dólares. O jogador 2 tem, então, a opção de devolver ou não algum dinheiro para o jogador 1. A análise sanguínea dos voluntários demonstrou que quanto maior era o valor transferido entre os jogadores, maior era os aumento nos níveis de ocitocina. “A liberação da ocitocina está diretamente relacionada com comportamentos transparentes. Se você se importa comigo, provavelmente me importarei de volta. E nossos níveis de ocitocina vão aumentar, nos unindo”, diz Zak.

Para confirmar a tese e os resultados do primeiro teste, o economista repetiu as análises nos níveis de ocitocina em experimentos variados — fazendo os voluntários inalarem ocitocina, testando tribos e comunidades isoladas em diferentes locais do globo, exibindo filmes com forte apelo emocional e até mesmo pulando de paraquedas. Em todos, quanto maior era a confiança entre os participantes, maiores eram também os níveis de ocitocina.

“Apenas 5% das pessoas não são capazes de ter essa liberação de ocitocina”, diz Zak. Dentro dessa pequena parcela da população estão aqueles com problemas orgânicos, como autistas e psicopatas, pessoas que sofreram algum tipo de trauma como mulheres que foram abusadas sexualmente na infância) e que sofrem com stress.

Por estar diretamente envolvida com a interação social, a ocitocina afeta também as relações econômicas de um país. De acordo com Zak, isso significa que é a ocitocina quem nos diz em quem confiar e quando ficar desconfiado, quando gastar e quando poupar. “O nível de confiança dentro de uma sociedade determina se essa sociedade prospera ou se mantém na miséria”, escreve. Para o economista, são as sociedades nas quais os indivíduos conseguem reforçar contratos, confiar no profissionalismo alheio e acreditar que o outro não vai roubá-lo que têm mais potencial para o desenvolvimento econômico. E a ocitocina está diretamente envolvida nessa confiança mútua.



Como se conclui, então, que a molécula da confiança é também a molécula da moral? “Com medições dos níveis de ocitocina no sangue, conseguimos prever se o sentimento de empatia, que nos conecta a outras pessoas, e nos faz ajudá-las, vai se manifestar num indivíduo em relação àqueles que estão à sua volta. É a empatia que nos faz morais”, afirma Zak.

Por: Dr. Marcus Renato de Carvalho + Revista Veja

Vacinas para bebê e as vacinas para gestante

O ideal é que a mulher, ao engravidar, já tenha tomado todas as vacinas. Mas mesmo durante a gravidez, há casos em que a imunização é indicada.

Uma dúvida comum diz respeito à imunização. Afinal, gestante pode tomar vacina? Ou ainda: é recomendável que ela seja vacinada? O ideal, segundo a maioria dos médicos, é que a mulher chegue à gestação com seu calendário de vacinação em dia. O temor gerado pelo assunto relaciona-se ao risco de anomalias fetais e abortos e à falta de numerosos estudos conclusivos sobre o tema. Mas hoje, boa parte das vacinas é desaconselhada durante a gestação.

“Primeiramente, a gestante deve tomar vacina quando ela não for prejudicial ao concepto. Em segundo lugar, quando essa vacina trouxer benefício à gestante, ao feto ou a ambos. O ideal é não vacinar no primeiro trimestre e sim em torno da 32ª semana gestacional”, explica Marcio Pepe, obstetra. “Vacinas contraindicadas podem causar danos ao feto, bem como desencadear partos prematuros”, completa o médico.

Uma das vacinas recomendadas na gravidez é contra a gripe, uma vez que a gestante se enquadra no grupo de risco no caso de agravamento da doença – junto com idosos e portadores de doenças crônicas. “A vacinação contra a gripe diminui a chance de complicação, inclusive de sinusite e pneumonia”, diz o obstetra. A proteção do bebê também é feita de forma indireta por meio dessa vacinação, conferindo imunidade ao

recém-nascido durante os seis primeiros meses de vida. A gestante pode tomar a vacina tranquilamente, sem risco de efeitos colaterais, desde que não tenha alergia a ovo. As chamadas vacinas nativas (elaboradas com DNA do vírus morto) são seguras e podem ser utilizadas, se necessário, nas gestantes. Difteria, tétano, influenza e hepatite B são alguns exemplos. “As vacinas contraindicadas são tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), HPV, catapora e BCG”, afirma Pepe.

A vacinação contra o tétano, especi camente, deve ser avaliada segundo o histórico da gestante: caso ela não tenha sido imunizada contra a doença nos cinco anos anteriores à gestação, é indicado que o faça durante a gravidez. As gestantes que não foram imunizadas podem contrair o tétano pela contaminação por meio de um machucado. Bactérias presentes no solo, na pele, na ponta de pregos enferrujados e nas fezes de animais, normalmente, encontram-se inativas, mas em certos ambientes, como o de ferimentos, liberam toxinas que causam a doença. Considerado grave, o tétato tem como características o enrijecimento muscular, convulsões e coma. “Esse risco também existe durante o parto. Normal ou cesárea, há sempre algum corte pelo qual poderá entrar a bactéria”, diz Pepe.

O período recomendado para atualizar o calendário de vacinação da mulher é o puerpério (pós-parto). Nessa fase, ela está inserida num centro de saúde, frequentando clínicas de vacinação com seu filho e provavelmente não deverá engravidar nos meses seguintes.

Você já conhece o nosso calendário de vacinas?

Fonte: Caras Online
http://caras.uol.com.br/especial/anuario-do-bebe-2012/post/bebe-prevencao-vacinas-e-gestante

Estudo revolucionário pode resultar na descoberta de vacina contra Aids

Uma grande notícia é assunto de uma das mais conceituadas publicações científicas do mundo. Pesquisadores, inclusive brasileiros, participaram de um estudo revolucionário que pode resultar na descoberta de uma vacina contra a Aids, uma doença que mata 2,5 milhões de pessoas ao ano.

Há 16 anos, um homem surpreendeu os cientistas que pesquisavam Aids. Eric Fucks viveu os anos loucos quando a epidemia começou a se espalhar em Nova York, mas nunca desenvolveu a doença. Foi o primeiro identificado com uma característica genética que não impede a contaminação, mas bloqueia a reprodução do vírus no organismo. Um mistério, mas não um milagre.

Hoje os cientistas já sabem que uma em cada 300 pessoas tem essa característica genética que impede o desenvolvimento da Aids, a doença, em pessoas contaminadas com o vírus HIV. Mas como funciona essa proteção? Qual é o mecanismo por trás dessa característica? E como transformar isso num benefício para todos? As respostas começaram a surgir em uma pesquisa com a colaboração de brasileiros

A pesquisa liderada pelo americano David Watkins teve participação fundamental de cientistas da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio. Eles usaram a vacina contra febre amarela, que foi desenvolvida no Brasil, como base para criar outra, contra a Aids dos macacos, provocada pelo SIV, variante do HIV, que causa a doença entre os bichos.

O resultado, publicado na edição deste domingo (30) da Nature, a revista científica mais importante do mundo, pode mudar os rumos da busca por uma vacina contra Aids.

Na equipe, um jovem de 24 anos, que ainda nem terminou a faculdade. “Nossa vacina é baseada em engenharia genética. Toda essa parte da construção dos compostos fui eu que fiz”, conta Marlon Santana, bolsista da Fiocruz.

A engenharia genética funcionou assim: apenas um milésimo do DNA do vírus do SIV foi incorporado à vacina da febre amarela, justamente o pedaço que os cientistas acreditavam estar ligado à resistência contra o vírus.

Oitenta macacos resus foram vacinados e depois expostos ao vírus em um laboratório em Miami. Todos desenvolveram a proteção natural. E o mistério começou a ser desvendado.

Normalmente, quando entra na corrente sanguínea, o HIV invade as células brancas do sangue e cola o seu DNA no da célula, que passa a produzir centenas de cópias do invasor. É a fábrica de vírus, que são liberados no sangue para invadir outras células e continuar se reproduzindo e tomando conta de todo o organismo. Quarenta e oito horas depois de contaminada, e de ajudar a produzir milhares de vírus, a célula de defesa morre e a pessoa contaminada fica exposta às infecções provocadas pela Aids. Nos macacos vacinados, foi diferente.

“Eles têm células assassinas contra o vírus. Eles estão destruindo a fabrica do vírus dentro dos macacos”, explica Watkins.

A vacina estimulou a produção de células T, as células assassinas, porque elas identificam o glóbulo branco contaminado, colam nele e despejam uma substância que provoca a morte do glóbulo branco antes que o vírus comece a se reproduzir. É a capacidade de produzir essas células T que evita a infecção.

“O que precisamos agora é entender porque essas células T em particular são tão eficientes em controlar o vírus. Se entendermos isso, aplicaremos os mesmo princípios na vacinação para humanos”, diz o cientista.

É um novo conceito de vacina, diferente da tradicional, que estimula a produção de anticorpos.

“Nós não estamos resolvendo o problema, mas nós estamos ajudando a nortear por onde o desenvolvimento de uma vacina da AIDS tem que seguir”, acredita.

E se esse caminho levar à vacina, o Brasil estará numa posição privilegiada. Como o maior produtor mundial de vacina de febre amarela, poderá ter também a dianteira na produção de uma vacina contra a Aids.

Fonte: Globo Comunicação e Participações S.A
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1681825-15605,00-ESTUDO+REVOLUCIONARIO+PODE+RESULTAR+NA+DESCOBERTA+DE+VACINA+CONTRA+AIDS.html

Cólica em bebê? Por que? Existe uma solução?

O que falar sobre a cólica em bebê?

Provavelmente, você já viu cólica em bebê! Ou, com certeza, você sabe o que é cólica e, talvez, também tem alguma técnica para tratá-la.

Isto quer dizer que este problema é simples e fácil de ser resolvido. Então, como explicar o fato deste problema permanecer sem solução após gerações de bebês.

Por que o sofrimento persiste? Como a medicina, no auge de sua modernidade, ainda não tem uma resposta consistente para a cólica? Isto parece não ter lógica para você?

Portanto, é razoável dizer que há algo mais sutil, mais delicado, mais difícil de perceber se olhamos apenas para a superfície da cólica, como se fosse somente um problema de dor intestinal. Aceitando que o problema é mais complexo, precisamos então definir as bases dessa complexidade. Vamos lá:

Em um bebê, nada está maduro, nenhuma função é plena. É claro que, devemos reconhecer que os órgãos e sistemas não tem um grau elevado de exigência. Mas, o aparelho da digestão é diferente, ele tem a missão de fazer frente as necessidades nutricionais do bebê, e isto em alta taxa metabólica. Ou seja, mesmo em um bebê, o aparelho digestivo é altamente exigido. Mas, mesmo exigido, isto não lhe confere amadurecimento por si só. Equivale dizer que é quase certo que ele não vai funcionar da forma mais eficiente e tranquila. Então, haverá algum grau de desconforto obrigatoriamente ocorrendo na digestão do bebê.

O desconforto da digestão é natural, leve ou moderado.
Mas, e se o bebe reage de forma tao intensa? Como se fosse muito grave?


Para entendermos esta questão, precisamos acrescentar um novo dado: o aparelho psíquico do bebê encontra-se igualmente imaturo e não vai interpretar com naturalidade o desconforto digestivo gerando assim um comportamento desproporcional.

Existe ainda, mais um fator, que não é do bebê. É dos cuidadores, na maior parte dos casos, a mãe. Trata-se do transtorno adaptativo nos primeiros tempos da mãe com seu bebê. Devemos lembrar que o recém chegado é um ilustre desconhecido. Se espera da mãe que ela “aprenda-o” instantaneamente. O que evidentemente não ocorre. Isto traz para o momento da cólica, uma frustração misturada com ansiedade que em nada ajudam o bebê a recobrar a tranquilidade diante do desconforto intestinal.

Resumindo, os componentes da cólica são:
1. Imaturidade do sistema neurovegetativo que controla mal a digestão;
2. Um psiquismo igualmente imaturo que faz o bebê reagir desproporcionalmente;
3. A ansiedade da mãe é mais uma contribuição involuntária, mas real.

Diante deste quadro, não haverá nenhum remédio que dê conta da tantas variáveis. É preciso abordar a situação com o máximo de calma, entender que o processo da cólica é complexo e angustiante, mas que não é grave. Medicamentos analgésicos pouco ajudam.

Neste momento, surge a oportunidade de mencionarmos duas técnicas de tratamento que tem oferecido algum alivio. São elas: a homeopatia e a acupuntura.


Estas técnicas tem como finalidade o estimulo das funções fisiológicas do organismo. A homeopatia o faz por meio de medicamentos, e a acupuntura usa agulhas, embora no caso de bebes as agulhas possam ser substituídas por laser ou colocação de sementes na orelha.
Este tipo de estimulo pode, de maneira suave e natural, favorecer o melhor funcionamento da função digestiva, reduzindo em parte o desconforto do bebê.

A resposta ao tratamento varia para cada bebê, uma vez que uma condição determinada por tantas variáveis, não pode ser controlada de maneira simplista. Melhor seria considerar a cólica, não como uma doença, mas sim como um transtorno adaptativo, quase fisiológico.
Um abraço e até a próxima.

Dr. Luiz Renato Hapner
Médico especialista em acupuntura e homeopatia
CRM: 9502 – PR